MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dilemas do antiamericanismo

Sem Medo da Verdade

Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 78 - 31/10/2008

www.paznocampo.org.br

Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço: http://www.paznocampo.org.br/boletim

Dom Bertrand de Orleans e Bragança é Diretor de Relações Institucionais do Movimento Paz no Campo e tem seu Blog hospedado no site http://www.paznocampo.org.br

Este boletim trata normalmente de assuntos ligados ao problema do campo, onde o direito de propriedade, e a livre iniciativa têm sido perseguidos com uma sanha voraz por socialistas e comunistas que querem coletivizar todo o País. Mas é um espaço que pode também tratar de outros temas da atualidades.

Colaborador da Folha de São Paulo, o maior diário brasileiro, na seção “Tendências e Debates”, D.Bertrand abordou em artigo publicado hoje, as eleições norteamericanas. Transcrevemos seu artigo abaixo.

* * *

Dilemas do antiamericanismo

Dom Bertrand de Orleans e Bragança (*)

De partida para os Estados Unidos, onde proferirei palestra no Encontro nacional de supporters da TFP norte-americana, decidi debruçar-me sobre o fenômeno do antiamericanismo.
Esses focos de militância antiamericana são agitados por um oba-oba pró-Obama: sua eventualvitória será fruto da propaganda

Na minha juventude os Estados Unidos espargiam pelo mundo um intenso fascínio. A americanização estampava-se nos modos de ser, vestir, comportar-se, de muitos de meus contemporâneos.

A nação norte-americana era portadora de uma modernidade que arredava a tradição considerada démodée. Uma atmosfera de otimismo e despreocupação inconseqüentes, de progresso risonho, envolvia seu povo e conquistava o mundo.

Hollywood tornara-se foco desse modo de ser felizardo, auto-suficiente, um tanto vulgar e igualitário, e moralmente tolerante.

Vieram as batalhas culturais dos anos 60 e 70 que culminaram simbolicamente com a derrota do Vietnã. Tal derrota, sofrida mais no campo interno do que na frente de batalha, fruto da propaganda e da mentalidade libertária e pacifista, causou um abalo na estrutura psicológica do norte-americano, e assinalou uma inflexão decisiva na sua história.

Tais inflexões não se dão de chofre, nem têm como determinante um único fato. Elas germinam, estendem suas raízes, desabrocham e se consolidam ao longo dos anos, às vezes das décadas. Mas determinados acontecimentos têm o condão de cristalizá-las.

Derrotado, o americano médio se encontrou diante do infortúnio, o qual traz muitas vezes consigo a reflexão saneadora e salvífica.

Enquanto nas profundidades da mentalidade americana se operava uma rotação fundamental, permanecia, em larga escala, a propensão ao gozo da vida, à displicência, ao comodismo, que se traduzia, diante da ameaça da hecatombe nuclear que assombrava o clima propagandístico da “Guerra Fria”, no slogan capitulacionista: “Melhor vermelho do que morto”.

O espírito derrotista levou americanos a queimar sua própria bandeira, num sinal público de menosprezo e hostilidade em relação aos valores que constituem o fundamento da nação.
Mas a metamorfose que se gestava nas profundidades foi emergindo com força incoercível, consolidando, segundo me parece, uma das transformações psico-político-sociais de maior vulto na história contemporânea.

Em amplos e importantes setores da nação norte-americana brotou um conservantismo político, um senso de coerência, honra e pugnacidade, a par de tendências profundas, saudosas da tradição, tonificantes dos valores familiares e ávidas dos princípios perenes da civilização cristã. Tal transformação incidiu igualmente nas escolhas da linguagem, dos trajes, das maneiras, das residências, dos objetos de utilidade ou de decoração, etc.

Curioso é notar que, paralelamente a tal mudança, o antigo fascínio pelos Estados Unidos foi sendo substituído por um sentimento de acrimônia e até mesmo de hostilidade. O anti-americanismo passou a ser militante em vastos círculos dirigentes e difuso em certas camadas do público.

Os Estados Unidos, considerados outrora fonte da modernidade, passaram a ser apontados como retrógrados e obliterados, e contra eles se alimentaram parcialidades, má-vontades e intransigências.

No presente momento, um fato desconcertante irrompe em cena. Esses focos de propaganda e militância anti-americana são agitados por um verdadeiro oba-oba pró Barack Obama: o homem da “mudança”, de uma “mudança” que ninguém se abalança a definir, nem ele próprio, mas que esses círculos parecem almejar para os Estados Unidos e o mundo.

Como esse anti-americanismo rançoso se transmuta e se torna pró-americano? Dou-me conta que ele não constitui uma manifestação simplista de nacionalismo, ou de anti-imperialismo, mas traz involucrada profunda animadversão ideológica. Volta-se contra certo tipo de Estados Unidos.

Revela um mal estar ante o fato de parte muito considerável e dinâmica da sociedade americana (com forte pujança entre os jovens) ter aderido a tendências, ideais e princípios conservadores, no sentido mais amplo do termo.

A torcida pelo candidato democrata é para mim sintoma do desejo desenfreado de certas máquinas político-propagandísticas de inverter essa conjuntura. A eventual vitória de Obama será o fruto de uma gigantesca operação de propaganda, à qual não faltaram ingredientes variados, até turbulência financeira. Mas terá ela a capacidade de alterar a realidade profunda da opinião pública norte-americana?

São esses os dilemas do antiamericanismo.

(*) Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de D. Pedro II

e-mail: dombertrand@terra.com.br

Instituto Federalista: Pena de Morte

Pena de Morte

Análise escrita por Julio César Cardoso, em 30/10/2008.

http://www.if.org.br/analise.php

A legião dos opositores da pena de morte é geralmente formada por pessoas que jamais tiveram, no seu meio social, algum membro familiar ou amigo assassinado de forma covarde, fria e truculenta por indivíduos que, pelos motivos determinantes e meios ou modos de execução, revelam extraordinária torpeza, perversão ou malvadeza em crimes graves contra a vida.

Essas "pessoas" têm que ser combatidas com remédios amargos em defesa da sociedade, em vez de continuarem sendo protegidas por segmentos hipócritas, cujos argumentos frágeis, ou mesmo ingênuos, muitos deles, como os de fundo religioso ou moral, têm contribuído para a continuação da barbárie criminal no Brasil.

O problema é que o País atravessa um momento delicado na área de segurança social, em que pessoas inocentes estão sendo eliminadas brutalmente pelas mais diversas causas, e o poder público tem se mostrado inoperante para amenizar a situação.

A banalização criminal no País atingiu seu ápice diante de uma tendência judicial leniente e contemplativa com alguns criminosos cruéis. Não se tem mais respeito pela vida humana. Mata-se o cidadão com a frieza ululante que se pisa no chão para eliminar qualquer inseto. Não somos mais seres humanos, somos insetos. E está na hora de se exigir um basta nessa escalada criminal que tomou conta do País.

O cometimento da rudeza criminal não pode ser associado a questões de pobreza social ou cultural. O fato de alguém ser pobre ou inculto não justifica o requinte de crueldade empregado. Mas está adstrito à falta de punição e à maneira leniente de os tribunais julgarem esses infratores.

Sabemos que o assunto é complexo e não nos cabe aqui avaliar os motivos prós e contra de fundo religioso ou moral dessa forma, considerada por alguns distributiva de punição expressa no sentimento de vingança ou ódio que o crime provoca. O que nos interessa é o problema atual brasileiro, que precisa passar por uma mudança de rumo na apreciação da punição dos criminosos bárbaros através da implantação de um sistema intimidador potencial e inibidor da reincidência.

Temos consciência de que a pena capital não vai acabar com o crime hediondo contra a vida por motivo torpe e fútil, mas ela por ser intimidativa vai reduzir a sua incidência e acabar com a reincidência dos criminosos cruéis. Por que o assassino frio e calculista que mata com torpeza e futilidade tem o direito de continuar vivendo? Que máxima humanística ou jurídica é essa que continua a defender quem tirou o direito de outrem de viver? A falácia ressocialização desse indivíduo diante de nosso sistema prisional falido é apenas uma peça de retórica para defesa de teses dos defensores dos direitos humanos dos criminosos.

A própria Constituição Federal, no seu art. 5º, inciso XLVII, alínea a, prevê a pena de morte em caso de guerra declarada. Eu pergunto: do ponto-de-vista de forma extrema de punição, qual a diferença entre um criminoso de guerra - condenado constitucionalmente à morte - e um criminoso comum, que tenha cometido um delito mortal grave? Respondo: nenhum. No primeiro caso, não se trata da permissão legal de eliminação pura e simples da vida de um ser humano aprisionado? Por que a incoerência dogmática constitucional pátria em não admitir, por lei ordinária, a aplicação da pena capital para determinados crimes graves contra a vida?

A situação no País onde a criminalidade torpe e vil recrudesce não pode ser tratada apenas como um momento de comoção social pelo acontecimento de um fato isolado grave, como alguns tentam rotular, mas como uma tendência que está se generalizando.

Por que não é dado ao cidadão o direito democrático de se manifestar formalmente acerca da pena de morte? Então, temos que continuar a ficar sujeito aos caprichos dominadores das decisões de políticos e juristas que não representam o pensamento da maioria do povo brasileiro?

No mínimo terá que ser implantada no Brasil, como alternativa de segurança, a prisão perpétua para afastar definitivamente do convívio aquele elemento que gravemente delinqüiu contra a vida ao praticar homicídios dolosos qualificados: motivo fútil, torpe, emprego de meios cruéis, emboscada, seqüestros etc.


Obs.: Ah! Tá com pena do coitadinho que sequestrou, estuprou, torturou e matou o casal de namorados? Então leve ele pra casa! Gozado é ver os mercadores da morte - os defensores do aborto - serem contra a pena de morte de bandidos irrecuperáveis, ao mesmo tempo em que não têm nenhum constrangimento em defender que se mate uma criança que ainda nem nasceu, que está no ventre da mãe. Pena de morte já para bandidos irrecuperáveis! Aborto: aborte essa idéia assassina! (F. Maier)

Dívida Total Líquida da União

Estoque da Dívida Total Líquida da União (Interna e Externa) - Fonte MF

Ricardo Bergamini - Prof. de Economia

Base: Setembro de 2008


R$ bilhões.

Itens
1994
% PIB
2002
% PIB
Set/08
% PIB

DMIM
32,1
9,19
558,9
37,82
1.224,7
44,17

DMIBC
33,5
9,59
282,1
19,09
410,4
14,80

DET
22,2
6,35
262,9
17,79
110,4
3,98

Total
87,8
25,13
1.103,9
74,70
1.745,5
62,95


Legenda: DMIM - Dívida Mobiliária Interna em Poder do Mercado;

DMIBC - Dívida Mobiliária Interna em Poder do Banco Central;

DET - Dívida Externa Total.


A dívida total líquida da União (interna e externa) aumentou de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB) em dezembro de 94 para R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 197,25% comparado com dezembro de 1994.

Em setembro de 2008 aumentou para R$ 1.745,3 bilhões (62,95% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 15,73% comparando com dezembro de 2002, e crescimento real em relação ao PIB de 150,50% comparado com dezembro de 1994.

Com base em setembro de 2008, cabe destacar ter o Tesouro Nacional haveres de R$ 443,6 bilhões junto aos Estados e Municípios, sendo que os 5 estados ditos mais ricos da federação devem 73,90% da referida dívida, como segue: SP (41,34%) - MG (11,41%) - RJ (10,37%) - RS (7,64%) - PR (3,14%), além de R$ 201,3 bilhões em haveres junto às Autarquias, Fundos e Fundações, e outros haveres no montante de R$ 365,4 bilhões. Totalizando haveres de R$ 1.010,3 bilhões.

Com base em setembro de 2008 a dívida total líquida da União era de R$ 1.745,5 bilhões (62,95% do PIB), sendo R$ 1.224,7 bilhões (44,17% do PIB) em poder do mercado; R$ 410,4 bilhões (14,80% do PIB) em poder do Banco Central e R$ 110,4 bilhões (3,98% do PIB), relativa à dívida externa.

No conceito de liquidez internacional (inclui empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 2002 eram de US$ 37,8 bilhões (com US$ 21,5 bilhões de dívida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 16,3 bilhões. Em setembro de 2008 estavam em US$ 206,5 bilhões (sem divida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 206,5 bilhões.


Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

Ricardo Bergamini
(48) 4105-0474
(48) 9976-3146
ricoberga@terra.com.br
rbfln@terra.com.br
http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

O Kosovo da Amazônia

Estadão - 30.10.2008

Opinião

O Kosovo da Amazônia

Predrag Pancevski (*)

Kosovo é uma região no sul da Sérvia, país que fazia parte da antiga Iugoslávia. É um lugar muito especial para os sérvios, que o consideram o berço da sua civilização, e é o local onde se desenrolaram os mais importantes eventos de seus 2 mil anos de história.

Para reforçar a sua política de integração o regime autoritário do presidente Tito deu muitos incentivos às diferentes minorias étnicas, entre outras, à albanesa, já que a Albânia faz fronteira com Kosovo. Jornais de língua albanesa, noticiários, escolas... pouco a pouco, em razão dos incentivos governamentais, a população de Kosovo foi se tornando predominantemente albanesa. Quando do fim da União Soviética, seguido do desmembramento da Iugoslávia, os kosovares albaneses aproveitaram o momento oportuno para reivindicar a independência de Kosovo. Os sérvios, indignados, negaram qualquer possibilidade de acordo.

Criou-se uma polêmica entre os outros países. Juristas especializados em direito internacional consideravam a reivindicação improcedente. Por outro lado, muitos opinavam que a solicitação era justa dada a maioria esmagadora da atual população ser albanesa. Quem está com a razão?

É uma questão difícil de ser respondida e para cada argumento haverá um contra-argumento. Kosovo já proclamou unilateralmente a sua independência, apoiado pelas potências européias. A Sérvia vive um impasse político: recusar e perder para sempre a fonte da sua identidade cultural ou concordar, comprando assim o seu ingresso na União Européia.

Recentemente, a Rússia invadiu a Geórgia para garantir a autoproclamada independência da Ossétia do Sul, baseada no fato de que a população dessa região é predominantemente russa. Ante as críticas do Ocidente, a Rússia rebateu dizendo que a situação é idêntica à de Kosovo, em que os países ocidentais, liderados pelos EUA, reconheceram a proclamação unilateral da independência. No fundo, à margem de julgamentos éticos, cada país está apenas defendendo os seus interesses: os EUA minando a Sérvia, tradicional aliada dos russos e enclave estratégico nos Bálcãs, e a Rússia, em contrapartida, enfraquecendo a Geórgia, aliada dos norte-americanos.

O propósito deste artigo é alertar para a situação similar em que se encontra o Brasil em relação às reservas indígenas na Amazônia. Tomemos como exemplo a reserva ianomâmi, no extremo norte do Brasil. Não é de hoje que diversos países estrangeiros vêm questionando a soberania brasileira na Amazônia. Grande parcela da população no exterior considera a Amazônia patrimônio da humanidade e, portanto, defende a idéia de que o controle e a gestão desse "pulmão do mundo" não deveriam estar concentrados num único país. As notícias recorrentes de desmatamentos e queimadas monumentais, de descaso e corrupção das autoridades e da total falta de infra-estrutura do governo para fazer valer a lei não contribuem para melhorar a imagem do Brasil no exterior. Junte-se a isso o fato de que os índios na reserva se autodenominam "nação ianomâmi", de etnia, cultura e língua totalmente distintas, detentora de um vasto território fronteiriço e bem demarcado, e teremos uma situação potencialmente explosiva.

Os "nossos" índios, em sua maioria, vivem num limbo socioeconômico-cultural, marginalizados como brasileiros e vivenciando o pior da civilização moderna. Eles percebem o governo como o grande obstáculo que os impede de explorar os imensos recursos minerais, biológicos e energéticos das terras herdadas de seus antepassados.

Vamos imaginar um agravamento drástico das relações internacionais e uma deterioração das relações Brasil-EUA, a exemplo do que já ocorre entre os EUA e a Venezuela. Somemos a isso um eventual aprofundamento da ainda longe de ser superada crise boliviana ou o reaquecimento do confronto Venezuela-Colômbia, polarizando a geopolítica sul-americana. Vamos supor que a Rússia aumente ainda mais a sua presença militar no continente por meio de sua parceria com a Venezuela e com os outros aliados. Aproveitando a oportunidade, a "nação ianomâmi" declara a sua independência. Imediatamente, diversas entidades ambientais apóiam o ato, seguidas do reconhecimento diplomático dos EUA e dos países que estão na vizinhança do território. Outras reservas indígenas seguem o exemplo, desmembrando o Brasil.

A moeda de troca é fácil de encontrar: independência para os índios, dando-lhes o direito de usufruir os recursos minerais e ambientais de suas terras. Em contrapartida, ao mundo é feita a promessa de uma exploração racional dos recursos, implantação de lei e ordem na região, viabilizando a preservação do ecossistema. Aos EUA é dada exclusividade na produção e comercialização dos produtos e, principalmente, em acordos para a instalação de bases militares estrategicamente situadas no centro do continente, como contrapeso à expansão russa. A redução do poder brasileiro é vista com bons olhos pelos países vizinhos, ainda ressentidos das diversas disputas territoriais perdidas para o País no passado. Kosovo e Ossétia do Sul servem de jurisprudência e uma força internacional de "paz" é formada para garantir a independência dos novos países.

Imaginação fértil? Antes da crise balcânica, se dissessem a um sérvio que Kosovo seria anexado pela Albânia em poucos anos, ele certamente chamaria o interlocutor de insano. No entanto, é isso o que está acontecendo.

Num mundo cada vez mais dependente de espaços livres e recursos naturais, a pressão externa sobre a Amazônia será cada vez maior. Agir preventivamente, com a adoção de políticas adequadas e investimentos condizentes com a amplitude do problema, é a única forma de garantir a soberania para as gerações futuras.


(*) Predrag Pancevski, mestre em Economia e Finanças, professor na Fundação Getúlio Vargas, nasceu em Belgrado, na antiga Iugoslávia.

O último homo honestus do PT

Acesse o endereço abaixo e veja como é o último homo honestus do Partido dos Trabalhadores:

http://br.youtube.com/watch?v=IUY3r55cErs&feature=related

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O ginecologista e a candidata a infanticida

Oi Gente,

Repasso este e-mail com muito prazer pois é um maravilhoso documento contra o ABORTO.

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor tem que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...

O médico então perguntou:

- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema que é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou:

- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois como disse antes, a senhora não correrá nenhum risco...

A mulher apavorou-se e disse:

- Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!

- Também acho, minha senhora, mas a senhora me pareceu tão convencida disso que, por um momento, pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!

Eloy

***

Comentário

F. Maier

Mensagem recebida de meu amigo Eloy Franco, brasileiro-americano vivendo na Califórnia, EUA.

No Brasil, o STF, no caso dos embriões humanos, decidiu que um feto não tem direito à vida por não ter cérebro. Por isso decidiu a favor das pesquisas com embriões humanos. Como se o cérebro fosse aparecer de uma hora pra outra na cachola do bebê por nascer, à semelhança da antiga crença da geração expontânea. Como se o desenvolvimento do cérebro não dependesse de todos aqueles códigos genéticos já presentes na vida humana desde sua concepção.

Quanto aos fetos anencéfalos, o relator do processo, ministro do STF Marco Aurélio Mello - que se diz católico!... - já disse que é a favor desse infanticídio. Aborto, seja em que situação ocorrer, sempre é e sempre será um crime, por atentar contra a vida do ser humano mais inofensivo e frágil que existe, que é o bebê ainda vivendo no útero de sua mãe. Como provado pela argumentação do ginecologista, no texto acima, não faz nenhuma diferença você triturar um feto no ventre materno ou tirar um bebê das mãos da mãe e enfiar uma faca no coração.

A OAB, na mesma linha esquerdiota, só reconhece a vida humana depois de o bebê nascer, depois de ter uma certidão de nascimento nas mãos, um absurdo! Tanto aquela instituição, quanto essa, não têm nenhum tipo de remorso em facilitar uma legislação pró-aborto total, sem nenhum tipo de restrição, o que deverá ocorrer no futuro no país de maior número de católicos do mundo. No meu íntimo, espero que isso nunca venha a ocorrer.

Aborto: aborte essa idéia assassina!

Amazônia: Carta ao general Heleno

Carta ao General Heleno

Exmo. Sr. general-de-exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Comandante Militar da Amazônia

Gostaria de cumprimentá-lo por sua dura crítica à política indígena atual, que concede latifúndios a uns poucos milhares de índios, em detrimento dos milhões de não-índios do Brasil, ou seja, da maioria dos brasileiros. Afinal, não há motivo nenhum para se conceder um Portugal inteiro a cerca de 15 mil índios existentes na reserva de Raposa Serra do Sol, assim como foi entregue um outro inteiro Portugal aos índios ianomâmis, inviabilizando completamente o desenvolvimento econômico do Estado de Roraima. Com essa aberração, criaram-se os dois maiores latifúndios do planeta. Não há necessidade de se conceder tanta terra para tão poucas pessoas. Depois de 500 anos, está mais do que na hora de os índios amazônicos aprenderem a plantar feijão, arroz e milho, e criar umas galinhas para seu próprio sustento. Petrificá-los na Idade da Pedra, com arco e flecha nas mãos, como o faz a atual política indigenista, é um ato tão vergonhoso quanto os antigos bantustões existentes na África do Sul, onde negros eram confinados em reservas e de lá só podiam sair com autorização do governo do Apartheid. O correto é que, paulatinamente, os índios brasileiros tenham acesso à civilização e participem ativamente de toda a vida social, econômica e política, de modo a se tornarem proeminentes figuras nacionais.

Louvo também, general Heleno, sua defesa instransigente da Amazônia, de sua integridade física que deve ter seu processo de conquista fiscalizado pelo Governo Federal, não tolhido por este, como é o caso dos rizicultuores de Roraima que há décadas promovem o desenvolvimento daquele estado e agora estão prestes a ser expulsos pelos capitães-do-mato da Polícia Federal como se fossem perigosos delinqüentes. Há necessidade de se ter a presença de maior número de soldados na área, para sua integração e defesa. "Integrar, para não entregar" é o lema do Exército e de toda a nação brasileira. Infelizmente, o governo federal não concorda com esse lema e é entreguista, na medida em que dá mais apoio às ONGs estrangeiras que lá prosperam como praga do que aos poucos militares que lá servem nas guarnições de fronteira. A maioria das ONGs que lá operam estão a serviço de interesses alienígenas, não dos brasileiros e, por isso, deveriam ser imediatamente expulsas da área.

Não tenho dúvida nenhuma, general Heleno, que todos os militares brasileiros, das três Forças Armadas, da ativa e da reserva, apóiam sua firme posição frente às questões amazônicas, assim como todos os brasileiros que ainda não estão comprometidos com a atual República Sindicalista (a “esquerda escocesa”, do uísque, ao qual o senhor se referiu com muita propriedade), de molde fascicomunista, iniciada no governo Collor, ampliada no governo FHC e exacerbada no governo Lula, que dá continuidade ao processo de criação de bantustões por todo o território nacional - os famigerados guetos indígenas, quilombolas e do MST -, dentro dos moldes stalinistas, em que a terra não pertence ao seu ocupante mas é destinada ao uso coletivo de sua população, como os kholkozes soviéticos de triste memória, em que o Leviatã estatal é seu único proprietário. Infelizmente, estamos caminhando rapidamente para a instauração do “Brasilistão” - uma mistura de Brasil com Afeganistão, em que prosperam grupos tribais com seus privilégios e suas leis próprias, não uma sociedade nacional organizada, existente em todos os países democráticos modernos.

A respeito dos bantustões brasileiros, sugiro a Vossa Excelência a leitura de um texto de minha autoria, disponível no endereçohttp://www.webartigos.com/articles/2172/1/brasilistao-os-bantustoes-dos-indios-quilombolas-e-mst/pagina1.html.

A respeito dos quilombolas, sugiro acessar http://www.webartigos.com/articles/3103/1/bantustolas-os-bantustoes-dos-quilombolas-o-mst-dos-negros/pagina1.html.

Atenciosamente,

Félix Maier
Capitão QAO R/1

Regimento do Exército recebe Prêmio de Qualidade

Valor Econômico, quarta-feira, 29 de outubro de 2008.

Setor público é finalista com carros de combate

Marília de Camargo Cesar, de São Paulo
29/10/2008

Quando o produto que você vende é tão abstrato quanto a segurança, fica mais difícil mensurar resultados da implementação de um programa para tornar excelente a gestão de sua empresa. E quando sua empresa na verdade é uma unidade do Exército brasileiro, ser finalista do Prêmio Nacional da Qualidade adquire um sabor especial. "Tudo o que a Suzano faz nós fazemos também", orgulhava-se ontem, em São Paulo, o comandante Aloísio Lamim, devidamente fardado, ao ser informado oficialmente pelos conselheiros da Fundação Nacional da Qualidade que o 4º Regimento de Carros de Combate, o qual dirige, é o primeiro órgão público a levar o prêmio - na verdade, foi um dos finalistas de 2008. Os parâmetros da fundação para chegar a um finalista ou destaque em apenas um dos critérios da premiação são tão rigorosos que ser "apenas" finalista não diminui em nada o prazer das empresas que o conseguem.

Lamim comanda um efetivo de 500 homens e um conjunto de 54 Leopard 1A1, mais comumente chamados de tanques de guerra, na pequena Rosário do Sul, município com 40 mil habitantes situado a 390 quilômetros de Porto Alegre. O tenente-coronel Lamim acredita que o exemplo de seu regimento poderá ser seguido por outras unidades do Exército e também da Marinha e da Força Aérea. "Nossa unidade é pioneira, mas outras podem buscar também a excelência gerencial." Entre os resultados obtidos após a implantação do modelo da FNQ o comandante cita um melhor planejamento e direcionamento do orçamento do corpo, que gira em torno de R$ 1,5 milhão por ano. No almoxarifado, todos os procedimentos que resultam em compras ou distribuição de material também foram otimizados. "Com essa crise que se aproxima, possivelmente sofreremos cortes no orçamento e é na crise que esses aprendizados se tornam ainda mais importantes", observou Lamim.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O País dos Petralhas

O País dos Petralhas: sucesso do lançamento do livro em Brasília

Félix Maier

No dia 28 de outubro de 2008, Reinaldo Azevedo lançou, com muito sucesso, seu livro O País dos Petralhas em Brasília, na Livraria Leitura do Shopping Pátio Brasil.

Das 19 às 20 horas, Reinaldo fez uma apresentação do livro, discorrendo sobre vários assuntos. Para os primeiros a chegar, além de cadeiras, foram distribuídos chapéus, tanto para homens, quanto para mulheres. Chapéu, como todos sabem, é a marca registrada de Reinaldo, para encobrir a falta de cabelos e um buraco que tem no alto da cabeça devido a uma cirurgia e tratamento para retirada de um tumor. Dizem alguns petralhas que os médicos tiraram seu cérebro e colocaram tumores no lugar... (Cfr. "Reinaldo fala sobre: Ofensas", 56 K, no endereço http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/10/uma-criana-um-livro-e-um-chapu.html).

Reinaldo começou sua apresentação lembrando que os vários artigos que compõem a coleção de sua obra foram retirados de seu Blog hospedado na Veja.com e no jornal O Globo.

Reinaldo discorreu sobre sua vida jornalística, tendo trabalhado duas vezes na Folha de S. Paulo, de onde pediu demissão duas vezes. Disse que foi trotskista na juventude e, aos 21 anos, perdeu completamente a ilusão sobre o socialismo. Criticou veementemente a mentira das esquerdas, que querem equiparar a social democracia com o socialismo, o que é um disparate. Perguntou: "Acaso Felipe Gonzales, com aquela cara de porteiro de bordel, pode ser chamado de socialista?" Lembrou muito bem que uma dessas correntes pertence à II Internacional Comunista, enquanto a outra pertence à III Internacional.

Reinaldo disse que suas críticas contra o PT são devido ao método de fazer política desse partido, que consiste em eliminar politicamente o adversário para reinar sozinho. Basta lembrar a fábrica de dossiês que o PT já fez contra políticos, desde Collor, passando por Serra e, mais recentemente, FHC, durante o auge do escândalo dos cartões corporativos. Disse que o PT quer instituir o partido único, utilizando-se da democracia brasileira para acabar com ela. Como exemplos, citou as iniciativas petistas de criar o Conselho de Jornalismo, em que sindicalistas que nada entendem de redação dos jornais iriam censurar os textos que poderiam ser publicados, além da tentativa de controlar toda a produção audiovisual do país, como TV e cinema. Felizmente, essas propostas totalitárias do PT foram rejeitadas veementemente pela sociedade.

Lembrou Reinaldo que, atualmente, o PT tem um projeto no Congresso para cercear a liberdade da publicidade no país. Depois dos ataques politicamente corretos contra o fumo e as bebidas, agora a bola da vez é a bolacha com recheio, cheia de gordura trans... Como nenhum órgão de imprensa ou TV consegue viver sem as publicidades governamentais, como Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica, o objetivo não declarado dos petistas é quebrar as empresas que não cooptem com o novo Partidão, ou seja, eliminar do mercado as empresas que não vão a Brasília pedir a bênção do Babalorixá de Banânia (veja este verbete no final).

O PT não mexeu muito na Economia, por isso evitou um desastre total - continuou Reinaldo. Porém, suas idéias stalinistas estão impregnadas na Cultura e na Política. Um professor de Pernambuco, formado em História, ao final da apresentação, disse que havia aprendido muito mais sobre História com os artigos de Reinaldo Azevedo e os da revista Veja do que os 4 anos que estudou na Faculdade. Foi intensamente aplaudido. Disse ainda que a propaganda ideológica não é somente feita a alunos do ensino médio, mas sobre os "pequeninos", desde a infância. Várias vezes, durante sua palestra, Reinaldo classificou esses falsos educadores como "molestadores de crianças".

O PT, atualmente, acusa Reinaldo de "estar ganhando dinheiro em cima do Lula". Bom, pelo menos, é um dinheiro honesto, não oriundo de mensalões, dólares na cueca etc. Bem-humorado, Reinaldo disse estar contente com o sucesso do livro, um best-seller, e que "tanto os banqueiros quanto eu estamos ganhando dinheiro com Lula"...

Reinaldo lembrou que a moral é individual, porém a ética é coletiva. Essa ética é que deveria estabelecer a convivência entre os contrários no jornalismo, mas isso não ocorre com o PT. Lembrou a falta da ética na propaganda eleitoral de Marta Vermus (não mais Suplicy, como salientou Reinaldo) em São Paulo, acusando seu opositor, Gilberto Kassab, de ser solteiro e não ter filhos, sugerindo uma possível homossexualidade. Logo ela, que, mesmo que Kassab fosse bicha, não tinha nada a ver com isso, logo ela, defensora conhecidíssima dos homossexuais, participante festiva das paradas gays. Reinaldo lembrou que ela deveria ser a última a falar alguma coisa sobre "família", já que protagonizou um escandaloso triângulo amoroso com Eduardo Suplicy e Belisário Vermus, seu verdadeiro nome (o amante franco-argentino de Marta utiliza o codinome Luis Favre). Bem, o resultado disso todo mundo conhece: Marta foi enkassabada... Taí um novo neologismo para Reinaldo incluir em seu Glossário, no fim do livro, em uma outra edição...

A propósito, Marta disse que Kassab venceu com o voto de "3 milhões de milionários de São Paulo", uma alusão aos 3,5 milhões de eleitores que reelegeram o prefeito. Reinaldo disse que, na verdade, os milionários de São Paulo enchem no máximo uma Kombi... Eu acrescentaria: e metade dessa Kombi é formada por petralhas.

Reinaldo salientou que durante a campanha petista em São Paulo o partido incitava a não votar em Kassab, pois ele pertencia a "um partido que está acabando" - talvez uma alusão ao PFL, que não existe mais, já que mudou seu nome para Democratas. Liberais que não ousam dizer seu nome, como muito ocorre no Brasil.

Um professor de universidade privada pediu para Reinaldo "não bater tanto nas faculdades privadas". O autor de Petralhas explicou que, por princípio, ele não é contra a empresa privada, pelo contrário, seria até melhor se todas as universidades do Brasil fossem privadas. O que ele combate - disse - é o critério adotado pelo governo no ProUni, em que semi-analfabetos, sem nenhum tipo de prova de seleção, são jogados nas universidades, para ocupar vagas ociosas que, normalmente, são referentes a cursos de baixíssima qualificação. Para que dar um diploma de "pedagorréia" (pedagogia com gonorréia, outro neologismo de Reinaldo) a um motorista de táxi? Não seria muito melhor o governo criar cursos de capacitação técnica, muito mais úteis para a sociedade?

Reinaldo disse que a televisão pública criada pelo PT, a TV Brasil, que muitos chamam de "TV Lula", mas ele a chama de "Lula News", não teve um orçamento de R$ 300 milhões para ser implantado, como propaga o Partido, mas R$ 700 milhões.

Reinaldo lembrou que o PT venceu em apenas 6 capitais, as principais sendo Recife e Fortaleza. E que trocaria de bom grado essas 6 cidades pela de São Paulo, onde perdeu feio, devido ao orçamento da maior cidade do Brasil. Afinal, para 2010, um movimento petista a partir de São Paulo seria muito mais atuante do que daqueles rincões amazônicos, como Rio Branco...

Atualmente, Reinaldo acha que a proposta do terceiro mandato para Lula não irá adiante, pois será rejeitada no Congresso Nacional. Esse movimento já foi mais forte antes, mas agora, com a crise, Lula deverá querer passar o abacaxi para seu sucessor. Ao que alguém da platéia falou:

- Viva a crise!

Reinaldo discordou, dizendo que dá para vencer o PT com o Brasil crescendo. Mas que existe uma grande diferença entre o País crescer 5%, como previsto para este ano, ou apenas 2,5 a 3%, como previsto para 2009, com a conseqüente diminuição de empregos.

Quanto a Dilma ir pedir votos em São Paulo e Porto Alegre, Reinaldo foi irônico: "Como ela pode pedir votos, se nunca teve nenhum na vida?"...

Quando o Prof. de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Kramer, fez sua pergunta a Reinaldo, este lembrou que Kramer está sendo processado por um aluno seu, que o acusa de racista (Kramer, em uma infeliz aula, falou em "crioulada" quando dissertava sobre a América do Norte de séculos atrás). Reinaldo lembrou que escreveu algo na revista Veja, defendendo o Prof. Kramer, e que se referiu ao afrodescendente "injuriado" como sendo "mestiço". "Agora, somos eu e você processados por racismo!" - concluiu Reinaldo.

Reinaldo lembrou a desfaçatez que existe hoje em dia em nomear de "negro" todo sujeito filho de branco com negro. Um disparate. Obama não é preto, é mulato ou mestiço, ou qualquer outra das 150 denominações previstas nas pesquisas do IBGE. Com essa patifaria antropológica, que vem desde o governo FHC, o movimento negro conseguiu aumentar a população de pretos no Brasil, de 11% para mais de 50%! Um absurdo total, que brinca com a inteligência das pessoas e implanta, isto sim, o racismo no Brasil, ao dividir uma população altamente miscigenada em pretos e brancos.

Várias vezes aplaudido, Reinaldo Azevedo fez uma ode à Liberdade. Parabéns!

A meu ver, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho são os três mosqueteiros, os três espadachins da palavra, em luta renhida contra o Babalorixá de Banânia e seus inúmeros súditos petralhotários.

Reinaldo Azevedo frisou que, antes de tudo, defende o cumprimento das leis e da Constituição. Uma passagem do seu livro, "O que mudou?", à página 40, sintetiza sua obra:

"Pergunto-me às vezes: mas o que fazemos de tão formidável para que alguns coleguinhas incentivem, de maneira nem sempre discreta, uma cruzada contra nós? No fim das contas, Diogo e eu, humor à parte, somos até bastante convencionais. Chamamos crime de crime, ladrão de ladrão, bandido de bandido. No auge de nossa esquisitice, defendemos o cumprimento da lei. (...) Não pedirei a compreensão dos que se arvoram a ser juízes do meu trabalho só porque tenho a grande ousadia de defender o cumprimento da Constituição e das leis - ou tentem evidenciar o contrário - e chamo de 'petralhas' (também de 'vagabundos', 'esquerdopatas', 'meliantes morais', 'vigaristas' - a lista é imensa) os que pretendem solapar as bases da sociedade democrática. Quando Stédile invade uma fazenda produtiva, ao arrepio da lei, não vejo por que ele deva merecer um tratamento diferente do que recebe Marcola".

Compareceram no lançamento do livro várias personalidades do meio político e acadêmico de Brasília, como o senador Agripino Maia, os professores da UnB Paulo Kramer, Nelson Lehmann e Bráulio Matos, o coordenador do site Escola Sem Partido, Miguel Nagib, integrantes do Ministério Público, professores de universidades particulares e uma enorme quantidade de jovens.

Veja algumas fotos em http://www.blogdoeconomista.blogspot.com/ (28/10/2008).

Além dos petralhas, senti falta da imprensa e da televisão, para cobrir o importante evento cultural. Serão todos petralhas os jornalistas e cinegrafistas de Brasília?

Reinaldo Azevedo por ele mesmo, em entrevista na Globo News, veja em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM891035-7823-AS+VERTENTES+DE+REINALDO+AZEVEDO,00.html

*

Glossário (no final do livro, pg. 335 a 337)

Algumas das palavras e expressões abaixo são de uso corrente no meu blog, e muitas delas estão nos textos reunidos neste livro:

Al Qaeda eletrônica - É a rede montada pelas esquerdas, especialmente os petistas, para difamar adversários. Ela patrulha revistas, jornais, blogs e sites, fazendo correntes na internet contra os seus desafetos, que participariam de uma grande "conspiração da direita".

Apedeuta - O termo é dicionarizado: "Que ou quem não tem instrução, ignorante". Neste livro e no blog, "O Apedeuta", com artigo, designa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele faz apologia da ignorância ou fala alguma batatada teórica.

Babalorixá de Banânia - É outro dos epítetos de Lula, empregado quando ele assume certa vocação mística ou missionária. No candomblé, o babalorixá é um chefe espiritual. O termo "Banânia", uma referência ao Brasil, é inspirado no país Kakânia, criação de Musil no romance Um homem sem qualidades.

Complexo PUCUSP - Define uma parte dos professores e estudantes da área de humanidades da Pontifícia Universidade Católica e da Universidade de São Paulo. Consideram-se marxistas. Conseguiram a façanha de transformar seus "oprimidos" em "opressores", já que eles sempre têm razão. De forma mais genérica, designa as esquerdas universitárias de todo o país.

Esquerdiota - É um misto de esquerdista com bobo da corte. Sua característica mais saliente é ignorar os princípios básicos das idéias que abraça. Acredita, por exemplo, que foi uma política de esquerda que levou o Brasil à condição de "Investment Grade".

...

Isentismo - É a doença infantil da "isenção", uma qualidade que todo jornalista deve ter. Como o "isentista" rejeita radicalismos, ele declara não ver diferenças entre George W. Bush e Bin Laden ou entre a polícia e o narcotráfico. Se o assunto é Deus, ele acha justo que se ouça o diabo - afinal, é o "outro lado".

Petralha - Neologismo criado da fusão das palavras "petista" e "metralha" - dos Irmãos Metralha, sempre de olho na caixa forte do Tio Patinhas. Um petralha defende o "roubo social". Ele não vê mal nenhum em assaltar os cofres públicos desde que seja para a construção do "partido".

Petralhantra - É o petralha pilantra. (...)

Petralhotário - É o petralha otário. (...)

Porta-saco - Caracteriza certo tipo de jornalismo especializado em ser porta-voz e puxa-saco do governo ao mesmo tempo. Um porta-saco sempre sabe o que Lula anda comentando com o seu "círculo íntimo".

Remelentos e mafaldinhas - Ou "Moços Sem Banho, Moças Nervosas". A expressão define os invasores de reitoria Brasil afora. Eles ainda usam barbicha-e-boina e fazem questão de afetar pouco asseio pessoal, ainda que isso seja falso, o que lhes confere o aspecto de quem dormiu sem trocar de roupa. Elas são contestadoras incansáveis, a exemplo de Mafalda, a personagem do argentino Quino.

Tecla SAP - Com a variante de "acionar a tecla SAP": há leitores, especialmente os "petralhas" (ver anteriormente), que não entendem ironia ou piada. "Acionar a tecla SAP" significa atentar para o sentido da linguagem figurada.

Tocadores de tuba - É o colunismo engajado na defesa incondicional do governo petista. O tocador de tuba é o propagandista menos sutil. Suas versões mais amenas podem tocar flauta ou saxofone. Alguns dos tocadores desses instrumentos de sopro já estão empregados na TV Pública - A Lula News. Mas há muita gente na fila.


Leia um trecho do livro em http://brunogarschagen.com/2008/09/13/trecho-do-livro-o-pais-dos-petralhas/.

O livro, ao custo de R$ 38,00, está disponível nas melhores livrarias e no site da Record: http://www.record.com.br/detalhe.asp?tituloLivro=8603.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Boletim das Baias: O que rola no Forte Apache

O que rola no Forte Apache

1 - Pra variar querem mexer com nossas promoções para o próximo ano, parece que 86 será o divisor de águas. Fruto das idéias de um grupo de militares que servem na Grande Corte, já agraciados com as medalhas do Mérito Militar, Pacificador e Defesa, com curso de altas babações militares, aqueles que sugeriram Sargento ser porta estandarte e fazer sindicância. Prá sair oficial o subtenente deverá ter nível superior de administração e ciências contábeis com pós graduação (ESAO é pós) e poderá optar em fazer a ESAEx em 02 anos, e tudo que parece poderá chegar até Coronel. Também terá que assinar um termo se comprometendo a receber 70% do que ganha um oficial de mesma patente formado na AMAN ou IME, tendo ainda a exclusividade de tirar o serviço de superior de dia (os da AMAN saem do circuito). Quem não tiver curso superior ou não quiser fazer a ESAEx irá para a vala comum podendo chegar somente a 2º Tenente. Parece que já está tudo pronto e só falta uma tal de assinatura. Para sair Cap o ex-Subten tem que ter recomendação de pelo menos 01 Of Gen e ter sido promovido durante toda sua carreira, somente por MERECIMENTO. Ao sair da EsAEx, o recente Oficial será necessariamente classificado na Bda Inf Pqdt, CIGS, CIOPEsp, AMAN, EsSA e Bda Op Esp.

2 - Referente aquela proposta de reajuste, baseado na PEC 245, adivinha o que aconteceu? Um grupo de oficial general do Gab Cmt e EME (três deles nunca serviram em tropa) deu parecer contrário pois 'entendem' que os sargentos estão ganhando muito bem e da forma como se pleiteia irá desestimular o aperfeiçoamento do militar, pois como não terá vantagens, ele não irá querer por ex fazer um PQD, Guerra na selva, Guia Mth, etc, e isso irá contribuir para a decadência dos profissionais. A MARINHA e a FAB deram parecer POSITIVO. Para se ter uma idéia, um ST iria para aprox 13 mil. Com esta posição do EB tudo indica que o Congresso deverá não apreciar a matéria, pois o 'interessado' não tem interesse.

3 - Quanto a concessão de medalhas de Ordem do Mérito e Pacificador o mesmo grupo de sargentos sugeriu que passem a valer 30 e 20 pontos, respectivamente e que somente o pessoal que serve em Gabinete, Departamento ou Diretoria em Brasília seja merecedor da comenda, já que entendem ser desgastante a tarefa de assessorar os chefes e diretores. Pelo fato de também nunca saírem de BRASÍLIA, também sugeriram o prazo mínimo de 6 anos para contagem de tempo de serviço na valorização do mérito. (Foi aceito)

3- Este é fresquinho: parece que há uma boa vontade de antecipar todos aqueles reajustes de 2009 e 2010.


Obs.: Texto recebido de amigo. Só espero que nem tudo seja verdade (F. Maier).

Arquivos I - Uma História da Intolerância

Félix Maier

O meu trabalho abaixo, em forma de dicionário, engloba séculos de intolerância do ser humano ao redor do mundo. Faz um enfoque especial sobre o Cérbero que assolou a humanidade durante o século XX, cujas três bocarras são: Nazismo, Fascismo e Comunismo.

Trabalho em andamento, já se encontra publicado no site Usina de Letras.

Arquivos I - Apresentação e Bibliografia:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=936&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - A e B:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=926&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - C e D:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=927&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - E e F:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=928&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - G, H e I:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=929&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - J, K e L:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=930&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - M:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=931&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - N e O:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=932&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - P, Q e R:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=933&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - S e T:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=934&cat=Artigos&vinda=S

Arquivos I - U, V, W, X, Y e Z:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=935&cat=Artigos&vinda=S

Veja alguns vídeos que comprometem Marta e Lula

Relaxa e compra!

Clique no endereço abaixo e veja o comercial da Peugeot que o "democrático" PT censurou. O comercial ficou apenas dois dias no ar e foi tirado depois da ameaça de retaliação do desGoverno Lula contra a empresa.

http://www.youtube.com/watch?v=MWx2wG5TMDI

Demissão de Salete Lemos

Também veja por que a apresentadora Salete Lemos foi demitida da TV Cultura em setembro de 2007. No governo Lula, é crime dizer a verdade.

http://www.youtube.com/watch?v=yxP-Ro_NoVI&feature=related

O Presimente

Que Lula é mentiroso tem-se a prova, abaixo, muito antes de ele se tornar presidente, antes também de Boris Casoy ser demitido da Record. O "democrático" PT não ia querer conviver com perguntas indiscretas de Casoy durante 8 anos, a respeito da relação umbilical de Lula com Fidel Castro. O "picareta" a que se refere Lula é o preso político cubano Armando Valladares, autor do livro "Contra toda a esperança", o qual ficou preso durante 24 anos e sofreu maus tratos, além de fome, de modo que quase ficou aleijado, tendo que usar cadeira de rodas durante 8 anos. O algoz de Valladares é o amigo do peito de Lula, o coma andante Fidel Castro. No governo Lula, é crime esclarecer a verdade. A propósito, preste atenção à ameaça de Lula a Boris, para ele "nunca mais fazer essa pergunta".

http://www.youtube.com/watch?v=WkZxfTcS5Aw

O Foro de São Paulo

No vídeo abaixo, na voz de Olavo de Carvalho, conheça o plano Fidel-Chávez-Lula de transformar a América Latina em uma nova União Soviética através do Foro de São Paulo, entidade negada pelo PT durante 15 anos e que congrega partidos políticos de esquerda da América Latina e grupos terroristas, como as FARC da Colômbia e o MIR do Chile.

http://www.youtube.com/watch?v=VzNo048DoSI&feature=related

domingo, 26 de outubro de 2008

Reflexões de um Cidadão Brasileiro no Dia do Aviador

Luís Mauro Ferreira Gomes (*)

Em 23 de outubro de 2008

É sempre muito gratificante comparecer às comemorações do Dia do Aviador. Somente quem viveu, intensamente, a experiência de voar é capaz de compreender a emoção de cantar o Hino dos Aviadores Brasileiros, acompanhado por uma banda militar, no dia 23 de outubro.

E como é bom rever velhos companheiros, com os quais percorremos todos os rincões deste imenso País, como tripulantes das mais variadas aeronaves da Força Aérea Brasileira, ou com quem tivemos a oportunidade de trabalhar, como comandantes, comandados ou colegas, nas Unidades Aéreas, nas Bases, nas Escolas, nos Estados-Maiores, enfim, nas mais diversas Organizações da Aeronáutica.

Ver a vibração dos amigos agraciados com a Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, igualmente, não tem preço.

Foi, portanto, nesse clima de grande sensibilidade que ouvimos a primorosa Ordem do Dia do Comandante da Aeronáutica. Ao concluir, Sua Excelência, em muito feliz alegoria, comparou o Brasil a uma “grandiosa aeronave, sempre em retilínea e ascendente trajetória rumo ao futuro”.

O clima era de celebração dos feitos extraordinários de Santos-Dumont e do uso heróico do seu principal legado – o avião – pela Força Aérea Brasileira, para a consolidação da nossa nacionalidade e da soberania e da integridade nacionais, papel também exercido com maestria pelas Forças Armadas coirmãs, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil, de forma sempre integrada.

Apesar disso e da forte comoção que nos dominava, não deixamos de perceber, também, o que não fora dito:

A cabine de comando está dominada por terroristas que seqüestraram a aeronave e pretendem, a todo custo, destruí-la e escravizar os passageiros que sobreviverem.

Paradoxalmente, os tripulantes fingem não perceber a gravidade da situação e, às vezes, cooperam com os seus algozes, na vã esperança de que algum deles seja misericordioso e os leve ao destino com segurança, embora saibam, muito bem, que, entre eles, não há ninguém habilitado para tanto, e, menos ainda, quem queira fazê-lo.

É imperioso que os passageiros se livrem da quadrilha que os ameaça, pondo fim a essa interferência ilícita que já durou muito mais do que seria admissível, antes que os bandidos malgastem todo o patrimônio – simbolizado, aqui, pela aeronave grandiosa – herança deixada, com grande sacrifício, pelos nossos antepassados, ou que apareça algum estrangeiro para abatê-la, por simpatia aos terroristas, ou deles servindo-se como pretexto.

Aos demais passageiros que, conosco participam deste vôo trágico, desejamos um Feliz Dia do Aviador e que possamos, brevemente, começar a construir um destino melhor para a nossa aeronave, livre de todas as tempestades, que os terroristas seqüestradores têm criado.


(*) O autor é Coronel-Aviador reformado.

Militar: Apóie a PEC 249 ligando p/ o deputado Laerte Bessa

Assunto: PEC 249

IMPORTANTÍSSIMO: Precisamos apoiar a PEC-249 !!!

MILITAR, VENCIMENTOS, PEC 249, deputado Bolsonaro orienta pedir apoio à PEC 249 e NÃO para a PEC 245, 14 10 2008

*SOLICITE APOIO PARA A PEC 249/08*.

Atenção pessoal, pode ser a salvação da lavoura.

Avise às esposas, maridos, parentes, vizinhos e todos os demais, para que os mesmos acessem o site e peçam aos Deputados para votarem favoravelmente!!!

Trata-se de Proposta de Emenda Parlamentar de autoria do Deputado Laerte Bessa (DF), fixando o salário de General-de-Exército e correlatos nas demais Forças como sendo de 95% ao de Ministro do STM.

Proceder da seguinte forma:

1. Acessar o site ' www.camara.gov.br '

2. Clicar no ícone em baixo à esquerda:' Participação Popular '

3. Preencher o quadrinho que surgirá, escolhendo:

- fale com Deputado

- solicitar

- todos (no fim da lista)

4. Identificar-se nos campos obrigatórios

5. No quadrinho de sugestões, colocar o seguinte texto:

'Solicito votar a favor da PEC-249/08 de autoria do Deputado Laerte Bessa (DF). Obrigado.'


AGORA, SÓ DEPENDE DE NÓS.

TEMOS QUE MOSTRAR NOSSA FORÇA E IMPORTÂNCIA PARA O PAÍS.

===============================================

COMUNICADO Nº 185

Brasília, 24 de abril de 2008

O REAJUSTE DOS MILITARES E A PEC DA ILUSÃO

Em 29 Dez 2000, quando chegou ao Congresso a MP 2131 (atual MP 2215-10 - Lei de Remuneração dos Militares), trazendo em seu bojo 'reajuste' de aproximadamente 30%, houve festa nos quartéis.
Analisamos, então, a MP e notamos que, na verdade, acabávamos de ser 'presenteados' com o maior engodo salarial da história das Forças Armadas.

A par da grande majoração dos soldos, houve significativa redução dos adicionais e os descontos obrigatórios para a pensão militar e para o fundo de saúde sofreram enormes aumentos. Além do mais, acabávamos de perder os proventos do grau hierárquico superior por ocasião da inativação, a LE, o tempo universitário para os profissionais da saúde, o anuênio, etc.
Resumindo: perdíamos a esperança e a motivação para a nobre carreira.

Esta herança maldita nos acompanha até hoje.
Só nada perdeu quem, naquela fatídica data, contava 30 ou mais anos de serviço ou seja, todos os nossos superiores que até foram presenteados com o adicional de permanência. Se estes tivessem também perdido os proventos do posto acima, a história seria outra.

Hoje, apesar de, certamente, bem intencionado, o Deputado Marcelo Itagiba, do meu Estado, acaba de apresentar a PEC 245, de 2008, que visa transformar em subsídios em remuneração dos oficiais generais de 4 estrelas, vinculando-a à dos ministros do Superior Tribunal Militar. Deixa de existir o Soldo, a Compensação Orgânica, o Tempo de Serviço, o Adicional Militar, a Habilitação Militar, etc.

Dentro do mesmo posto ou graduação, todos, sem exceção, passariam a perceber o mesmo subsídio.
Se aprovada, resolverá sim o problema destes honrados Oficiais Generais do último posto que merecem ganhar, a título de subsídio, o correspondente a 95% da remuneração dos ministros do STM, ou seja, R$ 22.111,25.

Contudo, a PEC 245 estabelece que a diferença remuneratória entre os postos e graduações poderá ser de até 30%, (por favor, leia a PEC 245 antes de elogiá-la e divulgá-la), revelando o pecado originário da proposta que pode, do posto de Coronel para baixo, não garantir qualquer ganho, além de propiciar que futuros reajustes sejam concedidos apenas aos Generais de 4 estrelas e os demais simplesmente zero.

Atualmente, um Ministro do STM percebe, a título de subsídio, R$ 23.275,00 se aprovada a PEC, um General-de-Exército receberá o valor de R$ 22.111,25. Daí, ecrescendo, para definir as remunerações dos demais postos e graduações basta multiplicar este novo subsídio por 0,7 (30% de diferença) e veremos que a partir de Coronel nenhum ganho seria garantido levando-se em conta atual sua remuneração / proventos.

Não é justo que muitos capitães, tenentes, subtenentes e sargentos contatem parlamentares para dar 'uma força' para a aprovação da PEC 245 com o risco do resultado ser desastroso para esse segmento pois, como já disse, *a diferença de até 30% entre os postos e graduações, definida em Lei Ordinária, em nada garante a esses militares o mesmo percentual concedido aos Ministros do STM.

Como não fui procurado pelo Deputado Marcelo Itagiba, combativo parlamentar, para a confecção de sua PEC 245, após contato com o Deputado Laerte Bessa, do DF, resolvemos apresentar outra, o que foi feito ontem, tendo a mesma se transformado na PEC 249, de 2008, que no mérito, em caso de sua promulgação, garantirá remuneração justa para todos os militares, do General ao Soldado.

Em seu texto, o Deputado Laerte Bessa, propõe como limite das diferenças entre os postos e graduações o percentual máximo de 10%, além de vincular a remuneração dos militares à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, diferente da proposta do Deputado Marcelo Itagiba que utiliza a dos ministros do STM como parâmetro.

A solução dos problemas salariais das FFAA não passa por propostas simplistas, pois se assim o fosse eu ou outro parlamentar qualquer já teria resolvido a questão. Contudo é louvável o esforço em perseguir, nesta Casa, remuneração adequada para estes profissionais.

Dessa forma mantemos viva a chama da necessidade de remuneração adequada às FFAA. Lamento a forma fácil como muitos militares se iludem com propostas que só nos apresentam em época de crise ou eleitoral.

Nossos cumprimentos ao Deputado Laerte Bessa pela proposta justa para todos os Oficiais e Praças que vivem a agonia de serem reconhecidos pelos últimos nefastos governos do Brasil.

Conforme entendimento que mantive com o Ministro Nelson Jobim, logo que seja publicada a Lei que reajusta os militares, a Defesa se empenhará no sentido de que o Congresso vote a MP 2215-10, acolhendo emendas que concedam transição para os proventos do grau hierárquico superior, a LE, entre outras.

JAIR BOLSONARO - Cap R/1

Tels. (61) 3215-5482 / (21) 3814-2118

LAERTE BESSA

e-mail: dep.laertebessa@camara.gov.br

Tels. (61) 3215-5583

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Carta ao Sr. Redator: Correio Braziliense mente descaradamente

Prezado Sr. Redator do Correio Braziliense,

Como pode um jornal da "seriedade" do Correio Braziliense mentir tão descaradamente? Ignorância pura ou simples patifaria?

Abaixo, matéria publicada no site A Verdade Sufocada. O que o Sr. tem a dizer sobre isso?

Decepcionadamente,

Félix Maier

Águas Claras, DF, 24/10/2008


***

A Verdade Sufocada - 23/10/2008

"(...)

Apoio

O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu ontem a decisão do Judiciário que condenou Ustra. “O Estado brasileiro não incentiva a tortura no regime militar. O importante é que a memória e a verdade foram estabelecidas. Trata-se de uma sentença histórica”, disse o ministro durante a inauguração de um painel em homenagem a 23 estudantes mortos em 1968, após Congresso da UNE realizado em Ibiúna, interior do estado."

Observação do site:

1 - A informação dada na matéria do Correio Braziliense, a respeito da morte de 23 estudantes, em 1968, após Congresso da UNE é mentirosa.

A memória e a verdade, na realidade, estão sendo falseadas. A história está sendo reeescrita. Ou o jornalista não se informou direito ou a informação foi passada para ele, de forma tendenciosa. A notícia leva o leitor da matéria a pensar que 23 estudantes que participavam do Congresso da UNE, foram mortos após o congresso em 1968, o que é uma mentira.

Durante todo o ano de 1968, O livro lançado pela Secretaria de Direitos Humanos, Direito à Memória e a Verdade, relaciona os 12 mortos abaixo:

1 - Paulo ou Clóvis Dias Amorim - Confronto com a polícia em arruaças - 23/10/68 - operário - RJ
2 - David de Souza Meira - confronto com a polícia em arruaças - 1/04/68- RJ - trabalhava na Companhia de Navegação Costeira
3 - Edson Luiz de Lima Souto - Confronto com a polícia em passeata e arruaças no restaurante Calabouço- 28/03/68 - RJ - estudante
4 - Fernando da Silva Lembo - confronto com a polícia em arruaças - 1/07/68 - RJ - Comerciário
5 - José Aprígio de Paula - Confronto com a polícia em arruaças - 2/04/68 - RJ - Operário
6 - José Carlos Guimarães - Confronto com estudantes da USP e do Mackenzie , na Rua Maria Antônia - 3/10/68 - SP - estudante
7 - Luiz Paulo Cruz Nunes - Confronto com a polícia em arruaças - 22/10/68 - estudante de medicina - RJ
8 - Manoel Rodrigues Ferreira - Confronto copm a polícia em arruaças - 5/08/68 - RJ - estudante e comerciário
9 - Ornalino Candido da Silva - Confronto com a polícia em arruaças - 1/04/68 - Goiania- operário
10 - Luiz Carlos Augusto - Confronto com a polícia em arruaças - 23/10/68 - RJ - operário
11 - Catarina Helena Abi-Eçab - Acidente de carro - 8/11/68 - Vassouras - RJ -
12 - João Antônio Santos Abi-Eçab acidente de carro - 8/11/68 - Vassouras - RJ -
13 - Maria Ângela Ribeiro - Confronto com a polícia em arruaças (não consta do livro)

Lamentamos que os nomes dos 23 "estudantes" que teriam sido mortos durante o Congresso da UNE não tenham sido revelados para que pudéssemos fazer um resumo das atividades dos mesmos e o momento em que deixaram de ser estudantes e passaram a ser militantes da luta armada, o que o livro Direito à Memória e à Verdade, livro oficial da Secretaria de Direitos Humanos, faz questão de omitir.

Caso Clube Militar-Fernando Gabeira

Amigos leitores,

A respeito da visita que o antigo terrorista e atual candidato a prefeito do Rio de Janeiro Fernando Gabeira fez ao Clube Militar, a iniciativa do presidente do Clube, general Figueiredo, foi correta no sentido de propagar a "pacificação" nacional, que é própria do Exército Brasileiro desde o tempo de Caxias. Ao final da Guerra dos Farrapos, os vitoriosos queriam rezar o Te Deum (missa festiva), porém Caxias foi contra. Para o Pacificador, não fazia sentido comemorar uma vitória sobre os próprios irmãos de sangue.

Nos últimos anos, após a volta da democracia, outros bons gestos do Exército foram dados aos derrotados de 64, como a concessão da Medalha do Pacificador, inclusive para o guerrilheiro José Genoino. No entanto, a reciprocidade nunca existiu e, cada vez mais, a corja esquerdista tenta desqualificar o Exército, tanto na concessão de prêmios milionários aos terroristas, via Comissão dos Desaparecidos e Aparecidos, quanto no revanchismo barato que se materializa na perseguição contra oficiais "torturadores", com proposta de mudança na Lei da Anistia, de modo que apenas os militares sejam punidos, deixando de fora os sequestradores, assassinos e terroristas que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 70.

Infelizmente, essa patifaria tem o apoio total do onagro vermelho que se chama OAB, entidade tendensiosa e esquerdista (desculpe o pleonasmo), que pediu o impeachment de Collor, junto com a ABI, porém se cala covardemente frente aos desmandos do governo dos petralhas.

Assim, fiquei na dúvida se o gesto de boa vontade do presidente do Clube Militar foi um gesto correto ou não, já que do outro lado do balcão a Peste Vermelha só pensa em vingança. Por outro lado, penso que a iniciativa do general Figueiredo teve um significado maior do que a mesquinharia dos derrotados de ontem: foi um gesto de reconciliação nacional, própria da cultura cristã que ainda prevalece no Brasil, apesar do ódio dos ateus vermelhos, que têm sangue escorrendo pelos beiços.

Atenciosamente,

Félix Maier

Seria melhor ter nascido terrorista

A Verdade Sufocada - 22/10

Foi um erro eu ter nascido militar

Foi um grande erro eu ter nascido, crescido e vivido um militar. Teria sido melhor; teria sido muito melhor, se tivesse nascido um terrorista. Estaria agora gozando as delícias de estar no topo da lista dos mais bem sucedidos na vida; de ser um “número um” neste “fedido” Brasil. Não estaria sendo acusado de torturador, de boçal torturador, como estão ensinando nas escolas, onde estudam os nossos filhos. Acusados em todos os lugares; no Congresso Nacional, na CNBB, pelos falsos defensores de direitos humanos (ou dos não humanos?), e quem sabe até nos fundos dos infernos! Hoje é muito perigoso ser militar, ou filho de militar.

Se eu fosse um terrorista, com certeza estaria chefiando alguma dessas Comissões de Desaparecidos Políticos; chefiando algum Ministério; seria amigão do Tarso Genro, da Dilma, a preferida do Presidente Lula. Estaria distribuindo polpudas indenizações a inocentes coitados, “brutalmente torturado pelos gorilões verde-oliva, pelos Coronéis Ustras do DOI-CODI”, aonde na realidade só iam uns pobres diabos apavorados com a realidade, arrependidos por terem sido manipulados, seduzidos pelos líderes carismáticos do movimento, criminosamente usados para buchas de canhão, pois as esquerdas sempre precisam de “mártires”, de estudantes mártires, úteis à propaganda das suas causas. Esses inocentes úteis eram uns pobres coitados que não tinham consciências do que fosse uma condição de guerra, dos riscos pessoais que uma guerra acarreta. Viviam sonhos inocentes de adolescentes, entre nuvens de maconha, drogas marxistas, perfumados charutos cubanos. Amantes espirituais de Che-Guevara. Viviam suas fantasiosas ações terroristas, bravuras inconseqüentes, sacrifícios heróicos, que logo se derretiam, desmoronavam-se ante o choque com a realidade crua das guerras; realidades que lhes eram sutilmente escondidas, por seus cruéis dominadores. Ensinados, doutrinados a serem guerrilheiros duros, mas somente quando na frente de civis fracos e desarmados. Ou de inocentes sentinelas...

Na verdade eles nunca foram torturados, naqueles lugares pejorativamente chamados de “porões da ditadura”. Era o medo; era o medo, e somente o medo que bastava para se cagarem e soltarem as línguas, dedurando pais, mães, irmãos, amigos, companheiros, namoradas; fornecendo nomes, apelidos, planos, tudo para livrarem a própria cara, como fez o Genoíno e outros asseclas do Presidente Lula, que hoje estão por aí, em todos os lugares, posando de “democratas”. Alguns, de perfil depressivo, arrependidos dos seus perjuros, praticavam o suicídio. Os manipuladores; os autores intelectuais dos seus crimes estavam gozando as delícias de serem valentes, sentadinhos nos “cafés de Paris”, ou bebendo vinhos chilenos, sempre a uma cuidadosa distância das ações e dos perigos...

Errei em ter nascido militar; deveria ter nascido um desses comunas que nunca irão parar de mentir, denegrir, solapar as bases das nossas humilhadas, desprotegidas, mas sempre dignas Forças Armadas!


Coronel Maciel

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Militares na Cabeça do Cachorro

Escrito por Dr. Drauzio Varella

A matéria de hoje é uma homenagem ao trabalho e à presença dos soldados brasileiros na Amazônia

Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado. O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.

No microfone, a palavra de ordem do capitão: "Soldado Souza, etnia tucano".

Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "Selva!".

O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda.

Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "Selva!".

Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.

Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.

Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima, até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.

De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe. A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.

É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.

O comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.

Anteriormente formado por militares de outros Estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: "O soldado do Sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena".

Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: "Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB".

Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região -salário.

Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário. No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.

Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica, administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.

Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.

Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria?

Como você deve ter percebido, leitor, a matéria de hoje é uma homenagem ao trabalho e à presença dos soldados brasileiros na Amazônia.


Fonte: Coluna Drauzio Varella - Folha de São Paulo

05 de Julho de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Locais de lançamento do livro O País dos Petralhas

Definido lançamento de “O País dos Petralhas” no Rio

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

Pronto! Já temos a nova data de lançamento no Rio: 1º de dezembro, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, às 19h30. O calendário está assim:

Amanhã – Campinas - MegaStore Saraiva, Shopping Iguatemi;

28/10 – Brasília - Livraria Leitura do Shopping Pátio Brasil;

26/11 – Curitiba – Livrarias Curitiba do Shopping Estação;

27/11 – Florianópolis – Livrarias Catarinense – Shopping Beiramar;

01/12 – Rio – Livraria da Travessa – Shopping Leblon


Por Reinaldo Azevedo | 16:57 | comentários (59)

Canhões ou manteiga?

Félix Maier

Todo estudante de Economia já se viu diante de um texto que abordava o tema "canhões ou manteiga". É uma forma de dizer se um governante deve privilegiar a fabricação de armas, para defesa ou ataque de um país, ou se deve dar prioridade ao aumento de alimentos para sua população.

Na América do Sul, temos dois exemplos acabados de governos "canhões" ou militaristas e de "manteiga" - nada a ver com o Mantega, que ainda não derreteu frente à crise americana... Hugo Chávez é o exemplo que logo salta aos olhos no primeiro exemplo. E Lula, no segundo. E não se trata de comida.

Chávez está se armando até os dentes com aviões, fuzis e submarinos russos para, segundo ele, enfrentar o Império Americano. Lula está sucateando ainda mais as Forças Armadas brasileiras, de modo que no futuro teremos que lutar com arco e flecha, e fazermos ataques aéreos nos cipós da Amazônia. E essa opção não é para melhor alimentar o seu povo.

Se Chávez priorizou os "canhões", Lula optou por uma política externa "manteiga derretida", em que aceita submissamente os golpes perpetrados pelos tiranetes companheiros contra a Petrobrás na Bolívia e no Equador - além da Oldebrecht neste último país. E, pior de tudo: ainda continua "emprestando" milhões e milhões de dólares aos compadres caloteiros do Foro de São Paulo, via BNDES.

A opção de Lula não é pelos "canhões", nem pela "manteiga", ou seja, o incremento da produção de alimentos. Sua opção preferencial é pela política "manteiga derretida" dos barbudinhos do Itamaraty, de viés esquerdoso. Lula, ao apoiar as pretensões da tróica do atraso (Hugo Chávez, Evo Cocales e Rafael Correa), que tem como guru o coma andante Fidel Castro, está tentando levar o Brasil para junto das republiquetas bananeiras da América Latina, não para o mundo desenvolvido, que é o anseio de toda a população brasileira. Lula está cada vez mais "de quatro" e já até está gostando de levar chutes dos kamaradas no traseiro.

Está na hora de o governo Lula fazer sua opção pelos "canhões", pois a "manteiga" já está garantida pelo sucesso do agronegócio brasileiro. O mundo só respeita quem tem poderio bélico. E o Brasil, país de dimensões continentais, não pode continuar se comportando como se fosse uma pequena ilha-nação do Pacífico.

Painho Lula quer Constituinte para concorrer à re-reeleição

Félix Maier

Como não consegue transferir votos para seus militantes - como se viu nas últimas eleições municipais -, Painho Lula cogita fazer uma reforma da Constituição através de uma Constituinte à Chávez, sem a exigência do quórum dos 3/5 para aprovação das matérias, de modo que possa concorrer a um terceiro mandato. Quem sabe a um quarto, a um quinto... até à morte.

Veja mais no artigo de Ruy Fabiano em

http://www.jornaldacomunidade.com.br/?idpaginas=15&idmaterias=370807

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Emenda reestrutura soldos das Forças Armadas

(O Dia)

Emenda reestrutura soldos

Os salários dos militares das três Forças Armadas serão reestruturados com base no Judiciário. A vinculação está prevista na PEC 245/08 (Proposta de Emenda Constitucional), aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Todas as patentes, incluindo a reserva, serão beneficiadas, caso a PEC passe em plenário.

A aprovação da CCJ indica que há grandes chances de a emenda ser aprovada pelo Poder Legislativo. Autor da PEC, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) informa que a próxima etapa da luta pela recuperação dos soldos dos militares, antes da votação em plenário, é a criação de uma comissão especial.

"A primeira vitória nós tivemos, que foi o texto ter sido considerado constitucional. Agora, é preciso mobilizar os integrantes das Forças Armadas para que tudo saia como o esperado", afirmou. Itagiba acrescentou que o governo federal tem recursos suficientes para arcar com o pagamento desse novo reajuste aos militares.

Leia a matéria completa no WWW.marceloitagiba.com


Assessor de Imprensa
Jornalista Ricardo Gouveia
tel. (21) 7833-2361 / 9303-9376 / (61) 3215-3284


Fernando Barcellos
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Dep. Marcelo Itagiba
61.3215-5284
61.7814-0844 / 9277-2551

sábado, 18 de outubro de 2008

28 de agosto: Dia do Terrorista

Pauta - 17/10/2008 16h26

Homenagem a vítimas da ditadura gera polêmica na Câmara

A aprovação pela Comissão de Educação e Cultura, na quarta-feira (15), do Projeto de Lei 2239/07, que homenageia as vítimas da ditadura militar, provocou polêmica na Câmara. A proposta institui o dia 28 de agosto - data de sanção da Lei da Anistia, em 1979 - como o dia nacional de homenagem a todas as vítimas da repressão.

O projeto seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se for aprovado, irá diretamente para o Senado, pois tramita em caráter conclusivo. Porém, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou requerimento para que ele seja votado também na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.

De acordo com Jair Bolsonaro, é importante que o projeto, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), seja discutido pela Comissão de Defesa. "A Lei da Anistia está em pleno vigor e tudo funciona razoavelmente bem no nosso País, então não é justo tentar abrir feridas", disse ele. "Muitos que morreram no regime militar e foram torturados eram marginais, bandidos, seqüestradores e terroristas", acrescentou.

Ele disse que, se o seu pedido for rejeitado, apresentará requerimento para que o projeto vá ao Plenário da Câmara. "No Plenário ele dificilmente entrará em pauta, e se entrar tenho certeza da vitória", afirmou.

Fortalecimento da democracia

Bolsonaro considera que o projeto é "revanchista". A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que deu parecer favorável ao texto, não aceita esse rótulo, pois segundo ela o objetivo é "lembrar as vítimas", e não "execrar os opressores".

Vanessa Grazziotin ressaltou que não pretende atacar as Forças Armadas, pois hoje os militares lutam pelo fortalecimento da democracia. Entretanto, ela afirmou que não é possível "passar uma borracha no passado".

A deputada discorda da necessidade de análise da proposta na Comissão de Defesa, porque segundo ela o texto não tem relação técnica com os assuntos desse colegiado: "É um projeto simbólico, de reconhecimento à luta daqueles que, durante a ditadura militar, lutaram para restabelecer a democracia e a liberdade de expressão." Vanessa Grazziotin ressalta que os adversários da ditadura não eram terroristas.

Ela quer conversar com os militares para mostrar que o objetivo não é denegrir a imagem das Forças Armadas. A deputada pedirá ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, que o projeto continue na CCJ.

A escalada da presença militar russa na América Latina

André F. Falleiro Garcia

http://www.sacralidade.com/mundo2008/0027.escalada_russa.html

A UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) é um órgão internacional criado formalmente em 23 de maio de 2008 em Brasília, com o objetivo de realizar a coordenação política, econômica e social da região. Possui 12 membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela. Dois países comparecem como observadores: México e Panamá.

China e Unasur: semelhança de cores nas bandeiras

Em matéria econômica, tem em vista estabelecer uma zona de livre comércio continental abrangendo o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações, além do Chile, Guiana e Suriname. Sua sede será estabelecida em Quito, Equador; o seu banco (Banco do Sul), em Caracas, Venezuela; o seu parlamento, em Cochabamba, Bolívia.

A reunião de cúpula realizada no mês passado em Santiago - seu primeiro teste de eficiência - contou com a presença de 9 presidentes, que declararam apoio unânime a Evo Morales quanto ao conflito político interno boliviano, relacionado aos departamentos que buscam maior autonomia em relação ao governo central. A primeira atuação política da UNASUL, em perfeita sintonia com os interesses ideológicos do Foro de São Paulo, fortaleceu Evo em detrimento de seus opositores.

A idéia da criação do Conselho de Defesa da América do Sul foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas rejeitada pela Colômbia. O Conselho, que está em formação, terá como função a elaboração de políticas de defesa conjunta, intercâmbio de pessoal entre as diversas Forças Armadas continentais, realização de exercícios militares conjuntos, participação em operações de paz da ONU, troca de análises sobre os cenários mundiais e integração das indústrias de material bélico. A primeira atuação no campo militar da UNASUL, é a preparação para a recepção da presença russa, em detrimento da influência norte-americana.

O relacionamento na área militar entre o governo venezuelano e o russo já é um fato consumado. Agora, a Rússia estreita relações político-militares com a Argentina e, por meio dela, com a UNASUL. Pois pede para ser admitida como observadora em seu Conselho de Defesa. Manifesta-se, mais uma vez, o seu interesse em se servir da Argentina para intervir na América do Sul. Sua tentativa anterior fracassou, por ocasião da Guerra das Malvinas em 1982, quando ensaiou sem sucesso a intervenção militar numa aliança com a Junta Militar argentina que foi abortada e não se efetivou. Essa nova aproximação política, acompanhada de suprimento militar, reacenderá anseios nacionalistas de reconquista das Malvinas? Além das ameaças de Hugo Chávez com relação à formação de "vários Vietnãs" sul-americanos, estaria sendo preparado um novo foco de conflito nas Malvinas? A transformação da América do Sul num teatro de operações para as forças militares norte-americanas, inglesas e russas é uma hipótese tormentosa, que elide a idéia de que assistiremos de camarote às conflagrações mundiais.

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RÚSSIA PEDE PARA SER ADMITIDA COMO OBSERVADORA NO CONSELHO DE DEFESA DA UNASUL

Agência France-Presse

14 Outubro 2008

O governo russo solicitou sua admissão, na qualidade de observador, no Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), informou nesta quarta-feira o Ministério de Defesa da Argentina, em um comunicado de imprensa.

A solicitação foi feita pelo Secretário do Conselho de Segurança russo, Nikolay Patruscev, durante uma reunião em Buenos Aires com a ministra da Defesa, Nilda Garré.

"A delegação russa se mostrou interessada no desenvolvimento do Conselho de Defesa da União das Nações Sul Americanas (Unasul) e da Associação Latino-Americana de Centros de treinamento para Operações de Paz (Alcopaz) e pediu a admissão russa em ambos os organismos como observadora", assinalou a nota de imprensa.

A Unasul foi formalmente fundada em maio passado, em Brasília, e ficou constituída pela Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

No referido encontro, os países deram seu apoio à criação do Conselho de Defesa Sul-Americano, cujos objetivos seriam trocar experiências em defesa, realizar exercícios militares em conjunto com os países membros e reforçar as missões de paz feitas pelas Forças Armadas da região.

O Conselho - que se encontra em formação - não seria uma aliança militar convencional, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas uma instância de diálogo entre os ministros de Defesa e os governos para formar uma política regional de defesa, segundo os organizadores.

Na reunião, Garré e Patruscev analisaram a possibilidade de aumentar a colaboração com a Rússia em matéria de Defesa. E consideraram que o tema pode ser "um componente importantíssimo" da reunião entre os presidentes de ambos os países, durante a visita de Cristina Kirchner a Moscou no fim do ano.

Argentina e Rússia concordaram em reunir previamente em Buenos Aires os especialistas em defesa, no dia 4 de novembro, como preparação para a reunião da Comissão Mista de Cooperação Técnico-Militar que se realizará em 17 e 18 do mesmo mês.

Outro tema examinado na reunião foi a possibilidade de comprar helicópteros pesados russos, especialmente valiosos para missões antárticas, assim como a eventual formação de aviadores argentinos como astronautas, segundo o comunicado.


Tradução: André F. Falleiro Garcia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Anistia ampla, geral e irrestrita, pero no mucho


Anistia ampla, geral e irrestrita, pero no mucho
Por Major Fabiano Azevêdo (*)

O Brasil é um país muito engraçado. Nele, o que se escreve vale enquanto o conteúdo for útil ao autor do texto, quer esse texto seja uma carta de amor, um decreto, uma instrução normativa ou uma lei. Não que deixe de valer, mas não valerá tanto assim. Explico. Quando eu era adolescente, foi criada uma lei de anistia que possibilitou o retorno de todos os exilados ao país e o perdão por todas as agressões que esses e outros tinham intentado contra a segurança nacional. Da mesma forma, esse mesmo dispositivo legal possibilitou o esquecimento de arbitrariedades que porventura tivessem sido feitas pelo Estado contra as partes conflitantes.

Eu recordo que ainda novo eu assimilei aquilo como um ato de justiça, principalmente porque as emissoras de televisão à época “espalhafataram” o retorno daqueles que por força de terem sido julgados nocivos à segurança nacional foram mandados para fora do Brasil. Víamos aquilo como uma concessão e eu, por ter valores, analisei aquele processo como algo muito importante, principalmente porque logo após chegarem, aqueles brasileiros se engajaram quase todos na vida política e na primeira eleição direta para governador, em 1982, vários deles brilharam nas urnas, num sinal claro que nosso povo é abençoado por perdoar fácil.

Eis que durante anos, o processo de reacomodação transcorreu pacificamente, em que pese a visível mágoa que aqueles elementos outrora expulsos e ora reintegrados nutriam ainda das forças legais que haviam reequilibrado os destinos da nação, que por muito pouco não havia caído no fundo abismo da stalinização, da maoização e da castrização comunistas. Eu já era um jovem no momento da assunção de Sarney e notava que tudo girava em torno da mitificação de que aquele período sereno por que passou o Brasil durante a tutela militar, teria sido tumultuado, arbitrário, fratricida.

E esse status ficou bem visível quando da primeira eleição presidencial no sistema direto, em 1989, quando uma figura obscura chamada Luiz Inácio da Silva ousou alavancar ao primeiro posto de mando da nação um tal Partido dos Trabalhadores, gulaguiano em suas intenções, radical em suas propostas e ainda não totalmente consciente que o extremismo não era o caminho. Ou seja, o revisionismo comunista ainda não havia chegado ao fim. Mais tarde aquele mesmo Luiz Inácio e seu partido surgiriam com outra práxis e chegariam ao poder, de forma definitiva e com outra forma de conquistar a simpatia do povo: a compra de consciências.

Era previsto e um ex-chefe já havia nos preparado para mudança de paradigmas. Da mesma forma que esperávamos a acomodação dos perdedores ao cabo da lei da anistia, a classe militar que é intrinsecamente anti-comunista acomodou-se ao ver numa instância superior do poder Executivo, um ex-trabalhador, como se nunca houvéssemos sido, nem nós, nem os outro squase quarenta presidentes anteriores. De certa forma, aquela acomodação foi tranqüila, visto a flexibilidade que sempre caracterizou a classe militar e por já termos à época trilhado 8 anos de governo Fernando Henrique, que havia amaciado nossas noções de anormalidade, ao ter fomentado o MST, criado o ministério da defesa e por ter imposto à classe militar e funcionalismo público civil o maior arrocho salarial de todas as eras, desde os idos dos Guararapes.

Nossos chefes, sempre cordatos, sempre atenciosos, como sempre foram em toda a história do Brasil como nação, com as forças em posto de liderança, deixaram de analisar que um verdadeiro concerto de reedição da história e reabertura das feridas estava em andamento. Na medida em que concordamos (quando falo concordamos é que o militar não dispõe de classe sindical) que esses primeiros tormentos de ressurreição da fênix fossem praticados ainda sob a batuta de FHC, projeções já deveriam ter sido feitas no sentido de assimilação que o passado seria contestado.

E o passado realmente foi contestado e o advento da comissão de mortos e desaparecidos, que data de 2001 foi o prenúncio de dias tormentosos. Seguiram-se vários e vários episódios em que, desaguando no governo Lula, nos deparamos com os holofotes sobre esse assunto que nos fere tão a fundo, por demonstrar que a sociedade silente se torna também irreconhecida pelo intenso período de progresso e equilíbrio por que passamos entre 1964 a 1985. Quando falo passamos, é que eu vivenciei de criança a homem adulto o que hoje alguns maldosos chamam de anos de chumbo.

Hoje nos deparamos com uma verdadeira inquisição que praticada contra um, apedreja gerações. Falo do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, homem bom, pacífico, que pautou uma vida profissional gloriosa por 40 anos e que constituiu um lar equilibrado, em que seus descendentes dele se orgulham e comungam com todos os seus amigos de que esse período turbulento possa ceder a uma vida pacífica em sua senilitude. Se uma pesquisa séria e não tendenciosa como a que vemos hoje nas aprovações estratosféricas do presidente fosse executada em toda a sociedade, não só a justiça, mas todos veriam que essa reedição do que já está morto e enterrado não tem eco, quer entre negros, brancos e mestiços, muito menos entre pobres, remediados e ricos.

Nosso povo já pagou a quota de parcialidade com essas polpudas indenizações, pensões e outros mimos que os “perseguidos” aquinhoaram. Não há mais espaço para mexer nesse vatapá. Não queremos socialismo bolivariano. Queremos ser nós mesmos, de preferência antes de todo esse pseudo-progresso que bafeja somente as instituições financeiras de investimento e de especulação, tornando a vida da classe média insuportável. Não queremos como brasileiros mexer num passado que já está pacificado. Portanto como brasileiro que sou, rechaço essas constantes e sucessivas tentativas de acuar a classe militar vitimando alguns de seus soldados, que em nosso meio são verdadeiros heróis por terem imolado suas vidas e suas tranqüilidades em prol de um povo que hoje cala, consente e ajuda a apedrejá-los. Estou com o senhor, Coronel Ustra. Respondo por mim, mas há muitos que ombreiam comigo nesse sentimento de repulsa às perturbações que o senhor e sua família estão passando, numa fase em que deveriam estar recebendo de todo o povo brasileiro um muito obrigado.

(*) Major da ativa da Arma de Engenharia

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Carta-resposta do coronel Brilhante Ustra

Em 12 de outubro recebi o seguinte e-mail do meu correspondente CMG Refdo. Cesar Augusto Santos Azevedo. Como este e-mail está circulando em várias listas da internet, encaminho abaixo a minha resposta ao Cesar Augusto.

Atenciosamente

Carlos Alberto Brilhante Ustra


***

Amigo Ustra, eu sempre estive ao seu lado por entender que sua atuação como Comandante do DOI CODE do II EX foi uma atuação marcada pelo profissionalismo e pela justiça firme e estava de acordo com as orientações recebidas de seus legítimos Comandantes.

Apenas não posso estar de acordo com este manifesto que teria sido lançado pela ONG Ternuma, a qual sempre prestigiei, e que agora não posso concordar, pelas razões pelas quais eu passo a explicar, a saber:

1) Achei injusto terem classificado de Covarde e Omissa a atuação do nosso Exército e digo nosso por entender ser ele não apenas daqueles que fazem parte de sua constituição e sim de todos nós brasileiros.

2) Qualquer demonstração de desunião entre nós, entre a reserva e a ativa, dificultarão as nossas ações e nos enfraquecerá. A hierarquia e a disciplina, pilares basilares de nossas Instituições, poderão ficar comprometidos

3) Sou, como vc sabe muito bem, oficial de Marinha, CMG Refdo e que tive minha formação inicial feita no saudoso CMRJ, onde solidifiquei os meus princípios morais recebidos naquele educandário militar e que inicialmente recebi de minha família, em especial de meus pais.

4) Naquela época escolar fui colega de turma e amigo do atual general Enzo Martins Peri, companheiro que desde os bancos escolares do CM, passei a adimirar por suas qualidades pessoais e morais. Era sem dúvida um dos mais capacitado moralment. Estudante, inteligente, semprer destacado entre os demais de minha turma. Amigo cordial com que convivi naquele tempo do CMRJ.

5) Ustra, eu pude acompanhar a sua luta e de sua esposa na tentativa de você cumprir a difícil tarefa de comandar o Doi Code do II EX, designação que você nada fez para conseguir. Você terminara a ECEME e se apresentara ao II EX e fora designado oficialmente. Suas qualidades morais atestadas por meu falecido primo, Cel Art Castro Pinto, serviram para que eu passasse a adimira-lo e defende-lo contra as acusações orquestradas, primeiramente pela artista global Beth Mendes, que fazendo parte da comitiva do então Presidente Sarney a uma viagem ao Uruguai, onde você exercia a função de adido militar brasileiro, teceu acusações diretamente pela mídia daquele país, deixou você e sua família constrangidos e numa situação delicada. Caberia a meu ver ao então ministro, General Leonidas, ter cortado qualquer tentativa de vingança gratuita junto ao Presidente contra você e contra o Exército que você representava naquele País amigo e que fora designado por indicação do próprio Exército. Você acabou se envolvendo e servindo de alvo para as futuras ações revanchistas destes terroristas criminosos que hoje fazem parte do atual Governo. Aquela teria sido a oportunidade de uma vez por todas de se por um fim as ações de revanchismo que hoje proliferam contra as Forças Armadas pela ação firme do então ministro Leonidas e seus pares. Deixaram a cobra se criar diante da fraqueza de um Sarney que fora alçado a Presidência contra a vontade política do presidente Figueiredo, quando do falecimento do eleito Tancredo Neves. Mas isto é história e na realidade disto ficou apenas a tentativa que se perpetuou pela vingança bem orquestrada de uma esquerda terrorista contra o movimento de março de 1964 e suas repercussões iniciadas em 1968.

6) Você sabe tão bem como todos nós que o general Enzo, não poderia deixar que sua "tropa" viesse tomar a sua defesa pública num processo judicial que está em marcha e que ainda cabe recursos. Isto poderia por certo vir inclusive a lhe prejudicar, digo a você, Ustra. A meu ver caberia ao Clube Militar e a seus co-irmãos a defesa de tudo aquilo que diz respeito as nossas instituições e a defesa de seus associados no que diz respeito as ações decorrentes do Movimento de 1964, movimento este democrático e que foi conduzido pela ação da Instituição Militar e portanto dentro da esfera dos Clubes Militares, na impossibilidade atualmente desta defesa ser feita diretamente pelos Comandantes de Forças. Muitos colegas acham que o envolvimento dos Clubes seria o início da sindicalização destas instituições. Eu acho que não. Primeiro, desde os primórdios da nossa frágil república, os clubes sempre tiveram um envolvimento político em tudo que dizia respeito aos interesses das Forças Armadas. Segundo, seus Presidentes sempre foram eleitos democraticamente pelo corpo de associados e portanto eles têm a legitimidade de agir em nome da classe militar.

Por outro lado, desde que nossos ex Ministros deixaram de ser "2º escalão" na esfera Federal de Governo, eles perderam força política junto ao governo. Com isto, s.mj, os nossos clubes deveriam ganhar a força que eles perderam ao serem nomeados apenas Comandantes de Forças. Os clubes poderiam sim agir em tudo aquilo que hoje, pela natureza política, nossos Comandantes se sintam "impedidos" de fazê-lo. Observe que hoje em dia o governo quando quer inibir os Comandantes, citam sempre a disciplina e a hierarquia como forma de neutralizar as ações de nossos Comandantes. Assim, e nestes casos, com uma ação inteligente e coordenada, eles, os clubes, através seus Presidentes, deveriam agir ,não para desmerecerem ou tirarem forças dos Comandantes mas para preserva-los inclusive.

Portanto eu advogo que os Clubes MIlitares deveriam agir na sua defesa e na defesa de tudo aquilo que dissesse respeito as ações revanchistas movidas contra militares. Aliás, isto eles têm procurado fazer em conjunto, não talvez com a firmeza que todos nós gostaríamos de ver mas pelo menos dentro do possível. A sociedade civil tem pela classe militar um grande respeito e a palavra dos Clubes Militares é sempre respeitada e acatada pela maioria da sociedade como representativa do meio militar, inclusive pela mídia nacional. Esta seria uma estratégia inteligente de defender-nos contra este revanchismo.

Atenciosamente,

Cesar Augusto Santos Azevedo, CMG Refdo.

PS - Estou enviando cópia por CC aos Presidentes dos Clubes, ao Comandante do EB, ao Grupo Ternuma por tecer considerações que envolviam estas Instituições e por CCO para alguns militares da reserva, alguns mais antigos, para que todos saibam o que eu penso sobre este assunto.


***

Prezado Cesar Augusto

Sempre recebi e soube de seu apoio à situação em que me encontro, juntamente com minha família. Mas, o que mais me angustia é ver a história ser reescrita, enxovalhando as Forças Armadas, especialmente o Exército , ao qual dediquei praticamente toda minha vida.

Não é apenas opinião minha, mas essa campanha visa muito mais à desmoralização das Forças Armadas do que a mim mesmo. Sou apenas o bode expiatório que carregará todo o peso dos "pecados" que os órgão de segurança possam ter cometido.

Como você mesmo afirma, fui designado oficialmente para uma função que poderia ter sido ocupada por qualquer oficial que tivesse os pré-requisitos exigidos. Procurei cumpri-la com afinco, com firmeza, tentando ser humano e justo. Estive por três anos e quatro meses confrontando uma guerrilha, na qual os combates aconteciam com muita freqüência. O inimigo era perigoso, desconhecido, camuflado no meio da sociedade, treinado e ideológicamente fanatizado. Você bem sabe que a motivação não era a derrubada do regime militar. Nada se passou no DOI que não fosse do conhecimento dos Comandantes da Área, que, evidentemente, repassavam as informações para seus superiores. Cumpri ordens e procurei cumpri-las bem.

1- Quanto ao manifesto do Ternuma - não fui eu que o escrevi -, creio ser um desabafo de quem imagina um subordinado, que cumpriu as ordens recebidas de seus superiores, ser acusado apenas com testemunhos de pessoas envolvidas com a mesma ideologia,e vê seu comandante (ainda que não seja o mesmo) não defendê-lo ou, pelo menos, não defender a Instituição a qual ele pertence.

Não sei se está exagerado ou não. Sou suspeito para falar. Pode não ser covardia, mas a omissão é inegável.

2- Você sabe qual foi minha primeira atitude ao receber o 1º processo (por enquanto são 3) ?

Em primeiro lugar comunicar ao Exército, para saber o que fazer.

Você sabe qual foi o apoio que recebi do Exército ? Nenhuma resposta, nem uma chamada para uma conversa franca, nem um conselho, nenhuma porta se abriu, nada. Foi a maior decepção de minha vida. Afinal, eu não estou sendo processado por um ato pessoal, particular. Estou sendo processado por atos que na época me renderam uma medalha do Pacificador com Palma.

Qual é a demonstração de união entre a ativa e a reserva que existe? Onde está o programa "Conversando com a reserva" ?

Será que não imaginaram como eu me senti? Será que não imaginaram o que minhas duas filhas sentiram ? De minha mulher eu nem falo, porque partiu dela, sempre muito lúcida, companheira e lutadora, a idéia de primeiro comunicar ao Exército para receber orientações e não quebrar a hierarquia.

3 - Como você, tive minha formação inicial feita na Escola Preparatória de Porto Alegre onde, também, solidifiquei os meus princípios morais recebidos naquele educandário militar e que inicialmente recebi de minha família, em especial de meus pais. Sempre fui considerado um oficial tranqüilo, ponderado, calmo, cumpridor de ordens e respeitador da hierarquia. Talvez, pelo meu passado, tenha sido escolhido para o cargo.

4- Não tive oportunidade de cruzar em minha vida profissional, nem particular com o General Enzo, mas sei de suas qualidades morais e profissionais, o que não me impede de -, talvez por estar no olho do furacão, engolindo sapos, amarguras e execração pública - imaginar que sua atitude poderia ser outra. Não sei qual. Talvez, nem seja defender-me, mas defender a Instituição. Talvez você entenda a minha posição, se se colocar no meu lugar, vendo seu nome envolvido nesse escândalo, sua família sofrendo e a Marinha dividida em Marinha de ontem e Marinha de hoje.

5- Realmente qualquer um poderia estar no meu lugar. Foi bastante difícil para mim e minha família suportar a tensão desse período.
Não sabia que o saudoso Castro Pinto era seu primo. Tivemos uma boa convivência.

Quanto ao caso Bete Mendes, você está enganado.

O General Leônidas foi um leão em minha defesa. Não aceitou que eu fosse recambiado antes que terminasse o meu tempo de adido e determinou ao CComSEx que soltasse uma nota, publicada nos jornais e depois publicada no meu livro, em que me elogiava e dizia que eu permaneceria no cargo até o fim da missão. Quando voltei do Uruguai, escrevi o meu 1º livro, ainda na ativa. Por esta atitude, quando a turba exigia que eu fosse preso, o então Ministro Leônidas disse pela TV, mais de uma vez, em alto e bom tom, que era um direito meu defender minha honra e a honra de minha família.

Foi o último Ministro a tomar uma atitude nesses casos. Veja o que aconteceu depois com o Avólio...

Você diz : Você acabou se envolvendo e servindo de alvo para futuras ações(...)

Pergunto-lhe, como não me envolver? Quem cala consente. Dou graças a Deus de ter me dado forças para escrever os dois livros, principalmente o último. Pelo menos, alguns jovens têm lido e o retorno tem sido maravilhoso. É pouco, mas é alguma coisa.

A oportunidade para se pôr fim a essas ações revanchistas foi perdida depois que o Ministro Leônidas deixou o ministério. Se cada vez que as Forças Armadas sofressem um ataque houvesse um rebate, se os crimes deles fossem mostrados, se se acabasse com o mito dos "estudantes que lutavam desarmados pela liberdade", isso não teria chegado onde chegou. A culpa vem de longe.

Ganhamos a luta armada mas perdemos a guerra das palavras. A mídia foi toda formada por eles.

Não foi o General Leônidas e seus pares que deixaram a cobra se criar. Foram seus sucessores.

6- Jamais esperei, nem queria, que o General Enzo deixasse sua tropa tomar minha defesa pública num processo judicial (eu diria político e, principalmente, mesmo que eu tivesse cometido os crimes de que me acusam, contra a Lei da Anistia). Você diz que isso poderia vir a me prejudicar.

Pergunto-lhe: o que pensará um jovem capitão ao ver um comandante deixar seu subordinado que cumpriu suas ordens, solto às feras e sem defendê-lo?

Poderão dizer, mas o comandante que deu as ordens não foi o general Enzo. Isso justificaria tamanha omissão? O Exército não é o mesmo? Os tempos é que são outros? Que garantia os oficiais da ativa terão de que com eles não acontecerá o que está acontecendo comigo, caso recebam ordens de empregar a sua tropa?
Serei eu o prejudicado ?

Cesar Augusto, não tenho nada mais a perder. Só não posso perder o respeito de minha família e o respeito por mim mesmo. E é isso que estou tentando manter, apesar de estar quase perdendo as forças.

Realmente venho me decepcionando com alguns chefes. Venho me decepcionando ao longo desses 20 anos, com as Forças Armadas mudas, acuadas, omissas, não especificamente com o meu caso, mas com a defesa das Instituições.

Agradeço sua preocupação e sua sugestão de que os Clubes Militares deveriam agir na minha defesa e na defesa de tudo aquilo que disser respeito às ações revanchistas movidas contra militares (e pode ter certeza que outros virão), mas pode crer que o que me preocupa é justamente o respeito que a sociedade civil tem pela classe militar que acabará abalada por todos esses escândalos.

Creia, eles querem a minha cabeça, mas querem mais, querem o corpo, a alma das Forças Armadas. E, escreva (espero não ver) , acabarão conseguindo.

Atenciosamente

Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref

PS: Envei cópias para os mesmos a quem você enviou este e-mail