MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ataques contra a Igreja na Venezuela e no Paquistão

Vice-presidente do Parlamento Europeu condena ataques contra Igreja na Venezuela

Após o atentado contra a Nunciatura Apostólica

Por Inma Álvarez

BRUXELAS, quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ZENIT.org

O vice-presidente do Parlamento Europeu, Mario Mauro, expressou nesta quinta-feira sua condenação do atentado ocorrido em 19 de janeiro passado na Nunciatura Apostólica de Caracas, e mostrou sua preocupação pela situação deste país sul-americano, onde teme um «corte das liberdades».

Na madrugada da segunda-feira, cinco bombas lacrimogêneas foram lançadas contra a sede da nunciatura tem na capital venezuelana. O atentado foi reivindicado por um grupo pró-governo chamado «La Piedrita-23 enero», com insultos à hierarquia local da Igreja Católica.

Os repetidos atentados contra a nunciatura podem ter a ver com a proteção diplomática a um refugiado, tradição em todas as embaixadas do mundo, concedida ao estudante Nixon Moreno, acusado há dois anos, à espera de que o governo do presidente Hugo Chávez lhe permita abandonar o país em sua condição de perseguido político.

«Expresso minha solidariedade e minha proximidade à nunciatura e a toda a comunidade católica venezuelana, que é continuamente alvo da intolerância religiosa e do fanatismo dos grupos próximos ao presidente Chávez», afirmou Mauro.

Mario Mauro, que desde a semana passada é o representante da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a perseguição religiosa, afirma que «a proliferação de episódios similares no futuro piorará uma situação já difícil na Venezuela, onde os cidadãos estão pouco a pouco perdendo todas as liberdades fundamentais».

Segundo o vice-presidente europeu, «estamos frente a uma verdadeira emergência», pois o referendum convocado por Chávez sobre o prolongamento ilimitado do mandato, para o próximo dia 15 de fevereiro, poderá constituir a «pedra funerária do Estado de direito e para a liberdade religiosa do povo venezuelano».

Neste sentido, Mauro pediu «uma intervenção imediata da comunidade internacional para restabelecer dentro do país um clima de tolerância e de paz».

A Conferência Episcopal Venezuelana expressava, em seu último documento pastoral, sua postura crítica frente a este referendum, como «contrário» à vontade do povo.


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Nova onda de violência contra cristãos no Paquistão

Escolas, igrejas e lares foram vítimas dos ataques

ISLAMABAD, quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ZENIT.org

A violência contra os cristãos na Índia superou as fronteiras. Seu país vizinho, Paquistão, também se viu gravemente afetado.
Um artigo publicado nesta quinta-feira no jornal L'Osservatore Romano dá a conhecer como as igrejas, escolas e instituições privadas, assim como dezenas de lares cristãos foram vítimas dos ataques no Paquistão.

A violência chega às escolas

Além das 170 escolas que sofreram assaltos ou destruições nos últimos dois anos, mais de 400 centros educativos se viram obrigados a fechar suas portas ou a suspender as atividades acadêmicas.

A razão desta medida é que em 15 de janeiro passado foi anunciado em uma das emissoras locais um edito que ameaçava com atentados e represálias as escolas que estivessem funcionando depois da data.

Diretores, professores e pais de família de instituições dirigidas por associações cristãs ou por outras comunidades e etnias independentes, decidiram fechar suas instalações até que não seja revogado este edito.

O artigo descreve um «clima de terror» que estão os habitantes vivendo no deserto de Swat, no interior da província de fronteira do Noroeste: «Trata-se de um território onde, de fato, governam os bandos dos talibãs, que tomaram como alvo os institutos de educação femininos».

Também foi destruído, com o lançamento de bombas rudimentares, um colégio que era dirigido por uma comunidade de irmãs carmelitas apostólicas, originárias do Sri Lanka; o colégio contava com cerca de mil estudantes.

O fechamento das escolas prejudicou cerca de 125 mil crianças e jovens estudantes que tiveram de interromper seus estudos de maneira indefinida.

Pânico nas igrejas e em vários lares

A violência atingiu também vários templos e lares na província de Punjab: «Um número indeterminado de muçulmanos assaltou a Igreja e quatro lares de cristãos na vila de Kot Lakha Singh, realizando também atos de tortura».

O primeiro lar em sofrer um assalto deste tipo foi o de um cidadão católico chamado William Masih. Os delinquentes torturaram quem se encontrava lá nesse momento, inclusive mulheres e crianças. Também roubaram dinheiro e objetos de ouro.

Os assaltantes atacaram outros lares cristãos. Entraram em igrejas católicas e protestantes, onde destruíram textos sagrados e causaram danos aos móveis.

Obs.: Veja ainda Ajuda à Igreja que Sofre em http://www.aisbrasil.org.br/ais-historia.htm. Leia ainda sobre o assunto em http://www.pime.org.br/noticias2007/noticiasvenezuela22.htm.