Amigos leitores,
O corpo do sargento José Mulato de Souza foi velado numa capela do Campo da Esperança, em Brasília, DF, a partir da tarde do dia 30/01/2009.
O caixão foi guardado por uma Guarda Fúnebre do Batalhão da Guarda Presidencial, unidade onde Mulato havia servido, comprovando a alta deferência concedida pelo Exército ao distinto militar que foi o Sgt Mulato.
Além da viúva e dos três filhos (sendo dois militares da PM - um, major pós-graduado, outro, soldado, cursando Direito), um grande número de amigos militares e civis foram ao cemitério dar o último adeus a Mulato. O quarto filho de Mulato não pôde comparecer porque está morando em Portugal e não conseguiu chegar a tempo. Despediram-se, ainda, do falecido um grande número de militares da PM, e oficiais, sargentos e praças do Exército. Estiveram presentes três oficiais-generais, destacando-se o general-de-exército Maynard Marques de Santa Rosa, Chefe do Departamento-Geral do Pessoal. Para quem já esqueceu, lembro que o general Santa Rosa foi covardemente substituído na Secretaria de Estratégia, do Ministério da Defesa, em ato vil de Tarso Genro, por não apoiar o envio de tropas do Exército para expulsar os não-índios da Raposa Serra do Sol. Ou seja, Santa Rosa negou-se a fazer o papel de capitão-do-mato, para caçar brasileiros como eram caçados os antigos escravos fugitivos.
Também esteve presente o coronel Aluísio Madruga de Moura e Souza, que participou da Guerrilha do Araguaia, na fase de Inteligência, anterior aos combates. Madruga é autor de dois livros sobre o episódio: Guerrilha do Araguaia - Revanchismo e Documentário: Desfazendo mitos da luta armada. Como foi dito em postagem anterior, Mulato foi também um herói dessa Guerrilha, recebendo a Medalha do Pacificador com Palma, e muitas vezes comentou com os amigos que pretendia escrever um livro sobre o assunto, o que acabou não ocorrendo. É uma pena. Com sua privilegiada memória, ele certamente teria muito a dizer à sociedade sobre os combates nas selvas de Xambioá, principalmente por vivermos dias tenebrosos, em que as esquerdas espalham muitas mentiras sobre o episódio - que acabam se tornando verdades derradeiras -, denegrindo as ações dos militares do Exército e da Aeronáutica, que impediram que o interior do Brasil fosse tomado pelas "FARB" do PCdoB, uma co-irmã das FARC que infernizam a Colômbia até os dias atuais.
No caminho para o sepultamento, foram prestadas as homenagens de três Salvas Fúnebres, e a Guarda Fúnebre ficou na posição de "apresentar armas!" para a passagem do ataúde.
Na descida do corpo ao túmulo, um corneteiro executou o toque de silêncio.
Ao Sgt Mulato, nossa eterna saudade. A seus familiares e amigos, nossas sinceras condolências.
Que a terra lhe seja leve, Zé Mulato!
Félix Maier
O corpo do sargento José Mulato de Souza foi velado numa capela do Campo da Esperança, em Brasília, DF, a partir da tarde do dia 30/01/2009.
O caixão foi guardado por uma Guarda Fúnebre do Batalhão da Guarda Presidencial, unidade onde Mulato havia servido, comprovando a alta deferência concedida pelo Exército ao distinto militar que foi o Sgt Mulato.
Além da viúva e dos três filhos (sendo dois militares da PM - um, major pós-graduado, outro, soldado, cursando Direito), um grande número de amigos militares e civis foram ao cemitério dar o último adeus a Mulato. O quarto filho de Mulato não pôde comparecer porque está morando em Portugal e não conseguiu chegar a tempo. Despediram-se, ainda, do falecido um grande número de militares da PM, e oficiais, sargentos e praças do Exército. Estiveram presentes três oficiais-generais, destacando-se o general-de-exército Maynard Marques de Santa Rosa, Chefe do Departamento-Geral do Pessoal. Para quem já esqueceu, lembro que o general Santa Rosa foi covardemente substituído na Secretaria de Estratégia, do Ministério da Defesa, em ato vil de Tarso Genro, por não apoiar o envio de tropas do Exército para expulsar os não-índios da Raposa Serra do Sol. Ou seja, Santa Rosa negou-se a fazer o papel de capitão-do-mato, para caçar brasileiros como eram caçados os antigos escravos fugitivos.
Também esteve presente o coronel Aluísio Madruga de Moura e Souza, que participou da Guerrilha do Araguaia, na fase de Inteligência, anterior aos combates. Madruga é autor de dois livros sobre o episódio: Guerrilha do Araguaia - Revanchismo e Documentário: Desfazendo mitos da luta armada. Como foi dito em postagem anterior, Mulato foi também um herói dessa Guerrilha, recebendo a Medalha do Pacificador com Palma, e muitas vezes comentou com os amigos que pretendia escrever um livro sobre o assunto, o que acabou não ocorrendo. É uma pena. Com sua privilegiada memória, ele certamente teria muito a dizer à sociedade sobre os combates nas selvas de Xambioá, principalmente por vivermos dias tenebrosos, em que as esquerdas espalham muitas mentiras sobre o episódio - que acabam se tornando verdades derradeiras -, denegrindo as ações dos militares do Exército e da Aeronáutica, que impediram que o interior do Brasil fosse tomado pelas "FARB" do PCdoB, uma co-irmã das FARC que infernizam a Colômbia até os dias atuais.
No caminho para o sepultamento, foram prestadas as homenagens de três Salvas Fúnebres, e a Guarda Fúnebre ficou na posição de "apresentar armas!" para a passagem do ataúde.
Na descida do corpo ao túmulo, um corneteiro executou o toque de silêncio.
Ao Sgt Mulato, nossa eterna saudade. A seus familiares e amigos, nossas sinceras condolências.
Que a terra lhe seja leve, Zé Mulato!
Félix Maier