MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Marolinha: Inadimplência se reduz com a crise

O Estado de S. Paulo - 14/02/2009

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Fecomércio para o Município de São Paulo, oferece oportunidade para se avaliar a reação dos consumidores ante a crise internacional.

As famílias, diante da expectativa de desemprego, reagiram com uma redução do seu endividamento de 45% em janeiro para 38% em fevereiro, uma significativa queda de 7 pontos porcentuais em um mês, especialmente levando em conta que, em relação a fevereiro de 2008, a redução foi de 10 pontos porcentuais, o que parece indicar que na esteira da crise as famílias passaram a ter muita cautela para aumentar seu endividamento que crescera muito no período de alta liquidez.

O tipo de endividamento é também um sinal dessa cautela: 46% da dívida é com cartão de crédito, uma modalidade que tem uma rolagem regular, mas em que o custo da inadimplência é muito alto e acarreta o risco de não poder mais ter acesso a esse tipo de crédito.

O carnê ocupa o segundo lugar como forma de dívida, é o meio mais usado pelos consumidores de baixa renda que ignoram o verdadeiro juro nele embutido.

O crédito consignado, que oferece total garantia ao credor e que elimina o risco de inadimplência do devedor, representa apenas 2% do total das dívidas, o que mostra o cuidado deles de não comprometer demais a renda mensal.

O cheque pré-datado contribui com 2% para o endividamento, mas está perdendo a sua importância por causa do risco para o credor. O crédito pessoal e o cheque especial compõem 8% e 4% do endividamento: trata-se de operações com juros explícitos muito elevados.

É importante verificar que a maior incidência de comprometimento de renda é de mais de um ano (34%), o que permite pensar que o financiamento habitacional poderá levar algumas famílias a desistir de ter casa própria.

O maior endividamento encontra-se na faixa de renda superior a 10 salários mínimos (48%). Na faixa até 3 salários mínimos, só 28% têm algum tipo de endividamento.

Isso nos leva a examinar a evolução da inadimplência. Ao contrário das estatísticas financeiras e da opinião dos bancos, 12% das famílias paulistanas estão com contas em atraso, o que representa uma redução de 2 pontos em relação a janeiro e de 3 pontos sobre o mesmo período de 2008. Portanto, a inadimplência nas instituições financeiras se deve mais ao aumento do custo do crédito.

Obs.: O povo não é trouxa de ir no papo de Lula, de gastar, gastar, gastar... (F. Maier).