MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O guerrilheiro da Unasul

EMILIO MARTÍNEZ

O curioso currículo de Rodolfo Matarollo, presidente da comissão investigadora da UNASUL enviada ao departamento de Pando, abre legítimas dúvidas sobre a seriedade e imparcialidade do relatório que ela poderá elaborar.

No início dos anos 70 Matarollo fez parte do Exército Revolucionário do Povo (ERP) na Argentina, uma facção terrorista que provocou dezenas de mortes. O ERP foi o braço armado do Partido Revolucionário dos Trabalhadores. Tinha como finalidade alcançar, mediante a violência, a tomada do poder para fazer a revolução socialista nesse país e estendê-la ao resto da América Latina. O livro de cabeceira desses guerrilheiros, intitulado “O único caminho para o poder operário e o socialismo”, e apelidado de “O livrinho vermelho”, indicava como primeiro ponto o “caráter continental da revolução”.

O ERP estabeceu como sua estratégia a “guerra popular prolongada”, baseada na experiência do Vietcong. A maioria de suas ações consistia no assalto a guarnições militares policiais e militares para roubar armamento, como no caso do ataque a quartéis, em 19 de janeiro de 1974, durante o governo democrático do general Perón. Nessa oportunidade os erpianos assassinaram o soldado Daniel González, o coronel Camilo Gay e sua esposa. Este último crime foi presenciado pelos filhos menores do casal, que eram mantidos como reféns. Nessa ação também seqüestraram o tenente-coronel Jorge Ibarzábal, assassinado depois de dez meses de cativeiro.

Para a tarefa de promover a continentalidade da revolução, o ERP formou a Junta de Coordenação Revolucionária, conhecida como o “Plano Condor” do terrorismo, também integrada pelo Movimento de Libertação Nacional (Tupamaros) do Uruguai, pelo Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) do Chile e o Exército de Libertação Nacional (ELN) da Bolívia, então liderado pelo hoje vereador do Movimento para o Socialismo (MAS), Oswaldo “Chato” Peredo.[1]
Rodolfo Matarollo reaparece sob as ordens dessa Junta de Coordenação Revolucionária, para a qual organizou uma estrutura paralela dedicada à defesa jurídica dos guerrilheiros. Nos anos 80, apesar do retorno da democracia na Argentina, Matarollo continuou a caminhar pela mesma via radical. Como consta nas memórias do ex-erpiano Enrique Gorriarán Merlo (p.49), em 1986 houve uma reunião de 50 pessoas em Manágua, entre as quais se encontrava Rodolfo Matarollo. Nela foi decidida a formação de uma nova organização terrorista, o Movimento Todos Pela Pátria.

Leia texto completo em http://www.sacralidade.com/mundo2008/0074.guerrilheiro.html.