MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Crimes & Crimes

Ernesto Caruso

08/02/2009

Cacciola veio, Battisti não vai. Vontade do governo Lula/Tarso.

Salvatore Cacciola foi condenado pela Justiça brasileira a 13 anos de reclusão por crimes financeiros, peculato, gestão fraudulenta. É o que consta. Em suma, dinheiro no bolso de alguém e, não é tostão não. Virou caça. Prejuízo para o Brasil que normalmente não recebe de volta o fruto do roubo que enriquece bandidos e servidores-bandidos.

No entanto, o que mais chamou a atenção nesse caso foi o interesse — funcional, claro — do ministro da Justiça, Tarso Genro, que foi a Mônaco pugnar pela extradição do referido condenado. Empenhou-se com devoção pela causa.

Certos crimes do colarinho branco dão publicidade ao governo e lhe emprestam seriedade, como a dizer que rico também é detido, algemado e recolhido à prisão. Cinema, exclusividade na transmissão pela TV, vazamento sobre o sigilo da operação, impunidade.

Dinheiro, dinheiro, dos meios justificados pelo fins, da expropriação do passado, roubo do cofre, dos assaltos a bancos, do financiamento da desconstrução da democracia e da edificação do marxismo.

Cesare Battisti é um fugitivo da Justiça italiana por homicídio e roubo e atuação nos anos de chumbo naquele país; foi líder do grupo Trabalhadores Armados para o Comunismo (Proletari armati per il comunismo - PAC). Em 1971 abandonou os estudos e foi para a luta armada, como vários dos brasileiros, a partir de movimento estudantil de 1968. Preso em 1979, julgado e condenado pela morte do marechal Anthony Santoro, em 6/6/1978, do agente Digos Andrea, 19/4/1979, do açougueiro Lino Sabbadin Mestre, 16/2/1979 e planejar o assassinato do joalheiro Pieluigi Torregiani, 16/2/de 1979), cujo filho ficou paraplégico por ferimento na ação terrorista. Lá não existe indenização para terrorista condenado à prisão perpétua, nem anistia. Quando muito lhe concedem liberdade condicional.

Como se pode observar pela datas, nada ocorreu de forma diferente do contexto mundial, em especial do aliciamento do jovem, por seu destemor, vontade de corrigir as injustiças a qualquer preço, e também estudante, por desejo de auto-afirmação, lançando-o nas ações de guerrilha e terrorismo, para a implantação do comunismo marxista-leninista.

Algumas boas almas conseguem fazer uma diferença entre os bárbaros crimes de Battisti e os seus comparsas mundiais, desde que vivessem em um país de normalidade política, e os praticados na luta contra uma ação de força democrática, que preventivamente os tenha neutralizado no primeiro momento, como foi o caso do Brasil, em 1964. Salvou-nos o AI/5 que fundamentou o processo de estabilização política, pondo um ponto final nos grupos guerrilheiros e terroristas que desencadearam os anos de chumbo na década de 70.

A análise não pode ser simplista, na alternativa pura, ser crime político ou comum, sem considerar o número de vítimas, os meios usados, os motivos e a extensão dos danos, físicos, psicológicos e materiais constatados. Um desses marxistas aloprados coloca uma bomba no aeroporto e mata dez inocentes e fere outros vinte, vira inocente, "dimenor" inimputáve, se for em nome da causa e considerado crime político.

Na mesma década, em 16 março de 1978, o jurista Aldo Moro, foi sequestrado pelas Brigadas Vermelhas. Cinco agentes de escolta de Moro foram fuzilados pelos vermelhos. Cinqüenta e cinco dias de cativeiro. Encontrado morto em nove de maio no porta-malas de um automóvel.

Na mesma Itália de Cezare Battisti.

Não foi do Aldo Moro, que os "bons meninos" cortaram a orelha e a enviaram como prova?

Nas bandas de cá, nos idos 25 de julho de 1966, com cerca de 300 pessoas no Aeroporto Internacional dos Guararapes, explodiu uma maleta deixada pelos terroristas vermelhos com morte e vítimas, no total de 17.

No atentado ao QG do II Exército (SP), na madrugada do dia 26 de junho de 1968, uma violenta explosão provocava a morte prematura do jovem soldado de 18 anos, MARIO KOZEL FILHO, que teve o corpo dilacerado.

Outros crimes podem ser lembrados como o do Cap Charles Chandler, assassinado em 12 de Outubro de 1968, o seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick no dia 04 de setembro de 1969, o do embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, em 7 de dezembro de 1970, etc.

Quem não se lembra dos Montoneros, uma organização terrorista argentina atuante na década de 70, particularmente em guerrilha urbana, que seqüestrou e depois matou o Gen Pedro Aramburu, cujo pior atentado consumado, ocorreu em 1976, com 24 mortos, quando explodiu uma bomba na Policia Federal daquele país. As demais Nações sulamericanas viveram momentos semelhantes e os derrotaram, exceto a Colômbia que ainda luta por aniquilá-los.

Na Alemanha, ficou marcada essa década pelo julgamento de Gudrun Ensslin, Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Jan-Carl Raspe, líderes do grupo terrorista de esquerda Fração do Exército Vermelho – RAF, acusados de integrarem uma organização criminosa e responsáveis por seis atentados a bomba e outros atos. Gudrun, Baader e Raspe foram condenados à prisão perpétua. Ulrike Meinhof havia se suicidado em sua cela. Os outros três também se suicidaram posteriormente. Confusão mental, insegurança, desespero.

Apregoa-se que é do costume brasileiro dar acolhida a refugiados políticos. Mas, o que fizeram os pugilistas cubanos quando foram presos e devolvidos a Cuba pelo governo Lula/Tarso, sem que tenha havido julgamento e condenação pela Justiça. Qual o crime? Simplesmente abandoram as delegações esportivas e queriam abrigo; proteção que lhes foi negada por LULA/GENRO, presidente e ministro, que se portaram como algozes e leais a Fidel, primariamente. Os telejornais classificavam os pugilistas como desertores.

Ora, comprovadamente, o governo tem, nos vários escalões, gente que participou ativamente dos eventos dolorosos em prol da implantação do marxismo no Brasil, que, como tal, e colega dos terroristas que perpetraram os inúmeros crimes — com sanha selvagem — no mundo democrático, sorveu ensinamentos da mesma matriz soviética e chinesa. São solidários hoje.

Uns poucos desses crimes, lembrados acima, com dor e tristeza, diferente das comemorações sorridentes, onde os Dirceus e Martins sorriem e brindam sequestros e assaltos.

O Brasil está desmoronando nas mãos de picaretas, muito mais dos que os 300 citados pelo Lula. Os chamados de desonestos no passado são aliados no presente.

Pasmem-se. De um programa na TV Brasil, 3 contra l, uma especialista em segurança diz que o PCC hoje tem 130 mil integrantes. Logo, falência do governo central, dos estaduais, do Congresso Nacional e do Judiciário.

Ironia do destino. O AI/5 que derrotou nas armas Dirceu, Dilma e Genoino, lhes deu oportunidade na democracia. O Deputado federal José Genoino poderia ter sido fuzilado pelo guerrilheiro José Genoino. O que ele pregava e lutava, juntamente com os demais guerrilheiros e terroristas, está demonstrado pela existência das FARC. O ex-deputado Sigifredo López, libertado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, neste início de 2009, fora sequestrado em 2002 com outros 11 colegas que foram assassinados. Ele foi o único não fuzilado e agora retornou ao seio da família.

Estarrecedora a sua declaração quando propõe a pacificação, como a única: "maneira de trazer com vida os 22 militares que neste momento estão amarrados a uma árvore há dez anos".