MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Terra de bandidos: Argentino quer imitar Battisti


BRASIL - TERRA DE BANDIDOS!


ARGENTINO QUER "IMITAR" BATTISTI

O Estado de S. Paulo - 17/01/2009

Ex-militar é acusado da morte de 22 presos políticos em 1976

RIO - A concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti, ex-militante de esquerda, levou o advogado Carlos Augusto Gonçalves de Souza a rever a sua estratégia na defesa do ex-major argentino Norberto Raul Tozzo, que aguarda preso o julgamento da sua extradição.

Inicialmente, Souza preferiu não recorrer ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), encarregado de analisar os pedidos de refúgio, pois isso paralisaria o julgamento da extradição no Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo o cliente preso no Rio e longe da família.

O advogado vinha apostando na decisão do STF, que, por tradição, não concede a extradição para criminosos políticos. Seu cliente é acusado pela morte de presos políticos na Argentina, nos anos 90. No julgamento do STF, porém, não há praticamente recurso, enquanto a decisão do Conare pode ser contestada junto ao ministro da Justiça, como ocorreu com Battisti.

Segundo Souza, Tozzo foi absolvido em um primeiro julgamento, depois anulado. Foi preso em 2005, quando ganhou habeas corpus. Depois, segundo seu defensor, "o juiz foi afastado do caso por pressões políticas e um novo mandado de prisão foi expedido". Ele então fugiu para o Brasil.

O ex-major foi um dos 34 estrangeiros presos em 2008 pelos agentes federais lotados na Interpol do Brasil, atendendo aos pedidos de prisão para extradição expedidos pelo STF. Os agentes vigiaram seus familiares e capturaram o fugitivo em um hotel de Ipanema, no Rio, onde se identificara como Luiz, para se hospedar com a esposa.

CHOQUE DE VERSÕES

O argentino era primeiro-tenente em 1976 quando conduzia um grupo de presos político. Na sua versão, os militares foram surpreendidos por um grupo rebelde e, no confronto, morreram os 13 presos e dois rebeldes. Nenhum militar ficou ferido. Na versão do governo, houve assassinato de 22 presos. Para descaracterizar o crime político, o governo argentino imputa a acusação de homicídio qualificado.

O advogado Souza, apesar de entender que Tozzo preenche os requisitos de criminoso político, não tem como certo que ele receba o refúgio, como ocorreu com Battisti, por se tratar de um ex-militar.