MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fundação Internacional Raoul Wallenberg

Procuram-se pessoas que salvaram judeus na 2ª Guerra Mundial

Por iniciativa da Fundação Internacional Raoul Wallenberg

ROMA, terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ZENIT.org

A Fundação Internacional Raoul Wallenberg (IRWF), uma ONG com base em Nova York que se dedica a honrar, preservar e difundir a herança daqueles que prestaram auxílio às vítimas do Holocausto, está recolhendo informação sobre os cidadãos italianos que ajudaram a salvar os judeus perseguidos durante a 2ª Guerra Mundial.

Entre os muitos heróis italianos, é possível mencionar Giovanni Palatucci, um policial que salvou a vida de cerca de 5 mil judeus; Giorgio Perlasca, que se apresentou como embaixador espanhol em Budapeste e conseguiu colocar sob custódia milhares de refugiados condenados à morte nos campos de concentração; Beniamino Schivo, um sacerdote católico que proporcionou alojamento, roupas e alimento a uma família inteira; Angelo Giuseppe Roncalli, futuro Papa João XXIII, que durante seu cargo como delegado apostólico em Istambul, em 1944, ajudou a salvar milhares de judeus e não-judeus perseguidos.

Em 4 de novembro passado, Baruj Tenembaum, fundador da IRWF, propôs que se outorgasse a Roncalli o título de «Justo entre as nações» por parte do Yad Vashem, a autoridade para a recordação dos mártires e dos heróis do Holocausto.

A Fundação Wallenberg lançou uma campanha entre os líderes das comunidades leigas e religiosas para que proponham aos pais jovens que coloquem em seus filhos os nomes daqueles italianos que cuidaram de judeus perseguidos, com frequência arriscando sua vida.

Pede-se a quem tiver notícias ou depoimentos ao respeito, que contate com os escritórios da Fundação:

- Em Nova York: Svetlana c/o 34 E 67 Street, New York, NY 10065, USA; telefone: +1 212 7373275;

- Em Jerusalém: Danny c/o 3 Antebi Street, Jerusalém, Israel; telefone: + 972 2 6257996

Para mais informações: http://www.raoulwallenberg.net/

***

2005/07/19
Raoul Wallenberg

Raoul Wallenberg foi um diplomata sueco que salvou a vida de milhares de judeus e cujo destino final - depois de ter sido capturado por tropas soviéticas em Budapeste, no final da II Grande Guerra, suspeito de ser espião ao serviço dos EUA - é desconhecido.

Por isso, a Fundação Internacional Raoul Wallenberg - que tem ajudado a divulgar o nome do cônsul português Aristides Sousa Mendes, outro dos heróis da luta contra o Holocausto - tem a decorrer uma petição para pedir à ONU que investigue devidamente o que aconteceu ao diplomata sueco. O objectivo é recolher 100 mil assinaturas, número idêntico ao das pessoas que se pensa terem sido salvas por Raoul Wallenberg.

Fonte: http://reciclemos.blogspot.com/2005/07/raoul-wallenberg.html

***

16 de junio de 2003

Embaixador no anonimato

Daniela Kresch

Fuente: JB Online

Getúlio não quis homenagem a Souza Dantas

O historiador Fábio Koisman não esconde sua admiração pelo personagem que decidiu desvendar, há seis anos. Conversando com a documentarista Kátia Lerner, que ajudava na coleta de entrevistas de sobreviventes do Holocausto para a Fundação Shoá, do cineasta Steven Spielberg, decobriu que o Brasil teve seu próprio Oscar Schindler - o empresário que salvou 1.200 judeus durante a guerra.

No caso brasileiro, tratava-se de um diplomata: Luiz Martins de Souza Dantas (1876-1954), embaixador do Brasil na França de 1922 a 1944. Assinando pessoalmente vistos e passaportes diplomáticos, Souza Dantas salvou comprovadamente 500 pessoas. Mas o número pode passar dos mil.

- Sua humildade e humanismo fizeram com que o embaixador não deixasse muitos documentos - conta Koifman, diretor de pesquisas da Universidade Estácio de Sá.

''Fiz o que teria feito, com a nobreza d'alma dos brasileiros, o mais frio deles, movido pelos mais elementares sentimentos de piedade cristã'', diz Souza Dantas, ao explicar por que dava os vistos, num dos 7.500 documentos arquivados por Koifman.

O embaixador, que não figura em nenhum livro de História brasileiro, foi reconhecido no dia 2 de junho, pelo Museu do Holocausto de Jerusalém (Yad Vashem), como Justo entre as Nações. Só quem preenche pelo menos uma de três condições merece o título concedido pelo museu: arriscar cargo e posição social, arriscar a própria vida e salvar um número expressivo de pessoas. O diplomata não arriscou sua vida, mas quase perdeu o emprego e o status por assinar centenas de vistos para perseguidos do nazismo na França ocupada.

Na época, Souza Dantas ficou conhecido como um exemplo de diplomata. Quando voltou ao Brasil, em maio de 1944, planejou-se uma grande festa com desfile em carro aberto pela Avenida Rio Branco e decretação de feriado nas escolas do Rio. Assessores de Getúlio Vargas, porém, desmobilizaram as boas-vindas.

- O grande vilão da história é Getúlio - diz Koifman. - Como esse humanista pôde, até hoje, passar desapercebido no hall dos heróis nacionais?

Fonte: http://www.raoulwallenberg.net/?es/prensa/embaixador-anonimato.501010103.htm

***

Como Pio XII salvou os judeus dos nazistas


Por Prof. Felipe Aquino

Inúmeras vezes o Papa Pio XII tem sido acusado de não ter defendido suficientemente os judeus durante a perseguição de Hitler na Segunda Guerra Mundial. O livro de John Cornwell, “O Papa de Hitler” e a peça de Rolf Hochhuth, “O Vigário”, ofendem gravemente o santo Padre sem fundamental histórica, e se caracterizam por faturar muito dinheiro a custa de fabricação de escândalos envolvendo a Igreja.

Agora saiu mais um livro publicado nos Estados Unidos, por um rabino, David G. Dalin, que coloca dados históricos significativos sobre a relação do Papa Pio XII com o povo judeu em plena segunda guerra mundial. (Zenit.org, 29ago 06 – Buenos Aires)

Convocados pela «Fundação Internacional Raoul Wallenberg» e as organizações não-governamentais inclusive em sua rede «Casa Argentina em Jerusalém» «Interfe Internacional», «Instituto Internacional Angelo Roncalli» e o «Instituto Internacional Souza Dantas», diretivos de diferentes confissões se reuniram para analisar este enfoque apresentado por David G. Dalin em seu livro «O mito do Papa de Hitler: como Pio XII salvou os judeus dos nazistas» («The Myth of Hitler’s Pope: How Pius XII rescued Jews from the Nazis»).

O fundador destes centros interconfessionais, Baruj Tenembaum, fez uma análise do que significa a aparição de um livro que analisa temas tão polêmicos e sua perspectiva autenticamente judaica.

Tenembaum é formado pelo Majon Lelimude, Hayahadut, professor de Bíblia e hebreu em diferentes casas de estudo e mestre de rabinos, intelectuais, sacerdotes, pelo que sua opinião constitui o ponto de referência. Foi um dos pioneiros do movimento inter-confessional, pelo que foi distinguido e condecorado pelo Papa Paulo VI e por vários governos. O autor do livro é David G. Dalin, historiador, professor em Ave Maria University, ordenado rabino, que dedicou longos anos à investigação do tema.

Para explicar o contexto, Tenembaum recordou que a obra teatral «O Vigário» escrita em 1963 por Ralf Hoch Hunt, colocou as bases de uma particular visão de Eugênio Pacelli, que em 1939 foi eleito Papa com o nome de Pio XII. Logo, em 1999, o católico John Cornwell publicou «O Papa de Hitler («Hitler’s Pope») e Daniel Goldhagen, em 2002, apresentou seu livro «A Moral Reckoning», ambos com enfoques críticos sobre o papel desempenhado pelo Papa. Dalin em sua obra trata de demonstrar que Pio XII salvou muitas vidas judaicas durante o Holocausto. Ele cita o agradecimento de Golda Meir, a ministra de Relações Exteriores de Israel, a Pio XII, que enviou uma mensagem ao Vaticano por ocasião da morte do Papa: «Lamentamos, perdemos um servidor da paz. A voz do Papa durante o Nazismo foi clara e em defesa das vítimas».

Dalin documenta e analisa a trágica deportação dos judeus de Roma a Auschwitz em 1943 e oferece uma análise exaustiva da questão com menções de fontes diversas, inclusive a princesa ítalo-católica Enza Aragona Cortes.

O Papa instruiu seu Secretário de Estado, o cardeal Luigi Maglione, que protestou ao embaixador alemão ante o Vaticano, Ernst von Weizsacker. O cardeal pediu: «Tentem salvar os inocentes que sofrem por pertencer a uma raça determinada». Ante o pedido do cardeal Maglione, o embaixador alemão deu ordens de interromper a deportação; e o Papa instruiu abrir o Vaticano para esconder os judeus de Roma, que se refugiaram em conventos e mosteiros do Vaticano, segundo estas fontes. Graças ao trabalho do Papa, Roma contou com a maior porcentagem de judeus que sobreviveram nas cidades ocupadas pelos Nazistas.

Dos 5.715 judeus de Roma, registrados pela Alemanha para ser deportados, 4.715 foram acomodados em 150 instituições católicas, e deles, 477 em santuários do Vaticano. O embaixador britânico ante o Vaticano ratifica este fato. O Papa teve uma atitude similar na Hungria através de seu representante, o núncio apostólico Dom Angelo Rotta, que teve um papel decisivo na hora de salvar a vida de 5.000 judeus.

Uma lista de fatos históricos mencionados por Dalin, inclui Bulgária, e em particular a atitude do arcebispo Angelo Roncalli (futuro João XXIII), assim como de outros personagens católicos que salvaram judeus e asseguraram que o fizeram por ordem do Papa. Documenta fatos curiosos, como a nomeação de especialistas no Vaticano a judeus despedidos por Benito Mussolini. Tenembaum declara que não assume papel algum nesta discussão, mas «convoca a todos, a buscar e anunciar a verdade. Nada de preconceitos! Só a verdade! Não aferrar-se a preconceitos, não difundir calúnias! Sigamos o caminho da reconciliação com as mentes abertas!».

«A reiteração retórica não certifica acertos nem garante verdades; nós, os judeus, desejamos recordar e defender a verdade. Toda a verdade e nada mais que a verdade», concluiu.

Temos aqui mais um insuspeito e inequívoco testemunho de um rabino judeu em defesa clara do Papa Pio XII, injustamente acusado pelos que não gostam da Igreja. A verdade pode demorar, mas nunca deixa de aparecer; porque o mal se auto-destrói enquanto o bem se auto-constrói.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0163