MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

No mato sem cachorro


NO MATO SEM CACHORRO

Doc. nº26 – 2009

WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES

Índios da Raposa-Serra do Sol veem de fazer manifestação, em frente ao Palácio do Governo de Roraima, contra a demarcação da sua Reserva em área contínua. Uma evidência de que os índios, em boa parte, são pela integração dos indígenas à comunidade brasileira e não pela segregação que só lhes traz prejuízos.

Agora, se sabe, porque se viu e vê, que a maioria dos índios, já há bastante tempo, tinha entendido que só teriam a perder com a demarcação contínua, se expulsos os não- índios da área. Começaram a compreender o que lhes sucederia com a expulsão dos fazendeiros, quando isso se lhes afigurou iminente, vendo que alguns fazendeiros já se preparavam para retirar-se e começavam a demitir empregados, a maioria dos quais eles mesmos os índios da Reserva. Foi em crescendo, entre eles, o sentimento de desespero e mesmo de revolta, com os votos anunciados do STF, no julgamento da questão suscitada.

Diz-se, na área, que a manifestação vai se repetir, aumentando o número de manifestantes, que poderá alcançar até cerca de 10.000 índios, porquanto eles, lá na Reserva, em maioria, não são muito mais que 15.000.

O raciocínio lógico dos indígenas, ali, é que "os fazendeiros vão perder suas fazendas, mas lhes restará dinheiro para sobreviver; porém nós, os índios, passaremos fome".

No comando da manifestação está a SODIURR (Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima), associação que reúne o maior número de indígenas do Estado. Para os indígenas ligados à SODIURR, a manutenção dos grandes produtores de arroz na Terra Indígena Raposa Serra do Sol vai impedir o isolamento das comunidades e garantir progresso e desenvolvimento para a região. Sob tal argumento, a SODIURR - OU SEJA, A GRANDE MAIORIA DOS ÍNDIOS - espera que o STF, na sua decisão final, reconsidere a demarcação que só atende aos interesses das ONGs internacionais, que defendem os interesses dos países
hegemônicos.

Tem-se, como certo, que a manifestação não foi organizada pelos fazendeiros: estes foram chamados pelos próprios índios, seus empregados, quando alguns já se iam retirando. Acreditam, os que ali vivem, que a
maioria dos índios está tão revoltada, que eles, mantida a expulsão dos fazendeiros, poderão chegar às vias da violência.

Perguntando-se, agora, a esses índios, onde estavam aqueles que são manipulados pelo apoio internacional e protegidos pelas verbas corruptoras da FUNASA - a resposta é que a CIR (Comissão Indigenista de Roraima) é uma ficção, criada por entidades estrangeiras, representadas pelas famigeradas ONGs, com o incompreensível apoio da FUNAI. Adiantam mais que a CIR, não passa de algumas famílias protegidas de índios, como as dos privilegiados Jaci e seu filho Dionito.

Não se duvida de que, quando bater a fome dos índios, que perderão seus empregos com os não-índios, poderá decorrer violência, mesmo com sangue.

Tudo porque as autoridades da chamada nova-república abandonaram a velha e sábia política brasileira, seguida por Rondon e outros grandes brasileiros, de "Integrar para não Entregar", pela política segregacionista do "desintegrar para entregar".

A expressão "estar no mato sem cachorro" significa que alguns, em sérias dificuldades, não têm outra chance de escapulir de uma "fria" em que se encontram.

Não padece dúvida de que é o caso, no caso.

(Fonte: uma mensagem COMENTÁRIO do Cel Gélio Fregapani, de 22.01.2009.)

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 5893, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.614 CIVIS - 48 da Marinha - 461 do Exército - 47 da Aeronáutica; total 2.170. In memoriam32 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br
27 de janeiro de 2009

***

A maioria dos indios com bom senso que não se deixaram manipular pelo CIMI é contra a demarcação contínua da área na Raposa Serra do Sol.

Diogo

Indígenas ocupam prédio da Funai em Roraima

27 de janeiro de 2009.

BOA VISTA - Os índios da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiurr) ocuparam na tarde desta terça-feira (27), o prédio da Funai e fizeram como refém o administrador substituto Petrônio Oliveira. Cerca de 70 policiais, entre federais e militares, junto com o Corpo de Bombeiros estão na frente da sede da Funai, em Boa Vista.

A Sodiurr é contra a demarcação contínua da área indígena Raposa Serra do Sol. Os índios apóiam a permanência dos rizicultores na reserva indígena e defendem a demarcação da terra em ilhas.

Reivindicação

Na sede da Funai, os indígenas reivindicam 60 passagens aéreas com a finalidade de viajarem a Brasília para conversarem com os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), antes mesmo da decisão sobre a área Indígena Raposa Serra do Sol ser divulgada. “Brasília tem que ouvir a gente. Aqui na Funai (Roraima) nunca fomos atendidos com dignidade, sempre batalhamos por essas passagens, mas nunca conseguimos. Agora esperamos sermos ouvidos por Brasília”,disse Getúlio Barbosa, representante da Sodiurr.

Segundo Getúlio, os índios só desocupam o prédio da Funai, após tiverem as passagens em mãos. O negociador dessas passagens é o administrador da instituição e refém, Petrônio Oliveira. Ele negocia diretamente, por telefone, com Brasília.

Vítima

Os índios deixaram a imprensa entrar no prédio da Funai para ver as condições em que estão Petrônio Oliveira. No escritório no qual trabalha, permanecia sentado a mesa, com o telefone ao lado.

Ao ser indagado sobre a situação falou com tranqüilidade. “Tento me controlar o máximo possível. Espero as decisões de Brasília sobre as reivindicações exigidas por eles (índios). No momento o Governo Federal, não tem orçamento pra disponibilizar essas passagens. Vamos aguardar a decisão de lá (Brasília)”, destacou Petrônio.

Polícia

De acordo com o delegado da Polícia Federal Marcos Ronki, as negociações tiveram um ponto positivo. ”No momento em que chegamos, eles (índios) se intimidaram pelo nosso armamento, mas contornamos a situação. Com o pouco que conversei com Getúlio Barbosa, deu para perceber que eles sabem que essa é uma forma errada de reivindicar as exigências”, relatou Marcos Ronki.

O delegado espera uma decisão da liderança indígena para liberar o administrador Petrônio Oliveira. As polícias permanecerão no local até a retirada dos índios da sede.

Fonte: Marcelo Marques, especial de Roraima, para o Portal Amazonia