MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fala o boxeador cubano, aquele que Lula entregou a Fidel


Erislandy Lara, um atleta olímpico sem condenações criminais em seu país, governado por uma raivosa ditadura, não recebeu apoio das autoridades brasileiras, que mandaram-lhe de volta a Cuba, com todos os riscos de retaliação do regime do atualmente moribundo Fidel Castro.

O boxeador cubano Erislandy Lara, sorridente na foto, em Miami, que no ano passado fugiu da Vila Pan-Americana, durante os jogos com o companheiro Guillermo Rigondeaux, afirmou em entrevista ao Estadão que na ocasião pediram asilo político as autoridades brasileiras, assim que foram encontrados pela Polícia Federal, mas não obtiveram resposta.

Na ocasião o governo brasileiro disse que os dois atletas estavam retornando à capital cubana por iniciativa própria. Rapidamente eles foram embarcados num avião da força aérea venezuelana que veio ao Rio especialmente para levá-los.

O então presidente Fidel Castro prometeu que o perdoaria. Mas Lara nunca mais voltou a lutar em seu país e não pode sequer participar da seleção para os Jogos Olímpicos de Pequim.


Insatisfeito com a situação, conseguiu a sua liberdade, escapando de Cuba, numa lancha, no meio da noite, em direção ao México, auxiliados por agentes de boxes alemães.

No fim do ano passado, obteve status de refugiado nos Estados Unidos e reside atualmente em Miami, onde é boxeador profissional.

"Pedi asilo à polícia no Brasil e não me foi dada a oportunidade", afirmou Lara, em entrevista ao Estadão.

Lara admite que não nunca ouviu falar do caso do italiano Cesare Battisti. Mas diz que achou "estranho" não ter recebido o mesmo tratamento.

"Não conheço esse caso, mas eu não estava fazendo nada de errado. Mesmo assim, não me aceitaram no Brasil", afirmou.