MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário da semana nº 24 - 15 de fevereiro de 2009

Assunto: A Crise e a TIRSS, Ministros, ONGs, MP446, Cultura barbara

AOS MEUS CORRESPONDENTES

Um pouco da crise e a Raposa-Serra do Sol

Muitos países não mais aceitam dólares, que é uma moeda emitida por 12 bancos privados e não mais garantida pelo governo norte-americano; não tem lastro em ouro, não tem mais riqueza que o apóie. É apenas papel pintado. Como ainda tem valor? É porque governos o pegaram emprestado e devem os juros. Para pagar juros vendem matéria-prima. Mas o mundo já compreende que o dólar é uma ficção.

A descoberta da farsa do dólar tende a desmontar o atual sistema financeiro internacional como um castelo de cartas. A Inglaterra, Holanda e Espanha anunciam que estão em recessão. Na China e no Japão as economias exportadoras encolheram porque os EUA e a Europa deixaram de importar. Na China, 20 milhões de desempregados já foram para a zona rural para morrer de fome. Este mês serão mais 6 milhões. Todo o Mundo se ressente, inclusive o nosso País. De bom: o dinheiro para as ONGs rareia.

É só agüentar um pouco mais na Raposa

Entre nós, breve começarão a secar também os recursos para as coisas inúteis como a Funai e o Ibama. Os índios do CIMI já se encolhem. Os contrários à expulsão dos agricultores brasileiros criam novo ânimo. Se agüentarmos mais uns 4 ou 6 meses, dizem lá, a ampliação da crise impedirá que qualquer governo acabe com empregos e com a produção, por mais imbecil que possa ser. Só é lastimável que tenha sido necessária uma crise mundial para o nosso Brasil começar a despertar.

Comentário sobre ministros

- O ministro da Saúde (dos gays) - continua trapalhão. Ensinou a usar drogas com segurança. Gasta milhões com camisinhas, cartilhas mostrando posições eróticas e pênis de borracha nas escolas para professores orientarem seus alunos. Falta-lhe um mínimo de noção de prioridades, para não dizer de decência. De longe, o mais incompetente.

- O ministro da Justiça (da injustiça)- desmoraliza o Brasil para proteger um assassino. Reabre sem motivo velhas cicatrizes. Procura dividir o País em etnias rivais. De longe, o mais pernicioso.

- O ministro dos Direitos Humanos (dos bandidos)- Para ele só merecem castigo os militares que combateram o terrorismo. De longe, o mais bobalhão.

- O ministro do Meio-ambiente (de passarela) - Ainda prejudica o progresso, contudo, é bem melhor do que a antiga min. do atraso (Osmarina Silva).

- O ministro Ch. Do GSI - ( da Segurança de que?) - Deveria cuidar mais da Pátria do que de seu DAS, para cumprir seu juramento à Bandeira

- O ministro da Defesa - (inicialmente dos aeroportos) - Aos poucos vai aprendendo e melhorando em tudo. Sua parceria com o M. Unger tem rendido bons resultados.

- O "ministro" de Assuntos Estratégicos (de qualquer coisa) - Apesar de todas desconfianças, revela-se como a fonte das melhores idéias. De longe o mais competente

- O ministro da Agricultura (o melhor de todos) - Defensor e estimulador da verdadeira riqueza do País: a produção agrícola. De longe o mais eficiente. Talvez por isto esteja na marca do pênalti

Quase se conseguiu acabar com a farra das ONGs

O Ministério da Justiça informou que apenas 63 ONGs estrangeiras, das 170 registradas anteriormente, fizeram o recadastramento na Secretaria Nacional de Justiça. O prazo encerrou no dia 2 de fevereiro. Nenhuma ONG estrangeira com atuação da Região Norte se recadastrou, justamente as organizações que mais preocupam as autoridades.

E agora? Serão impedidas de atuar? Gostaria de poder acreditar no ministério da (in) Justiça, mas é o mesmo que acreditar no papai Noel

A Medida Provisória 446 ( da Filantropia)

A MP 446 tornou automática a aprovação dos pedidos de renovação de isenção da contribuição revidenciária patronal, feitos por pelo menos 2.274 entidades sob suspeita de fraudar o governo federal. Ficaram renovados até os pedidos que já haviam sido negados e extintos os processos que questionavam a renovação. A MP anistiou as entidades que perderiam os benefícios de isenção fiscal. Parte destas entidades foi alvo da Operação Fariseu, desencadeada em março pela Polícia Federal, por participação em esquema de concessão fraudulenta de certificados, que funcionava no Conselho Nacional de Assistência Social (Cnas).

O Congresso resistiu à tentativa de falcatrua (frequentemente pensamos que o Congresso não serve para nada, mas as vezes é muito importante). O deputado Ricardo Barros foi relator. Graças a um acordo dos líderes partidários, o plenário da Câmara mandou a MP às urtigas Entretanto antes de ser rejeitada, a MP produzira atos do Executivo que, se mantidos, terão efeitos nefastos, pois permanecem em vigor 13 resoluções editadas pelo governo com base na MP 446, que servem-se do que há de mais imoral e lesivo ao interesse público, segundo o próprio Ministério Público. Aproveitando-se, os corruptos do Ministério do desenvolvimento Social renovaram a toque de caixa os certificados de mais de 7.000 entidades supostamente filantrópicas, algumas envolvidas em graves irregularidades.

Resumindo: MP da filantropia caiu, mas os malfeitos sobrevivem. Os certificados sangram erário em mais de R$ 2 bi por ano

O Min. Público aponta para uma saída prevista na Constituição. Rejeitada a MP, o Congresso precisa aprovar um decreto legislativo que regule os atos produzidos pela MP que deixou de existir. Pode-se referendá-los ou anulá-los.

Para ele, a moralidade recomenda a anulação das 13 resoluções que mantiveram mais de 7 mil entidades no maravilhoso mundo da isenção tributária. Principalmente as ONGs.

A "cultura" indígena tem que evoluir

Agora o Brasil já sabe - Há antropofagia. O jovem Océlio Carvalho foi convidado para visitar uma aldeia indígena na sexta-feira, dia 6. Eles às vezes se ajudavam. Não foi mais visto. A família entrou na reserva e encontrou a cabeça pendurada em uma árvore. Que ainda há canibais, todos os que lidaram com índios sabiam, mas os antropólogos ou ocultavam ou, quando não conseguiam, justificavam. Guardo comigo vídeos sobre crianças enterradas vivas. Mando para quem me pedir.

Saudações patrióticas

Na próxima semana trarei novas informações

GF

***

27 de Agosto de 2008

Um risco enorme

Sobre a demarcação contínua da Reserva Raposa /Serra do Sol, há uma interessante entrevista na Folha de hoje. É do coronel Gélio Fregapani, de 72 anos, que conheceu muito bem aquela região toda. Ele vê, se a demarcação for mantida, risco de surgir por lá uma “nação étnica”. Segue a entrevista.

Gélio Fregapani, 72, diz conhecer como poucos o Estado de Roraima, onde pisou pela primeira vez no início dos anos 1960. Coronel reformado do Exército, foi um dos fundadores do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), trabalhou por dez anos na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Diz que o Exército é "fervorosamente contra" a demarcação contínua da reserva.
Apontado pela PF como um dos responsáveis por municiar os arrozeiros que atacaram índios, disse que, se isso tivesse ocorrido, a PF não estaria mais na região. "Esse pessoal não pode competir comigo."
FOLHA - Por que a Raposa/Serra do Sol deve ser demarcada em ilhas?
GÉLIO FREGAPANI - A demarcação contínua de uma grande área indígena, com diferentes etnias e culturas, provoca a criação de algo parecido com o Curdistão, uma nova nação étnica separada dos países. Se for em ilhas, não tem problema nenhum.
FOLHA - Há pressão internacional para formar uma nova nação?
FREGAPANI - Sim. Essa história de índios nômades é falácia. Claro que existe possibilidade de migrações, mas os índios não são nômades. Não é necessária uma área do tamanho de Portugal para isso tudo. Na fronteira é o perigo.
FOLHA - O sr. defende que os índios não levem em conta sua cultura e se considerem apenas brasileiros?
FREGAPANI - Sim. Se nós [fizermos isso], damos [permissão] à criação de nações dentro do Brasil, estamos contribuindo para desagregar o país. Os EUA desejam isso, a Inglaterra, a Alemanha. Porque querem aquelas jazidas que têm lá e querem lidar com um governo mais dócil, não com o governo brasileiro. Se o Brasil ganhar a Raposa, haverá condições de contestarmos outras [terras].
FOLHA - O governo diz que pode entrar a qualquer tempo nas terras.
FREGAPANI - O governo está dividido. Há uma parcela de traidores no governo. Além do mais, o Exército é fervorosamente contra essa reserva, a ponto de poder haver motins se a demarcação for contínua.
FOLHA - Quem são os traidores?
FREGAPANI - Não vou citar. Há um esforço para dividir o Brasil. Chega um momento em que nem o Exército consegue entrar. Nenhuma fronteira é sagrada. Só ficam razoavelmente definidas quando habitadas. Fala-se da floresta, mas é para desviar o assunto. Querem é a serra que separa o Brasil da Venezuela e das Guianas, por causa do potencial mineral.
FOLHA - Os índios não têm direito?
FREGAPANI - Eles têm toda a terra de que precisam. Aquilo é grande. É terra demais e os índios não estão ligados a isso. Isso é coisa de estrangeiro.
FOLHA - A PF o acusa de ajudar os arrozeiros com táticas de guerrilha.
FREGAPANI - Se tivesse ensinado táticas de guerrilha não tinha um policial federal lá. E quem afirmou isso estaria morto. Esse pessoal não pode competir comigo. Agora, quando a região se declarar independente, aí sim vou fazer guerrilhas.

Fonte: http://www.edmilsonsiqueira.com.br/materia.php?data=2008-08-27