MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Guerra do Hamastão: Combates homem a homem

Ofensiva israelense começa nova fase com combates homem a homem

JB Online

GAZA - Após dez dias de ofensiva israelense na Faixa de Gaza uma nova fase do combate entra em ação. Na tarde desta segunda-feira o exército israelense assumiu novas posições e retomou os bombardeios à região dividindo o território entre norte e sul.

A nova fase foi marcada por combate de militantes do grupo extremista islâmico Hamas e soldados israelenses nas ruas da cidade de Gaza. Esta é a primeira vez que soldados dos dois lados se enfrentaram na capital palestina desde o início da ofensiva.

Dezenas de ataques aéreos foram realizados por aviões e navios de guerra durante todo o dia. O alvo mais recente é o complexo de túneis subterrâneos ilegais que liga a Faixa de Gaza ao Egito. Só nesta segunda-feira pelo menos 40 palestinos morreram. Seis soldados israelenses ficaram feridos nos combates.

Segundo o jornal The Guardian, pelo menos dez crianças morreram nos confrontos enquanto as forças israelenses buscavam membros do grupo palestino em operação casa a casa.

Leia texto completo em http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/05/e050116286.asp


Obs.: Enquanto isso, o Brasilistão do governo Lula pede o fim dos combates, não das favelas cariocas e paulistas, mas dos israelenses:

Amorim pede cessar-fogo e sugere a Livni conferência com "países neutros"

ELIANE CANTANHÊDE

COLUNISTA DA FOLHA

O chanceler Celso Amorim apresentou ontem três sugestões à sua colega de Israel, Tzipi Livni: cessar-fogo imediato, envio de uma missão de observadores internacionais e a realização de uma conferência multilateral de paz que agregue países neutros, como o próprio Brasil se declara.
Segundo o Itamaraty, o telefonema entre os dois ocorreu por iniciativa de Livni, que tomou nota das colocações de Amorim. A conversa, porém, foi depois que ela havia recusado pedidos de cessar-fogo e de envio de observadores feitos pela União Europeia, alegando que o Hamas é "terrorista".

Amorim transmitiu ao governo de Israel, via Livni, a "preocupação" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o agravamento da crise. Também lamentou "a perda de vidas humanas" e o "uso desproporcional da força" -expressão que já escrevera em nota oficial.

O ministro, em Lisboa para uma palestra a embaixadores portugueses, ainda defendeu o "arejamento" das discussões e dos negociadores em conversa com o presidente Aníbal Cavaco Silva e em almoço com o chanceler Luís Amado e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Na avaliação brasileira, um dos motivos do impasse na negociação é o alinhamento automático dos EUA e da Alemanha, por exemplo, com Israel. Na opinião de Amorim, é preciso "furar esse bloqueio".

Na sequência de telefonemas para propor uma nova rodada da reunião de Annapolis (EUA), que discutiu o processo de paz entre israelenses e palestinos em 2007, Amorim ligou ontem também para os chanceleres da Suíça, Micheline Calmy-Rey, e da Espanha, Miguel Angel Moratinos, considerado um dos maiores especialistas europeus na questão.

Na semana passada, o ministro brasileiro já havia conversado com os chanceleres da França e do Egito, além do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, defendendo a retomada de Annapolis e a ampliação do núcleo de discussão da paz para encampar "países neutros", como classifica o Brasil.

Fonte: Folha de S. Paulo, 6/1/2009