MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sob o ódio dos vizinhos

Postado por movimento da ordem vigilia contra corrupção às 1/10/2009 11:23:00 AM

E O DIREITO À AUTO DEFESA

Atrocidades da guerra na Faixa de Gaza atrapalham o entendimento de Israel como uma ilha de democracia cercada de ditaduras no Oriente Médio - Por Jaime Klintowitz – Revista Veja

Se a contagem do tempo começar pelo ano em que o primeiro grupo armado foi organizado pelos judeus para proteger suas povoações de salteadores árabes, em 1909, judeus e árabes engalfinham-se pela posse da Palestina há pelo menos 100 anos. Nesse século de atrocidades mútuas, cada lado tem sua parcela de culpa no fato de se passar tanto tempo procurando um caminho para a paz quando a paz deveria ser o caminho. Por que a paz não encontra quem a patrocine naquela região? As causas da guerra no Oriente Médio são de natureza diversa – étnica, religiosa, geopolítica e ideológica. Elas se interpenetram de tal modo que a solução de uma acaba agravando a outra. O resultado é que todas as chances de paz foram abortadas por um lado ou outro – mais recentemente sempre pelos palestinos e pelos países árabes que lhes dão apoio. Há duas semanas, Israel está de novo oficialmente em guerra com um de seus vizinhos. Já esteve em 1948, ano de sua criação como estado independente, em 1956, 1967, 1973, 1982 e 2006. Israel venceu todas essas guerras, mas as vitórias militares acabaram produzindo novas complicações e adiando ainda mais a solução definitiva para o conflito.

As duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, com todos os seus horrores, podem facilmente ser vistas como mais uma erupção de violência dessa rixa crônica. Afinal, esta é a quarta vez que tropas israelenses invadem a Faixa de Gaza, uma nesga de solo arenoso, superpovoada e muito pobre, desde 1948. Da penúltima vez, a ocupação se prolongou por 38 anos, só terminando em 2005. O conflito será mais bem compreendido, no entanto, se for examinado pelo que tem de diferente dos anteriores. "Essa não é mais uma guerra árabe-israelense. Nem sequer se pode falar em conflito israelo-palestino, já que metade da Palestina não está com o Hamas", disse a VEJA o paquistanês Kamran Bokhari, diretor de pesquisas sobre o Oriente Médio da Stratfor, uma consultoria de geopolítica com sede nos Estados Unidos. "Muitos palestinos na Cisjordânia entendem que o Hamas é parte do problema." O Hamas é uma organização radical islâmica, dominada pelo fanatismo e que usa métodos terroristas. Seus líderes são proponentes do jihadismo, o movimento cujo objetivo mais geral é a guerra santa em nome do Islã e cujo objetivo mais específico é a destruição do Estado de Israel. O Hamas domina corações e mentes em Gaza. Tem, portanto, legitimidade política. Essa é a tragédia. O Hamas não pode ser derrotado militarmente.

Leia texto completo em http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/01/sob-o-odio-dos-vizinhos.html