MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O coronel Hiram e o Projeto Desafiando o Rio-Mar

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 13:12:13

Prezados amigos,

Tenho a satisfação de informar-lhes que o Projeto Desafiando o Rio-Mar está próximo de ser concluído.

No dia 26 de janeiro, às 14 horas, eu e o Prof Romeu Chala estaremos atracando na praia do 2º Grupamento de Engenharia em Manaus, após navegarmos e pesquisarmos por cerca de 1650 km pelo Rio Solimões, no que já está sendo considerado como o mais extenso trajeto percorrido de caiaque, por brasileiros, em um só rio.

A chegada em Manaus terá cobertura da TV Amazonas e de outros órgãos da imprensa local.

No dia 04 de fevereiro, às 12h30min, estaremos chegando de retorno a Porto Alegre.

Seguem mais dois artigos, para os quais peço a gentileza da divulgação.

Muito grato pelo apoio até hoje recebido,

Hiram Reis e Silva


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Desafiando o Rio-Mar: Anamã/Manacapuru

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam” (Henry Ford).

Por Hiram Reis e Silva (Iranduba, AM, 24 de janeiro de 2009)

- Anamã

Conseguimos contato com os familiares e com a equipe de apoio apenas pela internet. Infelizmente, a forte chuva que se abateu sobre Anamã impediu que tirássemos mais fotos das belas casas de madeira e dos quiosques do braço do Anamã. Fui dormir cedo, pois a jornada de 108 quilômetros do dia seguinte ia exigir muito esforço. No lago Guaíba e na Lagoa dos Patos já havíamos enfrentado um desafio, o desafio ‘Rosa Mística’, de 90 quilômetros, que exigira 13 horas e meia de pura navegação com algumas paradas de descanso, numa jornada que iniciou à 03h15min da madrugada e se prolongou até às 21h45min. Diferentemente do Lago e da Lagoa, aqui contávamos com uma valiosa aliada, que era a correnteza do Rio Solimões, mas, mesmo assim, era uma longa e demorada travessia.

- Largada para Manacapuru

Acordei às 04h30min e me preparei para o maior desafio físico do Projeto Rio-Mar. O silêncio das ruas só era quebrado pelo som das vassouras empunhadas pelos garis na sua labuta diária para manter a cidade limpa. Com a colaboração da nossa valorosa Polícia Militar mais uma vez, preparamos o caiaque para a desafiadora jornada. Partimos às 05h15min, enfrentando uma pequena correnteza contra nosso deslocamento, mantendo uma média de 6 km/h durante os 30 minutos que levamos para atingir a foz do Anamã. Nesta época do ano, as águas barrentas do Solimões invadem o braço do Anamã, represando suas águas pretas.

- Solimões sem paradas

Logo que iniciei meu deslocamento no Solimões, um forte vento de proa prenunciou as dificuldades que eu iria enfrentar. O vento forte durou aproximadamente 2 horas, diminuindo a velocidade e, como o tempo estivesse muito carregado, decidi, por segurança, não aportar nas margens para me alimentar ou hidratar. Sempre que sentia necessidade de hidratação, fazia-o no meio do rio, sem perder tempo e energia tendo de remar até a margem. A tática deu certo e, apesar de enfrentar ainda por duas vezes ventos adversos, cheguei à Manacapuru às 14h15min, com exatas 9 horas, praticamente ininterruptas, de remo. Embora tivesse passado todo este tempo sentado na mesma posição, não tive dificuldade em me locomover quando pus os pés na ‘Terra Preta’ do porto de Manacapuru.

- Manacapuru

Manacapuru é uma palavra de origem indígena derivada das expressões Manacá e Puru. Manacá (Brunfelsia hospeana) é uma planta que significa, em tupi, Flor. Puru, da mesma origem, quer dizer enfeitado, matizado. Logo, Manacapuru quer dizer ‘Flor Matizada’. A história da Cidade está vinculada à aldeia dos Índios Mura. A cidade está assentada na margem esquerda do Rio Solimões. A sede municipal está localizada na margem esquerda do Rio Solimões, na confluência com o Rio Manacapuru. A população de 73.304 habitantes, segundo o Censo de 2000, traz consigo a beleza, a determinação e a bravura dos índios Muras, descendentes das tribos Tupi. Fundadores, juntamente com os portugueses, do povoado de Manacapuru, lutaram com os cabanos em meados do século 19. Manacapuru se destaca como o primeiro município, no Amazonas, a ter um Sistema Municipal de Unidade de Conservação - a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha, além da Área de Proteção Ambiental do Miriti e os Lagos de Manutenção do Paru e Calado.

- Polícia Militar (PM) e Prefeitura Solidárias

Pedi a um cidadão que acionasse o 190 de seu celular, chamando novamente os amigos da PM. O caiaque e o material foram transportados para o Batalhão da PM, onde tomei um banho e nos deslocamos até a Prefeitura Municipal para conseguirmos um alojamento, onde foi providenciado o Hotel Boa Vida. Em seguida, fomos levados à presença do Secretário de Turismo e Meio ambiente, que fez uma preleção sobre a cidade e nos colocou à disposição sua secretária, Zilmara Moreira de Holanda, e a diretora de eventos, senhora Mara Regina Marques de Oliveira. Mais tarde, por uma dessas amazônicas coincidências, descobrimos que a Zilmara era cunhada do prefeito de Anamã, cuja residência e filhos tínhamos fotografado quando lá estivéramos, e que a Mara era aparentada do escritor Jones Cunha, que nos presenteara com seu livro em Jutica. Fiquei sabendo que o Romeu e a Maria Helena já haviam consertado o caiaque, avariado no rio Purus, e estavam em Iranduba me aguardando. Informei-lhes que seguiria o cronograma planejado, tendo em vista o muito a ser visto em Manacapuru. A data prevista para chegar a Manaus era segunda-feira às 14h00min e não antes.

- Amigas Maras

Acordei cedo, comprei uns salgados na panificadora Esmeralda para o desjejum, dei um pulo até a lan house onde verifiquei que a velocidade era lenta demais para o upload das fotos. Fui até a igreja Matriz Nossa Senhora de Nazaré para umas fotos e, em seguida, pedi apoio da PM para um giro pela cidade, com apoio das minhas amigas ‘Maras-Vilhas’. A Zilmara me encaminhou até o gabinete da diretora de eventos, Mara, que conseguiu amavelmente material sobre a cidade e seu principal evento cultural, as cirandas. Nos três dias que passeamos pela cidade e seus principais pontos turísticos, tive a atenção despertada pelo seu principal evento cultural que é o ‘Festival das Cirandas’, pela ‘Casa da Restauração’ e do Complexo Turístico ‘Paraíso D’Angelo’.

- Festival das Cirandas

A Ciranda é uma dança em que os participantes, de mãos dadas, imitam o ondulado suave das ondas do mar. ‘A ciranda de origem portuguesa, é dançada em rodas, (...) música e letra são originalmente portuguesas, embora já totalmente abrasileiradas. Existe uma versão infantil, que lhe é anterior, a cirandinha (...) que atravessou séculos sem alterações, como costuma acontecer com as brincadeiras infantis. ’ A ciranda chegou no Brasil Colônia pelas praias pernambucanas. A Ciranda nordestina foi incorporada às manifestações culturais do Amazonas, no final do século XIX, pelo pernambucano chamado Antônio Felício, inicialmente na cidade de Tefé. No início da década de 80, o senhor José Silvestre do Nascimento e Souza e a professora Perpétuo Socorro organizaram a primeira Ciranda no Colégio Nossa Senhora de Nazaré. Com o passar dos anos, a tímida manifestação local ganhou notoriedade no cenário folclórico regional e nacional e, em virtude disso, foi criado, em 1997, o Parque do Ingá, destinado exclusivamente às cirandas. A criação do anfiteatro com capacidade para vinte mil pessoas precipitou a idealização de um festival próprio, dirigido unicamente à apresentação das Cirandas. No mesmo ano da criação do Parque do Ingá, foi realizado o primeiro Festival de Cirandas de Manacapuru, contando com as Cirandas: Flor Matizada, Tradicional e Guerreiros Mura, sendo então estabelecida uma data fixa para a realização do mesmo: o último final de semana do mês de agosto, sendo destinada uma noite para a apresentação de cada ciranda.

- Casa da Restauração

A curiosa denominação prende-se ao fato de que seus proprietários, de origem lusitana, desejavam prestar uma homenagem à restauração na nação portuguesa que ficara sob jugo espanhol durante 60 anos. A Restauração foi, sem dúvida, a mais importante casa de comércio da região, e não se tratava apenas de uma loja, mas de uma casa de aviamentos fornecendo mercadorias para os caboclos em troca de produtos naturais que eram a base da economia naquela época. O prédio, hoje, totalmente recuperado é uma parada obrigatória para aqueles que desejam conhecer um pouco da história da cidade.

- Paraíso D’Angelo

Dentre as várias opções de ecoturismo, ou locais agradáveis que visitamos, uma, sobretudo, se destaca, que é o ‘Complexo Turístico Paraíso D’Angelo’. Às margens do belo lago do Miriti, com uma infra-estrutura que inclui hotel, restaurante, cabanas, tobo-água, dentre outras, chama a atenção pela serenidade de cada um de seus integrantes a começar pelo amigo Ângelo. Conversar com o senhor Ângelo João Saraiva, que se caracteriza como um italiano-cearense-amazonense, é um privilégio. Por isso fizemos questão de fazer a entrevista para a televisão local nas suas instalações e partir para Iranduba também de seu paraíso. Os entalhes do hotel ‘Itaceam’ e o bom gosto da decoração do restaurante são realmente encantadores; em cada um destes lugares a marca D’Angelo está presente. O filho da amiga Mara passeou conosco no caiaque pelo lago Miriti.

- Poluição

A cidade que se diz voltada para o meio-ambiente tem uma grande mácula no seu centro, que é a Serraria Porto das Madeiras, na frente do Hotel Boa Vida onde ficamos hospedados. A poluição física e sonora não combina com a bela cidade de Manacapuru.

- Conclusão

A receptividade por parte dos amigos de Manacapuru foi fantástica. Guardaremos com carinho cada momento passado ao seu lado e, quem sabe, retornemos no último fim de semana de agosto para o Festival de Cirandas. Nosso muito obrigado ao Secretário e às amigas Mara e Zilmara, da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente do município; aos membros do Batalhão da Polícia Militar, em especial aos policiais Matos e Farissa, nossos anjos da guarda; ao senhor D’Angelo, ao seu filho e demais funcionários do Paraíso D’Angelo’; aos proprietários do Hotel Boa Vida e seus colaboradores e a todos aqueles com quem, de uma forma ou outra, tivemos a oportunidade de travar contato na cidade de Manacapuru.

(*) Coronel de Engenharia; professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227
Petrópolis - Porto Alegre - RS
90630 150
Telefone:- (51) 3331 6265
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/
E-mail: hiramrs@terra.com.br

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Desafiando o Rio-Mar: Manacapuru/Iranduba

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam” (Henry Ford).

Por Hiram Reis e Silva (Iranduba, AM, 25 de janeiro de 2009)

- ‘Inconstância Tumultuária’

Gostaríamos de voltar a tratar da dinâmica do Rio-Mar, fazendo menção a alguns tópicos do livro ‘Manacapuru e sua História’, do senhor ‘Josué Ferreira Ruis’ dono do Hotel ‘Boa Vida’, onde ficamos hospedados em Manacapuru e tivemos o privilégio de conhecê-lo.

Ilha de Manacapuru: ficava em frente à cidade e desapareceu, totalmente, na década de 60. Vinte anos depois, o rio iniciou sua reconstrução com uma grande praia e hoje é conhecida pelo nome de Ilha de Santo Antônio.

Ilha de Pirapitinga: situava-se na foz do rio do mesmo nome e com o tempo foi levada pela força das águas.

Ilha da Conceição: localizava-se próxima à Colônia Bela Vista e em dois anos foi removida pelo rio-mar.

Ilha do Barroso: era uma grande ilha de mais ou menos 5 por 6 quilômetros e, na década de 50, por ocasião das vazantes, a distância entre a ilha e a costa de Bela Vista era tal que permitia que as lavadeiras de ambas as margens conversassem entre si enquanto lavavam as roupas.

- Ciclo da Juta e Malva

Na nossa estada em Manacapuru, tivemos a oportunidade de visitar as instalações da ‘Companhia Têxtil Castanhal’, que classifica e enfarda a juta recebida dos produtores para encaminhar, posteriormente, para industrialização. A gerente, senhora Patrícia, nos relatou alguns fatos interessantes que vamos procurar reproduzir. A Juta e a Malva são plantadas nas várzeas na época das vazantes e colhidas na época das cheias. A juta pode ser colhida após 3 meses de plantio e a malva depois de 4 meses o que permite duas safras ao ano.
Embora durante aproximadamente dez anos o ciclo da Juta e da Malva tenha coexistido com o da Borracha, foi com a queda do comércio da borracha, em 1957, que este ciclo ganhou força, tornando-se a principal economia da região de Manacapuru. Desde 1988, porém, que, sem políticas governamentais em nível federal e estadual adequadas, sua comercialização entrou em franco declínio.

A semente, antes entregue pela Companhia aos produtores cadastrados e que era paga pelo produtor com parte de sua produção, passou a ser repassada pelo governo. A ‘bolsa semente’, como as demais bolsas governamentais, presta-se à corrupção, graças à falta de controle, permitindo que as sementes sejam vendidas por funcionários corruptos a atravessadores que repassam o produto aos ribeirinhos por preços exorbitantes. Achamos que a criação de cooperativas com maquinário adequado para a retirada da fibra seria uma medida mais adequada que a ‘bolsa esmola semente’, permitindo não só um aumento significativo na produção, mas também na qualidade do produto. Em nível federal, deveria ser sancionada uma lei que determinasse o emprego obrigatório de sacos de fibra vegetal na embalagem de determinadas sementes, assim como existe para o café exportado, que estaria muito mais de acordo com o desenvolvimento sustentável, diferentemente dos produtos que se encontram no mercado atual.

- Largada para Iranduba

Ligamos para o 190 e nossos amigos policiais prontamente nos atenderam e nos levaram até o ‘Paraíso D’Angelo’ onde estava o caiaque. Passamos bom tempo conversando com o mestre D’Angelo e retardamos a saída para não perder a oportunidade de ouvir nosso dileto e sábio amigo. Vamos sentir saudade do ‘homem de branco’ de Manacapuru que passeia pela sua propriedade com a serenidade de um ‘Anjo no Paraíso’. Partimos bem depois das 8 horas, sem pressa, já que o deslocamento era bastante curto. O Lago Miriti com suas águas tranqüilas e limpas nos encantou e dele partimos rumo a Iranduba. Depois de menos de 4 horas de navegação, sem paradas, enfrentando mau tempo durante boa parte do percurso, chegamos ao flutuante do senhor Zé Cipó, onde se encontrava o caiaque do Romeu. O Romeu estava me aguardando já há algum tempo, porque normalmente saio muito cedo, mas a companhia do mestre D’angelo me fez alterar a rotina.

- Iranduba

Os policiais já estavam alertados sobre todo o apoio a ser prestado e nos levaram à ‘Pousada Santa Rita’, administrada pela senhora Terezinha da Silva Cunha Crisóstomo. A limpeza das instalações e a cortesia de seus proprietários nos impressionaram muito favoravelmente e o fato de encontrarmos outra grande ‘coincidência’ na nossa viajem nos convenceu que o Grande Arquiteto vem trabalhando do nosso lado nos apontando o rumo a ser seguido. Mais uma coincidência Amazônica: a dona Terezinha é viúva do senhor José Silvestre do Nascimento e Souza, um dos maiores nomes da ‘Ciranda’ do estado do Amazonas, cujo nome já tinha sido mencionado em Manacapuru onde organizou a primeira Ciranda no Colégio Nossa Senhora de Nazaré. Fizemos contato com o Secretário do Turismo e Meio Ambiente para contatarmos elementos da prefeitura para nos mostrar a cidade e principalmente o sítio das ‘Terras Pretas Indígenas’. A Polícia Militar nos levou, depois do banho, até o ‘Restaurante Sertanejo do Paraíba’ onde já nos esperava o pessoal de Comunicação do município. O senhor José Raimundo, conhecido como ‘J. Rai’, nos fez um interessante relato sobre a história da cidade e, depois do almoço, acompanhados do senhor Levenilson Mendonça da Silva, o ‘lei’, fomos até o sítio onde estão fazendo as escavações arqueológicas.

O ‘Restaurante Sertanejo do Paraíba’ foi colocado, pela prefeitura, à nossa disposição e, como fica afastado da cidade, pedimos apoio da PM local para chegar até ele. Infelizmente, mais uma vez, a velocidade da internet local não permitiu que fizéssemos o upload das imagens que fizemos desde Anori. Entrevistamos o senhor José Raimundo, o ‘J. Rai’, que gravou um relato sobre a cidade e o senhor Levenilson sobre as ‘terras pretas indígenas’ de Iranduba.

(*) Coronel de Engenharia; professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Rua Dona Eugênia, 1227
Petrópolis - Porto Alegre - RS
90630 150
Telefone:- (51) 3331 6265
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/
E-mail: hiramrs@terra.com.br

Acompanhe o dia-a-dia do projeto em http://www.cmpa.tche.br/ e o Diário de Bordo com fotos, textos e entrevistas em http://diarioriomar.blogspot.com/

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Mensagem do Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho (Ex-aluno da Escola Preparatória de Porto Alegre e Diretor da Revista Hyloea, 1939)

Coronel Hiram,

Somos camaradas de farda. Sou Coronel Ref. de EMaior de Art. Nasci em Xapuri, onde também nasceu o famoso Adib Jatene. Aos 3 para 4 anos, minha família voltou para Belém do Pará, onde fiz os estudos primário, secundário e colegial. Fiz parte da primeira turma da Escola Preparatória de Cadetes em Porto Alegre. Em 1953/55, cursei a ECEME. No Comando Militar da Amazônia, cuja sede era em Belém, passei meus últimos dez anos de oficial de Estado Maior. Fui chefe de seções e do Estado Maior. Conheci a fímbria norte da Amazônia, inspecionando e apoiando os Pelotões de Fronteira e a Cia de Inf. de Guajará Mirim. Duas monografias (que eram exigidas durante o estágio probatório para entrar para o quadro do QUEMA): Estudo Geo-militar da Bacia Amazônica e Vias Prováveis de Invasão foram aprovadas pelo EM do Exército. Faço este preâmbulo para salientar que, a despeito de ter estudado muito sobre a Amazônia, nunca tive uma oportunidade como a que o senhor está tendo de conhecê-la, na intimidade da floresta, usando os rios que os colonizadores portugueses singraram nos séc. 17 e 18. A despeito de meu tempo ser tomado por artigos para cinco jornais principais de capitais, palestras e sobretudo debate, pouco tempo disponho para chegar aos e-mails. Sempre que os leio, desde o primeiro seu que li, não os perco.

Parabéns por sua iniciativa.

Abs.

Jarbas Passarinho

Mais Projeto Desafiando o Rio-Mar (ordem cronológica decrescente):

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2009/01/coronel-hiram-e-o-projeto-desafiando-o.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2009/01/projeto-desafiando-o-rio-mar.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2009/01/projeto-desafiando-o-rio-mar-viagem.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2009/01/projeto-rio-mar-flutuante-aranapu.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2009/01/projeto-rio-mar-tamaniquflutuante.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-desafiando-o-rio-mar-juta-fonte.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-fonte-boatamaniqu.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-tonantinsjuta.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-desafiando-o-rio-mar.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-s-antonio-do-i.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-acompanhe-saga-do.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-s-rita-s-paulo-amatur.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/projeto-rio-mar-feijoal-belm-s-rita.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/coronel-hiram-projeto-rio-mar.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/12/o-coronel-hiram-e-o-projeto-rio-mar.html

- http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/11/dois-coronis-do-eb-vo-se-aventurar-na.html