MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

VENEZUELA: Centro Mundial do Terrorismo?

Alejandro Peña Esclusa

Chávez expulsou o embaixador de Israel e 6 diplomatas. E repudiou o "cinismo" de Israel por acusar o Hamas de terrorismo

A decisão do governo venezuelano de expulsar o embaixador de Israel e alinhar-se com Hamas, marca uma mudança de fase no processo revolucionário. A meu ver, não se trata de um capricho repentino, mas de um plano previamente concebido, que busca obter o apoio do fundamentalismo islâmico para os difíceis tempos que se aproximam.

Com a queda do preço do petróleo, o governo venezuelano prevê uma crise em sua balança comercial, inflação galopante e grave desabastecimento. Além disso, para remediar a crise, ver-se-á obrigado a onerar o cidadão comum com o aumento de impostos, o que agravará o descontentamento popular. Em conseqüência, em meados de 2009 estarão criadas as condições para a explosão social e a crise de governabilidade.

Chávez está consciente dessa situação e vai querer se manter no poder mediante a repressão. Contudo, não confia nos militares. E como as suas milícias populares não estão suficientemente preparadas, o governo necessita de uma outra força de choque capaz de conter o descontentamento popular.

Dado que as FARCs – aliadas incondicionais do governo venezuelano – estão sendo desmanteladas pelo governo de Álvaro Uribe, e a Revolução Cubana está ferida de morte, Chávez recorre ao fundamentalismo islâmico para proteger sua revolução. Isto explica seu alinhamento com Hamas, o Hizbollah e demais grupos terroristas, ao mesmo tempo em que rompe relações com Israel.

Como em todo acordo, há uma contrapartida. Os movimentos terroristas que defendem a revolução com o uso de armas, encontrarão na Venezuela um território livre para proteger-se, fazer negócio, comprar armas, deslocar-se por todo o continente e planejar ações contra seus inimigos em outras nações.

Faço um apelo aos setores democráticos do país e ao que resta das instituições nacionais, para que, unidos, impeçamos semelhante loucura, que colocaria em chamas não só a Venezuela, como também todo o continente americano.