MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

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Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Marolinha: Versão atenuada do plano Buy American

Senado dos EUA aprova versão atenuada de plano "Buy American"

05 de Fevereiro de 2009 | 10:03

Por Doug Palmer

WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos EUA aprovou na quarta-feira uma versão atenuada do plano "Buy American", após o presidente Barack Obama ter manifestado preocupação com a possibilidade de disputas comerciais devido aos termos originais da proposta.

Em votação nominal, os senadores aprovaram uma emenda exigindo que o plano "seja aplicado de maneira consistente com as obrigações dos EUA sob acordos internacionais."

Isso dá a Canadá, México, União Europeia e a algumas outras potências comerciais certas garantias de que serão isentados do artigo da nova lei que exige o emprego de ferro, aço e produtos industrializados fabricados nos EUA nas obras públicas que forem realizadas graças a um pacote de estímulo econômico de quase 900 bilhões de dólares que ainda tramita no Senado.

A Câmara aprovou uma versão quase idêntica do plano "Buy American", sem tais garantias.

O senador republicano John McCain foi além e propôs que o Senado barrasse totalmente o programa "Buy American", o que acabou rejeitado por 65-31 votos.

"As provisões 'Buy American' (...) ecoam a desastrosa lei tarifária Smoot-Hawley", disse McCain, citando uma lei da década de 1930 que teria prolongado a Grande Depressão ao invés de resolvê-la. "Isso passa ao mundo o recado de que os EUA estão voltando ao protecionismo."

Grupos empresariais alertam que o "Buy American" pode gerar retaliações comerciais em todo o mundo, e por isso deveria ser derrubado no Senado.

Mas o senador democrata Byron Dorgan disse que os partidários da medida querem assegurar que os trabalhadores norte-americanos sejam efetivamente beneficiados pelas obras públicas previstas no pacote de estímulo.

"A cada dia, 20 mil pessoas estão perdendo seus empregos. Vamos despejar um monte de dinheiro pela porta deste Congresso em apoio à recuperação econômica. A questão é se vamos colocar as pessoas de volta no trabalho", disse.

Os Estados Unidos se comprometeram no passado diante do Nafta (bloco comercial da América do Norte) e da Organização Mundial do Comércio a dar tratamento igualitário em compras públicas para parceiros como Canadá, México, Japão e UE, com reciprocidade.

Outros países, como China, Rússia, Índia e Brasil, não fazem parte desses acordos, de modo que não se beneficiam das exceções aprovadas na quarta-feira pelo Senado.