quinta-feira, 4 de junho de 2009

RESENHA DO LIVRO O EIXO DO MAL LATINO-AMERICANO

Heitor De Paola e o neototalitarismo na América Latina
Ivanaldo Santos

DE PAOLA, Heitor. O eixo do mal latino-americano e a nova ordem mundial. São Paulo: É Realizações, 2008.

Em junho de 2008 o analista político Heitor De Paola publicou um livro essencial para a compreensão da atual situação política do mundo contemporâneo e especialmente da América Latina. Trata-se de O eixo do mal latino-americano e a nova ordem mundial. Os capítulos desse livro foram publicados inicialmente no jornal eletrônico Mídia Sem Máscara (MSM).
Neste livro Heitor De Paola apresenta, a partir de sólida documentação, como milhões de pessoas estão sendo submetidas a um sistema de profunda lavagem cerebral e, por conseguinte, de total anestesia política. Esse sistema é financiado pelos governos esquerdista-liberais, por ONGs e fundações internacionais. Além de amplas fontes de recursos financeiros existe a cumplicidade de setores estratégicos da sociedade como, por exemplo, a grande mídia, parte da intelectualidade universitária e setores da Igreja que se auto proclamam de “progressistas” e “esclarecidos”. Entre esses setores ganha destaque a Teologia da Libertação (TL). Uma teologia de inspiração marxista e ateísta que, na prática, funciona como a quinta coluna, a qual tem por finalidade minar e, se possível, destruir a Igreja por dentro, ou seja, a partir de seus sólidos alicerces evangélicos e filosóficos.
Como afirma o filósofo Olavo de Carvalho, no Prefácio do livro, Heitor De Paola consegue apresentar, de forma compreensível, as “falsificações que tornam a forma geral do processo totalmente invisível à massa de suas vítimas, ao mesmo tempo dão visibilidade hipnótica a aspectos isolados e inconexos, artificialmente dramatizados como ‘problemas urgentes’, fazendo com que do mero caos mental se passe às ações arbitrárias e desesperadas que complicam o quadro da vida real até à alucinação completa” (2008, p. 16).
Obviamente que os críticos da argumentação desenvolvida por Heitor De Paola afirmarão que seu livro trata-se apenas de mais um delírio da direita conservadora. Entretanto, acusar Heitor De Paola de ser um pensador de direita não conseguirá desacreditar O eixo do mal latino-americano e a nova ordem mundial. O motivo é que, de um lado, Heitor De Paola apresenta provas documentais históricas praticamente irrefutáveis e, do outro lado, ele é um ex-militante da organização de extrema esquerda Ação Popular (AP) que na década de 1960 realizou vários atos de terrorismo no Brasil. Como poucas pessoas, Heitor De Paola conhece as estratégias de tomada do poder desenvolvidas pela esquerda.
O livro de Heitor De Paola possui uma importante parte histórica, onde ele apresenta de forma resumida, mas muito compreensível, as estratégias que a esquerda internacional desenvolveu entre 1917, com a Revolução Socialista Russa, até 1989, com a queda do muro de Berlim, para a tomada do poder e o estabelecimento de um governo mundial e plenamente totalitário. Essa parte histórica do livro de Heitor De Paola é fundamental para os estudantes e profissionais liberais da sociedade contemporânea. O motivo é que atualmente quase nada é ensinado nas escolas e universidades sobre as estratégias violentas e demagógicas da esquerda internacional para tomar o poder político. Atualmente apresenta-se a esquerda como uma espécie de “sociedade de santos” que busca apenas o bem-comum e a prosperidade humana. Toda a barbaridade e as atrocidades cometidas em nome do socialismo são simplesmente silenciadas. É por causa dessa consciente e lamentável omissão que o livro de Heitor De Paola é uma leitura obrigatória.
Além disso, o livro de Heitor De Paola trás a análise de duas importantes manifestações do neototalitarismo na sociedade ocidental.
A primeira manifestação é o totalitarismo intelectual que atualmente está infestando os meios acadêmicos do ocidente, inclusive do Brasil. O grande guru do totalitarismo intelectual é o filósofo marxista Antonio Gramsci que com sua tese da Revolução Cultural, advoga a criação e imposição de uma agenda única para o pensamento humano. Essa agenda é criada pelos profissionais do pensamento que, por sua vez, são submissos as orientações oriundas da cúpula do “pensamento correto”, ou seja, da minúscula elite formada por dirigentes de partidos políticos, artistas, economistas e outros profissionais que se dedicam, em tempo integral, a determinar como o mundo deve viver e como as pessoas devem pensar.
A segunda manifestação é o neototalitarismo que emerge na América Latina como consequência da estratégia de dominação desenvolvida pelo Foro de São Paulo, uma versão latino-americana da Internacional Comunista. Heitor De Paola demonstra como a esquerda internacional, após a queda do muro de Berlim, não abandonou a pretensão de estabelecer um regime tirânico e centralizado para toda a humanidade. Pelo contrário, seu projeto é o mesmo. Apenas é um projeto que se apresenta de forma moderna com a roupagem de defender minorias e derrubar o imperialismo dos EUA.
Toda forma de imperialismo deve ser denunciada. Entretanto, apenas o imperialismo dos EUA é atacado. Atualmente o imperialismo transversal do Foro de São Paulo, orientado principalmente pelo Brasil e pela Venezuela, sequer entra nas discussões realizadas pela mídia e pela intelectualidade universitária. Todavia, o que vemos é a lenta e gradual implantação do neototalitarismo na América Latina. Essa implantação se dá inclusive de forma tradicional, ou seja, com a expansão de guerrilhas fratricidas e do caos na vida política e econômica.
Porque ninguém vê e debate essa questão? Heitor De Paola demonstra que a cegueira intelectual que move a América Latina atualmente é fruto da junção de duas grandes forças.
De um lado existe a nova estratégia da tomada do poder pela esquerda. Estratégia que envolve forte cooptação da mídia e da classe artística. Cooptação feita, em grande parte, às custas de altas somas de dinheiro. Além disso, propaga-se uma ideologia pacifista que prega o fim da religião, especialmente da religião cristã, o estabelecimento de um governo mundial organizado em torno da Organização das Nações Unidas (ONU) e, por conseguinte, o fim da soberania nacional. Tudo isso é apresentado em nome do fim das injustiças sociais. Entretanto, pergunta-se: existe injustiça social maior do que determinar o fim da liberdade?
Do outro lado encontram-se as graves falhas de avaliação estratégica cometidas pelos países ocidentais, inclusive pelos EUA. Falhas que vão desde não compreender as reais intenções da esquerda internacional, passando por graves problemas de interpretação realizados pela diplomacia e pelos serviços de segurança nacional até a incapacidade das forças políticas que tradicionalmente defendem a liberdade no Ocidente de se oporem a um inimigo que, cada vez mais, é organizado e tem ramificações em quase todos os setores da vida pública.
Por fim, afirma-se que o livro de Heitor De Paola é fundamental para a compreensão da história e das atuais estratégias planetárias de implantação de um governo único e, com isso, acabar com a liberdade. Este livro pode ser o primeiro passo de um processo de esclarecimento e contra-revolucionário na América Latina e no mundo. Justamente o processo que a atual sociedade precisa para novamente poder compreender e experimentar a liberdade e a dignidade humana.


Ivanaldo Santos é filósofo e professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). E-mail: ivanaldosantos@yahoo.com.br.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Estado de Direito Petista - em 3 partes

O ESTADO DE “DIREITO” PETISTA

O GOLPE

I

Geraldo Almendra

“O Estado de direito não é apenas uma norma legal, mas sim uma norma que diz respeito àquilo que a lei deve ser: uma doutrina metalegal, ou o ideal político. O primeiro atributo que distingue uma sociedade livre é que cada indivíduo tem uma esfera privada reconhecida, claramente distinta da esfera pública, e que o cidadão privado deve obedecer somente às normas que são igualmente aplicáveis a todos”. (Friedrich Hayek)

Vamos repetir de uma forma alternativa a cronologia do golpe do petismo que irá se configurar em 2010, através dos instrumentos revolucionários fundamentados no leninismo corrupto e prevaricador, para obter o domínio perpétuo do poder público com a Formação de um Estado de “Direito” Corrupto-Petista dominado e subordinado a uma estrutura de poder que mais tarde se transformaria no esteio canalha do movimento petista de domínio da sociedade.

Tudo começa o maior erro dos militares que foi entregar, prematuramente, o poder às oligarquias políticas prostituídas que se camuflavam de arautos da abertura democrática, mas que não passavam de hordas de bandidos disfarçados de terno e gravata.

Começava o maior golpe contra o Estado de Direito Democrático já realizado em um país de uma dimensão geopolítica estratégica perfeita para servir de depositário dos sonhos dos socialistas que deixaram para trás milhões de cidadãos assassinados e nações destruídas pelas burocracias corruptas e bandoleiras que caracterizam os Estados dominados pela corrupção e pelo corporativismo sórdido, essência do poder do socialismo genocida.

Enquanto a esquerda apodrecida já se espalhava estrategicamente nas instituições públicas, nos comuno-sindicatos e nas organizações estudantis, a maior revolução educacional e cultural do país tomava forma: a Universidade Pública da Corrupção e do Corporativismo que formaria as turmas que serviria de suporte – pelos seus sucessos e insucessos - aos desgovernos civis calhordas e ao pior deles, o desgoverno do PT.

Para não haver risco de erro grosseiro no mentiroso projeto de abertura democrática, os desgovernos civis, enquanto praticavam sucessivos atos de lesa-pátria e roubo dos contribuintes, cuidavam para a destruição moral e operacional das Forças Armadas, pois esse sempre foi, e continua sendo seu maior temor de ver inacabado seu projeto de poder perpétuo. Essa gente sórdida deve estar passando noites sem dormir com medo de acordarem e verem um fuzil apontado para suas cabeças.

O que mais nos surpreendeu foi acompanharmos a aliança espúria dos esclarecidos patifes com o projeto de destruição da democracia, enquanto a falência da cultura e da educação, intencionalmente provocada pelos desgovernos civis, dominava mais de 70 % da população formando uma massa de ignorantes que, na qualidade de um imbecil coletivo, mais tarde, iria servir de suporte para o golpe do petismo, enquanto eram descaradamente roubados e feitos de escravos de um Estado assistencialista comprador de votos através de sua estrutura corrupta, prevaricadora e corporativista sórdida.

O paradigma de que toda sociedade tem o governo que merece precisa ser desqualificado, pois a massa dos desfavorecidos, hoje maiores eleitores do mais sórdido dos líderes políticos de nossa história e dos bandidos que tomaram conta do Congresso Nacional, não teve o embasamento educacional para distinguir de forma crítica os resultados de uma traição tão metodicamente estruturada pela sociedade dos esclarecidos patifes, muito mais por motivos criminosos de domínio do poder pelo poder, do que uma luta por uma ideologia política alternativa e com honestidade de propósitos para trazer à sociedade a verdadeira perspectiva de uma democracia de fato.

Nunca os desgovernos civis realmente pensaram em uma alternativa para melhorar o sistema capitalista com o domínio dos seus atos através de uma estrutura legal com a inteligência de tirar o máximo benefício para a sociedade da predominância do mérito e do empreendedorismo em um ambiente dominado pela iniciativa privada.

A preocupação dos patifes esclarecidos da esquerda apodrecida sempre foi fomentar a dualidade entre o socialismo revolucionário – assassino, corrupto e corporativista - e o capitalismo “selvagem” que trouxe ao mundo décadas de desenvolvimento auto sustentado. É fácil reconhecer as descaradas intenções dos canalhas de conseguir domínio do poder público por uma horda de bandidos eleitos pelo imbecil coletivo sob o pretexto de um sistema socialista que iria resolver os problemas do capitalismo “selvagem”, mas gerador de desenvolvimento econômico e social.

Esses calhordas em nenhum momento avaliaram de forma honesta que os defeitos do desenvolvimento capitalista tiveram e tem origem dentro do próprio poder público corrupto e corruptor que não cumpre o seu papel de gestor honesto das relações econômicas e sociais.

O verdadeiro objetivo era transformar a mentira socialista em um corruptocracia para sustentar os sonhos revolucionários de dominar o país com uma ditadura de esquerda para o benefício de uma burguesia corrupta e corporativista, pública e privada.

Os canalhas esclarecidos do pasquim, e de outras comunidades de subornados, estão felizes na hibernação de seu silêncio, com a destruição moral do país, todos curtindo a doce vida, usufruto das sinecuras garantidas pelo petismo ou pelas indenizações milionárias ou pensões vitalícias pagas pelos otários e palhaços dos contribuintes.

Nossa esperança é que o helenismo se transforme em uma realidade de luta contra os canalhas, unindo civis e militares honestos e patriotas, para colocarmos esses bandidos que dominam o poder público mais corrupto e corporativista de nossa história no lugar que merecem: na prisão.

Geraldo Almendra

20/maio/2009

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O ESTADO DE “DIREITO” PETISTA

O GOLPE

II

O terceiro mandato consecutivo para Luiz Inácio Lula da Silva está na ordem do dia, a última invenção da esperteza latino-americana: a ditadura constitucional. Quem pensou que democracia era à prova de fraudes, tomou bonde errado: já está se perpetuando legalmente no poder Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Corrêa (Equador). Na fila, o nosso Lula e o sultão paraguaio Fernando Lugo. (JAYME COPSTEIN)

Traduzindo: Estado de Direito Petista = Ditadura Constitucional comandada pelo poder público bandido dominado pelo desgoverno do crime organizado.

O movimento assistencialista-clientelista do petismo recrudesceu de forma incontrolável.

O alcance dos programas sociais compradores de votos e pagos pelos contribuintes, vai atingir qualquer um que se apresente “menos favorecido”, ou seja, até 2010 deve atingir mais de 50 milhões de cidadãos direta ou indiretamente.

Já temos também em andamento no país o maior programa de divisão de uma sociedade em classes de raça, cor e renda, para serem cotistas privilegiados da divisão do bolo de mais de cinco meses de trabalho por ano daqueles que sustentam esse desgoverno espúrio, os palhaços, otários e imbecis dos contribuintes.

Em breve as identidades terão a qualificação racial e o “status” social de cada cidadão. O exercício da cidadania vai passar a depender da qualificação que o Estado carimbar em cada contribuinte, petista ou não petista. Hitler sentiria muita inveja de tanta competência.

Pobres, desempregados, viciados em drogas, moradores de guetos, sem terra, vagabundos, espertalhões, ladrões de galinha, moradores de rua, bandidos arrependidos, etc, todos foram colocados no mesmo saco da canalhice do assistencialismo clientelista comprador de votos. Venda o seu voto e ganhe uma bolsa “qualquer coisa” do governo.

Enquanto isso policiais civis, policiais militares, professores públicos, médicos, entre outras funções sociais de maior importância ganham salários de fome, seguindo o caminho do abandono de suas profissões ou, simplesmente, as exercerem sem qualidade ou interesse, apenas para “marcar o ponto”, achando que está trabalhando demais para ganhar uma miséria de salário. Se for petista ainda vai ter que pagar o dízimo para os canalhas.

Em contrapartida, viva a Polícia Federal, a mais bem paga do país, em troca de aceitar virar Polícia Política do Estado Bandido sob o comando de um comunista, e, também, viva a academia, que vendeu a alma ao diabo em troca de sinecuras e mordomias, se transformando na “brilhante” sociedade ungermangabeira, com direito a comprar lixeiras de R$ 1000,00.

Falta pouco para que o desgoverno do crime organizado comece a distribuir bolsas alimentação para cães e gatos. Dessa forma seus donos se sentirão motivados a vender seus votos, dando mais uma garantia para a eleição de um cúmplice ou do próprio Lula em 2010. Leve uma foto do seu animal de estimação e ganhe um cartão bolsa alimentação do desgoverno dos pobres! Não duvidem, para garantir o projeto de poder perpétuo vender a mãe virou escambo dos canalhas.

O governo do crime organizado não oferece trabalho, remuneração digna, educação e cultura, mas prefere criar a maior massa de dependentes do Estado de nossa história fazendo cada vez mais o contribuinte de imbecil, otário e palhaço do Circo do Retirante Pinóquio.

Motivo desses movimentos e da tragédia moral que domina o país? – Preparação final do golpe de 2010.

A situação do projeto político de poder perpétuo do petismo chega a um impasse com a desqualificação física e eleitoral da candidatura da terrorista Estela para assumir a presidência nas próximas eleições presidenciais. A jogada seria a Estela garantir a manutenção da sujeira debaixo do tapete até a volta do sapo barbudo etílico em 2014, cheio de glória, bafo de cachaça, e dando os vexames de sempre.

O balão de ensaio do Retirante Pinóquio explodiu, pois os esclarecidos, inclusive os patifes, não vão querer bancar essa parada bandoleira. Todos já sabem que o preço mais tarde é ficar em pé diante de uma cova coletiva ou na pontaria de um fuzil revolucionário.

O problema mais grave que tira o sono dos petralhas é que a malha da corrupção e do corporativismo dentro do poder público já tem um movimento autônomo, obrigando uma realimentação de jogos sujos de poder para não permitir que se quebre o silêncio dos arquivos vivos das maracutáias do petismo e do desgoverno anterior, que possam colocar todos no mesmo barco da putrefação moral que assola o país, e alinhados no mesmo paredão da vergonha dentro de uma prisão ou dentro de um quartel.

Vai ser difícil a sociedade engolir mais assassinatos “políticos” - tipo Daniel e os outros sete - e o jeito é negociar a partilha do roubo dos contribuintes satisfazendo as ambições cada vez maiores dos potenciais detonadores do sonho do Estado de “Direito” Petista – Ditadura Constitucional –, entre eles os beneficiados por indenizações milionárias e pensões vitalícias para ficaram com a boca bem fechada e não atrapalhar quem está “trabalhando”.

O líder etílico simplesmente não pode permitir que ninguém das “gangs dos quarentas” ou seus cúmplices, coloquem a boca no trombone e façam desabar o castelo de cartas que abriga milhares de meliantes protetores das fundações espúrias do poder público bandido estruturado petismo. Aos poucos os Tribunais Superiores, na calada da noite, vão formalizando uma inocência para os culpados.

Todos estão pisando em ovos diante do reconhecimento da sociedade do caráter absolutamente marginal do Congresso Nacional e do apodrecimento moral dos poderes da República. Apesar de anestesiados pela covardia apátrida, os esclarecidos, patifes ou não, já entenderam que estamos nas mãos de um desgoverno do crime organizado.

A corrupção e o corporativismo dentro do Poder Judiciário estão no seu limite, pois no momento em que for confirmada a falência da Justiça – mesmo tardiamente -, pela parcela mais esclarecida da sociedade ainda não subornada, civis e militares se unirão para estancar os atos do poder público bandido. Esse é o grande pavor da canalha da corrupção e da prevaricação. Já estão começando a sonhar com um fuzil apontado na sua direção ou em ver o sol nascer quadrado durante muito tempo, se seus exércitos paramilitares dos movimentos sociais não tiverem balas suficientes para conter a revolta dos que se unirem para salvar o país de ser dominado pelo Estado Petista de Direito – a Ditadura Constitucional comandada pelo poder público bandido.

Que tem... no desgoverno do crime organizado, tem medo do medo dos esclarecidos acabar, e da hibernação das casernas abrir suas portas para a luta pelo Estado de Direito Democrático, destruído pelo golpe da “abertura democrática” depositária dos ovos da serpente etílica para que o petismo possa estar conduzindo o país para a desgraça do socialismo genocida.

Geraldo Almendra

21/maio/2009

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O ESTADO DE “DIREITO” PETISTA

III

JÁ ESTÁ NAS RUAS E NOS CAMPOS: O GOLPE DE UMA DITADURA CONSTITUCIONAL PARA A TOMADA DO PODER PELA CORRUPTOCRACIA DE UMA ESQUERDA TERRORISTA E APODRECIDA.

O movimento de “proteção” à Petrobrás é mais uma clara demonstração de traição ao país pela geração da abertura democrática falsificada pelas oligarquias políticas prostituídas e seus cúmplices, que fizeram do poder público e das empresas estatais, representantes do crime organizado da corrupção, e da prevaricação, tudo bancado pelo descarado roubo dos contribuintes.

A estrutura do poder público bandido, incluindo suas empresas estatais, se transformou em depositário de meliantes exploradores dos cofres públicos. Essa máfia sempre está lutando para evitar perda das prerrogativas de explorar os contribuintes, “direitos” garantidos pelos desgovernos civis com o apoio de um Congresso que já virou um bunker de bandidos, e de um Poder Judiciário que já permite que as folhas da Constituição e dos códigos legais sejam jogados na latrina da degeneração moral da sociedade.

A burguesia que trabalha de forma lícita no mundo da iniciativa privada já está dominada pela burguesia que explora a sociedade de forma ilícita e imoral.

Quem não conhece a colméia - enquanto uns trabalham outros fazem cera -, aquela fantasiada de edifício sede, situada no triângulo das bermudas da corrupção e do corporativismo, onde se suga a moralidade e o patriotismo de quem entra para viver nas suas áreas de influência?

Não estamos falando é claro dos profissionais sérios que trabalham naquela ilha da fantasia da Petrobrás que possui as melhores remunerações e o melhor sistema de aposentadoria do país para os concursados. De qualquer forma o padrão do “cala a boca” destrói qualquer sintoma de moralidade e cidadania.

O capitalismo vem sendo destruído pelo poder público corrupto, corruptor, e corporativista sórdido, intermediário “aceito” pela iniciativa privada como sócio dos seus criminosos desvios de conduta em troca da impunidade e da permissividade da criminalização social e econômica das relações públicas e privadas, tudo em benefício da canalha da comunidade de esclarecidos patifes e apátridas.

Essa criminalização é abafada pelo poder Judiciário mais corrupto de nossa história, naquilo que interessa aos poderes constituídos representantes das oligarquias políticas prostituídas e da nova burguesia do petismo.

O capitalismo está agonizando pelo cerco que sofre da burocracia que fez do poder público e das empresas estatais o sonho das sinecuras mais bem remuneradas do planeta, não pelo mérito, pelo valor das funções sociais, e pelo empreendedorismo, necessariamente, mas pela capacidade de subornar as consciências mais críticas que deveriam lutar contra as sinecuras e uma estrutura de geração de empregos públicos desnecessários e compradores de votos.

É absolutamente conveniente para o desgoverno do crime organizado que se permita que o poder público e as empresas estatais sirvam de depositários de milhares de vagas de trabalho para os militantes da base do petismo formalizando a criminosa partidarização do poder público por um único partido.

O sonho de fazer da Vale uma Petrobrás já tem data marcada para começar: após o golpe de 2010. A parte “jurídica” já está em fase final de preparação.

A Petrobrás sempre foi, mesmo nos governos militares, um centro de poder paralelo que durante os desgovernos civis – corruptos e prevaricadores – foi transformada em um símbolo empresarial viciado por agasalhar dentro de sua estrutura as sinecuras necessárias para subornar uma parcela dos esclarecidos patifes, que sempre ajudaram a transformar a mentira da abertura democrática na semente hedionda de um projeto de uma Ditadura Constitucional para comandar o país.

Em nenhum desgoverno civil ninguém ousou ou teve sucesso em desafiar a burocracia da Petrobrás – nem mesmo a terrorista Estela. A maior empresa do país se notabiliza por ter uma estrutura organizacional que sempre deu a volta por cima quando desafiada, sempre se mantendo como pólo de poder paralelo aos podres poderes da República que se partidarizaram totalmente para servir aos corruptos e corporativistas, e não para cumprir com suas obrigações Constitucionais e sociais.

O crime organizado dentro do poder público não tem mais controle. Apenas troca de chefe e beneficiários.

“Do câncer à Petrobras, nada escapa do apelo eleitoral. E o que se fez foi campanha. Do alto do caminhão de som, sindicalistas gritavam: "Sai, seu tucano, sai, ladrão. Larga a Petrobras, que é patrimônio da nação." Ou ainda: "Sai, José Serra". Quem comandava a festa? O Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros). Um dos diretores da entidade estava no veículo. É a união de partido, sindicato e governo para tomar o lugar da sociedade e das instituições. É assim que eles funcionam. A inacreditável UNE (União Nacional dos Estudantes) também estava lá. Toda essa gente é alimentada com o leite de pata do dinheiro oficial.” (R. A.)

O cerco protetor à Petrobrás se apresenta como mais um cerco aos últimos suspiros de nossos sonhos de vivermos em uma verdadeira democracia marcada pelo mérito e pelo empreendedorismo privado, e não em uma corruptocracia em que podres poderes de uma República e suas empresas estatais se unem para dar suporte à formação de uma Ditadura Constitucional do Petismo no país.

Geraldo Almendra

22/maio/2009

Sobre ovelhas, lobos e cães pastores

Em homenagem ao Dia da INFANTARIA, remeto a todos os "cães pastores", os quais pertencem a todas armas e especialidades das FFAA e dos órgãos de segurança (sem exclusividade da Infantaria, só aproveitando a data), bem como a muitos civis patriotas.

Abrs.

Cel Adonai


SOBRE OVELHAS, LOBOS e CÃES PASTORES

por Dave Grossman

"A honra nunca fica velha, quanto maior a nossa idade, a honra mais alegra nosso coração. Digo-o, porque a honra é a meta final das causas nobres e dignas que mereçam serem defendidas, mesmo que venham a ter um custo elevado. No nosso tempo, a honra pode significar desaprovação social, desprezo público, dificuldades, perseguição, ou como sempre, até mesmo a própria morte.

Mas as questões permanecem: O que vale a pena ser defendido? Pelo que vale a pena morrer? Para que serve a vida?"
William J. Bennett

Um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva, certa vez me disse: "A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente". Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de seis por 100.000, por ano, e taxa de agressões sérias é de quatro por 1000, por ano. O que isso significa, é que a esmagadora maioria dos norte-americanos não são inclinados a machucarem uns aos outros.

Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que as chances de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.

Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: Nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas.

Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Policiais, soldados e outros guerreiros são como essa casca, e algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, eles precisam de guerreiros para protegê-los dos predadores.

"E então há os lobos", disse o velho veterano de guerra, "e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão". Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. No instante em que você esquece disso, ou finge que isso não é verdade, você se torna uma ovelha. Não há segurança na negação.

"E então há os cães pastores", ele continuou, "e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo". Ou, como está escrito em uma placa de uma Delegacia de Polícia na Califórnia: "Nós só intimidamos aqueles que intimidam os outros".

Se você não tem capacidade para a violência, então você é um cidadão saudável e produtivo: uma ovelha.

Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus concidadãos? Então você é um cão pastor, um guerreiro, alguém que segue os passos dos heróis. Alguém que pode caminhar no coração da escuridão, dentro da universal fobia humana e sair ileso.


O dom de agressão

"O que se passa à sua volta... é pequeno se comparado ao que se passa dentro de você".

Ralph Waldo Emerson

A todos foi dado o dom da vida. Algumas pessoas têm um dom para a ciência e algumas outras têm o dom para as artes. Aos guerreiros foi dado o dom da agressão. Eles não podem fazer uso incorreto desse dom, como um médico não pode empregar de modo errado sua arte de curar, mas anseiam pela oportunidade de usar seu dom para poderem ajudar aos outros. Estas pessoas, os que foram agraciados com o dom da agressão e amor pelos outros, são os nossos cães pastores. São os nossos guerreiros.

Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as tornam ovelhas. Elas não querem acreditar que existe o mal no mundo. Eles podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes contra incêndio e saídas de emergência na escola de suas crianças. Mas muitos deles ficaram chocados com a idéia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos têm dezenas de vezes mais probabilidades de serem mortos, e milhares de vezes mais probabilidades de serem gravemente feridos, pela violência escolar do que por incêndios na escola, mas a única resposta das ovelhas para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém possa vir a matar ou prejudicar os seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

As ovelhas geralmente não gostam dos cães pastores. Eles se parecem muito com os lobos. Eles têm dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, porém, é que os cães pastores não devem, não podem e não irão nunca prejudicar as ovelhas. Qualquer cão de pastor que intencionalmente maltratar uma ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra forma, pelo menos não em uma democracia representativa ou uma república como a nossa (EUA).

Ainda assim, os cães pastores incomodam as ovelhas. Eles são uma lembrança constante que há lobos na terra. Elas preferem que eles não lhes digam para onde ir, não lhes dêem multas de trânsito, ou permanecessem em nossos aeroportos com uniformes camuflados e portando um M-16. As ovelhas prefeririam que os cães pastores guardassem suas garras e dentes, se pintassem de branco e dissessem: "Béé".

Até que o lobo aparece. Depois, todo o rebanho tenta se esconder atrás de um cão pastor solitário. Como disse KipIing no seu poema sobre "Tommy" o soldado britânico:

While it's Tommy this, an' Tommy that, an' "Tommy, fall be'ind,"
But it's "Please to walk in front, sir," when there's trouble in the wind,
There's trouble in the wind, my boys, there's trouble in the wind,
O it's "Please to walk in front, sir," when there's trouble in the wind.


Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias habituais, elas nunca perderiam seu tempo para falar algo com um policial. Elas não eram crianças ruins, elas simplesmente não teriam nada a dizer a um policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e as unidades da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quando a respeito de seus cães pastores quando o lobo está na porta.

Olhe o que aconteceu depois do 11 de Setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como a América, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus policiais e militares? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra "herói"?

Entendam que não há nada moralmente superior em ser um cão pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um cão pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os cães pastores jovens anseiam por uma batalha, melhor dizendo. Os cães pastores velhos são mais espertos, mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários eles se movem imediatamente, junto com os jovens.

É aqui que as ovelhas e cães pastores pensam diferentes. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o cão pastor vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de Setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos na América disse "Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões". Os cães pastores, os guerreiros, disseram, "Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença". Quando você está verdadeiramente transformado em um guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença.

Não há nada de moralmente superior sobre o cão pastor, o guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.

Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, homicídios e assassinatos de policias. A grande maioria disse que escolhia suas vítimas pela linguagem corporal: andar desleixado, comportamento passivo e falta de atenção ao ambiente. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na África, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender.

Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou cães pastores. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois eles querem ser, e eu fico orgulhoso ao dizer que mais e mais americanos estão escolhendo serem cães pastores.

Sete meses depois do ataque de 11 de Setembro, Todd Beamer foi homenageado postumamente em sua cidade natal, Cranbury, New Jersey. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o seqüestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras "let's roll" o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros - atletas, homens de negócios e pais - de ovelhas para cães pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.


"Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins".
Edmund Burke


Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de policiais e soldados para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães pastores nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente.

Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-los. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os cães pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente diária de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.

Quantos policiais, por exemplo, levam armas para a igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparece para massacrar você e as pessoas que você ama.

Eu estava treinando um grupo de policiais no Texas e, durante o intervalo, um policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu "Eu nunca vou desarmado à igreja". Eu perguntei porque ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um policial que ele conhecia que estava em um massacre em uma igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na igreja e abriu fogo, matando quatorze pessoas. Ele disse que o policial acreditava que ele podia ter salvado todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele policial me olhou nos olhos e disse: "Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?"

Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse policial estava na igreja armado. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmo indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que "cabeças rolassem" se descobrissem os air bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que devem haver medidas de segurança contra eles.

A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, freqüentemente, sua única resposta ao cão pastor é a chacota e o desdém. Mas o cão pastor pergunta silenciosamente a si mesmo "Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?"

O guerreiro deve remover a negação de seu pensamento. O instrutor Bob Lindsey, famoso na área de policiamento, diz que guerreiros precisam praticar pensando: "quando/então", não "se/quando". Ao invés de dizer, "Se isso acontecer, é quando eu vou agir", o guerreiro diz, "Quando isso acontecer, então eu vou estar pronto".

É negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, o que é contraproducente e destrutivo, resultando em medo, impotência e horror quando o lobo aparece.

A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.

Chuck Yeager, piloto de testes e primeiro homem a voar mais rápido do que a velocidade do som, sabia que poderia morrer. Mas para ele não havia a negação. Ele não se permitia o luxo da negação. Esta aceitação da realidade pode causar medo, mas este medo saudável, se controlado é o que irá mantê-lo vivo:


"Eu estava sempre com medo de morrer. Sempre. Era o meu medo que me fazia aprender tudo o que eu podia sobre o meu avião e o meu equipamento de emergência, que me manteve voando e respeitando minha máquina e sempre alerta na cabina".
Brigadeiro-General Chuck Yeager


Gavin de Becker coloca dessa maneira em "Fear Less", seu soberbo livro escrito após o 11 de Setembro, leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: "... A negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora".

A negação é uma situação de "poupe agora pague mais tarde", uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. Em longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.

Assim, o guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o "Mal" chegará.

Se você é um guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso. Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo:

"BÉÉÉÉÉÉÉ..."

Essa história de ser uma ovelha ou um cão pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o guerreiro completo. Poucas pessoas existem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 de Setembro de 2001, quase todos na América deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus guerreiros, e os guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da "ovelhice" e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.


O Tenente-Coronel Dave Grossman do Exército norte-americano (Reserva), é um estudioso em segurança reconhecido internacionalmente, autor, soldado e orador, é um dos principais especialistas mundiais nos campos da agressividade humana, origens da violência e sobre os crimes violentos. O Cel Grossman é também professor de Psicologia e Ciência Militar na Academia Militar dos EUA (USMA-West Point), serviu como oficial da infantaria pára-quedista no 75º Regimento Ranger do Exército dos Estados Unidos (importante tropa de elite), estas experiências somadas o levaram a fundar um empreendimento no campo científico, denominado "Killology". Nesta área, o Cel Grossman vem provocando algumas transformações revolucionárias, oferecendo novas contribuições para entendermos como é matar na guerra, os custos da guerra psicológica, as causas do "vírus" atual de violenta criminalidade que se espalha pelo mundo e o processo de cura, tanto na guerra como na paz. É também autor dos livros "On Killing", indicado para o Prêmio Pulitzer e "On Combat". Para conhecer mais sobre o trabalho do Cel Grossman visite seu site "Killology Research Group" (KRG).

Trecho do livro "on Combat" publicado no site "Killology Research Group".

A fantasiosa estratégia – Gen Luiz Gonzaga S. Lessa - http://bootlead.blogspot.com/2009/05/e-o-end-mesmo-tudo-virou-uma-grande.html

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sábado, 2 de maio de 2009

MANIFESTO DE UNOAMÉRICA/CAPÍTULO BRASILEIRO

MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA
CONTRA O TOTALITARISMO BOLIVARIANO

O Brasil está diante de uma grande ameaça. A soberania e a segurança nacionais estão sendo séria e gravemente solapadas por uma Revolução totalitária, de molde nazi-fascista, denominada BOLIVARIANA, ainda que em nada represente os ideais de Bolívar. Tal Revolução se expande por toda a América Latina, destruindo a liberdade, a democracia, a propriedade privada, o Estado de Direito e os mais elementares direitos humanos. Ela foi gestada no FORO DE SÃO PAULO e mantém estreitos vínculos com o narcotráfico, o terrorismo e o fundamentalismo islâmico.
Existem numerosas evidências de que este modelo revolucionário em curso já está operando ativamente no Brasil. Por isso, reunidos na Cidade do Rio de Janeiro, aos 27 de abril de 2009, decidimos constituir um capítulo brasileiro da UNIÃO DAS ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA – UNOAMÉRICA, cujo objetivo é a defesa da liberdade e da democracia seriamente agredidas hoje por organizações totalitárias de origens ideológicas as mais diversas e unidas entre si, demonstrando que a barbárie do nazi-fascismo continua unindo esquerda e direita.
Mediante o presente manifesto, fazemos um chamado a todos os segmentos democráticos do Brasil e às instituições nacionais para organizar um grande movimento de unidade nacional que defenda a soberania, as tradições, os princípios e os valores que com tanto sacrifício nos legaram todas as gerações passadas.
Como nossa primeira ação, propomos a realização de um esforço comum para impedir a visita do ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que publicamente vem lutando para varrer Israel da face da Terra, negando o Holocausto e pretendendo exportar o anti-semitismo e o terrorismo islâmico para a América Latina, apoiado pelo seu amigo Hugo Chávez.
Finalmente, nos comprometemos a trabalhar pela elaboração de um projeto de desenvolvimento econômico, cultural, científico-tecnológico, social e militar que permita elevar as condições sociais de todos os brasileiros, por considerarmos que a pobreza deva ser erradicada da América Latina, assegurando que todos, através de seu próprio esforço, possam construir uma vida feliz, digna, segura, pacífica e plena de realizações.

ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA - Presidente de UNOAMÉRICA
JOÃO RICARDO MODERNO - Presidente da Academia Brasileira de Filosofia
HEITOR DE PAOLA - Presidente do Capítulo Brasileiro de UNOAMÉRICA
MARIA DAS GRAÇAS SALGUEIRO - Vece-Presidente do Capítulo Brasileiro de UNOAMÉRICA

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Reforma Pornográfica

Reforma Pornográfica

Luís Mauro Ferreira Gomes (*)

Em 30 de março de 2009

Quem tem lido o que escrevemos sabe que, na seleção dos temas, dificilmente, fugimos do nosso objetivo principal – denunciar os avanços do grupo que, a partir do governo federal, pretende implantar uma extemporânea ditadura de esquerda no País.

Desta vez, aparentemente, vamos romper a regra para falar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Embora o façamos justamente no momento em que o editor do único veículo que ainda publicava os nossos artigos políticos (e os vinha acolhendo, desde meados do ano de 2003) decidiu não mais fazê-lo, não foi essa a razão da nossa escolha.

Se, para não desagradar os detentores do poder, para satisfazer a antipatias ou maus humores ou, ainda, por qualquer outra razão, rejeitam os nossos textos sérios, não nos interessa que divulguem matérias em que, por ventura, abordemos o que a sabedoria popular convencionou chamar de “abobrinhas”.

Não obstante, o assunto de que trataremos está intimamente ligado à nossa principal preocupação. É o que veremos a seguir.

Os mitos

Como tem sido muito comum, sempre que pretendem impor à sociedade normas que lhe ferem profundamente os interesses ou os direitos, a mentira é usada sem nenhum pudor pelos agentes públicos e por formadores de opinião inescrupulosos. Por certo, aqui não foi diferente. Vamos contradizer alguns dos argumentos mais usados para defender essa excrescência conhecida como Reforma Ortográfica

Vejamos:

1) A língua portuguesa é a única que não tem uma ortografia única.

Inverdade! Ao contrário, todas as que conhecemos admitem que certas palavras sejam grafadas de forma diferente, conforme os países em que são faladas. Em inglês, por exemplo, as palavras licença e centro grafam-se, respectivamente, “licence” e “centre”, na Inglaterra, e “license” e “center”, nos Estados Unidos. Os bons dicionários registram as duas formas. Como disse George Bernard Shaw, “England and America are two countries separated by a common language”. Já os nossos amigos e vizinhos, os argentinos, fazendo o uso do “voseo” (emprego do pronome “vos”, por “tu”), escrevem “vos tenés”, em vez de “vosotros teneis”. A Gramática, o Dicionário e o Dicionário Pan-Hispânico de Dúvidas da Real Academia Espanhola registram-no. Como esses, há uma infinidade de outros exemplos, qualquer que seja o idioma escolhido.

2) O português, até hoje, não é uma língua oficial da ONU, porque não tem uma ortografia unificada.

Inverdade! Como vimos, o inglês e o espanhol admitem mais de uma forma de se grafarem as palavras e são idiomas oficiais daquela Organização. Se o nosso ainda não o é, isso provavelmente se deve à ineficiência da ação diplomática dos governos dos países lusófonos. Além disso, como veremos a seguir, as mudanças cosméticas pouco alteraram a duplicidade de grafia das palavras em português.

3) O Acordo Ortográfico não pretende unificar a língua, procura, apenas, estabelecer uma grafia única para as palavras.

Inverdade! O Acordo não fez nem uma coisa nem outra. Muitíssimas palavras continuam ter a dupla representação gráfica que antes tinham, enquanto outras, que já adotavam forma única, passaram a grafar-se de outra maneira distinta da anterior, ou seja, inútil para a alegada unificação. Vejamos alguns exemplos disso: A palavra nucleico, que em Portugal se escrevia nucléico, continua com as duas formas, sem unificação, portanto. O mesmo se pode dizer de caráter e carácter. Enquanto isso, nefróide, que só apresentava essa grafia, passará a escrever-se nefroide, diferente, como se vê, da antiga. O hífen tornou-se outra forte evidência do festival de bobagens em que se transformou o Acordo. Como são incontáveis as palavras que continuam a ter reconhecida a duplicidade ortográfica, pode dizer-se que a unificação foi a exceção. Na prática, não houve unificação, somente alterações sem sentido e sem critério. E não poderia ser diferente. Alguém consegue imaginar um brasileiro escrever, por exemplo, torre de controlo, ou um português dizer que perdeu o controle da situação?

4) O Acordo Ortográfico facilitará o aprendizado da língua, pois simplifica a escrita.

Inverdade! Resumidamente, há três tipos de pessoas que escrevem em português. Os semi-analfabetos, que não sabem o que é hífen nem o que é trema; confundem “C”, “Ç”, “S”, “SS”; não usam o plural dos substantivos nem dos adjetivos; e nunca ouviram falar em concordância, qualquer que seja o tipo. Esses continuarão a ser assim formados em nossas péssimas escolas e não será a alteração na grafia de umas poucas palavras que lhes dará maior domínio do vernáculo. Continuarão a escrever como sempre o fizeram, e ninguém se preocupará com isso. Há, também, aqueles que, por falta de tempo ou preguiça, ou, ainda, por ignorância, escrevem seus textos ̶ inclusive livros ̶ sem o menor cuidado com a gramática do nosso tão violentado idioma, e os confiam, depois, a revisores que se encarregam de torná-los legíveis. Esses autores também continuarão a escrever como sempre fizeram e em nada se beneficiarão com as alterações do Acordo. Os revisores, estes sim, terão de aprender as novas regras, provavelmente, no manual barato da editoria de algum jornal. Finalmente, há os que têm um carinho especial pelo que escrevem. Para esses, as dúvidas estão muito além dessas mudanças ridículas e, sempre que ocorrem, são dirimidas com a leitura dos bons autores, das boas gramáticas e dos bons dicionários. Não precisariam de que alterassem a grafia das palavras para escreverem corretamente, pois já o faziam antes do Acordo.

5) A unificação beneficiará o mercado editorial, tornando mais fácil a venda dos nossos livros nos outros países de língua portuguesa.

Inverdade! As pequenas diferenças gráficas hoje existentes ̶ que, como já dissemos, não foram eliminadas ̶ jamais dificultaram a leitura de obras brasileiras nos outros países de mesmo idioma, nem as deles, no Brasil. Se alguma dificuldade existe, está no uso de palavras com significados diferentes, o que o Acordo não contempla. Nada que não se resolva com um bom dicionário que registre as acepções dos verbetes nos vários países em que são usadas, como o faz o já citado Dicionário da Real Academia Espanhola.

É incompreensível que membros da Academia Brasileira de Letras, que supostamente, deveriam defender o idioma, tenham aderido, tão despudoradamente, a essa tolice.

Faz algum tempo, vimos, em um programa de televisão, o acadêmico Domício Proença Filho sofismar de todas as formas, para defender o indefensável. Chegou, então, próximo do deboche, quando disse que as palavras não foram alteradas na essência, mas “na roupagem”. Aquelas que se viram privadas do trema teriam apenas “perdido um adereço”, como se tal sinal diacrítico fosse tão inútil e vulgar quanto um brinco na orelha, uma argola nas fuças ou um “piercing” no umbigo, no mamilo ou em outra parte da anatomia de um idiota qualquer.

Esse Acordo é de 1990 e, somente agora, o governo brasileiro resolveu, açodadamente, pô-lo em prática. Por que o fez?

Como sabem os que vêm acompanhando, com um mínimo de atenção, o movimento criado por Luiz Inácio da Silva no Foro de São Paulo, para a implantação de ditaduras de esquerda nos países latino-americanos, o nosso presidente não têm qualquer compromisso com o Brasil nem com o povo que o elegeu. Todas as suas atenções estão voltadas para o objetivo maior da ideologia internacionalista que o condiciona: o estabelecimento de uma grande pátria socialista na Região.

Para tanto, é preciso impedir qualquer possibilidade de reação por parte do Brasil, que, como se mostra evidente, é o país que se tem revelado menos propício a sucumbir, sem luta, às investidas totalitaristas de grupelhos subversivos. Isso implica destruir tudo o que, tradicionalmente, nos une.

Explicam-se, assim, os ataques irracionais e violentos às Forças Armadas; a desmoralização das Instituições; o fomento da discórdia; a reinvenção do racismo. E, também, a instituição da insegurança física e jurídica; a negação dos verdadeiros heróis da Pátria e a exaltação dos criminosos; a criação de enclaves indígenas e quilombolas, tão desproporcionalmente extensos e númerosos, a ponto de fracionar todo o território nacional; além de tantas outras ações deletérias dos agentes governamentais.

Mas faltava ainda solapar um dos pilares da existência do Brasil como nação única: a nossa unidade lingüística, até então intocada.

Muitas ações já começaram a ser adotadas para modificar essa realidade. Estão aí vários programas de televisão transmitidos em espanhol por estações Oficiais. Tais programas são desnecessários, porquanto somente abordam temas de interesse exclusivo das ditaduras de esquerda que se instalaram nos países vizinhos, contudo, abrem mais uma fenda na unidade do nosso idioma.

Também é de se notar o grande esforço do governo para ressuscitar línguas já mortas, antigamente faladas por grupos étnicos, há muito, aculturados.

O Acordo Ortográfico, violentamente imposto sem que, pelo menos, fosse discutido por aqueles que, verdadeiramente, escrevem em português, é mais uma ação nesse diapasão.

As línguas não são imutáveis, mas o que lhes determina a evolução é o uso que delas fazem os grandes escritores. Seguramente, não é por decreto que as alterações devem ser impostas. Estes servem, somente, para oficializar aquilo que já foi consagrado pelo uso.

O nosso idioma é assunto muito sério para ser tratado apenas por uma meia dúzia de acadêmicos desavisados e burocratas governamentais mal-intencionados.

Para que serve, então, esse Acordo? Apenas para os propósitos dos que o impuseram e para o benefício dos que vão lucrar com ele, “fabricando” dicionários ou promovendo as adaptações decorrentes, pagas, naturalmente, com o já tão mal utilizado dinheiro público.

Além dessas, não vemos qualquer outra utilidade. Vivemos em uma época em que os processadores de texto e os corretores ortográficos que os acompanham tornam-se, a cada dia, mais eficientes. Se os que engendraram essa “Reforma” escrevessem os seus próprios trabalhos, saberiam que é possível escolher a versão da língua, conforme o país para o qual se escreve. Existem opções para português brasileiro e português de Portugal ou europeu; inglês dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Austrália; espanhol da Colômbia, do Peru, do México. Enfim uma escolha para cada necessidade.

Se as correções gramaticais são muito falhas, as ortográficas são um pouco mais aceitáveis para os menos exigentes. Seria mais racional esperar que algum ignorante escreva melhor, se acatar, sem qualquer análise, todas as sugestões do corretor ortográfico, do que por se ter tornado mais fácil escrever depois do Acordo Ortográfico.

Mas o atentado ao idioma não ficará nisso. Agressões cada vez maiores virão. Esse foi o avanço possível na direção da “novilíngua” de George Orwell, em 1984.

Lamentamos que algumas pessoas e também certos jornais e revistas tenham aderido tão rapidamente à nova ortografia. Nós reagiremos e não a usaremos, enquanto nos for possível, pelo menos até o último dia do prazo. Depois decidiremos o que fazer.

Quem sabe, até lá, apareça um salvador da Pátria que revogue essa insanidade, pelo bem ou pelo mal.


(*) O autor é Coronel-Aviador reformado.

Os bandidos do MST venceram

Os bandidos do MST venceram

A que ponto chegou esta pocilga chamada Brasil

Por Políbio Braga - 9/4/09

O MST e seus aliados intimidam o Ministério Público do RS

Só numa terra dominada pela bandidagem política podem ficar sem respostas das autoridades e dos representantes da sociedade civil, frente ao conjunto das denúncias de um procurador do Ministério Público, no caso o procurador Gilberto Thums, que não resistiu às pressões do MST e seus aliados, renunciou à fiscalização de ações pedagógicas dos liderados do sr. Stédile e denunciou publicamente o seguinte, nesta quinta-feira, em Porto Alegre:

1)um claro atentado político contra a sua vida, em Porto Alegre. 2) grampeamento dos seus telefonemas e intimidações pelo telefone (os grampeadores emitem as gravações ilegais quando o próprio Thums atende novamente). 3) implacável patrulhamento internacional (via Web, palestras e mídia padrão)por parte do MST e seus aliados nacionais e estrangeiros.

. A gota d’água foi a cilada a que foi levado o procurador Gilberto Thums nesta tertça-feira, na Comissão de Educação da Assembléia do RS, quando foi “linchado” por uma multidão aparelhada pelos aliados do MST. O próprio Thums disse depois que concordou com a multidão porque seria linchado de verdade se não fizesse isto naquele momento.

. O pior de tudo é a falta de apoio ao procurador do MPE, que com colegas igualmente destemidos, mandou o governo estadual fechar as escolas do MST e obrigar os pais dos sem-terra a matricular seus filhos na rede estadual de ensino. Quais as razões do MPE: 1) ninguém controla as escolas do MST. 2) nas escolas todo o conteúdo pedagógico tem inspiração ideológica comunista, o que fere frontalmente o que está disposto na Constituição do Brasil. O governo estadual tenta cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o MPE, mas a reação às ordens da autoridade pública é selvagem.

- Ao abrir mão da legalidade e da autoridade diante dos arreganhos dos grupos de bandoleiros políticos, os governos constituídos e a sociedade transformam-se em fantoches e presas fáceis dos aventureiros que buscam impor sua própria ordem. O povo que cala, consente. As tragédias que levaram ao nazi-fascismo e ao comunismo, como ao holocausto, começaram desta forma.

COMPREENDA MAIS - O Conselho Nacional do MP iniciou julgamento de representação do Ouvidor Agrário Nacional contra o MP do RS. CLIQUE AQUI para ouvir o áudio da sessão
EM CARTAZ, o filme Katyn, de Andrzej Wajda, conta o massacre terrível de 20 mil oficiais poloneses durante a II Guerra Mundial. A obra foi dos comunistas soviéticos, apenas um dos heróis cultuados nas aulas e desfiles das escolas do MST no RS. CLIQUE AQUI para ver o trailer do filme.

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário da semana nº 32 - 12 de abril de 2009

Assuntos: Decisões corretas e incorretas. Sementes do ódio.

Toda esta questão indigenista, manobrada pelos ditos missionários que mais parecem seguidores de Marx que de Jesus, está pegando fogo no Brasil e, se não se tomar cuidado, em breve a luta de raças "neste País" não terá volta atrás. Na questão da reserva dita "indígena" no Estado de Roraima, se os não-índios forem expulsos daquelas terras (atualmente prósperas, e que alimentam gente em vários estados brasileiros), aquilo lá vai virar uma tapera de mendigos. Os índios não vão conseguir produzir alimentos e ficarão à mercê de ONGs estrangeiras que os explorarão além de explorarem as riquezas daquele rico subsolo. Isso sem falar do perigo que representa para nossa soberania, uma vez que aquelas terras contém as maiores jazidas minerais do planeta

Conforme esperado, inicia-se a luta entre facções indígenas antes mesmo da data final da retirada. Informações recebidas na manhã do dia 9 pela Folha web são de que índios integrantes do CIR e da Sodiur estão em conflito pela disputa do Lago Caracaranã, um dos pontos turísticos mais importantes do estado, incluído maldosamente na área indígena. A confusão já teria gerado agressão. A Polícia Federal foi informada do fato.


Decisões corretas

1) A juíza da 14a. Vara Federal no RJ, Cláudia Maria Bastos Neiva, concedeu liminar que suspende os efeitos da portaria da anistia política no 1.267 (promoção post-mortem a coronel do ex-capitão Carlos Lamarca), pois ele desertara do Exército, antes de ser perseguido político. Tal como nós, a juíza considera ainda questionável o pagamento de indenizações com valores incompatíveis com a realidade nacional.

2) O Governo expandirá o cultivo do dendê na Amazônia. A idéia é ampliar programa de biodiesel, mudando lei para permitir área desmatada ser reocupada por dendê em vez de floresta nativa Segundo o min. da Agricultura, 10 milhões de hectares poderão ser ocupados pela palmácea. O principal obstáculo ao projeto é o Código Florestal, que proíbe a recomposição de áreas desmatadas da Amazônia com espécies exóticas, condenando o País ao atraso e os Amazônidas à eterna miséria. Felizmente o projeto já conta com o aval do min. Minc, para desespero da ex- ministra do atraso e seus aliados no Reino Unido (o maior produtor de biodiesel , na Indonésia). Estima-se que 10 milhões de hectares de dendê atenderá a demanda nacional de diesel e propiciará trabalho para um milhão de famílias


Decisão incorreta

No momento em que todos os povos cuidam de proteger sua economia, nosso governo fala em livre comércio. Decisão errada! A única maneira de se proteger de uma crise econômica internacional é fechando as fronteiras -- protecionismo. Hoje essa palavra é maldita, porque contraria os interesses da oligarquia supercapitalista global. É tempo de redescobrirmos o grande economista alemão Frederico List, autor do Sistema Nacional de Economia Política, livro publicado pela editora Nova Cultural na década de 1970 e que ainda pode ser encontrado em sebos.

Vale apena ler também "Relatório Sobre as Manufaturas", de Alexander Hamilton


Sementes do ódio

BOA VISTA - A pecuarista Nair Ribeiro exibe o " título definitivo " de posse de uma fazenda de 11 mil hectares no município de Normandia. A área pertencia ao pai desde 1901. Na mesma situação, as produtoras Ila Hartz Santos e seus nove irmãos, que têm 450 reses, e Regina Barili e seu marido, que se dedicavam a plantar arroz em Normandia. " Não nos disseram para onde ir. "Nós não existimos para o governo, nossa história não é contada ". Com histórias semelhantes a essas, um grupo de produtores de arroz e pecuaristas fez duras críticas à decisão do STF .

Entre citações a batalhas da história e apelos à "resistência", acusaram ações de "revanchismo " do governo federal. Prometeram "sobreviver, manter a cabeça erguida e refazer o Estado de Roraima. "O governo federal colocou a semente do ódio na nossa sociedade. Jogou índio contra índio e quem tem contra quem não tem. É um legado terrível", discursou o líder dos arrozeiros Paulo César Quartiero. O agrônomo gaúcho é apontado como candidato ao governo do Estado.

Frente a uma platéia composta inclusive por índios, insistiram na necessidade de parar novas demarcações de áreas indígenas e urgência de pressionar o governo para alterar a legislação em vigor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar Roraima no fim deste mês. Os roraimenses querem o apoio dele a um projeto de lei da Câmara que modifica o rito de demarcações e homologações em terras indígenas, levando as decisões para o Congresso Nacional. As declarações inflamadas foram reforçadas pela posição nacionalista do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, defensor de primeira hora da permanência de produtores e " não-índios " na Raposa Serra do Sol.


OPINIÃO - Índios e nação

Aldo Rebelo (O GLOBO, 06Abr09)

A reserva de grandes áreas para usufruto exclusivo de índios em zonas de fronteira gera duas preocupações. De um lado, potencializa a vulnerabilidade da soberania nacional, de vez que abre caminho para que as tribos isoladas sejam usadas como massa de manobra por ONGs e organismos estrangeiros interessados em internacionalizar, se não toda, larga parte da faixa fronteiriça da Amazônia brasileira. De outro, se é imperativo respeitar os direitos históricos dos índios, o poder público tem tratado o problema de forma particularista, com viés étnico e abordagem unilateral, capazes de reintroduzir na sociedade uma intolerância aos índios que não interessa à unidade da nação.

É inquietante que muitos brasileiros de boa-fé, partidários da causa indígena, demonstrem irritação com episódios como a demarcação de 9,6 milhões de hectares (a área do Líbano) para os ianomâmis, no Amazonas e em Roraima, e, agora, mais 1,7 milhão de hectares na reserva de Raposa Serra do Sol, para cinco tribos de Roraima.

Se seguirmos o modelo histórico de ocupação do território, baseado em nossa formação étnica tripartite, veremos que o respeito às prerrogativas dos índios não pode implicar desproteção de regiões tão cobiçadas como a Amazônia, impedindo-se, como agora se impede, a vivificação das zonas de fronteira que tradicionalmente se faz pela presença não só do Estado como sobretudo de empreendedores não índios, a exemplo dos agricultores de Roraima, que ocupam a terra e a fazem produzir riquezas em benefício de todos. Fronteiras ricas e ermas aguçam a ambição alheia. Foi com uma ocupação precária que consolidamos o território deste país continental, inclusive anexando a maior parte da Amazônia que, pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha.

Urge tratarmos o assunto com a sabedoria necessária para não estigmatizar os índios como vilões, tampouco apequená-los como vítimas que uma certa Historiografia e Antropologia jogam num vale de lágrimas da História do Brasil. Nosso caldeirão cultural incorpora em vez de segregar. O destino de todos, dos índios ao mais recente imigrante, é se integrarem na sociedade nacional. A esse ideal dedicou-se o Humanismo de nossas inteligências mais poderosas, de José Bonifácio a Darci Ribeiro, do Marechal Rondon aos Irmãos Vilas Boas.

Como reconheceram os intérpretes mais certeiros, a começar por Gilberto Freire, os índios figuram entre os construtores do Brasil. De seu seio saíram homens de Estado, como Arariboia, parceiro de Estácio de Sá na expulsão dos franceses e consolidação do Rio de Janeiro, no século XVI, e Poti, ou Antônio Filipe Camarão, herói da guerra aos holandeses no século XVII - ambos agraciados com o título de Dom e capitão-mor pela Coroa portuguesa. Mesmo os guerreiros que se opuseram à colonização lusa, como os tuxauas tamoios, Cunhambebe, aliado dos franceses, e o manao Ajuricaba, são heróis do eclético panteão nacional: lutaram com bravura, e ao menos Ajuricaba, ao preferir o suicídio à prisão, constelou na morte o lema de José Bonifácio de que "a liberdade é um bem que não se pode perder senão com o sangue".

Séculos depois desses episódios, a nação é uma só. Não podemos correr o risco de abrigar um Estado multinacional e uma nação balcanizada. Ao contrário: conjugando isonomia e respeito às diferenças, podemos comemorar o saldo amalgamado de índios, brancos e negros que forjaram o povo brasileiro. Cada tentativa de conferir superioridade de qualquer tipo a um deles deve ser repudiada. Nesse conflito, não ocorre o dilema de escolher entre irmãos o que será ungido e o que será imolado, pois as soluções devem atender e beneficiar todos e sobretudo ao interesse geral de um país forte, justo e democrático no engrandecimento de seu povo


Prospectiva

Se a situação esquenta em Roraima, tende a pegar fogo no Mato Grosso do Sul

Saudações patrióticas

GF

Defesa, democracia e desenvolvimento

Defesa, democracia e desenvolvimento

Nelson Jobim

Nas últimas décadas, nós, políticos, nos afastamos dos temas da defesa por associá-los à memória da repressão política ( nós quem cara-pálida )

O BRASIL é um país de transições, não de rupturas. Nossa história é rica em mudanças que mesclaram valores emergentes a elementos do sistema que fenecia.

Após proclamar nossa independência de Portugal, d. Pedro 1º abandonou o trono brasileiro, deixando o filho como sucessor, e tornou-se d. Pedro 4º, rei de Portugal.

O presidente Getúlio Vargas, apeado do poder em 1945, deixou como herança o novo presidente da República e vários interventores estaduais indicados em seu regime ditatorial. O general Castelo Branco, após participar da derrubada do governo civil de João Goulart em 1964, reduziu o espaço de participação dos militares na atividade política: limitou período máximo do generalato a 12 anos e criou a exigência do domicílio eleitoral para a participação em eleições.

Essas medidas de Castelo, associadas ao remanejamento periódico dos militares por todo o território nacional, impediu a renovação de longevas lideranças militares e reduziu o risco de alianças destes com líderes civis em disputas políticas
regionais.

Após avanços e recuos durante o regime militar, esse processo de redução da presença militar na administração pública foi retomado no governo do presidente José Sarney. Em 1988, a nova Constituição determinou que a atuação militar na garantia da lei e da ordem só poderia ocorrer mediante sua convocação pelos Poderes constituídos, e não mais por decisão própria das instituições castrenses, como se entendia desde a Constituição de 1891.

Novo e fundamental passo foi dado em 1999, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Ministério da Defesa, civil, em substituição aos ministérios da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

E coube agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conclusão desse processo histórico de transição, mediante o fortalecimento do Ministério da Defesa e a definição clara do seu papel nessa atividade, que é chave para a soberania nacional, a democracia e o desenvolvimento do país.

A Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo presidente por decreto publicado em dezembro de 2008 (6.703/08), após consulta ao Conselho de Defesa Nacional, foi o instrumento escolhido para essa tarefa. Dúvidas não havia, e não há, sobre a lealdade dos nossos militares aos Poderes constituídos. Essa relação está consolidada no campo político. Mas as estruturas e práticas administrativas não refletem a proeminência do poder civil sobre a atividade militar.

Nas últimas décadas, nós, políticos, nos afastamos dos temas da defesa por associá-los à memória da repressão política. Deixamos a defesa nacional aos cuidados quase exclusivos da caserna.

A Estratégia Nacional de Defesa superou o problema e fixou as bases para a consolidação do poder civil na direção da defesa nacional, com a determinação dos papéis que cabem nesse processo aos civis e ao braço militar -Marinha, Exército e Aeronáutica.

Ela determina a reestruturação das Forças Armadas, a revisão da política de composição dos efetivos militares e a reorganização da indústria de defesa. Por sua vez, assume o compromisso de prover ao braço militar os meios necessários ao cumprimento de suas tarefas.

A estratégia define ainda diretrizes para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a política industrial do setor, integrando estruturas civis e militares no esforço de desenvolvimento do país. Nunca a defesa necessitou tanto de tecnologias de ponta. E nunca as tecnologias de ponta tiveram uso tão dual, integrando tanto produtos civis quanto militares.

A consolidação e o fortalecimento da indústria nacional de defesa são, portanto, essenciais tanto para consolidar a defesa brasileira e os valores institucionais da nossa democracia quanto para acelerar o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Um termômetro desse processo é a Laad 2009 (Latin America Aerospace and Defence), maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que se realiza nesta semana no Rio de Janeiro, com apoio do Ministério da Defesa. A indústria brasileira estará presente com mais força que nos eventos anteriores.

E temos convicção de que essa expansão continuará, sintonizada com a projeção que o país conquista no cenário internacional: exemplo de democracia estável, vibrante e no caminho correto do desenvolvimento sustentável. E com a própria sociedade fortalecendo esse ambiente de paz e segurança para o Brasil.

NELSON JOBIM, bacharel em ciências jurídicas e sociais, é o ministro da Defesa. Foi ministro da Justiça (governo FHC) e presidente do Supremo Tribunal Federal.


Fonte: Folha de S. Paulo - 13/04/2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Presidente, o senhor me ofendeu!


PRESIDENTE, O SENHOR ME OFENDEU!

por Waldo Luís Viana (*)

“O Brasil idolatra algumas pessoas porque não as conhece de perto.” Marlene Mattos

O senhor, presidente, me ofendeu! Desculpe-me, mas tenho uma filha branca, loura e de olhos azuis. Eu, que sou filho de baiano com francesa, misto de Castro Alves com Catherine Deneuve (não necessariamente nesta ordem), sinto-me triste e magoado com a última metáfora do maior presidente da história deste país!

O senhor me ofendeu, presidente! Inteirado pela dupla caipira “Amorim e Garcia” de que pela extrema decadência que começa a aparecer no quadro interno, o seu governo só poderia se salvar pelo quadro externo, o senhor me vem com essa frase bombástica, típica de governantes totalitários, culpando um grupo de pessoas pelo tom da pele, a cor dos cabelos e beleza dos olhos, como se fosse proprietário e dilapidador da riqueza do planeta!

Presidente, como o senhor é primário, linear e complexado!

Os amantes das ditaduras, mesmo os eleitos diretamente, têm que encontrar culpados para os seus fracassos, especialmente desenhando um inimigo artificial no horizonte. São incansáveis os exemplos na história que nem vale a pena rever.

O senhor quer “um bode respiratório” para o desencanto, que lenta e suavemente, vem se apossando do povo brasileiro, enganado tantas vezes, mas que achava que do presidente-operário merecia melhor tratamento. E como os coelhos não saem mais com facilidade da cartola, não há bolsa-esmola, PAC de mentira e casinhas populares em véspera de eleição que deem jeito nos desconfiados que se avolumam – o senhor me sai com mais um de seus aparvalhados “pensamentos”...

O senhor já deu o que tinha que dar! Já encantou as “zelites”, em que hoje cospe, é malandro adivinhado, cujo arsenal de espertezas está no fim, porque o que existe pela frente é desemprego e recessão pelo caminho. O senhor preferiu a popularidade fácil às reformas estruturais e deu no que deu. Perdeu o bonde da história! Agora não tem mais dinheiro para nada e os plutocratas que o senhor ofendeu hão de lhe dar o troco, rapidamente.

Muitos outros, por outro lado, irão cobrar-lhe o jogo de palavras, em si. Mas isso é irrelevante, dado o enorme cipoal de batatadas com que Vossa Excelência já nos brindou, ao longo da sortuda vida de governante. No entanto, a sorte acabou e o que importa é o que se demonstra por baixo do palavrório chulo e insensato, produzido de propósito, como aduziram os jornais britânicos, para o despreparado público doméstico.

Aqui dentro, o senhor quer achar um culpado para a nossa crise! Não são os índios, os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais, os quilombolas, os estudantes, os adeptos de movimentos sociais; não são as ONGs, os idosos, os aposentados, os cotistas das universidades, os meninos de rua, os mendigos, os analfabetos funcionais ou os semi-mortos nas emergências dos hospitais – não!, são os brancos, os louros de olhos azuis que desestabilizam a Pátria-mãe multirracial!

Não é a tresloucada política econômica que o senhor nos impingiu, que agora explode por todos os diques, não é a “cumpanheirada” aboletada nos cargos e fundos de pensão, nem os banqueiros amigos, que agora estão sofrendo, coitados!, porque veem os lucros diminuindo, não são as empresas a despejar empregados na rua da amargura – não, os culpados são os outros, os de fora, aqueles em que o senhor não pode mandar, porque seus capitais especulativos não virão mais para cá e nossa elite está externalizando os próprios haveres, porque sabe muito bem o que vem por aí...

O senhor me ofendeu e ofendeu minha meiga menina! Ela não tem culpa de viver num país governado por um despreparado, que no final do governo sabe que não haverá retorno, que o estoque de mágicas terminou e o palhaço ficou só, no picadeiro. Resta chorar, porque o senhor provoca pena, o personagem alquebrado já encheu, como novela repetida e não adianta dividir para reinar, colocando branco contra negro, índio contra não-índio, empregado contra desempregado, proprietário contra sem-terra, militares contra anistiados – que esse jogo não pega mais, não esconde a falência dos gestos e a vacuidade do governante que não tem para onde ir, a não ser que, constrangido, efetue um golpe de força contra o arremedo de estado de direito e a falsa democracia, que ainda nos une.

O senhor não maneja a crise, é completamente manejado por ela! Não antecipou a constrição dos seus tentáculos e por conta do próprio orgulho e de imaginar que estava fazendo o melhor dos governos demorou demais a acordar! Agora Inês é morta e só faltava dizer que os assassinos eram brancos, louros e de olhos azuis. Um péssimo detetive nesses tempos exitosos de Polícia Federal!

No entanto, o senhor escolheu mal a acusação! Ofendeu-me e a milhares de brasileiros, descendentes de europeus, que misturaram o próprio sangue e as esperanças na epopéia de construir uma nação multiétnica e multirracial. Só o senhor discrimina, do alto de seus preconceitos arraigados e encardidos de homem complexado, que jamais se livrou de si mesmo!

O pior, presidente, é como o senhor fica, exibido em todas as esquinas! É tema de deboche nos bares! É diplomado na bazófia, no menoscabo, no que de pior pode haver num homem que veio de baixo: o senhor provoca vergonha nos pobres. E agora quer provocar raiva nos aparentemente ricos! Nunca neste país!

Sinto-me ofendido e acho que este povo, em clamor nacional, deveria enquadrá-lo no crime de racismo! O que o senhor disse é muito pior, para minha filha, do que chamá-la de loura burra ou branca azeda. Esses codinomes os brancos desse país já estão acostumados a ouvir.

O que não aguentamos é ver o chefe da Nação, solerte, do alto da própria ignorância triunfante, personalizar a culpa de uma crise que o senhor não quer sobre os ombros, como aliás nenhum dos mastodônticos crimes de corrupção que se refletiram sobre o seu governo!

O senhor ofende porque está em desespero! Ofende porque está no fim da estrada e a sorte sumiu! Mas não se esqueceu das próprias origens, do ressentimento e de encarnar o ato obsceno daquele personagem da piada, que já não se pode mais contar neste país: o senhor nos ofendeu e ainda está fazendo das suas, na saída...

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(*) Waldo Luís Viana é escritor, economista e poeta e pede desculpas aos seus pouquíssimos leitores por ter sido tão gentil...

Teresópolis, 27 de março de 2009.

http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/index_novo.asp?id=2457


Obs.: Você também me ofendeu, Lula, pois tenho uma linda neta branca de olhos azuis! (F. Maier)

O tempo é o senhor da razão...

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO...

http://bairrodebotafogo..blogspot.com/

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

É importante que estas notícias sejam difundidas ... a memória é fraca.

NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS CONSTRUÍRAM-SE TANTAS MORADIAS POPULARES
COMO NOS GOVERNOS MILITARES

Luiz Mendonça

O presidente da República estufa o peito e anuncia a construção de 1 milhão de casas para as pessoas de baixa renda. Mas ao mesmo tempo alerta que não adianta cobrar quando esse número será alcançado.

Diz que o ideal seria em 2009, mas pode ser em 2010 ou mais pra frente. Alguns jornalistas que não lêem ou propositalmente fazem questão de ignorar, chegam a afirmar que nunca se fez tanta casa popular no Brasil..

Algumas considerações:

Fui Coordenador de Comunicação Social do Ministério do Interior, a convite do Ministro Mário David Andreazza, durante o ano de 1979, sendo Secretário Geral Augusto Cézar de Sá da Rocha Maia e presidente do BNH José Lopes de Oliveira.

Acompanhei, contudo, todo o trabalho do extraordinário brasileiro que foi Andreazza até 1985, quando o General João Baptista de Oliveira Figueiredo deixou a Presidência da República, sendo sucedido por José Sarney.

No Governo Figueiredo, sob o comando do Ministro Andreazza, somente para pessoas de baixa renda foram construídas 1 milhão e 500 mil moradias em todo o Brasil. O programa denominava-se PROMORAR e teve enorme repercussão.

O BNH, durante o tempo que existiu durante os governos militares, construiu 3 milhões de moradias.

Não está computada, aí, a construção provavelmente de outro tanto ou mais de residências para as pessoas das classes média e rica, que iam ao Sistema Financeiro de Habitação obter financiamento.

Muito importante ressaltar que havia um seguro pago pelo financiado segundo o qual ao término do PRAZO acordado com a entidade financiadora, a Caixa Econômica Federal à frente, NADA MAIS tinha a ser pago, independentemente do saldo devedor. Isto era ser justo, isto era pensar nos cidadãos, isto era não privilegiar os banqueiros glutões.

Rocha Maia, hoje apenas como observador da cena nacional – mas bem que poderia ser um conselheiro – recorda-me que o mais importante era o sistema de água e esgoto. Todas as casas eram entregues com saneamento. Água de boa qualidade, esgotos sanitários, o que vale dizer, SAÚDE.

O financiamento era do Banco Mundial (BIRD), com recursos também do Governo Federal e do Banco Nacional da Habitação.

As moradias foram construídas em mais de 1.600 municípios.

O presidente da entidade que conduz a Construção Civil atualmente – cujo nome não me ocorre agora – disse recentemente, a propósito do lançamento do novo programa do atual governo, que “até 20 anos atrás 600 mil residências eram construídas por ano”.

Quando integrantes do atual governo foram projetar o novo programa habitacional para 1 milhão de moradias, foram recomendados pelo próprio Governo Federal a irem conhecer o programa realizado pelo México. Lá, receberam, com surpresa, a informação de que o programa deles fora copiado do programa do Brasil, executado pelo BNH, com ênfase no Governo Figueiredo.

A própria Ministra da Casa Civil disse que “nos últimos 20 anos nada foi feito (nesse caso). Tudo o que se tem de moradias populares foi antes dos últimos 20 anos”.

Eu completo: no período dos governos militares. Naquela época havia planejamento, visão de futuro.

E um dos mais extraordinários representantes da época em que se construíam benefícios para o povo brasileiro era Mário David Andreazza.

E quem quiser saber mais, em agosto o filho dele, Mariozinho Andreazza, vai lançar um livro sobre as realizações do pai. No Rio de Janeiro.


(*) LUIZ MENDONÇA é jornalista há 42 anos. Na ativa.