MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nosso cérebro, um enigma!


Nosso Cérebro – Enigma!
Ele é você e... você é ele!


Prof. Benedicto Moreira

Somente 2% do peso do nosso corpo! Um universo – ainda desconhecido – dentro de nós -! 100 bilhões de neurônios – células nervosas – e muitos outros tipos celulares. A cada segundo, cerca de 100 milhões de bits de informação, nele chegam, provenientes dos nossos sentidos e, ele, processa-as, seleciona-as, com indescritível facilidade. Milagre! (“que causa admiração” –Aurélio- ). No tronco encefálico há uma rede de nervos do tamanho do dedo mindinho – a chamada formação reticular – que atua como centro de controle de tráfego, monitorizando as milhões de mensagens que chegam, separando as triviais e selecionando as essenciais para receberem a atenção do córtex cerebral; a cada segundo, está “redinha” só permite que algumas centenas penetrem na mente consciente. A adicional concentração de nossa atenção provém de ondas que varrem o cérebro de 8 a 12 vezes por segundo, com períodos de alta sensitividade, durante os quais o cérebro observa os sinais mais fortes e, então, sobre eles atua; é por meio de tais ondas que o cérebro rasteia a si mesmo, focalizando-se no essencial. Eis o azáfama de atividades, a cada segundo, na nossa caixa craniana!

Tudo começa no útero. Três semanas após a concepção, ele começa a formar-se. Cresce em surtos de até 250.000 células por minuto, iniciando as conexões, mas os neurônios não se grudam umas nas outras, separam-se por sinapses – espacinhos de 25 milionésimos de milímetros -; e são espacinhos cruzados pelos neurotransmissores - substâncias químicas – e somente 30 deles ainda são conhecidos; estes sinais químicos são acolhidos na terminação nervosa dos neurônios por uma malha de diminutos filamentos, os dentritos; então, os sinais são transmitidos para a outra terminação nervosa do neurônio, o axônio. Nos neurônios, os sinais são elétricos mas, ao cruzarem os ditos “espacinhos”, são químicos, fazendo uma transmissão eletroquímica e, cada impulso, tem a mesma força mas, a intensidade do sinal depende da freqüência dos impulsos que pode chegar a mil por segundo.

À medida que se aprende, formam-se conexões e liberam-se mais substâncias químicas que cruzam os espaços neuroniais e, é o emprego continuado das conexões que o fortalece, reforçando a aprendizagem. Que pena! As faculdades mentais não utilizadas se atrofiam pois, o cérebro, como um músculo, somente é fortalecido através do uso e debilitado pelo desuso.

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