MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Brasilistão: Ano novo, novos descalabros


Ano novo, novos descalabros

TERNUMA Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

O ano de 2009 só tem treze dias e tudo indica que será emblemático em termos de descalabros, muito mais do que os precedentes na quase última década, a menos que a corrupção não volte a grassar avassaladora, o que duvido.

Começo por citar a reforma ortográfica, que equipara o povo brasileiro, na expressão escrita, aos nossos irmãos africanos de língua portuguesa. Portugal, a origem de tudo, relutou em aderir a essa mudança, mas rendeu-se à força de um país de cento e noventa milhões de habitantes. Ufanistas, os filólogos que urdiram a mudança, dizem que os países que falam o Português têm de mudar muito mais do que nós. Então, mudemos todos, em total descompasso ao que representa o Brasil na sociedade mundial lusófona. Pergunto eu: será que os americanos fariam uma reforma semelhante, sujeitando-se a adaptar o seu Inglês aos padrões da comunidade britânica? Certamente não, pelo simples poderio econômico dessa grande nação.

Peço perdão aos que me lêem (esse acento não pode mais!). Não sei se vou voltar a escrever gramaticamente correto. Esse descalabro, entretanto, não vai calar a minha opinião acerca de outras coisas. Minha consolação é que o signatário dessa idiotice não sabia falar e escrever e hoje sabe menos ainda.

Não tenho acesso a documentos oficiais do governo, mas a Internet, quase sempre sábia e precisa, enche-me de argumentos para escrever (agora com erros gramaticais).

Refiro-me aos rumores a que tenho lido acerca de recente licitação do Ministério da Saúde para a compra de quarenta milhões de reais em lubrificantes sexuais, da marca KY, para o regalo de uma até aqui considerada minoria gay. Isso me apavora. Primeiro, por desconfiar que algo de errado acontece com o decantado macho brasileiro. Segundo, por constatar que esse dinheiro daria para criar mais de duzentas e cinqüenta (perdoem o trema proscrito!) vagas em UTI na caótica situação em que se encontram os hospitais públicos. Talvez isso seja pela inclusão das letras K e Y no novo alfabeto do idioma. Temporão, o defensor do fiofó dos pobres, ao que dizem, está afiado na reforma ortográfica. Em terceiro lugar, o que mais me apavora, é que isso, se for verdadeiro, significa que somos hoje a república do arco-íris...

Novembro e dezembro de 2008 foram meses cruéis para o Brasil. A natureza infligiu-nos catástrofes climáticas impressionantes. Santa Catarina, um Estado pujante, recebeu desmedida força das intempéries e rendeu-se a elas. Lula, mesmo visivelmente contrariado pela ressaca de suas viagens pelo mundo, demorou, mas fez seu sobrevôo (o circunflexo agora não pode!). Prometeu mundos e fundos para a reconstrução de Santa Catarina. Do bolso dos seus assessores logo saiu uma medida provisória destinando milhões para a reconstrução e reparação do que foi destruído.

Lindo exemplo desse que é responsável pela sorte do Brasil!

Ocorre que, na semana passada, uma delegação de prefeitos e vereadores catarinenses veio a Brasília para cobrar o blefe dos recursos prometidos. Para Lula, isso não é estelionato político, uma vez que Santa Catarina o renega nas urnas. O mais importante, para ele, agora, é remediar marolinhas na economia. Danem-se flagelados. Eles são ou se tornaram pobres e, talvez, serão beneficiários das bolsas- esmolas (esse hífen pode?) para eleger a sua guerrilheira predileta.

Janeiro chegou e com ele a crise no Oriente Médio.

O descalabro mais recente.

O governo do PT e seu assessor Top-top, Marco Aurélio Garcia, logo se manifestaram contra ao que chamam de “resposta desproporcional” de Israel, diante dos diários e constantes lançamentos de foguetes do Hamas em direção ao território palestino. As crianças e civis israelenses não são vítimas de nada, muito menos de foguetes imprecisos e sem rumo, que caem em lares, hospitais, escolas e onde menos se espera. “Desproporcional”, segundo eles e a imprensa que disfarça o seu anti-semitismo, é o emprego de uma força de reação a esse estado de coisas que perdura há muito tempo. Na bolsa de apostas de Londres, um civil ou uma criança palestina tem mais valor do que civis e crianças israelenses mortos covarde e indiscriminadamente por foguetes palestinos. Ademais, é notório que o Hamas - grupo radical, terrorista e fundamentalista islâmico - não tem exército formal, fardado, e forma legiões de crianças para a “imolação” pela causa. Esses meninos são mais ferozes que os adultos, é só conferir na Internet. Escolas e hospitais são usados como bases de foguetes, para o regalo da imprensa que venera as vítimas de um só lado.

E o governo do Brasil? Acabou de enviar para a Faixa de Gaza uma ajuda humanitária de 14 toneladas de alimentos e remédios.

Muito justo seria se esse humanitarismo não deixasse Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro a aguardar, resignados, a ajuda federal.

Descalabros novos virão por aí.

O que isso importa?

Já estamos acostumados e amorfos.


Visite o nosso site: http://www.ternuma.com.br/.


Obs.: Pelo visto, teremos um descalabro por dia em 2009. O último foi a decisão de Tarso Genro em não permitir a extradião do terrorista italiano Cesare Battisti, um "companheiro d'armas" que, com toda certeza, será ainda agraciado com um cargo de "aspone" na Esplanada dos Petistérios. Outros descalabros virão. Quem vai acionar o contador? (F. Maier)