MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amazônia: Militares longe da família e próximos das índias...


Matéria publicada no Jornal “O Dia” do dia 12 Jan 09

Blog Força Militar

AMAZÔNIA

Na fronteira sem mulher e filhos

Marco Aurélio Reis e Ananda Rope

Priorizar a Região Amazônica formalmente passou a ser uma das principais diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, lançada no fim do ano passado com planejamento para as próximas três décadas. Na prática, para os quartéis, o anseio vai representar o deslocamento de mais militares para as áreas de fronteira, o que incluirá transferências de mais unidades do Rio para o Norte do País, conforme O DIA antecipou no ano passado. O plano do Exército prevê elevar de 25 mil para 30 mil o número de seus homens na fronteira Amazônica.

Quartéis vão ser modernizados a um custo de R$ 140 milhões e mais 28 postos de fronteira serão inaugurados. No Amazonas serão sete e em Roraima, seis. Serão quatro no Acre e no Amapá e três em Rondônia e no Pará. Ao contrário dos planos de expansão anteriores, quando a presença militar tinha também o objetivo de povoar a região, desta vez praças e oficiais vão para as áreas remotas sem a companhia de mulheres e filhos. Isso porque não serão construídas vilas residenciais junto dos pelotões de fronteira.

Os parentes vão ficar em centros urbanos próximos. Os militares vão servir nos postos avançados em regime de rodízio. Como ocorre hoje com funcionários embarcados da Petrobras, vão ficar um período isolados na selva e outro com seus familiares. O formato não seguirá, porém, a proporcionalidade dos civis embarcados na estatal: 15 dias no mar e 15 em casa. O modelo vai prever mais tempo na selva do que em casa.

Obs.: Para tomar posse real da Amazônia, em especial de nossas fronteiras, o correto seria construir vilas militares em torno dos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), de modo que os militares tivessem uma vida familiar normal. E, aos poucos, cidades surgiriam naquelas áreas. Afinal, quem tem que impor as ações na área de fronteira é a União, não os índios, a Funai, o CIMI, ONGs e outros palpiteiros. De qualquer forma, a miscigenação entre índios e brancos virá, de uma forma ou de outra. Não há como enjaular toda a população indígena, querendo fossilizá-la na Idade da Pedra Lascada. Com os militares lá sozinhos, longe de suas esposas... não sei não... eu acho que a miscigenação virá ainda mais rápido... (F. Maier)

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Serviço Civil pode cair

Membro da Comissão de Defesa da Câmara, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) ouviu do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que a criação do Serviço Civil Obrigatório, prevista no Plano de Estratégia Nacional, pode subir no telhado. “Jobim disse que não é algo certo.”

Fonte: Revista Istoé