MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A revolta de um Oficial de Inteligência da ABIN

Prezados colegas,
Transmito a todos o teor de um artigo de minha autoria, tratando da conduta de alguns setores da imprensa brasileira em relação à Abin. Tomei a decisão de escrevê-lo e publicá-lo, pois não poderia ficar inerte ante o peso da calúnia e difamação que vem nos sendo impostos sistematicamente e de modo implacável há várias semanas.
Infelizmente, não sei se conseguirei obter a publicação do texto em jornais de grande circulação, pois trata-se de um tema bastante ácido, e julgo existir no momento uma certa relutância por parte de vários veículos de imprensa em suscitar esse tipo de debate de idéias. Em face disso, caso eu não obtenha êxito, considero a possibilidade de arcar com os custos de sua divulgação em mídia impressa (matéria paga).
De qualquer modo, autorizo desde já a divulgação do presente documento entre os colegas, caso desejem fazê-lo, e espero que o seu conteúdo possa contribuir para resgatar a imagem de nossa instituição perante a sociedade brasileira.
Atenciosamente,
Fabio Lustosa
***
ARTIGO
A Abin que alguns órgãos de imprensa não conseguem - ou não querem - ver
Gostaria de manifestar meu mais veemente repúdio à campanha de execração pública que vem sendo patrocinada sistematicamente por vários órgãos de imprensa nas últimas semanas contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Não sei se tais veículos de comunicação já ouviram falar em ética jornalística - ou mesmo ética, na acepção mais ampla do termo - mas os acontecimentos recentes me fazem crer que a única coisa que interessa a tais entes é, tão-somente, subjugar o órgão de Inteligência Federal brasileiro, por meio da humilhação e do escracho. Me pergunto, pois: Qual a razão de tão infame blitzkrieg? A quem interessa a desconstrução da Abin, e sua conseqüente desmoralização, enquanto órgão de Estado essencial à preservação da soberania de nosso País? À sociedade brasileira? Estou convicto que não.
É inaceitável que alguns jornais e revistas, de forma maliciosamente desconectada da realidade dos fatos, retratem a Abin e seus servidores como um bando de renegados, patifes e criminosos sem compromisso com o País, colocando em dúvida a idoneidade moral, ética e o profissionalismo de nossa instituição. Quem são eles para submeter-nos ao vexame e à chacota públicas, sob o conveniente argumento de "busca da verdade"? Quem são eles para mitigar a honradez de profissionais de Inteligência que buscam dar o melhor de si pelo País representando a Abin, no Brasil e no exterior, e são hoje alvo de comentários depreciativos, desconfiança e repulsa, até mesmo no seio de suas famílias? Quem são eles para nos atacar? Arautos da moral social a serviço do Brasil? Na minha opinião, definitivamente, não!
Nas últimas semanas, vem me causando particular preocupação o esforço quase messiânico de alguns que, do alto de sua soberba jornalística, buscam reduzir a Abin a uma espécie de cancro apodrecido, que merece ser extirpado sumariamente, pelo "bem do País". Profissionais (sic) que vangloriam-se de haver combatido no passado regimes ditatoriais, perseguições políticas e abusos de poder em nome da democracia, mas que agora tentam massacrar impiedosamente uma instituição criada no âmbito de um Estado Democrático de Direito, que existe e funciona em estrita observância à Lei, e contra a qual sequer há prova definitiva de erro de conduta por parte de seus servidores; apenas acusações, suposições e especulações, algumas comprovadamente levianas. Ignorando convenientemente tal fato, pessoas que se dizem a "serviço da verdade" ocupam-se em julgar, condenar, e submeter ao escárnio popular a Abin, e por extensão, todos os seus integrantes, em um atitude deplorável e irresponsável que macula a imagem do órgão perante a sociedade brasileira e a comunidade internacional.
Reputo especialmente perversa e insidiosa a associação subliminar entre a Abin e o Serviço Nacional de Informações (SNI), que muitos profissionais de imprensa tentam, sempre que possível, manter viva no seio da sociedade, como se estivéssemos todos fadados a carregar para sempre a pecha de "inimigos da pátria", na forma de um fantasma que há muito tempo não mais pertence à nossa realidade política e social. Sob idêntico diapasão, seria razoável nos referirmos ao atual serviço de Inteligência federal alemão como o "sucessor" da Gestapo, a polícia política de Adolf Hitler? Ou ao Papa Bento XVI, como o "sucedâneo" dos pontífices que patrocinaram assassínios em massa em nome da Inquisição e das Cruzadas?
Antes de tentar impor à Abin o papel de "Caixa de Pandora" dos males da Administração Pública e da sociedade, a imprensa que nos imputa tão descabido ônus deveria reconhecer publicamente que os servidores que lá estão não são criaturas das trevas desprovidas de moral e escrúpulos: São profissionais profundamente comprometidos com a missão de ajudar o Brasil a se tornar uma nação mais forte, justa e democrática. Fazemos isso assessorando o Governo Federal, analisando políticas públicas, prospectando oportunidades para o desenvolvimento do País, e detectando ameaças à segurança de nossa sociedade. Mas fazemos tudo isso cientes - e atentos - às nossas limitações de natureza legal.
É importante ressaltar aqui que quando a Abin detecta erros de conduta no seio da organização, estes são tratados com o rigor que a legislação disciplinar, administrativa e penal assim o exige. Aqui não se fala em impunidade, muito menos em acobertamento de ilícitos. Nós obedecemos a Lei, e nos orgulhamos disso. Mas ressalto que, diferentemente de certas revistas e jornais que difamam, ultrajam e caluniam sob o argumento da "busca da verdade", procuramos observar sempre os princípios jurídicos que regem o direito à ampla defesa, ao contraditório, e à imagem dos acusados, sob os auspícios da chamada presunção de inocência. Isso não é privilégio, tampouco corporativismo. É conduta ética e observância de uma garantia prevista na nossa Constituição Federal. Garantia esta que, talvez por razões "jornalísticas" de natureza inconfessável, vem sendo sonegada à Abin.
A Abin tem um compromisso com a verdade, com a sociedade e com o Estado Brasileiro, e seus servidores são parte integrante e indissociável de tal compromisso. Juntos, trabalhamos para construir um País cada vez melhor. Mas decerto não tememos os abutres e hienas que rondam nosso caminho, pois eles se alimentam de matéria podre. E isso nós não temos a oferecer.
Fabio Rocha Lustosa
Oficial de Inteligência da Abin
Fabio Rocha Lustosa é Mestre em Estudos de Segurança Estratégica pela National Defense University (NDU) - Washington, DC, EUA, e Oficial de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) desde novembro de 2000.

Sobre as desculpas às vítimas do regime militar

Jorge Baptista Ribeiro (*)

www.faroldademocracia.org

Clicando em O Jornal do Comércio, o leitor poderá se inteirar da íntegra da notícia, sob o título “Governo pede desculpas às vítimas do regime militar”. Encontrará um texto, sem encadeamento lógico e pleno de divergências e incoerências, mas propositalmente elaborado para estimular os seus neurônios a produzirem uma confusão mental subconsciente que ponha dúvidas em suas certezas conscientes. E quando dúvidas pululam numa cabeça em conflito, nada mais simples do que preencher esses espaços com conotativos tais que o “Respeitável Público”, já alquebrado nas suas trincheiras mentais, placidamente, os considere como verdades irretorquíveis, inclusive, respaldadas pelo Direito Consuetudinário e pareceres de “especialistas” encomendados, de forma que “entre les deux, o embuste e a verdade, “votre coeur balance”.

Com bastante clareza e inegável propriedade, o filósofo Olavo de Carvalho, didaticamente, resume essa técnica, bastante utilizada na guerra psicológica revolucionária, num seu artigo publicado em:

< http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6445 >. Entretanto, como o site Mídia Sem Máscara encontra-se fora do ar, em reparo técnico, para solucionar os problemas decorrentes da ação de um hacker, em anexo, segue cópia do artigo supracitado, intitulado: “Engenharia da confusão”.

Por oportunas, algumas considerações se impõem quando se trata de uma luta revolucionária cruel e diabólica que, através os séculos, intenta a criação de um homem novo, totalmente diferente daquele que nos dá conta a tradição humana e cristã. Em “1984”, Orwell e em “Uma nova visita ao homem feliz”, Aldous Huxley, nos mostraram o poderio da ciência de domesticação dos povos que é a Psicopolítica, mais conhecida como lavagem cerebral, praticada pelos profissionais agentes do credo vermelho. Tanto usada para subjugação das massas quanto para transformar as convicções de um indivíduo e escravizar a sua psique aos desígnios comunistas.

Para os que desejarem se aprofundar nesse assunto peço vênia para indicar quatro esclarecedoras leituras:

1 – “A Multidão” - obra do filósofo francês Gustave Le Bon que em 1896 já apontava que a maioria das revoluções era feita com sucesso, trocando-se o significado das palavras e com isto promovendo-se uma enorme confusão de idéias em pessoas que, atônitas, repetiam sem pensar, certas instruções premeditadas para favorecerem a causa revolucionária, sem perceberem seus verdadeiros objetivos

2 - “Psicopolítica – Técnica da lavagem cerebral” de Kennet Goff, um ex-comunista norte-americano que se sentindo trapaceado por seus instrutores comunistas, ainda em tempo, tornou-se um fervoroso combatente anticomunista. Goff louva sua obra no que lhe fora ensinado, entre maio de 1936 e outubro de 1939 nas escolas clandestinas dos Estados Unidos, na sua maior parte, instruções extraídas do “Manual Comunista de Adestramento para a Guerra Psicológica”.

3 - "Entrevista com Yuri Alexandrovitch Bezmenov - Ex-Agente da KGB" – disponibilizada em: - Depoimento que mostra seu trabalho a serviço da KGB para cooptar intelectuais formadores de opinião, artistas e diplomatas para que estes se transformassem em agentes orgânicos.

4 - “Técnicas de Persuasão – Da propaganda à lavagem cerebral" – J A C Brown – Editora Zahar
O autor, formado em Psiquiatria pela Universidade de Edimburgo e diretor do Instituto de Psiquiatria Social, de Londres, nesse livro, especialmente se dirige aos jovens que desejam pensar livremente, aconselhando que se informem, raciocinando com apoio em provas racionais. Adverte também que as tentativas de modificar opiniões alheias são tão antigas quanto a palavra humana, mas a evolução das ciências humanas, aperfeiçoou de tal forma as técnicas de persuasão que todos devem se cuidar para não sujeitar o seu livre pensar à desonestas manipulações e disfarçados processos da Guerra Psicológica que se valem das vulnerabilidades humanas para deformar raciocínios.

Ao finalizar, quero deixar bem claro que nem é obra do acaso e muito menos mera coincidência o fato do caro leitor encontrar no texto da notícia do Jornal do Comércio divergências entre as falas do comandante Supremo da Forças Armadas e seus comparsas ideológicos. Tudo faz parte da estratégia da Guerra Psicológica que muitos não percebem e ainda debocham de uma minoria que procura fazer a parte que lhe toca como patriota que não deseja para o seu país a adoção de um regime alienígena e totalitário.


(*) Coronel do Exército (Reformado), Fundador do FDR e Coordenador da FTRD.

Obs.: E quando é que um fdp integrante da Peste Vermelha irá pedir desculpas aos brasileiros, por ter cometido assassinatos, seqüestros, torturas, assaltos a bancos, supermercados e casas d'armas? Esses tipinhos que vão se revezando na secretaria de Direitos Humanos, de "Numerário Miranda" (aquele que só pensa em dinheiro) a Vannuchi, não passam de embusteiros (F. Maier).

***

29/08/2007 - 16h34

Para ministro, morte de agentes do regime militar não é 'crime'

Denize Bacoccina
De Brasília

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070829_vannuchi_ping.shtml

O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse que não usa a formulação "crimes" para classificar a morte de agentes de órgãos de segurança e do Estado por militantes de esquerda durante o regime militar.

"Não, eu pessoalmente não uso a formulação crimes", respondeu Vannuchi ao ser questionado se a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que lança nesta quarta-feira um livro relatando as mortes de opositores por parte da repressão no governo militar, pretendia investigar também os crimes cometidos pela resistência aos militares.

"Todos fomos presos na armadilha da guerra fria e o relatório registra que aquelas pessoas que estavam lutando também mataram, evitando esta conotação de crime", acrescentou.

Vannuchi também defendeu um teto para as indenizações às vítimas do regime militar. Abaixo, a entrevista exclusiva concedida por Vannuchi à BBC Brasil.

BBC Brasil - O governo vem sendo criticado por não abrir os documentos e os arquivos da época da ditadura, e agora, o primeiro documento oficial sobre o assunto é um livro que conta o lado dos que foram reprimidos pelo governo. Por que não abrir os documentos oficiais?

Paulo Vannuchi - A idéia de que o governo não abre arquivos precisa ser melhor trabalhada pela imprensa. Eu fui visitar Argentina, Uruguai, Paraguai e o Chile pra conhecer só isso. Não tem dúvida de que o Brasil é o país que tem mais arquivos abertos.

Não é mérito deste governo ou do anterior. Começa com os governos estaduais, quando o MDB começa a ganhar as primeiras eleições, anos 90, começa a abrir os arquivos dos Dops estaduais. Em 85, terminou o projeto Brasil Nunca Mais, feito pela Arquidiocese de São Paulo, com documentos do Superior Tribunal Militar, com mais de 1 milhão de páginas, e está na Unicamp e tem muitas informações sobre mortes, torturas, inclusive nome de torturadores.

Depois, no governo Lula, em dezembro de 2005, os arquivos da Abin estão no Arquivo Nacional à disposição de consulta. Ali, tem muita informação sobre crimes violentos e nomes. Por último, a Polícia Federal passou seu arquivo da inteligência com muita informação e também existem as DSI (Divisão de Segurança Interna) dos ministérios.

O argumento de que não abriu é porque, em alguns procedimentos judiciais, existe uma resposta oficial de que os arquivos existentes foram eliminados com base na legislação vigente na época.

A Comissão Interministerial sobre o Araguaia apresentou, em março deste ano, o relatório final recomendando ao presidente Lula a abertura desses arquivos, que tecnicamente já estão desclassificados, porque todos já têm mais de 25 anos.

BBC Brasil - Não existem então arquivos do governo, que sabe-se onde estão e estão classificados?

Vannuchi - Todos os arquivos da repressão política estão desclassificados. Ou eles desapareceram ou eles estão em mãos privadas. O relatório da Comissão do Araguaia recomenda ao presidente que determine o recolhimento desses documentos. Então, o que nós propomos é que cada arma chame seus militares, da ativa e da reserva, que continuam subordinados ao regulamento, e peça a devolução dos documentos.

BBC Brasil - Embora os militares fossem o lado mais forte naquele conflito, a resistência aos militares também cometeu crimes. O próprio relatório diz que a resistência "produziu vítimas entre agentes dos órgãos de segurança e do Estado". Esses crimes também vão ser investigados e estas famílias também vão ter direito a indenização?

Vannuchi - Não, e eu pessoalmente não uso a formulação crimes. A lei 9.140 é muito clara neste sentido. Nesses anos todos, já houve mais de uma iniciativa nesta linha. E aqueles que foram mortos no cumprimento do seu dever de policial militar por que não são indenizados?

O entendimento do legislador ao fazer a lei 9.140 é que houve uma legalidade constitucional quebrada. Este é o fato primeiro. Eles não podem botar os seus tanques para depor o presidente da República. A legislação entendeu que o processo começou em setembro de 1961, porque o presidente constitucional renunciou e tinha que assumir o vice.

A lei 9.140 entende que quem lutou contra o governo já em 1963, antes do golpe militar, pode ser indenizado, porque aquele governo já era inconstitucional, e quando cidadãos lutam contra um governo ditatorial eles estão protegidos pela lei.

Mas o relatório não quis criar uma coisa maniqueísta de que o bem está de um lado e o mal do outro. Todos fomos presos na armadilha da guerra fria e o relatório registra que aquelas pessoas que estavam lutando também mataram, evitando esta conotação de crime.

BBC Brasil - O senhor, como ex-militante da ALN, defende uma investigação mais ampla, de todas as ações cometidas pelos dois lados?

Vannuchi - Eu fui preso durante cinco anos. Você quer que eu seja investigado e vá para a cadeia? Eu fui condenado. Tem gente que ficou dez anos. Isso já aconteceu.

BBC Brasil - O que eu pergunto é se, embora isso não seja crime pela legislação, o senhor acha que o governo deve fazer uma divulgação de todas as ações, dos dois lados.

Vannuchi - As pessoas já foram investigadas e foram mortas, na tortura, por terem matado esses militares. O livro fala de uma sentença de morte extra-judicial. Num certo momento, quem participou de morte, morria. A idéia de que tem que fazer uma investigação dos dois lados, ela peca por ignorar que durante o regime militar essas pessoas foram expulsas do país, demitidas, perseguidas, espionadas, foram presas e algumas foram mortas.

BBC Brasil - O livro cita que outros países da região abriram processos judiciais para responsabilizar autoridades pelos crimes. Ele pode ser o primeiro passo para a reabertura da discussão e até revogação da lei de anistia no Brasil?

Vannuchi - Não é o foco do livro, e não é o foco da investigação da Comissão. Isso está sendo criticado por familiares que acham que um livro do governo tinha que ser um livro pedindo a abertura de processo. Esta comissão existe há 11 anos e o foco dela é o reconhecimento da responsabilidade do Estado, a indenização reparatória, a narrativa, a publicização da versão de que morreram sob tortura, não foi suicídio. Centrar-se no objetivo da localização dos corpos de 140 brasileiros e brasileiras, mais ou menos, cujas famílias têm este direito.

BBC Brasil - O livro não recomenda a reabertura da lei de anistia, mas o que eu pergunto é se a sua publicação não pode reacender este debate e, na sua avaliação, seria uma coisa boa se isso acontecesse?

Vannuchi - O meu objetivo com o livro é que desperte um debate e um convencimento sereno, e o mais consensual possível, de todos olharmos pra trás e falarmos: isso que aconteceu no Brasil ninguém quer de volta e para virar esta página não pode ficar como está. Porque tem um conjunto expressivo de famílias, e os corpos do seu pai, da sua mãe, de seus filhos, eles existem e podem ser enterrados no cemitério da família.

Em direitos humanos, é impensável a idéia de que um assunto como esse devesse ser mantido escondido. É uma falsa noção de achar que apresentar isso reaviva feridas. Não, expõe um conhecimento grave sobre a história recente do Brasil que nós temos que ter. Se suscitar um debate sobre a anistia, o Brasil terá a oportunidade de definir ou reafirmar posições.

Não vou tomar a iniciativa de dizer: a lei de anistia é uma lei injusta. Por quê? Porque ela é uma lei contraditória, como todos os fenômenos políticos, e ela permitiu um impulso muito importante à democracia brasileira. Com a lei de anistia, os exilados voltaram, as prisões começaram a se esvaziar, avançou a recuperação da liberdade de imprensa, preparou-se o terreno para o quadro partidário atual. A lei de anistia tem muitos benefícios.

BBC Brasil - Muita gente no Brasil diz que há um excesso na política de indenizações. Todos os dias inocentes são mortos pela polícia. Como se diferencia quem é morto durante o regime militar e merece receber indenização e quem não merece num país onde há essas mortes?

Vannuchi - A indenização em direitos humanos é uma imposição dos tratados internacionais. Quando chega na Comissão dos Mortos e Desaparecidos, a indenização é quase simbólica. Ela tem um piso de R$ 100 mil, e a mais alta é de R$ 152 mil. Vamos convir que é pouco para uma vida humana.

A outra discussão do Ministério da Justiça você pode fazer até por uma comparação. Ora, se um cara que foi morto na tortura, trucidado, foi indenizado em R$ 150 mil, um sujeito que foi demitido do emprego, ficou desempregado seis meses, como é que ele pode ter uma indenização maior do que essa.

BBC Brasil - E por que isso aconteceu?
Vannuchi - Pois é, porque as leis foram feitas separadamente. Ninguém cuidou de vincular as duas. Eu, se pudesse trabalhar nisso na época, teria criado o piso dos mortos e desaparecidos, de R$ 100 mil, e esse teria que ser o teto. Por uma lógica assim elementar: se para quem morreu, o piso é R$ 100 mil, quem ficou vivo o máximo é R$ 100 mil.

Agora, o que aconteceu é que a lei começou assim, e de fato ela tinha um teto de R$ 100 mil, e aí entrou o negócio do retroativo de dez anos e 20 anos e virou milhões. E virou aí um problema gravíssimo que, em algum momento, nós vamos ter que tomar alguma iniciativa para equalizar isso.

BBC Brasil - O senhor acha que este governo tem uma disposição de rever isso?

Vannuchi - Existe, existe vivamente esta disposição. Mas eu não quero dizer isso, porque é do Ministério da Justiça. Eu preciso falar com o ministro Tarso Genro, ver a opinião dele. Mas qualquer novidade que busque criar este critério de equalização entre uma coisa e outra, correspondente a sensatez, ao bom senso, à idéia mais profunda do espírito do direito. E, se um ou outro interessado reclamar, eu sinto muito. Mas aqui várias vezes no governo já houve muitas reflexoes sobre isso.


Obs.: Ou seja, para Vannuchi, a polícia e as Forças Armadas não servem senão para uso de bucha de canhão. Seus integrantes podem ser fuzilados à vontade por terroristas de esquerda (e pela bandidagem em geral, como o Comando Vermelho e o PCC, p. ex.), que isto não se configurará crime. Esse cara é idiota ou patife? (F. Maier)

***

Governo pede desculpas às vítimas do regime militar

REUTERS

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/26/e260917589.html

BRASÍLIA - O Estado brasileiro pediu desculpas na sexta-feira [dia 26/09/2008] a 13 vítimas do regime militar (1964-85), numa cerimônia pública que é parte de um esforço mais amplo para reparar os abusos cometidos no passado.

Ao contrário de outros países sul-americanos, como Argentina e Chile, o Brasil nunca levou ninguém a julgamento por homicídios ou torturas cometidos por agentes do regime, graças à Lei da Anistia, aprovada em 1979 pelo Congresso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o perdão em vez dos processos judiciais, mas vários integrantes do governo discordam.

A Caravana da Anistia, criada pelo Ministério da Justiça, percorre o país desde abril pedindo o perdão de vítimas e/ou de seus parentes, em nome do Estado, e oferecendo indenizações em vários casos.

Mas a cerimônia de sexta-feira, na presença de bispos e outras personalidades, foi o primeiro pedido de perdão com mais destaque público, num gesto simbólico para centenas de pessoas que foram mortas e milhares que foram torturadas durante a ditadura.

- O objetivo é paz, reconciliação e perdão, disse Paulo Abrão Pires Jr., diretor da Caravana da Anistia.

O grupo já assumiu a culpa do Estado em 172 casos de violação de direitos humanos, e ainda vai avaliar outras 25 mil solicitações de vítimas.

Lula disse em agosto que seu governo não tentará rever ou anular a Lei de Anistia, conforme sugeriu uma declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro, que provocou inquietação nos quartéis ao dizer que os torturadores deveriam ser julgados.

Alguns integrantes do governo querem que o Judiciário declare que a Lei da Anistia não abrange crimes como tortura, o que permitiria o julgamento de militares envolvidos na repressão a militantes de esquerda.

- Os juízes precisam decidir se pode cobrir a tortura, a violência sexual, a decapitação e dissecação, disse o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a jornalistas presentes na audiência de sexta-feira.

- A Lei da Anistia não cobre crimes violentos, agressões ou terrorismo - ela não é de abrangência total, disse Vannuchi, acrescentando que a Justiça deve se manifestar em breve.

O Minstério Público Federal de São Paulo apresentou em maio uma denúncia por tortura contra oficiais militares. A Organização dos Estados Americanos vai neste mês discutir a lei brasileira, e pode tomar uma decisão de cumprimento obrigatório, segundo o secretário.

ARQUIVOS SECRETOS

O governo Lula também abriu arquivos secretos revelando alguns abusos aos direitos humanos durante o período, e ainda pode investigar autoridades suspeitas de destruir provas.

- Há uma decisão do presidente de que ele não vai entrar para a história como o presidente que acobertou essa questão, disse Vannuchi.

Diante de uma lacrimosa platéia na sexta-feira, a comissão relatou em detalhes alguns casos de abusos.

O ativista católico Ruy Frasão Soares, por exemplo, foi detido e torturado em 1964, e posteriormente viveu na clandestinidade. Foi preso novamente em 1974, e nunca mais foi visto. Sua viúva o representou na audiência de sexta-feira.

Há 170 pessoas que desapareceram durante o regime militar e ainda não tiveram seus corpos encontrados.

- A comissão lembra as gerações mais jovens dos fatos que mancharam nossa história com sangue, disse o bispo Geraldo Lyrio Rocha.

- Nunca devemos acobertar esse crime.


Obs.: Vannuchi esquece que crimes de seqüestro e terrorismo também são crimes hediondos. E que terroristas de esquerda também cometeram atos de tortura, como a morte do tenente da PM paulista, Mendes Jr., torturado com coronhadas na cabeça até o último suspiro. Se for para punir os militares "torturadores", que se punam também os "terroristas" de esquerda que o secretário de Direitos Humanos tanto defende. Esse Vannuchi, volto a repetir, não passa de um farsante (F. Maier).

Por que o feijão ficou tão caro?

Félix Maier

Há dois motivos para o feijão ter ficado tão caro para os brasileiros:

1) Os assentados do MST, que somente no governo FHC receberam um Paraná inteiro, ao custo aproximado de R$ 25 bilhões, gastam todo o dinheiro que recebem do Incra para comprar insumos agrícolas, não grãos, nem adubo, mas pano vermelho, muito pano vermelho, para confecção de bonés (que Lula usa com orgulho!), bandeiras e camisas. Só fazem turismo pelo Brasil. Plantar feijão, que é "bão"... (Cfr. http://infomix2.blogspot.com/2008/08/cenas-do-passeio-turstico-do-mst.html)

2) O governo brasileiro gastou R$ 40 milhões para formar um astronauta-turista na NASA, Marcos César Pontes, que entrou em órbita para plantar feijão na Estação Espacial Internacional. Plantar feijão em ambiente de microgravidade! A colheita ainda não foi feita porque é preciso mandar um outro astronauta até a Estação. E o feijão subindo de preço! Quem se habilita a viajar ao Cazaquistão e pegar o foguete, ao preço de outros 10 milhões de dólares?

Ah! Outra missão importantíssima do astronauta brasileiro foi iniciar experimentos com a luz que emana dos vagalumes, a tal bioluminescência. Quem sabe, para descobrir como iluminar as cidades ecologicamente corretas do futuro, apertando o rabo de milhões, bilhões, trilhões desses insetos que costumam aparecer no Natal?

Está provado que a vocação brasileira é fazer turismo, não plantar feijão!

Entenderam por que o feijão está custando até R$ 6,00 o quilo?

O enterro do neoliberalismo

Félix Maier

"É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica".

A fala acima foi feita por Maria da Conceição Tavares, no dia 10/9/2008, um dia antes do 7º aniversário da derrubada das Torres Gêmeas de Nova York. Trata-se da mesma Maria da Conceição, a antiga musa do Plano Cruzado, de 1986, que chorou no dia em que Sarney prometeu o Sétimo Céu a todos os brasileiros, promovendo o congelamento de preços. Como se sabe, aquele plano demagógico deu com os burros n'água, mas antes elegeu 23 governadores do PMDB.

Na verdade, Maria da Conceição Tavares está promovendo seu foguetório particular para espezinhar o capitalismo, pois é ardorosamente adepta do socialismo. Assim, explica-se sua invulgar alegria frente aos problemas econômicos enfrentados pelos EUA, da mesma forma que o ex-frei Leonardo Boff sentiu alegria pela derrubada das torres do WTC, dizendo que não deveriam ter sido 3, mas 500 os aviões a atingir a América. Maria da Conceição poderia muito bem dividir o troféu de idiota do ano com o ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, que falou a mesma asnice.

O orgasmo verbal tavaresco da estatólatra se deu depois que o governo dos EUA prometeu injetar 200 bilhões de dólares nas empresas Fannie Mae e Freddie Mac, para evitar a falência. Uma ninharia, se comparado aos trilhões de dólares gastos com a Guerra do Iraque. O mesmo prognóstico, do fim do capitalismo liberal, já havia sido feito pelos economistas marxistas "desenvolvimentistas" após o crash da Bolsa de Nova York, em 1929. O que se viu foi os EUA renascer do baque sofrido, de modo que ao fim da II Guerra Mundial haviam se tornado o país mais poderoso de todos os tempos, detentor único da bomba atômica e responsável por 50% do PIB mundial.

Aliás, nunca existiu liberalismo ou neoliberalismo puro em nenhum país do mundo, nem mesmo nos EUA do tempo dos 4 pais fundadores. Sempre existiu e sempre existirá interferência governamental na Economia, para o bem ou para o mal, seja para criar leis normativas, de modo a evitar abusos, seja para auxiliar empresas numa emergência, de modo que a economia nacional não seja corrompida pelo efeito dominó de falências que daí poderia resultar. Aliás, ser governo é antes de tudo exercer o poder, o máximo de poder possível, e qualquer político, por mais liberal que seja, deixa de sê-lo imediatamente quando é convidado para a pasta da Economia. Instantaneamente, torna-se um estatólatra e um escravo do Leviatã.

Que o diga Roberto Campos, inicialmente um convicto keynesiano em defesa do dirigismo estatal, tanto do Plano de Metas de Juscelino, quanto do Plano Nacional de Desenvolvimento dos militares. Mas isso foi na juventude, na "idade da gonorréia", como costumava dizer. Depois, na idade madura, tornou-se ardoroso discípulo do economista austríaco Friedrich August von Hayek, um dos mestres do liberalismo clássico, e se bateu contra os monopólios estatais brasileiros, como o sistema de Telecomunicações e a Petrobras, a quem chamava de "Petrossauro".

Sobre o capitalismo e o socialismo, disse Roberto Campos, o Bob Fields das esquerdas:

"O princípio axiológico do capitalismo é que o homem é dono de seu corpo e do produto de suas faculdades e só pode ser privado do produto dessas faculdades por consenso, contrato, ou pela aceitação de tributos sujeitos ao crivo da representação democrática. Já o socialismo parte do princípio de que o homem é proprietário de seu corpo, mas não é proprietário do uso de suas faculdades. Esse produto pode — e deve — ser redistribuído segundo determinados critérios ideológicos e políticos para alcançar algo definido como justiça social... O resultado é que não se otimiza o esforço produtivo. Toda a tragédia do socialismo é, no fundo, a sub-otimização do esforço produtivo" (Cfr. livro "Conversas com Economistas Brasileiros").

A História provou que os países socialistas, baseados no dirigismo estatal e na falta de liberdade individual, só promoveram a miséria e a fome, a exemplo da Rússia de Stálin, da China de Mao Tsé-Tung, do Camboja de Pol Pot e Cuba de Fidel Castro. A China, hoje, está se desenvolvendo rapidamente em algumas áreas do país porque está adotando o "espírito animal" que promove o desenvolvimento de qualquer nação, ou seja, o velho e bom capitalismo. Até o Vietnã, que como a China se diz ainda comunista, cresce espetacularmente por estar levando a liberdade econômica a todas as áreas, no campo e na cidade, de modo que é hoje o 3º ou 4º maior produtor de café do mundo.

Os EUA podem, sim, vir a se tornar uma economia estatizada no futuro, em maior grau do que já é hoje, segundo crêem pitonisas estridentes como Maria da Conceição Tavares. No entanto, já foi provado pela História que todas as nações desenvolvidas da atualidade tiveram suas atividades econômicas alicerçadas no espírito liberal, ou seja, baseadas no livre empreendedorismo, na imprensa livre, na liberdade de opinião, na liberdade religiosa, no respeito à propriedade e no culto às leis.

O espírito liberal deve ser levado a sério não como algo que "vai" ser alcançado, mas que "pode" ser alcançado. É como o projeto de santidade promovido pelas igrejas: o ser humano sabe que nunca chegará a ser santo, mas nem por isso vai deixar de tentar em sê-lo. O espírito liberal é, assim, um norte, um guia para o desenvolvimento pleno de todos os cidadãos de uma nação, para a "maxi-otimização do esforço produtivo", não sua "sub-otimização", própria do socialismo. Este espírito liberal, sim, é eterno, como eterna é a busca da felicidade de todo o ser humano livre. Porque é, antes de tudo, "livre" o significado da palavra liberal.

sábado, 27 de setembro de 2008

Segredos do Exército são revelados por um oficial

Prezados leitores de Resistência Militar,

O texto abaixo é um depoimento histórico importante, escrito pelo general Durval Andrade Nery.

Aos poucos, os militares estão criando coragem e escrevendo suas memórias, desmistificando os terroristas de ontem que hoje se apresentam como cândidos anjinhos que queriam defender a democracia - vale dizer a "democracia" cubana. Na verdade, esses facínoras que defendem a Peste Vermelha não passam de autênticas vestais grávidas.

Atenciosamente,

Félix Maier

***

Estamos retransmitindo, para seu conhecimento, a verdade sobre o que os terroristas fizeram no passado e que hoje se vangloriam de terem sido perseguidos pela Revolução, recebendo populdas indenizações do Estado, que quem paga é você.Analise e veja a diferença entre o que aconteceu e o que eles contam.

(Depoimento de quem viveu aqueles dias)

"... Retornando da Amazônia, pretendia iniciar a minha preparação para realizar o concurso para a Escola de Estado-Maior. Tinha que estudar e a minha nomeação para instrutor da EsAO era um ótimo negócio. Quando fui surpreendido com a retificação da minha nomeação, à revelia, agora para ser ajudante-de-ordem, e responsável pela segurança do General Humberto de Souza Mello, novo Comandante do II Exército - São Paulo - na fase em que a guerrilha estava no auge.
Foi um tempo difícil. A guerrilha urbana organizada pelo baiano Carlos Marighella, mesmo depois da sua morte, executou 65 missões naquele período em que estive como responsável pela segurança do Comandante do II Exército. Caímos em duas emboscadas e eu pude presenciar o que ocorria em São Paulo. Era uma guerrilha bem organizada, que contava com pessoal preparado e farto material.

Marighella editou o manual mais completo de guerrilha urbana que o mundo conhece, o Mini-manual do Guerrilheiro Urbano. Quando fui para a Escola das Américas - onde funcionava e ainda funcionam todos os cursos que um exército precisa desde a formação de comandante, de liderança, de administração até o curso de formação de sargentos, comandos, guerra na selva etc. - em um dado momento, ao entrar na biblioteca para fazer pesquisas para as minhas aulas e encontro, como best-seller, o livro de guerrilha do Marighella. Não existe, até hoje, um manual melhor de guerrilha urbana. Outra ação violenta da guerrilha em São Paulo foi o assassinato do industrial dinamarquês naturalizado brasileiro, Henning Albert Boilesen, que era o presidente do Grupo Ultra, morto pelos terroristas no dia 15 de abril de 1971. Considerado pelos extremistas da esquerda, como colaborador do Governo.

Acontecia que, nesta mesma ocasião, elementos que tinham ido para a Europa, alguns exilados, outros exilados voluntários. Organizaram um grupo em Paris, com a missão de denegrir a imagem brasileira. Não era só criticar o governo revolucionário. Era desacreditar a imagem brasileira. O chefe desse grupo era Dom Helder Câmara, que se transferiu para Paris e chegou a se lançar candidato ao Prêmio Nobel da Paz por indicação de três governos do norte da Europa.

Diante desse fato o presidente Médici ligou-se com o Comandante do II Exército e deu a seguinte ordem: fale com o Boilesen, chame-o ao seu quartel-general e dê a missão de levar aos governos nórdicos, inclusive o dinamarquês, onde ele tinha as suas origens, o "dossiê" do Dom Helder Câmara. Mostre quem é esse padre, o que ele está fazendo, o que já fez - ex-integralista, comunista - essa "figura impoluta" da Igreja. Quem chamou o Boilesen fui eu. Levei-o para a reunião. Ajudei-o a preparar o "dossiê" que era trabalho de ajudante-de-ordem. Ele foi para a Europa, apresentou o documento para os três presidentes e os três países retiraram a proposta de Helder Câmara para o prêmio Nobel da paz.

De imediato, fomos informados no Brasil da ordem dada pelo grupo de Paris: "Matar o Boilesen". Eles deram a ordem se não me engano para o Lamarca. Recebi a missão de chamar o Boilessen, de novo. Nós o ensinamos a atirar, para a sua defesa pessoal. Foi escalado um elemento da Polícia Civil para ser o seu segurança - motorista dele. Ele treinava no estande de tiro da 2a Divisão de Exército, no quartel do Ibirapuera. Foi-lhe recomendado cuidado. Sabia-se que eles, os guerrilheiros, tinham ordem para matá-lo. Um dia, esse homem vai à casa da filha, entra numa rua que era mão única, um quarteirão que, naquele dia, havia uma feira, só dava uma passagem e a emboscada - se não me engano foi à quinta tentativa dos guerrilheiros - foi semelhante àquelas que fizeram para o Comandante do II Exército, nas quais caímos por duas vezes, mas conseguimos sair.

O itinerário do Comandante do II Exército só era conhecido pelo motorista e na hora. Eram sete, oito itinerários diferentes quando ele fazia o seu deslocamento da casa para o quartel e vice-versa. O Boilesen, naquele dia, entra na rua da feira - só tinha uma passagem. Dispensou o motorista e ninguém entendeu o porquê. O motorista pediu uma dispensa e, também, não sabemos por que foi dispensado. Ele foi dirigindo. Entra na residência da filha, tira o paletó e deixa a arma em cima da mesa, fala com a filha veste o paletó e sai sem a arma. Foi emboscado na esquina com a Alameda Casa Branca. Levou dezenove tiros, quinze na cabeça. Duas senhoras que estavam na feira também foram atingidas. Assim, era São Paulo. A guerrilha urbana ali era perversa. Este fato realmente repercutiu e, por isso, nós nos envolvemos bastante nessas operações.

Os assaltos a bancos se multiplicavam, o dinheiro roubado - desapropriado, como eles diziam - era depositado até em contas particulares como a que o Marighella mantinha no exterior. Jovens sonhadores e ávidos por aventuras eram recrutados para ações noturnas de propaganda, pichando paredes. Escalados para dirigir os carros nessas horas, muitas vezes eram surpreendidos quando percebiam que a missão daquela vez era um assalto a banco. Propositadamente, o líder deixava cair no local do assalto a carteira de identidade do jovem estudante que estava no volante do carro da quadrilha e tinha sido convidado para pichar um muro e não para assaltar um banco. A surpresa maior era na manhã seguinte. Os jornais publicavam a foto do jovem agora assaltante de banco, identificado por ter "deixado" cair a sua identidade. Percebendo a "armação" para envolvê-lo nas ações criminosas e sem saída, o jovem procurava a liderança que dizia: "sujou", você terá que "esfriar" por um tempo, "desaparecer", não se preocupe, vamos levar você para o interior. E, assim, mais um estudante era levado para a guerrilha de Xambioá no sul do Pará. Envolvidos de uma maneira desleal, ardilosamente planejada para ações criminosas contra seu país, por um grupo que pretendia derrubar o governo para implantar um regime totalitário comunista que foi repudiado pelo povo, até na própria União Soviética. Esses jovens, agora com identidade falsa, desconhecida até por seus familiares. Ao enfrentarem as forças da lei nos combates travados em São Paulo e Xambioá, alguns morreram e foram enterrados com a identidade que portavam. É fácil concluir que apenas os chefes das guerrilhas, responsáveis pela troca das identidades dos jovens, hoje considerados desaparecidos, têm condições de informar o verdadeiro nome de cada um para ajudar na identificação do nome "usado na guerrilha", com o qual provavelmente foram enterrados.

Na fase mais crucial da guerrilha de São Paulo, quando cresceram os assaltos a bancos, os seqüestros, os assassinatos de pessoas inocentes na rua como o da jovem que o Lamarca escolheu para provar sua condição de ótimo atirador -era instrutor de tiro - e numa atitude covarde matou-a com um tiro, logo após assaltar um banco. Com a intensificação das ações de guerrilha em todo o País, principalmente no Rio e São Paulo as Forças Armadas ficaram em desvantagem, alguns homens foram abatidos, era preciso uma ação mais enérgica nos combates. Isso aconteceu no mesmo dia da morte do Cabo de uma das equipes que, em perseguição ao "Japonês", companheiro de Lamarca no roubo das armas do Hospital Militar de São Paulo e da guerrilha em Registro. O Cabo morreu porque se aproximou para prender o Japonês com a arma abaixada. Foi morto por uma rajada de metralhadora desferida pelo Japonês através da porta do carro. Ato contínuo o comandante do II Exército, General Humberto de Sousa Mello, determinou que eu transmitisse uma ordem ao comandante da Operação Bandeirante (Maj Ustra), para reunir a tropa e, na presença de todos, exigiu mais treinamento, mais atenção nas ações. Disse ainda, "Já estou cansado de enterrar homens sob meu comando. Exijo mais energia na execução das ações. É preciso agir de acordo com as técnicas antiguerrilhas aprendidas. Quando sob a mira das armas dos guerrilheiros, tinham que ser mais rápidos e atirar para matar". Eu ouvi, estava presente. O General Humberto estava angustiado com a morte dos seus subordinados. Era um veterano de 1930. Tinha sido Secretário de Segurança de Pernambuco. Conhecia as técnicas dos comunistas para a tomada do Poder.

Desta maneira e neste contexto, a guerrilha começou a perder terreno até ser totalmente eliminada em São Paulo. É preciso lembrar que nesta fase, ninguém, nenhuma pessoa inocente, morreu de bala perdida nas ruas de São Paulo. A Revolução de 1964 foi vitoriosa, derrotados foram aqueles que pretendiam subjugar o povo brasileiro impondo um regime odioso marxista-leninista.

Vale lembrar que o General Humberto, cumprida a missão em São Paulo e após uma breve passagem por Brasília, como Ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, passou para a reserva aos 66 anos, retirando-se para sua residência, no Rio. Já na primeira semana, começou a receber ligações ameaçadoras com o seguinte teor: "Já sabemos onde você mora, aproveite que esse é o seu último fim de semana. Cumprimentos da guerrilha". Foram duas semanas de ameaças diárias, para o casal. Tomou uma decisão. Iria se mudar. Seria preciso um empréstimo bancário para a entrada num apartamento. Procurou um banco. Resposta do gerente: "O senhor não tem renda familiar para um empréstimo". Nesta hora, ele se deu conta da situação financeira dos militares, afinal tinha atingido o último posto da carreira. Não desistiu, ao sair em busca de outra solução. Teve seu carro, que era dirigido pelo seu motorista, violentamente fechado por outro, próximo ao Canecão, na saída do Túnel Novo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi visivelmente intencional, pretendiam fazer parar o carro do General Humberto. Seria uma ação terrorista? Um seqüestro? Com a freada brusca, o general foi violentamente projetado sobre o painel do carro, batendo com a cabeça. Em ação rápida, o motorista subiu na calçada, tomando a direção contrária, conseguindo assim, fugir do local e retornando à residência. Horas depois, o General Humberto entrava em coma com derrame cerebral vindo a falecer no Hospital Miguel Couto onde fora internado. Era realmente o seu último fim de semana..."

Obs.: Texto recebido de meu amigo Zeca Neves (F. Maier).

"Com a internet, não existe mais segredo se duas pessoas conhecem um mesmo assunto" (Luiz Jardim, oficial-superior e cientista político, atualmente cursando a ESG, a qual, segundo ele, hoje se transformou em um antro de esquerdistas).

Caso Equador-Odebrecht: Lula, de novo, fica de quatro

Correa ameaça não quitar empréstimo do BNDES Publicidade

FABIANO MAISONNAVE
da Folha de S.Paulo
25/09/2008 - 02h00

Um dia depois de intervir nas operações da Odebrecht no Equador, o presidente Rafael Correa ameaçou ontem não pagar empréstimo de US$ 243 milhões contraído no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a hidrelétrica San Francisco, construída pela empresa brasileira e parada desde junho por problemas operacionais.

Leia decreto do presidente do Equador na íntegra, em espanhol (http://media.folha.uol.com.br/mundo/2008/09/24/decreto_equador.pdf)
Leia a nota da Odebrecht sobre os incidentes no Equador (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u448612.shtml)

"Esse crédito foi dado por meio da Odebrecht e também tem graves irregularidades, porque tem dinheiro que nem sequer entra no país, é dinheiro que se contabiliza lá [no Brasil] como crédito interno e na verdade é um dinheiro emprestado à empresa. É um empréstimo de mais de US$ 200 milhões para um projeto que não presta", disse Correa, em entrevista à TV Gama.

O empréstimo do BNDES começou a ser negociado em 2001, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas só foi fechado em 2004, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lucio Gutiérrez, hoje adversário político de Correa. Nominalmente, foi feito à empresa equatoriana Hidropastaza, controladora da hidrelétrica de San Francisco.

O que Correa chama de "graves irregularidades" é uma regra bastante conhecida do BNDES pela qual o banco só financia obras de infra-estrutura no exterior se houver a exportação de bens e serviços de empresas brasileiras.

Se Correa decidir não pagar o BNDES, terá de enfrentar um complexo caminho, já que o empréstimo é garantido pelo CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíproco), uma câmara de compensação de crédito e débitos da Aladi (Associação Latino Americana de Integração), da qual Brasil e Equador fazem parte.

Periodicamente, os bancos centrais fazem um acerto de contas. Caso uma empresa deixe de pagar, o BC desse país assume o débito -na prática, um seguro de pagamento.

Correa acusou a Odebrecht de "dar pra trás" duas vezes na assinatura de um acordo com o governo e que "já não haverá a terceira vez".

O presidente equatoriano chamou também de "decreto de expulsão" as medidas anunciadas anteontem contra a Odebrecht, que incluem o embargo dos seus bens e a intervenção em quatro outros projetos em execução pela empresa, cujo valor dos contratos soma US$ 650 milhões.
"Acreditaram que nos levariam como levaram tantos governos ou que iam subornar um alto funcionário, por isso assinei ontem [anteontem] o decreto de expulsão."

Correa disse ainda que conversou com Lula sobre o assunto na semana passada, durante cúpula da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) no Chile, e que não acredita que os problemas com a Odebrecht afetem as relações com o Brasil. "Eu lhe disse que o que essa empresa fez no Equador é terrível e não creio que haja repercussões internacionais."

Em nova nota divulgada ontem, a Odebrecht disse que os problemas que resultaram na paralisação da usina decorreram "de erupção do vulcão Tungurahua (...) não considerada no projeto de engenharia de responsabilidade do governo equatoriano".

A empresa disse que só não assinou um acordo com o governo, o qual incluía assumir os custos dos reparos, estimados em US$ 25 milhões, e a a extensão da garantia por mais um ano, porque não teve a "anuência" das outras empresas do consórcio, a francesa Alstom e a austríaca VA Tech Hydro.

Segundo a Odebrecht, as duas empresas "decidiram não assiná-lo, face ao aumento significativo dos limites e riscos contratuais e a insegurança jurídica". Essa versão foi desmentida pela Alstom, que em em nota disse que "o contrato não foi assinado porque envolvia atividades de não-geração, que não têm a ver com o campo de atuação da empresa".

Sem expulsões

Embora venha mantendo uma relação tensa com as multinacionais no Equador, Correa até agora não cumpriu nenhuma ameaça de expulsão.

O caso mais notório ocorreu no primeiro semestre, quando o governo equatoriano anunciou que não renovaria sob hipótese nenhuma a concessão da operadora de celular Porta, do empresário mexicano Carlos Slim, acusando-a de sonegação e de outras irregularidades. Mas acabou chegando a um acordo para mais 15 anos.

O presidente tampouco levou adiante a promessa de que daria um calote na dívida externa do país para pagar a "dívida social". Caso deixe de pagar o empréstimo do BNDES, portanto, terá sido a primeira vez.

***

Comentário

Félix Maier

Melhor fora se o BNDES reservasse seu dinheiro para tocar obras no Brasil, não nos países em que seus dirigentes são membros do Foro de São Paulo, como Chávez, Cocales, Kirchner, Correa etc. Em vez de aplicar esse dinheiro no exterior, o BNDES deveria injetar dinheiro para ampliação dos metrôs, p. ex., de São Paulo, Rio, Brasília e Salvador.

A exemplo do que aconteceu com a nacionalização da Petrobrás na Bolívia, Lula diz que tudo está bem, tudo vai ser resolvido, embora o presidente do Equador, Rafael Correa, ameace não pagar o empréstimo feito junto ao BNDES. Fanfarronada ou não, já que Correa está em campanha para votar nova Constituição, é lamentável que Lula e o Itamaraty fiquem novamente de quatro, como havia ocorrido com Evo Cocales, em situação que humilha todos os brasileiros.

A ajuda de Lula à companheirada da Unasul, a União Soviética da América Latina, é a seguinte:

Argentina: US$ 1,124 bilhão
Chile: US$ 338 milhões
Equador: US$ 305 milhões
Venezuela: 306 milhões
Uruguai: US$ 10 milhões

Fonte: Correio Braziliense, 26/09/2008, "Mundo", pg. 20

Sem falar no dinheiro "investido" por Lula em Cuba, além de perdoar dívidas de países como Cuba, Bolívia, Angola etc.

Triste Brasil! Triste América Latrina!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A popularidade de Lula (68,8%)

Félix Maier

Lula está fazendo um governo bom na Economia, ao não mexer na "herança maldita" de FHC que no início tanto criticava. Continuou preservando a moeda e controlando a inflação, expandiu o crédito, aumentou o salário mínimo, aumentou o número de universidades públicas e concedeu melhoria salarial a funcionários públicos que tinham sofrido graves perdas durante o governo anterior. Palmas para Lula! (Mas também podem bater palmas para Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, principal responsável pelo desempenho da Economia. Podem bater palmas ainda para os ministros do Desenvolvimento, tanto Luiz Fernando Furlan, quanto Miguel Jorge, os globetrotters que expandiram ainda mais as exportações brasileiras - Lula só pegou carona, para fazer viagens turísticas gratuitas.)

No entanto, poderíamos estar crescendo mais na Economia, não houvesse Lula inchado o Leviatã estatal, ao criar ministérios inúteis e 20.000 novos cargos para empregar a companheirada (e a Igreja Petista receber seu dízimo...). Sem falar nos escorchantes impostos, que aumentam todo dia e asfixiam o empreendedorismo nacional. A última maldade foi estender o pagamento do Cofins aos profissionais liberais, como médicos, advogados etc., o que irá ocasionar aumento desses serviços para a população. Cessam as palmas para Lula!

Lula, em suas relações internacionais, está fazendo um governo péssimo, ao se unir automaticamente a canastrões truculentos, como Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Cocales, todos membros do Foro de São Paulo, um grupelho esquerdista que quer tansformar a América Latina numa nova União Soviética, a Unasul. Lula provou sua canalhice ao hospedar o "embaixador das FARC" no Brasil, Olivério Medina (e dar emprego à mulher deste, em Brasília), ao mesmo tempo em que negou asilo político ao governador de Pando (Bolívia), Leopoldo Fernández, preso por Cocales durante os recentes protestos da oposição. A canalhice de Lula também se observou na extradição dos atletas cubanos que haviam fugido da concentração dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, em 2007, entregando-os à fúria do Abutre do Caribe, o coma andante Fidel Castro, ao mesmo tempo em que reluta em extraditar o terrorista esquerdista italiano Cesare Batistti, ligado às Brigadas Vermelhas, que foi preso no Brasil em março de 2007. Grande vaia para Lula! Maior do que aquela que ele ouviu no Maracanã, durante a abertura do Pan.

Lula está à frente do pior governo que já existiu no Brasil, na medida em que está envolvido em denúncias de corrupção sem fim, como o caso Celso Daniel, as maracutaias de prefeituras petistas, mensalão, dólares de Cuba, dólares das FARC, dólares na cueca, sanguessugas, dossiê anti-Serra, cartões corporativos, dossiê anti-FHC (o tal dossiê Dilma "Estela" Rousseff), caso Lulinha/Telemar, caso VarigLog, caso Brasil Telecom (fala, Daniel Dantas, fala!), grampos de políticos e do presidente do STF. Impeachment já de Lula!

Somente uma nação que tem cerca de 70% de sua população composta por analfabetos funcionais é que concede essa popularidade (68,8%) a um presidente metido até os ossos em maracutaias sem fim e que, candidamente, diz que não sabe de nada. Grande vaia para todos eles, tanto para Lula, quanto para a massa ignara que o apóia!

Tudo isso comprova o declínio da moralidade no Brasil, em que a maioria busca benefícios a qualquer custo, pisando a ética e os bons costumes. Não é assim que se constrói uma grande nação!

Conclusão óbvia que pode ser feita:

Essa percentagem (68,8%) corresponde, na população, aos analfabetos funcionais ou a popularidade de Lula? Ambas são iguais!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Carta ao ministro da Defesa

Exmo. Sr. ministro da Defesa Nelson Jobim,

O senhor não precisa exigir que oficiais das Forças Armadas façam, contritamente, o relato da Contra-Revolução de 1964 (Cfr. texto abaixo, de Jorge Serrão no Alerta Total). Esse relato já foi feito por muitos militares. Basta o senhor ler, p. ex., os livros do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, "A Verdade Sufocada", e do general Agnaldo del Nero Augusto, "A Grande Mentira". Estas duas obras são, na essência, o Livro Negro do Terrorismo no Brasil.

Mas há outros livros escritos por militares. Leia "A Guerrilha do Araguaia - Relato de um Combatente", do coronel Lício Maciel, cujo grupo de combate prendeu José Genoíno. Leia "Documentário - Desfazendo mitos da luta armada", do coronel Aloisio Madruga. Leia "Bacaba - Memórias de um guerrilheiro de selva da Guerrilha do Araguaia", do tenente José Vargas Jiménez. Nestes livros o senhor poderá conhecer a fibra do combatente brasileiro, que mostrou seu valor ao destruir os guerrilheiros comunistas nas selvas de Xambioá.

Se alguém deve fazer o mea culpa nessa história não são os militares que combateram a Peste Vermelha, como o senhor quer, mas os terroristas de esquerda que infernizaram o Brasil nas décadas de 1960 e 70.

Se o senhor não tiver os livros, eu posso emprestá-los, mediante recibo devidamente registrado no cartório.

Atenciosamente,

Félix Maier
Cap QAO R/1 (Exército)

***

Novo Golpe Militar na versão Jobim

Sabendo que é cabra marcado a ser substituído no time de Lula, o ministro da Defesa armou uma estratégia de ataque para ficar bem na fita com os militares melancia (verde oliva por fora e vermelhos por dentro) e com os revanchistas do desgoverno petista.

Nelson Jobim encomendou a alguns militares que escrevam sua versão oficial sobre episódios do tempo da dita-dura.

A intenção é que os textos assumam uma espécie de mea culpa por eventuais exageros cometidos – inclusive, admitindo que foi praticada tortura contra os presos políticos em unidades militares ou comandada por eles.

Os militares escalados para a terrível missão, que terão de cumprir meio a contragosto institucional, só não entenderam direito qual a intenção de Jobim.

Por Jorge Serrão - Alerta Total

terça-feira, 23 de setembro de 2008

TJ-SP extingue processo contra o coronel Ustra

TJ-SP extingue processo contra coronel acusado de tortura

Eduardo Ribeiro de Moraes

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) julgou nesta terça-feira (23/9) o agravo de instrumento do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que desejava suspender o andamento do processo movido contra ele pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e morto em 1971. Por 2 votos a 1, a 1º Câmara de Direito Privado do TJ paulista deu provimento ao recurso e extinguiu o processo contra o ex-coronel.

O julgamento do recurso de Ustra, ex-comandante do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), estava empatado.

Em seu voto, o desembargador Luiz Antonio de Godoy, entendendo que eram válidos os argumentos de Ustra, acolheu a preliminar de ilegitimidade da parte. Essa questão havia sido levantada pela defesa do ex-coronel, que sustenta que Ângela Maria de Almeida, uma das autoras da ação, não comprovou a união estável que tinha com Merlino e, por isso, não teria legitimidade para propor a demanda.

Já o desembargador De Santi Ribeiro votou pela continuidade da ação declaratória. Para o magistrado, mesmo que não seja comprovada a união estável com Merlino, a ação deve seguir porque Ângela de Almeida, mesmo que indiretamente, também teria sido alvo de tortura.
O desembargador Hamilton Elliot Akel, que havia pedido vista do processo em 12 de agosto, desempatou o julgamento na sessão desta terça. O magistrado conheceu o recurso e deu provimento para reconhecer a ilegitimidade da autora. Com isso, ele julgou a ação extinta, sem julgamento de mérito.

Na sessão, todos os desembargadores ressaltaram que não estavam emitindo juízo de valor sobre os atos cometidos por Ustra. Antes de iniciar o julgamento, o desembargador Luiz Antonio de Godoy fez questão de esclarecer que a competência da câmara é cível e não penal e, assim, seria julgado apenas a matéria processual.

Assim, por maioria, os desembargadores entenderam que mesmo admitindo a união estável da autora com o torturado o tipo de ação, civil declaratória, não seria o meio processual adequado.
Fábio Konder Comparato, que defende a autora da ação, afirmou que vai recorrer diretamente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), por meio de recurso especial. O advogado afirmou que irá questionar o conhecimento do agravo, que, segundo ele, não poderia ter sido conhecido porque deixou de obedecer requisitos legais. Comparato admitiu a possibilidade de que um documento juntado pela defesa de Ustra seja falso.

De acordo com Comparato, a ação declaratória seria um caminho adequado, já que existe precedente para tanto.

O jurista, consagrado defensor dos direitos humanos, disse considerar fundamental uma ação como a ajuizada contra o ex-coronel. "É preciso educar o povo sobre tudo o que aconteceu durante a ditadura", ressaltou.

Tortura

O jornalista de 23 anos, militante do Partido Operário Comunista em 1971, foi torturado e morto nas dependências do DOI-Codi, então comandado por Ustra.

A estratégia adotada pela família de Merlino não foi convencional. A opção foi de ajuizar uma ação civil declaratória para responsabilizar o militar pela morte, sem, no entanto, condená-lo a multa ou prisão.

Este é o segundo processo movido contra Ustra. No ano passado, cinco pessoas de uma mesma família —Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles, Janaína de Almeida Teles, Edson Luiz de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida— foram à Justiça acusando o militar de torturar todos os integrantes da família. O processo está em tramitação.

Terça-feira, 23 de setembro de 2008

Obs.: Parabéns, coronel Ustra, por mais esta vitória contra a Peste Vermelha (F.Maier).

Discussões Abinzantinas

Félix Maier

Hoje, discute-se até nos botecos do cuspe grosso as funções que deveria ter a Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. O que se observa, no entanto, é que tudo não passa de discussões "abinzantinas".

Por que são discussões bizantinas? Porque os palpiteiros querem tolher o essencial que todo serviço secreto de respeito faz no mundo todo: escutas e gravações. O serviço secreto de um país deve direcionar suas atividades em benefício do Estado democrático, não de políticos fofoqueiros, como ocorre sistematicamente no Brasil. Não sejamos hipócritas, nem debilóides: para defender bem o País, a Abin não precisa somente de maletas de escuta e grampos, tão criticados ultimamente, mas de toda a tecnologia moderna à disposição dos agentes secretos dos países mais avançados, como centrais de telecomunicações móveis (em furgões), gravadores de conversa em ambientes, filmadoras e máquinas fotográficas digitais com visão noturna operadas à distância, programas de computador para decifrar e-mails e muitas gazuas. Sim, também a gazua velha de guerra para abrir todo tipo de fechadura. E tudo o mais que James Bond utiliza. Essa parafernália, obviamente, deve ficar à disposição do Estado brasileiro, repito, não nas mãos dos petralhas.

Querer impedir que o serviço secreto faça escutas é o mesmo que pedir que o Exército não compre mais armas e que o padre reze a missa sem vinho. Será que os palpiteiros irão exigir também que os agentes da Abin usem bonés com a inscrição "Serviço Secreto Brasileiro"? E crachás com foto e número de identidade?

Em meados de 2001, ocorreu ruidoso bafafá quando documentos secretos do Exército apreendidos em Marabá foram publicados indevidamente na Folha de S. Paulo devido à ação criminosa de alguns procuradores. Na ocasião, o ministro do STF Marco Aurélio Mello mostrou-se "perplexo" quando soube que o Exército fazia acompanhamento do MST, grupo que é considerado pelo governo petista e grande parte da mídia como "movimento social", porém é visto pelos militares da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) como "força adversa". Depois do narcotráfico, existe por acaso algo mais adverso no Brasil do que o MST, que atenta diariamente contra a democracia brasileira, ao pregar abertamente a instalação do comunismo no Brasil, nos moldes dos antigos kolkhozes soviéticos, as fazendas coletivas de triste memória, que só trouxeram fome, perseguição e milhões de mortos na Rússia?

Em 2003, já no governo Lula, discutiu-se a criação de uma "nova Abin". Para implantar a "espionagem participativa", foram chamadas todas as representações da "sociedade civil", ou seja, todos os petistas e suas agremiações satélites, como a CUT, o MST, o PCdoB, a UNE, além dos bispos da CNBdoB e de alguns capitães de indústria da Fiesp. Não deu em nada. Ou melhor, deu em alguma coisa: o general Jorge Armando Félix, Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, veio a público dizer que a "espionagem participativa" não faria acompanhamento dos movimentos sociais. Ou seja, a festa de invasões de terras iria continuar com o total apoio do governo Lula.

Neste ano de 2008, o sexto glorioso Annus Lulae, a Abin volta a ser tema acalorado de debates. O problema desta vez começou depois que a revista Veja publicou uma conversa telefônica havida entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM), além de citar outros políticos que também foram grampeados, a exemplo do presidente do Senado, Garibaldi Alves. Essa discussão bizantina levará mais alguns dias, o tempo suficiente para que a imprensa se esqueça da Operação Sathiagraha, a que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity e antigo sócio da Brasil Telecom. De concreto, após aquela Operação, as únicas providências feitas até agora pelo governo Lula foram afastar o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e limitar o uso de algemas nos meliantes de colarinho branco. Segundo alguns analistas, se Dantas abrisse o bico, "abalaria a República". Abalaria nada, pois Lula está coberto de teflon, nada gruda nele, é inimputável como o são os índios, os bebês e os loucos, e, a cada denúncia que pesa contra o governo petista, mais ele sobe nas pesquisas.

Não é na Abin que está o problema, mas na pessoa do presidente da República. Desde a criação da malfadada Nova República, movimentos que estão a um passo do terrorismo, como o MST, são considerados legítimos pelos governos de esquerda. Assim, tanto FHC, quanto Lula, não apenas se omitiram em refrear a subversão no campo como, pelo contrário, incentivaram a bandidagem, ao conceder vultosa verba aos cangaceiros vermelhos, via Incra. FHC deu de presente um Paraná inteiro ao MST, ao custo aproximado de R$ 25 bilhões. Mais de 90% desses acampados vivem da preguiça e de passeatas, e são salvos da fome pelo Bolsa-Esmola. O insumo agrícola adquirido por esses desqualificados não são grãos de milho, feijão ou soja, e adubo, mas pano vermelho, muito pano vermelho, para confecção de camisas, bandeiras e bonés. Lula continua jogando dinheiro fora e não se cansa de posar para fotos com o boné do cangaço em pleno Palácio do Planalto. Assim, se a Abin não pode monitorar as ações terroristas do MST, assessoradas pelos narcoterroristas das FARC, como já foi denunciado pelos jornais, para que ela existe? Não custa lembrar que o próprio Lula é sócio das FARC, na medida em que é membro do Foro de São Paulo.

Conclui-se que o único modelo de serviço secreto desejado pelos petistas é uma polícia política nos moldes da KGB, com a proposição de que toda a população brasileira seja alcagüete, controlada pelos Amigos do Presidente Lula, nos moldes dos CDRs cubanos. Desta forma, a única Abin possível de ressurgir depois de mais uma rodada de palpites e palpitações, é a PTPol ou Interpol do PT a que se referiu o então senador Esperidião Amin durante a "CPI dos Anões", do Congresso Nacional. Na ocasião, Amin observou que a confecção de inúmeros dossiês de adversários políticos só poderiam ter sido feitos com a ajuda da alcagüetagem petista instalada em todas as repartições públicas. Tudo sob o comando do cubano-brasileiro José "Daniel" Dirceu, antigo integrante do Movimento de Libertação Popular (Molipo), criado sob inspiração de Manuel Piñeiro, o "Barbaroxa", chefe do Serviço Secreto Cubano. Vale lembrar que José Dirceu tem cursos de Informação e Contra-Informação efetuados em Cuba.

Para conhecer a filosofia petista, ouçamos o professor de economia Ricardo Bergamini, de Florianópolis: "Sou filho de comunista, tendo aprendido na prática como a coisa funciona: Aos amigos do grupo, tudo: calar sobre qualquer desvio de conduta de seus membros; arrumar emprego público (federal, estadual ou municipal) para os aliados em dificuldades; procurar desvios de conduta em seus adversários, divulgando e propagando aos quatros ventos, mesmo que seja uma denúncia falsa; bloquear de forma velada entrada de pessoas contrárias aos seus pensamentos nas organizações públicas (atualmente 90% dominados por seus membros), principalmente universidades".

Se vamos continuar vivendo dos serviços da arapongagem do PTPol, que serve apenas para desqualificar adversários e criar dossiês contra políticos da oposição, como o recente dossiê anti-FHC (ou Dossiê Dilma "Estela" Rousseff), sem que os responsáveis vão parar na cadeia, manter a existência da Abin para quê?

Oração pelo Exército Brasileiro

Por Coronel de Infantaria José Alberto Neves Tavares da Silva

Oh DEUS, Todo Poderoso Senhor do Céu e da Terra:

Vós, que sois o Comandante-em-Chefe de todos os Exércitos do Universo,
Vós, que dispensais a este imenso e boníssimo Brasil especial atenção e renovadas graças,
Vós, que aqui chegastes com os descobridores carregando a Cruz de Cristo,
Vós, que sabeis ser este o maior país Católico do Mundo, cujo Exército vos respeita e reverencia,
Vós, que conheceis o Exército como a primeira Instituição Nacional verdadeiramente integrada,
Vós, que abençoastes a criação da Exercito Brasileiro, livre de todos os preconceitos de raça, credo e poder,

Vós, que sabeis, também, quão importante tem sido o papel do Exército ao longo da nossa História,
Vós, que sois testemunha do desempenho do Exército pela manutenção da integridade territorial,
Vós, que sois testemunha da atuação do Exército no processo de pacificação nacional,
Vós, que protegestes sempre o Exército porque ele, quando agiu ou reagiu, representou a vontade do Povo,
Vós, que testemunhastes o esforço para nos mantermos afastados de ideologias e credos nefastos de socialismo e comunismo,
Vós, que sois testemunha do trabalho realizado com dedicação e honestidade nos Quartéis do nosso Exército,
Vós, que sabeis da necessidade impostergável da manutenção de um Exército forte para o nossoPaís,
Vós, que sabeis da suprema necessidade de nos manter fiéis aos nossos princípios morais e religiosos,
Vós, que podeis aferir a importância do Exército como elemento de apoio à Segurança da nossa querida Nação,
Vós, que podeis julgar o tratamento atualmente dispensado à Força, perante a Nação estarrecida,
Vós, que testemunhais o trabalho solerte e continuado para o aviltamento do nosso Exército,
Vós, que, certamente, não concordais com esse esforço de ateus e apátridas sem escrúpulos,
Vós, que não permitireis nunca a consumação do crime de lesa-pátria, atendei à nossa prece:

VINDE, SENHOR, EM AUXÍLIO DO EXÉRCITO BRASILEIRO, QUE SOFRE UMA TENTATIVA DE ANIQUILAMENTO, PARA QUE POSSA DEIXAR DE SERVIR DE EMPECILHO A UM GRUPO DE ATEUS QUE SE APOSSOU DO PODER PARA , ATÉ O MOMENTO, DELE APENAS SE LOCUPLETAR.

AFASTAI, SENHOR, DO PODER, ESSA CAMARILHA QUE TRAMA CONTRA O EXÉRCITO E SÓ INFELICITOU O POVO BRASILEIRO.

ILUMINAI, SENHOR, E PERDOAI, AQUELES, QUE, POR DEVER DE OFÍCIO, DEVERIAM SER OS DEFENSORES DA FORÇA CONTRA ESSA INSÓLITA TENTATIVA DO PODER, MAS QUE, POR CONVENIÊNCIA, FRAQUEZA DE ATITUDES OU QUALQUER OUTRO MOTIVO, PECAM POR OMISSÃO.

DAI AOS COMPANHEIROS QUE LABUTAM NOS QUARTÉIS A FÉ NO FUTURO E A CONFIANÇA DE QUE O EXÉRCITO É MUITO MAIOR DO QUE TODAS ESSA VILANIAS.
E QUANDO A NAÇÃO DELE PRECISAR SABERÁ, COMO SEMPRE SOUBE, SE SUPERAR E RESPONDER À ALTURA A QUALQUER AMEAÇA.

É O QUE VOS PEDIMOS, NÓS, QUE DEDICAMOS TODA NOSSA VIDA A ESSA MARAVILHOSA INSTITUIÇÃO NACIONAL PERMANENTE, ORGULHO DA PÁTRIA E DE SUA GENTE.

VÓS, QUE SENDO PAI E SENDO BOM HAVEREIS DE NOS CONCEDER TÃO GRANDE QUANTO MERECIDA GRAÇA NESSE ADVENTO DE JESUS CRISTO!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

PEC 245: Aumento salarial dos militares

Carta recebida de meu amigo Ricardo Bergamini, Prof. de Economia (Florianópolis) - sábado, 20 de setembro de 2008 7:19:07 -, depois de enviar a ele a PEC 245, que trata do aumento salarial dos militares:

Amigo Félix

1 - Os gastos com pessoal civil da União saíram de R$ 54,1 bilhões em 2002 para previsão de R$ 110,4 bilhões em 2008. Crescimento nominal de 104,07% no período, para uma inflação pelo IPCA de 49,35% no mesmo período. Crescimento real acima da inflação de 110,88%.

2 - Os gastos com pessoal militar saíram de R$ 20,9 bilhões em 2002 para previsão de R$ 34,8 bilhões em 2008. Crescimento nominal de 66,51% no período, para uma inflação pelo IPCA de 49,35% no mesmo período. Crescimento real acima da inflação de 34,77%.

3 - O salário médio pago na iniciativa privada saiu de R$ 797,80 em dezembro 2002 para R$ 1.216,50 em junho de 2008. Crescimento nominal de 52,48%, para um inflação de 49,35% no período. Crescimento real de 6,34% acima da inflação.

4 - Diga-se de passagem é esse feito de crescimento real de 6,34% que a estupidez coletiva brasileira está comemorando como sendo o maior feito da história da humanidade.

5 - Que Deus tenha piedade da escuridão do corporativismo reinante no Brasil. É cada um por si e Deus contra todos.

Gastos com Pessoal da Administração
Federal Direta e Indireta. Fonte de Consulta MF - Base - R$ bilhões.

Itens 1994 2002 2007 2008* % PIB

Pessoal Civil 27,0 54,1 97,3 110,4 4,09
Ativos 13,6 33,3 60,2 72,6 2,69
Inativos/Pensão 13,4 20,8 37,1 37,8 1,40
Pessoal Militar 8,8 20,9 29,6 34,8 1,29
Ativos 3,8 8,3 11,3 13,1 0,48
Inativos/Pensão 5,0 12,6 18,3 21,7 0,8
Total 35,8 75,0 126,9 145,2 5,38

Nota: 1) Estamos considerando 191.752 servidores intergovernamentais 2) *Previsão

Gastos com Pessoal da União (Diretos, Indiretos, Civis, Militares, Ativos, Inativos, Pensionistas e Intergovernamentais)

O custo total de pessoal aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos prever um custo total com pessoal para 2008 de R$ 145,2 bilhões. Incremento nominal de 93,60% em relação ao ano de 2002.

Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos projetar um rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo - 1.207.487 servidores (778.396 civis e 429.091 militares) de R$ 5.915,31, enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas foi de R$ 1.216,50 (79,43% menor).

Com base nos números conhecidos em junho de 2008 podemos projetar um rendimento medo/mês per capita com pessoal inativo e pensionista – 1.070.663 servidores (742.652 civis e 328.011 militares) de R$ 4.630,20, enquanto a média/mês per capita dos inativos e pensionistas das atividades privadas (INSS - 22,2 milhões de beneficiários) é de R$ 588,90 (87,28% menor).
Com base nos números conhecidos no mês de junho de 2008, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 314.273 servidores: Legislativo - 4.739; Judiciário -13.995; Executivo Militar - 174.025 recrutas; Executivo Civil - 110.570 e Ex-territórios e DF de 10.944.

Cabe lembrar que os recursos para pagamento dos trabalhadores do setor público dependem da geração de renda dos trabalhadores da iniciativa privada. Não existe outra fórmula conhecida até a presente data.

***

Carta-resposta a Ricardo Bergamini (21/9/08):

Prezado Prof. Bergamini,

Concordo com o senhor quanto aos índices, porque não há como brigar contra os números. De fato, se nos ativermos apenas à média dos salários, os servidores públicos, no Brasil, são uma classe privilegiada.

Uma das coisas boas para o serviço público é que, teoricamente, os mais "capacitados" irão fazer concurso público e assumir suas funções, o que é ótimo para o Brasil, ao mesmo tempo em que há o lado ruim, pois os "menos capacitados" terão que gerar a riqueza da Nação que, em última análise, será utilizada para pagar os "marajás".

Os números citados na pesquisa do IBGE tratam da média de proventos, tanto dos servidores públicos, quanto dos privados, o que não diz muita coisa, porque sabemos que a maioria da população brasileira ganha salários próprios de verdadeiros escravos, o que joga a média lá embaixo. Na Suíça, um estudo sobre a "média" salarial de sua população faz sentido, porém não tem muito cabimento fazer tal análise na "Belíndia" em que vivemos, a não ser para confecção de tabelas estatísticas. O problema a enfrentar não é diminuir os salários dos funcionários públicos, porém diminuir a corrupção, o inchaço da máquina administrativa, com ministérios inúteis, como o da Pesca. Também deveria ser diminuído drasticamente o número dos cargos comissionados, que são preenchidos por pelegos e apadrinhados políticos. Para começo de trabalho, que tal aumentar o salário mínimo, que mal dá para comprar comida? Toda essa catastrófica situação brasileira só pode ser revertida com uma Educação de qualidade.

Eu gostaria de fazer uma provocação: que tal comparar os rendimentos dos maiores salários da iniciativa privada, 1 milhão de pessoas, p. ex., com os maiores salários do serviço público, também 1 milhão de pessoas. Vale lembrar que no último ano aumentou em 60.000 o número de novos milionários no Brasil (são, ao todo, 190.000 - Cfr. http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u362928.shtml). Sobre média, convém lembrar aquele exemplo, em que o sujeito tem a cabeça num freezer e os pés no fogo; só pode estar morto, embora, na média, sua temperatura corporal esteja normal.

Deve-se ressaltar que os militares das Forças Armadas, nas últimas décadas, tiveram seus soldos aviltados, de modo que, p. ex., hoje um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal ganha tanto ou até mais que um sargento do Exército; um coronel ganha mais do que um general 4 estrelas, um absurdo! Aumentar os soldos das Forças Armadas é uma iniciativa bem-vinda, tanto para animar os jovens a ingressar nas Escolas Militares, quanto para evitar a contínua evasão dos militares, muitos dos quais preferem trabalhar na iniciativa privada a ganhar soldos vergonhosos, principalmente aqueles formados pelo IME e pelo ITA.

Atenciosamente,

Félix Maier

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Mídia Sem Máscara: Os petralhas estão rindo à toa

Amigos,

Os petralhas estão rindo à toa. O site do Mídia Sem Máscara está fora do ar, devido a problemas técnicos ocasionados por um hacker. Dias atrás, foi a vez de Heitor de Paola (www.heitordepaola.com) sofrer o ataque. Agora o alvo foi o Mídia Sem Máscara(www.midiasemmascara.com.br), que está inoperante desde o dia 15/9.

E Tarso "Béria" Genro, a quem a Polícia Federal é subordinada, o que tem a dizer? Por que sites que fazem oposição ao desgoverno petista são retirados sistematicamente do ar? É intimidação? É censura?

A Polícia Federal tem plenas condições de mapear as pegadas desse bandido na Web. Só não localiza o petralha porque não quer.

Atenciosamente,

Félix Maier

***

Mídia Sem Máscara fora do ar por problemas técnicos

Prezado leitor:

Desde o dia 15 de Setembro, o MÍDIA SEM MÁSCARA encontra-se fora do ar por motivos técnicos. O MSM foi temporariamente suspenso enquanto a equipe técnica trabalhapara solucionar os problemas decorrentes da ação de um hacker.

Até que o o site volte ao ar, o público poderá acompanhar as novidadesdo MSM através de duas newsletters semanais. Pedimos desculpas aos nossos leitores pelos transtornos, masacreditamos que a newsletter deverá suprimir, ainda que parcialmente,a lacuna de informações deixadas pela suspensão temporária do MÍDIA SEM MÁSCARA.

Atenciosamente,

Paulo Diniz Zamboni

(Editor)

***

Mensagem recebida de Gederson Falcometa - sexta-feira, 19 de setembro de 2008 19:35:59:

Caro amigo Félix,

Lamento que o MSM esteja fora do ar pela ação da maldita esquerda. A ação destes malfeitores veio a calhar com a dos malfeitores bolivianos e bolivarianos, estando o MSM fora do ar, praticamente eles não tem oposição. DEUS nos ajude a combater o dragão vermelho, como pediu Bento XVI.

Um forte abraço

Gederson


***

Comentário

Félix Maier

Tem razão Gederson Falcometa: com o Mídia Sem Máscara fora de ação, os membros do Foro de São Paulo, como Hugo Chávez, Evo Cocales e Lula da Silva, ficam mais à vontade para se locomoverem dentro do panorama de verdadeira guerra civil iniciada na Bolívia. A imprensa, como sempre, endossa as palavras de Marco Aurélio "Top top top" Garcia (MAG), o Barbaroxa tupiniquim (*), que trata os opositores de Cocales como terroristas, enquanto as FARC são reconhecidas como forças companheiras que merecem apoio político.

O Mídia Sem Máscara, ao contrário, expõe esses fatos como eles realmente ocorrem, sem subterfúgios ou meias-verdades, pois o que interessa ao site é levar a verdade ao leitor, não o embuste propalado pela Peste Vermelha.

Para que o leitor acompanhe o que está ocorrendo na Bolívia, sugiro uma visita, todo dia, ao Blog de Graça Salgueiro, Notalatina, http://notalatina.blogspot.com/. Lá, no dia 18/9, foi postada uma carta de um brasileiro residente na Bolívia enviada à revista Istoé. Na verdade, não se trata de uma carta, mas quase de um tratado do que anda ocorrendo no país vizinho, onde os próprios seguidores de Evo Cocales teriam danificado o gasoduto, para culpar os opositores do indigesto indígena e criar um clima de guerra, de modo a lançar o Exército contra o povo e prender políticos, como o governador do Departamento de Pando, Leopoldo Fernández.

Lula, que já deu asilo ao "embaixador das FARC", Olivério Medina (e emprego à mulher deste), e teima em expatriar o terrorista italiano Cesare Batistti, ligado ao grupo terrorista Brigadas Vermelhas, não concordou em dar asilo político a Fernández, provando mais uma vez que está de mãos dadas com a canalha comunista que hoje comanda vários países da América Latina. A mesma patifaria foi realizada por Lula, na triste função de capitão-do-mato, quando prontamente repatriou os atletas cubanos que haviam fugido da concentração dos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007, para acalmar a sanha do coma andante.

Triste Brasil!

Triste América Latrina!

(*) O Barbaroxa original foi Manuel Piñeiro, chefe do serviço secreto cubano, mentor do grupo terrorista Molipo ao qual pertenceu José "Daniel" Dirceu. Piñeiro tinha a desenvoltura atual de MAG, de promover a subversão a toda a América Latina, especialmente no Chile de Salvador Allende. Foi Manuel Piñeiro e Carlos Rafael Rodríguez que levaram célebre carta de Fidel Castro a Allende, incitando-o a começar logo a revolução comunista no Chile (Cfr. http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=835&cat=Ensaios&vinda=S).

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O INÍCIO DA RESISTÊNCIA?

Um fato inusitado que merece destaque aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudantes de engenharia UFSC expulsaram a Caravana da UNE que pretende visitar 41 Universidades brasileiras. Essa "Caravana" da UNE, nada mais é que um movimento de pregação marxista disfarçado, e que está sendo patrocinado pelo Ministério da Saúde.Para que fique mais claro o que aconteceu, intercalamos as informações com os comentários de nosso Fundador e Representante no Paraná, Anatoli Olynik:A notícia que se segue faz parte do projeto marxista:________________________________________Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura chega a Santa Catarina nesta quarta-feira03 de Setembro de 2008Em 23 dias de estrada, a Caravana já passou pela região Sudeste e Paraná promovendo diversas atividades e ações de saúde. O ônibus da Caravana levará para a UFSC debates sobre direitos sexuais, vacinação contra rubéola e teste rápido de HIV Pela manhã, o ônibus da Caravana chegará à Universidade onde uma tenda estará montada para recepcionar os estudantes e distribuir preservativos. Além disso, as ações de saúde contemplam a vacinação contra a rubéola e o teste rápido de HIV. O grupo de teatro “Ta na Rua” fará intervenções artísticas, convidando a todos para os debates e as atividades relacionadas à saúde e cultura. A primeira mesa, marcada para as 9 horas, levantará a discussão sobre Direitos Sexuais e reprodutivos e a violência de gênero, que contará com as presenças da Coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Regina Viola, da Coordenadora da União Brasileira de Mulheres e vereadora de Florianópolis, Ângela Albino além do Vice-reitor da UFSC e ex-presidente do Hospital Universitário, Roberto Paraná. O debate acontecerá no Auditório da Reitoria da universidade.A tarde será marcada por atividades culturais que vão desde exibições de filmes, como “SOS Saúde”, de Michael Moore e “O Afeto que se encerra em nosso peito juvenil”, de Sílvio Tendler, a oficinas circenses, intervenções artísticas e discussões, articuladas pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), sobre os Pontos de Cultura.O último debate acontecerá a partir das 19:30h, no auditório da Reitoria, e abordará o tema central da Caravana: “Educação, Saúde e Cultura para um novo Brasil: desenvolvimento e políticas públicas”, com o foco voltado para as questões sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), reforma universitária e acesso à cultura.Estarão presentes: o Reitor da UFSC, Álvaro Prata; o Presidente Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado, Diomario Queiroz; o Presidente da Associação de Professores da UFSC, Armando Lisboa; Departamento de Saúde Pública UFSC e Conselho Nacional de Saúde, Clair Castilhos e Presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira. Em seguida, o ônibus cairá na estrada novamente e seguirá para o Rio Grande do Sul, onde realizará debates e intervenções culturais, no dia 5 de setembro, na Unisinos, em São Leopoldo.A Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura é uma parceria da UNE com o Ministério da Saúde. A expedição percorrerá 41 universidades e todos os Estados brasileiros, promovendo debates ligados à saúde da juventude e levando em consideração a realidade local. O encerramento acontecerá no dia 27 de novembro, na Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal. ________________________________________Pedi informações a um amigo que é aluno na UFSC. Eis a informação dele:Prezado Sr Anatoli,Pelo que soube, os ativistas da UNE entraram no Centro Tecnológico (CTC), em horário de aula!, com caixa de som e batendo tambor, creio que para convidar os estudantes a participarem do evento, ou melhor, da tal "caravana". O fato de eles estarem atrapalhando as aulas foi o que gerou a confusão. Os cursos de engenharia são muito exigentes e, ao contrário da maioria das faculdades de ciências humanas, a presença em sala de aula é fundamental para o bom êxito na disciplina. Enfim, é um lugar onde realmente se estuda.Aliás, essa não é a primeira vez que o pessoal da engenharia se atrita com os comunas. Em greves passadas, muitos estudantes da história, da filosofia, da sociologia etc aderiram à paralisação dos professores e tentaram "motivar" (fazendo barulho pelos corredores) os demais estudantes da universidade a aderir tbm. Os engenheiros, porém, sempre se opuseram. Parece-me que eles têm adotado a postura do "tolerância zero" já há algum tempo. Minha dúvida é se esse bando da UNE chegou desavisado ou queria mesmo provocar. De qualquer forma, o importante é tiveram o que mereciam.Um cordial abraço,Conrado________________________________________O professor Sérgio Colle da UFSC distribuiu a seguinte nota:A UNE não nos representa"Uma caravana de estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) adentrou o campus da UFSC, embarcada num novíssimo ônibus do Ministério da Saúde (do ministro Temporão, aquele do plebiscito do aborto). Invadiram o prédio do Centro Tecnológico para interromper as aulas e fazer baderna. Foram expulsos pelos estudantes e professores, não sem violência física. Travestidos de palhaços e outras fantasias alegóricas estranhas à universidade e portando a bandeira nacional, migraram para outras dependências do campus, continuando a baderna. O absurdo é que enquanto o Ministério da Saúde provê um luxuoso meio de transporte a esses estudantes profissionais, subsidiados com verbas públicas de R$ 700 mil por ano, não há transporte para os segurados do SUS, não apenas para transportá-los aos hospitais, mas até para dar assistência aos familiares, na amarga situação de resgatar os cadáveres dos que morrem às portas dos hospitais."Sergio ColleProfessor na UFSC - Florianópolis ________________________________________Aqueles que desejarem ver as cenas de expulsão da Caravana Marxista da UNE de dentro da UFSC (8min 33seg), copiem o colem nonavegador o link a seguirhttp://br.youtube.com/watch?v=LYDGWJ15yGE&feature=relatedEsta é uma notícia auspiciosa para todos, pois indica que está havendo reação à pregação comunista nas Universidades pelos nossos jovens estudantes mais esclarecidos. O Farol da Democracia Representativa espera que esse exemplo seja seguido pelos demais estudantes das Universidades brasileiras, notadamente aqueles que não tiveram seus cérebros destruídos pelos psicopatas marxistas brasileiros.Ainda resta uma esperança.PARABÉNS ESTUDANTES DE ENGENHARIA DA UFSC !!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

MUCH ADO ABOUT NOTHING!
BREVE NOTA SOBRE MAIS UM “ESCÂNDALO” FOGO DE PALHA

HEITOR DE PAOLA

Pronto, estourou outro escândalo: os grampos! Grampearam o Supremo! A imprensa faz coro ao Presidente do STF: A situação é gravíssima! Ameaça de ‘impeachment’ de Lula! Gilmar vai ao Palácio exigir satisfações de Lula; ou investiga ou cai! O Presidente do DEM, filho do pior Prefeito da história do Rio de Janeiro, lança um ‘Pronunciamiento’ bombástico cheio de exigências e diz que vai procurar os tucanos para a ‘oposição’ (existe isto?) se unir e exigir esclarecimento total do ocorrido!

Não me enganem que eu não gosto e nem vou perder tempo em escrever um texto longo sobre isto. Os acontecimentos prováveis no futuro imediato são:

1. Lula não sabe de nada!
2. General Félix põe o cargo à disposição.
3. Lacerda é afastado por uns 3 meses – e volta!
4. FHC, o príncipe dos hipócritas e criador e protetor do Lula, é chamado para mais conversas secretas para esfriar o problema (e o Reinaldo Azevedo faz novos contorcionismos verbais para provar que o chefe do seu partido é oposição!)
5. O problema é esfriado e entre mortos e feridos escapam todos!
6. Gilmar sai do Palácio elogiando a “pronta ação do Presidente que salvou as instituições democráticas”!
7. Os comuns dos mortais continuarão grampeados porque não fazem parte da Nomenklatura.
8. A popularidade de Lula sobe para uns 90%
9. Os Maias (do Rio, não os de Lisboa!) faturam alto já que fizeram bastante ado about nothing e torcendo para que não desse em nothing mesmo!
10. E la nave va! (Até o próximo escândalo!)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A PRAGA MUNDIAL QUE NINGUÉM QUER VER - A CHINA DO FUTURO

Por Luciano Pires




Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas...

Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios...

Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber...

Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que `agrega valor`: A marca.

Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo `made in China`, com rótulo estadunidense.

Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares... Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas. É o que chamo de `estratégia peçonhenta`.

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila as táticas para dominar no longo prazo. As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design... Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo. Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um `choque da manufatura`, como foi o do petróleo. E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que tornou-se refém do dragão que ele mesmo alimentou.

Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atômica... Chinesa.

Nesse dia os executivos peçonhentos, tristemente, olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos...

E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

(*) Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação.

Fonte: Usina de Letras