MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Clínica da Cáritas em Gaza é destruída

Clínica da Cáritas em Gaza é destruída por bombardeio israelense

Situação «desumana e criminosa», denuncia o pároco local

JERUSALÉM, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Um dos pontos de atenção médica que a organização católica Cáritas Jerusalém mantém na Faixa de Gaza foi destruído na sexta-feira passada, durante um bombardeio israelense.
Foi o que confirmou a Cáritas Internacional nesta segunda-feira, através de um comunicado com o qual anunciou também um apelo de emergência através da rede Cáritas para enviar ajuda humanitária urgente à região.

A clínica, no distrito de Al Maghazi, foi completamente destruída pelos bombardeios, junto com aproximadamente 20 moradias. Graças a que as famílias da área haviam se refugiado em várias escolas do distrito, não houve feridos, afirma a nota.

Das 884 vítimas mortais contabilizadas até agora neste conflito, 12 eram da equipe médica e 275 eram crianças.

Até este momento, a Cáritas mantém outras cinco clínicas ativas na Faixa. A Cáritas Jerusalém alertou sobre a dificuldade de conseguir fornecimento de alimentos e medicamentos. A intenção é prover serviços médicos através dos centros da Cáritas, assim como uma clínica móvel que ajude os hospitais de Gaza a atender os feridos.

No total, a Cáritas Jerusalém previu uma quantidade de mais de 1,5 milhão de euros, para proporcionar, além de material médico e ambulâncias, kits higiênicos, alimentos e cobertores para até 4 mil famílias.

Em algumas declarações telefônicas recolhidas pela Cáritas, o pároco de Gaza, Pe. Manuel Musallam, afirma que a situação é «inumana e criminosa».

«Há um grande pânico em todas as partes. De dia e de noite o pranto das crianças penetra por toda parte. As pessoas não dormem. Perderam tudo.»

O sacerdote explicou que cerca de 70 mil pessoas «estão vivendo nas escolas. Quem continua em casa vive nos banheiros e nas escadas pelo medo dos estouros dos vidros. Aqui não há água e acabou o diesel para o gerador que permitia que as pessoas cozinhassem».

«Há cadáveres nas ruas. Nas clínicas fazem operações no chão. Uma mulher grávida recebeu um tiro enquanto ia à clínica para dar à luz; tentaram salvar o bebê, mas ele também havia morrido», detalhou o pároco.


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Santa Sé pede às Nações Unidas que intervenha no conflito de Gaza

«É evidente que as partes não são capazes de sair do círculo vicioso da violência sem ajuda»

GENEBRA, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O observador permanente da Santa Sé pediu à comunidade internacional, na sexta-feira passada, que «intervenha ativamente» para deter o conflito de Gaza, durante sua intervenção na Sessão Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O arcebispo Silvano Tomasi afirmou que «é evidente que as partes não são capazes de sair deste círculo vicioso de violência sem a ajuda da comunidade internacional».

O representante da Santa Sé a instou a «cumprir com suas responsabilidades intervindo ativamente para deter o derramamento de sangue, para facilitar o acesso à assistência humanitária de emergência e colocar fim a toda forma de confronto».

O prelado expressou com palavras de Bento XVI a condenação da Igreja de toda violência, «venha de onde vier e seja qual for a forma que ela adotar», e assegurou sua solidariedade «tanto com o povo de Gaza, que está morrendo e sofrendo» como com «o povo de Sderot, Ashkelon e outras cidades israelenses que estão vivendo sob o terror constante de ataques».

A comunidade internacional, acrescentou, «deve continuar participando na eliminaçào das causas profundas do conflito, que só pode ser resolvido no marco de uma solução duradoura do maior conflito palestino-israelense, sobre a base das resoluções internacionais aprovadas ao longo dos anos».

Referiu-se também à jornada de oração pela paz convocada no domingo passado, 4 de janeiro, pelos bispos e líderes cristãos de Jerusalém.

Estes, sublinhou, «estão convencidos de que a continuação do derramamento de sangue e da violência não conduzirá à paz e à justiça, mas alimentará mais o ódio e a hostilidade e, portanto, um contínuo confronto entre os dois povos».

Dom Tomasi se referiu ao convite dos líderes religiosos «a ambas as partes, para que recobrem o sentido e cessem os atos de violência, que só trarão a destruição e a tragédia», e a que trabalhem por resolver suas diferenças por meios pacíficos e não violentos».


Fonte: ZENIT.org