MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Che Guevara foi traído por Fidel, por ordem da União Soviética

O ex-guerrilheiro, condenado à morte, que desde 1996 vive em Paris, acusa:

"CHE GUEVARA FOI TRAÍDO POR FIDEL, POR ORDEM DA UNIÃO SOVIÉTICA" *

Massimo Nava - Corriere Della Sera

Fala um dos três sobreviventes do comando na Bolívia

Benigno mitifica o Che

PARIS — Ele é o último que viu o Che na selva da Bolívia. É a derradeira testemunha de uma execução ainda hoje obscura. Dariel Alarcón Ramírez [foto], vulgo "Benigno", ex-guerrilheiro da revolução cubana, vive desde 1996 em Paris, depois de ser condenado à morte, acusado de trair o regime pelo qual combateu com honra. Che Guevara foi o chefe seguido até o fim, um irmão que o ensinou "a ler e a escrever" e a "respeitar inimigos e prisioneiros". Benigno fica ainda com os olhos úmidos, quando narra a "armadilha mortal" em que caiu o mito revolucionário de gerações inteiras.

E desabafa raiva e desilusão com a "maquinação pela qual foram responsáveis Fidel Castro e a União Soviética". "Queríamos exportar a revolução. Fomos abandonados na selva. Che foi ao encontro da morte, sabendo que era traído. Em 7 de outubro de 1967, estávamos a poucos metros da escola onde o exército boliviano o mantinha prisioneiro. O nosso comando estava disperso. Não fosse assim e teríamos tentado libertá-lo mesmo com risco de morrer."

Em 1956, Benigno era um camponês de 17 anos, quando os soldados do ditador [Fulgêncio] Batista incendiaram sua fazenda nas montanhas da Serra Maestra, e mataram sua mulher Noemi, de quinze anos, grávida de oito meses. Benigno entrou no grupo de Cienfuegos, um dos comandantes revolucionários. "Engajei-me na revolução para vingar os meus queridos. Era o mais valente com a metralhadora. Matei muitos soldados [de Batista]. Nem sabia o que fosse o socialismo. O Che me ensinou tudo. Não era fácil conquistar sua confiança. Mas era um homem bom e honesto. Era o único, entre os líderes, que pagava de seu próprio bolso o carro de serviço", revela ao Corriere.

Leia mais em http://www.sacralidade.com/mundo2008/0086.che.html

Para conhecer a "fria e seletiva máquina de matar", leia Che Guevara - mais mito que realidade em http://www.midiasemmascara.org/?p=4317