MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um exercício de futurologia

Se...

Nelson Düring

Aproveitamos o atual conflito no Oriente Médio para um exercício de imaginação com nossos leitores. O texto abaixo não reflete nenhuma posição de DEFESA@NET no conflito, somente traz os fatos apresentados na cobertura midiática para um contexto local.

Após um período de turbulência e atos climáticos inicia-se uma campanha orquestrada contra o Brasil e a sua falta de capacidade de gerenciar os recursos e o patrimônio da Floresta Amazônica (Rain Forest).

O ex-vice presidente Al Gore, agora como assessor de Barack Obama afirma em conferência na Casa Branca que é preciso fazer algo para que volte racionalidade aos brasileiros. Lembrar que o programa de governo de Obama critica o Brasil pelo ataque à Floresta Amazônica para a produção de etanol.

A BBC divulga gravação com o cantor Sting diretamente da comunidade Ianomani afirmando que está acontecendo um genocídio contra aquelas comunidades e nunca estiveram em tão precária situação como agora.

O Presidente Chávez sai em socorro aos clamores das tribos da Reserva Raposa Serra do Sol que estão sendo atacadas por milícias patrocinadas pelos arrozeiros. De quebra avança sua tropas para também pegar o Suriname e as reservas de petróleo sedimentares de Tacutu.

O assessor Marco Aurélio Garcia emite declaração que a revolta das populações indígenas é justa pelos 500 anos de genocídio imposto pelo homem branco.

O MST marcha em apoio às populações indígenas e bloqueia as estradas e ferrovias.

O primeiro escalão do governo Luiz Inácio omite-se. Câmara e Senado assumem posição de silêncio.

Acontecem furiosas reuniões no Clube Militar.

William Bonner responde às críticas de parcialidade da Rede Globo na cobertura dos eventos, e no Jornal Nacional afirma que a participação no conselho da WWF não afeta a cobertura jornalística da empresa. Após segue-se uma matéria de 15 minutos mostrando a incapacidade brasileira de gerenciar a região amazônica.

Violentas manifestações no exterior contra brasileiros. Jogadores brasileiros que participam dos campeonatos de futebol na Espanha, Inglaterra, Itália e França são vaiados e alguns agredidos. Muitos dão declarações para que parem o genocídio contra os índios no país.

Barack Obama emite uma declaração que o governo americano não permitirá massacres de povos indefesos. O Congresso Americano suspende qualquer envio de equipamentos militares ao Brasil.

A China reinvidica seus direitos de procurar os corpos de grupos terroristas do PC do B, que sofreram ações de genocídio pelo governo brasileiro. Casualmente reivindicam a região aurífera do Araguaia.

Cabe-nos perguntar aos caros leitores. Este mero exercício de ficção demonstra que a unidade de pensamento nacional é ficção e talvez sejamos presas fáceis de um ataque midiático coordenado como é feito atualmente na cobertura jornalística do Conflito em Gaza.

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Gostei muito! Entretanto, é possível enriquecer o cenário, e com esse objetivo acrescento algumas idéias:

- o ministro da defesa ("Gauchão", "Jobi-Jobá"), envergando uniforme camuflado e de chimarrão em punho, declara que vai convocar uma reunião da UNASUL (ou coisa que o valha). Em seguida, retira-se para um churrasco com a diretora da ANAC (boa, muito boa!) a portas fechadas;

- os ministros da justiça e dos direitos humanos (!) atendem a apelo do presidente nacional da OAB e recomendam sustar eventual reação do Exército, perigosa por envolver o risco de tortura. Para reforçar a recomendação, decidem prender o Cel Ustra, empregando a Força Nacional;

- Estela, de cara nova, diz que as obras do PAC (postos avançados de combate) servirão de barreira à atuação predatória do Exército Brasileiro e oferece recursos do cofre;

- Gabeira, Minc e Marina Silva afirmam que a culpa é do Exército Brasileiro, que não respeitou os direitos dos "povos da floresta";

- Franklin Martins responsabiliza a truculência da ditadura militar; a Folha de S. Paulo, em editorial, concorda. Franklin propõe ainda, ao ministro da justiça (!), o sequestro (sem hífen) do Olavo de Carvalho e do Reinaldo Azevedo;

- Élio Gáspari escreve um artigo, dizendo que a culpa de tudo é da ditadura militar; Miriam Leitão concorda;

- Sergio Mallandro (governador do Estado do Rio) diz que a culpa é do General Cesário; o prefeitinho do Rio concorda;

- José Serra (sinistro, muito sinistro) propõe a dissolução do "Exército Nacional"; FHC concorda;

- Aecinho mostra-se preocupado com a possibilidade de as operações militares reduzirem o abastecimento do pó;

- o presidente Da Silva diz que tudo não passa de marolinha (culpa do Buxi) e que o bando de generais brasileiros irá sifu. Em seguida, inicia a viagem ao Butão e a Burquina-Faso, em busca de votos para a candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Obs.: Texto recebido de Jorjagulha (F. Maier).