MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Guerra do Hamastão: Tem brasileiro no front de Israel

Guerra em Gaza - Brasileiro no 'front' por Israel

INVASÃO POR TERRA AGRAVA CONFLITO

Correio Braziliense - 4/1/2009, pg. 14

Tanques e tropas israelenses entram em território palestino para capturar bases de foguetes do Hamas. Antes da operação, sargento brasileiro no front descreveu tensão:

“É uma guerra. Estamos dando a alma para defender Israel com unhas e dentes” - Luiz Cesar Barbosa, carioca, 22 anos, sargento das Forças de Defesa de Israel (IDF)

Por Rodrigo Craveiro da equipe do Correio

A palestina Asma Soliman, de 20 anos, pressentia o pesadelo se aproximar. Moradora do vilarejo de Al-Zawayda, a apenas 4km do território israelense, ela passou o dia de ontem escutando os primeiros disparos dos tanques e blindados do exército. “O som é contínuo, e não é tão forte como o vindo dos caças”, explica. “Meu maior medo é ver meu pai, minha mãe e meus dois irmãos morrerem na minha frente, porque eu não posso viver sem eles.”

Os inimigos de Asma romperam a fronteira por volta das 20h30 (16h30 em Brasília) e deram início à segunda etapa da operação Chumbo Grosso. Uma coluna de tanques entrou perto da cidade de Beit Hanun, acompanhada de helicópteros de artilharia. Entre os 10 mil soldados que começaram a se movimentar pela Faixa de Gaza, um brasileiro não escondia o temor diante dos perigos da guerra de guerrilha.

Cerca de duas horas antes da ofensiva terrestre, o Correio falou por telefone com o sargento Luiz Cesar Barbosa, um carioca de 22 anos que desde 17 de dezembro de 2006 faz parte do Givat — o pelotão de elite de combatentes das Forças de Defesa de Israel (IDF). “A ofensiva vai durar ao menos um mês, e a intenção é tomar e ocupar a Faixa de Gaza”, explicou. Ele demonstrava preocupação com o risco de ser sequestrado ou alvo de operações de martírio por parte de fundamentalistas islâmicos. “Eu me preparei para isso durante quase a vida inteira”, disse. “O Hamas é um grupo terrorista e também um exército. Temer a gente teme, mas não tenho muito o que fazer, não tenho escolha.” A adrenalina manteve Luiz Cesar acordado durante as últimas 72 horas.

O sargento brasileiro se recusou a dar indicações sobre a estratégia que seria utilizada, mas contou que entraria camuflado e sobre um blindado. “Na metade do caminho, vamos abandonar o veículo e entrar andando, para tomar as casas e os bairros árabes”, disse, admitindo preocupação especial com essa fase da operação. “Eles não têm tanques e aviões, mas lança-mísseis e mísseis antitanques. É uma guerra. Estamos dando a alma para defender Israel com unhas e dentes”, acrescentou.

OBJETIVO

Segundo a major Avital Leibovich, porta-voz das IDF, o objetivo é “destruir a infraestrutura de terror” do Hamas. “Vamos tomar algumas das áreas de lançamento usadas pelo Hamas”, explicou, referindo-se aos foguetes Qassam, Katyusha, Grad e Grad avançado, cujos alcances variam de 12km a 40km. Num sinal de que a operação seria longa, o gabinete israelense ordenou a convocação de 9 mil reservistas.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que os israelenses “não querem guerra” e prometeu não abandonar os cidadãos “vitimados” pelo Hamas. “Eu não quero enganar ninguém. A operação em Gaza não será rápida e não será fácil”, alegou.

A ofensiva terrestre foi precedida pela intensificação dos ataques aéreos. Em Beit Lahiya, ao norte do campo de refugiados de Jabaliya, uma mesquita com 200 peregrinos foi alvo de caças israelenses. Pelo menos 13 morreram e 60 ficaram feridos. Um míssil também atingiu o carro de Azkariah Al-Jamal, matando o militante do Hamas acusado de ser o comandante dos esquadrões de lançamentos de foguete a partir de Gaza. Em oito dias de guerra, o número de mortos pelos bombardeios chegou a 450 palestinos.

Os preparativos para o avanço terrestre incluíram o lançamento de folhetos, a partir de aviões, alertando os moradores a “abandonarem imediatamente a área” para preservar sua segurança.

Menos de uma hora após o início do avanço das tropas, o Hamas anunciou que seus guerrilheiros haviam matado alguns soldados israelenses, mas a informação não pôde ser confirmada. Segundo a TV 2 de Israel, dezenas de atiradores do grupo foram abatidos durante a invasão.

Antes da invasão, Mohammed Ali, membro do Hamas em Gaza e assessor de Gazy Hamd — um dos líderes do Hamas — relatou ao Correio que o comando da facção tentava ontem se esconder, e previu uma batalha difícil. “Israel pode destruir Gaza em dois minutos, mas temos longa experiência na batalha contra a ocupação e vamos fazer emboscadas e disparar contra eles”, prometeu. “Estamos nos organizando para atacar Israel em qualquer parte, aumentaremos o alcance de nossos mísseis.” O discurso se radicalizou com a invasão. Um dos porta-vozes do Hamas afirmou que Gaza seria transformada no “túmulo” dos israelenses. “Vocês não terão mais paz.”

O Hamas não parece ter sentido a morte de Al-Jamal. Durante todo o dia, o grupo lançou 34 foguetes em direção ao sul de Israel. Um deles destruiu uma casa na cidade de Netivot, ferindo uma israelense. Mais cedo, duas pessoas ficaram levemente machucadas quando um foguete Grad caiu sobre um prédio em Ashdod. Outros três civis receberam atendimento médico, em estado de choque. Até o fechamento desta edição, a reportagem não havia recebido notícias sobre a situação da palestina Asma Soliman e do brasileiro Luiz Cesar.

Fonte: http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/01/guerra-em-gaza-brasileiro-no-front-por.html

Mais notícias sobre a Guerra do Hamastão - http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_4/2009/01/05/noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=63095/noticia_interna.shtml

Ainda: A próxima guerra de Israel pode ser contra o Irã - Cfr. http://blogcasamata.blogspot.com/2009/01/bolton-o-prximo-passo-pode-ser-uma.html