MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Clip de campagne officiel de Marine le Pen pour les présidentielles 2017


Aos meus amigos

Não sei se eu estou querendo ver nela coisas que agradem às minhas opiniões, mas o discurso dela, de radical não tem nada.  É apenas RACIONAL e SÉRIO, com um toque de patriotismo.
Já sei que vão dizer que ela é Populista. Ela e Trump….  Agora, a moda é a esquerda acusar a direita de populista.  Como se populismo não fosse uma exclusividade da esquerda….
Quando se promete patriotismo e trabalho difícil, medidas duras, mas necessárias, é populismo de direita.  Quando se promete um monte de coisas inviáveis, para agradar o povo e ganhar as eleições, é populismo de esquerda….
Está difícil…
ABCS
Dominguez

De: Arnaldo Süssekind [mailto:arnsussek@gmail.com]
Enviada em: domingo, 19 de março de 2017 17:35
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: Marine Le Pen - Clip de campagne présidentielle

Traduzi
 com o meu fraco francês, na base do sentido das frases.
Legendas de vídeo não dá para copiar e colar em tradutores.
Abraços,
Arnaldo

Tanto quanto me lembro eu sempre senti um vínculo visceral, passional com o nosso país, com sua história.
Eu amo a França, amo do mais profundo do meu coração, da minha alma, esta nação milenar que não desiste.
Sou uma mulher e como mulher eu sinto que se multiplicam em nosso país, com uma extrema violência,
as restrições das liberdades em todo o país através do desenvolvimento do fundamentalismo islâmico.
Eu sou uma mãe e como milhões de pais me inquieto cada dia com o estado do país e do mundo,
O que deixaremos de herança para nossas crianças.
Eu sou uma advogada e guardei dos meus anos de banca a observância das liberdades públicas particulares.
E uma sensibilidade particular com o destino das vítimas, confrontadas com a impunidade dos criminosos.
Basicamente, se eu tivesse que me definir, creio que responderia simplesmente que sou
intensamente, fielmente, orgulhosamente, evidentemente Francesa.
Recebo os insultos para a França como se me fossem endereçados diretamente.
Se é insegurança ou violência ou miséria que afeta numerosos compatriotas,
eu sinto o sofrimento dos franceses como também os sofrimentos pessoais.
A escolha que você faz quando chegar a eleição presidencial é crucial,
fundamental, uma verdadeira escolha de civilização.
Ou você continua com os que mentiram, traíram, quase perderam a França.
São vocês que vão restabelecer a ordem na França.
Sim, eu venho restabelecer a ordem na França.
Eu quero os franceses possam viver unidos numa França, com orgulho
Eu desejo que os franceses possam viver bem numa França sustentável.
Vejo que os franceses possam viver seus sonhos numa França justa.
Este é o significado do meu compromisso, é porque eu luto e que vou colocar em obra como chefe de Estado.
Em seu nome, em nome do povo.


Clip de campagne officiel de Marine le Pen pour les présidentielles 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=Ck-xei5eaXU

COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO DO CORONEL GELIO FREGAPANI


COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO 260
em 20 de março de 2017
 
Assuntos: Economia, Independência e Complexo de Vira-lata
 
     Pensamentos sobre economia  
 
Se quisermos ser independentes é preciso primeiro garantirmos a propriedade dos recursos naturais existentes, ao contrário da orientação suicida do atual governo. Há um sábio ditado que diz: "quem se desfaz do que tem, a pedir por ele vem”. Uma vez garantida a posse dos recursos, explorá-los, pois a posse de recursos naturais por povos que não queiram ou não possam explora-los deixa de constituir uma vantagem e passa a ser um perigo, atraindo as ambições. Por fim reservar o mercado interno para os produtos nacionais, pois um mercado aberto será nescessariamente dominado por produtos estrangeiros com indústrias já estabelecidas.
 Algumas nações altamente desenvolvidas podem descobrir um nicho tecnológico superior a todos os demais, mas essa superioridade tende a ser temporária. A reserva de mercado está na raiz do desenvolvimento de toda a grande nação.
A exportação deve ser apenas complementar, para evitar a dependência decorrente das oscilações do câmbio bem como das taxações alfandegárias dos países importadores. Este é o caso do petróleo — exportar apenas o que exceder nossas necessidades atuais e futuras. Exportar minério de ferro, tudo bem, nossas reservas dão para muitos séculos, contudo devemos evitar exportar minério de ferro bruto, de preço baixo para importar aço, com valor agregado. Tratemos de transformá-lo aqui e exportar manufaturados, se houver condições, mas o petróleo é um recurso que tende a acabar mais cedo e nossos reservatórios não são gigantes, como os do Oriente Médio, é de toda conveniência guardá-los para o consumo próprio, pois tudo indica que o petróleo será cada vez mais escasso e portanto, cada vez mais caro.
Excessão apenas para os produtos agropecuários. Estes são perenes e bem manejados, dão tantas safras quantas forem plantadas e são a raiz e o início de toda riqueza.
Simples assim.
 
      Isto é (ou foi) uma disputa leal
 
A costa atlântica da África defronte o nosso País está em frente às nossas jazidas e poços do pré-sal e a importância geopolítica de manter  relações com essa África,  levou a iniciativas econômicas  e de cooperação militar, somente que nesta última não entraram os subornos que caracterizam quase toda as  obras e negócios internacionais na África.
Nessa política, as empreiteiras brasileiras tinham um papel geopolítico e uma fonte de ganho, ambas relevantes. Sua atividade, em quatro dos países africanos, compunham um esforço de projetarmos poder,  quase uma tentativa de transformar o Atlântico Sul no" Mare Nostum", descrito no livro Euforia e Fracasso do Brasil Grande", do Jornalista Fábio Zanini.
 Os Estados Unidos também têm grande interesse nessa costa africana: ali está o petróleo para previsíveis problemas com sua fonte petrolífera na Arábia. Isto não é causa de atritos, mas incontestavelmente existe uma disputa surda, embora leal, dentro das usanças e das rivalidades nos interesses nacionais.
Todos apreciamos a atuação da Lava-Jato, mas agora nos uma dá certa nostalgia de uma política externa altiva, apesar das evidentes corrupções dos dirigentes de então.
 
     Mas isto cheira a traição
 
 O Governo prepara uma nova licitação para ofertar três novas áreas do pré-sal em novembro, na 3ª rodada de partilha. De acordo com o jornal Valor Econômico, o diretor do Departamento de Exploração e Produção de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, disse que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) elaborou uma lista com sugestões de áreas para as próximas rodadas, que deverão ocorrer entre 2017 e 2019. Como será?
 
      Amizade ou Subordinação?
 
Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks demonstram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também  a função do ex-presidente FHC em sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA em relação à independência tecnológica brasileira. Os telegramas, datados de 2009, mostram que o governo dos EUA obrigou a Ucrânia a emperrar o projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
Ainda em fevereiro daquele ano o embaixador americano Clifford Sobel, relatou que informou à embaixada ucraniana que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
Enquanto aceitarmos as proibições internacionais de termos mísseis e armas nucleares seremos também proibidos de desenvolver qualquer  coisa. Iniciemos por denunciar todos os acordos e tratados que nos cerceiem, a começar pelo tratado de não proliferação nuclear (TNP).
 
      O complexo de vira-lata
 
 É verdade, muitas vezes culpamos injustamente os EUA pelo nosso subdesenvolvimento, mas é verdade que há setores  em que eles tem nos prejudicado intencionalmente. Podemos nos acovardar e dizer que eles se quisessem nos esmagariam belicamente.. Devemos reconhecer que embora sejam nossos adversários em uns assuntos mas que em outros até ajudam . Podemos também dizer, que toda a culpa é nossa pela preguiça e fraqueza militar algo como culpar a mocinha pelo estupro. Estamos nos acostumando a olhar de baixo prá cima e sorrir. Nada disso muda o fato de que os EUA  nos tem tratado como adversários e até como inimigos. Ora, adversários e inimigos se deve enfrentar, não adianta ficar fazendo queixas.
 Ainda mais grave do que o prejuízo que estamos tendo por conta da alienação das nossas riquezas naturais certamente  é o esfacelamento do nosso orgulho nacional. Lembremos que, se não fosse orgulho nacional deles, os EUA não teriam conseguido ser o país que são.
                 
Como ensinava minha saudosa mãe: ESTÁ DIFÍCIL? MANTENHA A CABEÇA ERGUIDA, SOLDADO... 
 
Gelio Fregapani

TV Globo, facciosa como sempre, denigre o 31 de Março de 1964


No final de março, a TV Globo, como já foi divulgado, vai passar uma série tremendamente facciosa e apelativa sobre o regime militar e a luta armada, seguindo os moldes da linha dos "Goebbels tropicais vermelhos". Isto é, de um lado os agentes satânicos do Estado, que lutavam contra os democratas, e do outro os querubins vermelhinhos e coitadinhos, amantes da liberdade. Tenham dó!!!!

Na realidade, as Organizações Globo sempre navegaram conforme a maré, aproveitando-a em seu próprio benefício. Por falta de ética, princípios e convicções, perderam a credibilidade e o respeito da sociedade, embora ainda tenham muito poder para influencia-la. Usam do "patrulhamento ideológico", por meio de suas figuras mais importantes do meio artístico e da mídia, para fechar os espaços ao contraditório. 

Isso é liberdade de expressão e de imprensa, que enchem tanto a boca para exigir? Hipócritas!!!!
                                                                                                  REPASSEM
                                                                                               
Gen Rocha Paiva


ALENTOS PARA A VERDADE SUFOCADA I

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

Professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil

Ainda que tarde, é preciso desmentir inverdades exaustivamente disseminadas sobre o Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964, o período de governos militares, a luta armada da esquerda revolucionária e a redemocratização do Brasil a partir de 1978. É um projeto que demanda uma sequência de textos onde sejam apresentadas ideias pouco exploradas, mas capazes de se oporem a paradigmas criados pela esquerda.

O Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964 tinha o objetivo de implantar uma ditadura de direita no Brasil? Não.

O propósito foi impedir a implantação de uma ditadura comunista, por meio de um golpe de estado articulado pelo governo de Jango, o PCB e Brizola. Todos os presidentes militares reconheciam como de exceção o regime de 1964 e manifestavam publicamente o propósito de retorno à normalidade democrática. Uma ditadura jamais pregaria a própria extinção, o que comprova o perfil sui generis da “ditadura (?) militar” no Brasil.

Há ditaduras e “ditaduras”, assim como há democracias e “democracias”. Por paradoxal que seja, a Alemanha Oriental se denominava República Democrática Alemã e ainda há os que consideram a Venezuela de hoje uma democracia. Tais designações pouco objetivas e o importante é o que a legislação do país assegure em termos de liberdade e direitos fundamentais dos cidadãos. Ainda que sob uma lei de exceção, consubstanciada no AI-5, a maioria dos cidadãos designa aquele momento histórico de diversas formas: regime militar; período de governos militares; regime autoritário; ou até mesmo “ditabranda”. Nem todos o chamam de ditadura militar e praticamente ninguém o considera de regime totalitário. Este era, sem dúvida, o que vigorava nas catedrais comunistas, que orientavam a esquerda revolucionária brasileira, modelo sonhado pelos grupos armados da guerrilha no país. A controvérsia existe mas, no íntimo, a maioria sabe que foram preservados muitos direitos e liberdades individuais durante a vigência do AI-5, que pouco afetava o cidadão comum. Para a esquerda de Lula, Dilma, etc., o regime cubano é o exemplo de democracia, enquanto o regime militar no Brasil teria sido uma ditadura de chumbo. Hipócritas!  

O regime militar manteve os três Poderes da União e havia eleições livres e diretas para o Congresso Nacional e assembleias legislativas estaduais. Naquele período, podiam ser identificadas quatro correntes políticas em ação. Duas delas, democráticas, estavam no centro do espectro ideológico, abrigadas nos dois partidos reconhecidos. O MDB, oposicionista, cuja bandeira era a imediata redemocratização, e a ARENA, partido do governo, que defendia a redemocratização de forma gradual. À esquerda do MDB, havia a corrente revolucionária, cujo objetivo era implantar uma ditadura como a cubana, a soviética ou a chinesa. Essa linha radical ganhou força após o fracasso da estratégia de modelo soviético de tomada do poder pela “via pacífica” (subversão – infiltração – luta armada como último recurso) entre 1961 e 1964. A esquerda revolucionária se preparava para implantar a guerra de guerrilhas no Brasil desde o início dos anos 1960 com apoio da URSS, Cuba e China. As ações violentas de maior vulto começaram em 1966 e intensificaram-se a partir de 1968. A radicalização da esquerda revolucionária respaldou não só ao partido do governo, em seus propósitos de redemocratização mais lenta, como deu força à linha mais à direta do regime. 

Dessa forma, a volta à normalidade democrática demorou cerca de dez anos, tempo que demandou a neutralização completa da luta armada urbana e rural, num embate onde houve violações de ambos os lados. A volta à democracia não se deve à esquerda revolucionária, pois o governo militar só iniciou a redemocratização em 1978, após a completa derrota da luta armada. Na cruzada da redemocratização estavam o governo, os partidos políticos - ARENA e MDB - e diversos setores representativos da nação, todos atuando dentro da legalidade.

Em seu discurso de posse, em 2011, a ex-presidente Dilma cometeu um sério equívoco ao dizer: “Minha geração veio para a política em busca da liberdade, num tempo de escuridão e medo. Aos companheiros que tombaram nesta caminhada, minha comovida homenagem e minha eterna lembrança”. A presidente tomou a parte pelo todo, pois a imensa maioria de sua geração, e do povo brasileiro, não optou pela luta armada, mas sim apoiou o Estado na neutralização da esquerda revolucionária. Só a partir de 1975, uma grande parte da população aderiu aos segmentos políticos e sociais que buscavam acelerar a redemocratização pela via legal. Os guerrilheiros eram sempre denunciados pelos cidadãos e, por isso, viviam homiziados, não se sentindo seguros no meio do povo. Não fosse assim, a luta teria sido muito mais dura, como mostra a história quando uma guerrilha é popular. Da mesma forma, Dilma ainda insistiu em que ela e seus companheiros de luta armada estavam “em busca da liberdade”, após tantos deles reconhecerem que seu propósito era implantar uma ditadura nos moldes da soviética, da chinesa e da cubana. 

A esquerda revolucionária depôs as armas após ser derrotada e, uma vez anistiada, saiu da ilegalidade e aceitou as regras do jogo democrático. Na atualidade, muitos dos seus membros estão instalados em altos escalões dos Poderes da União onde alguns deixam claro que não mudaram de ideologia, apenas realizaram um recuo estratégico, haja vista sua atuação nos espaços que ocupam, as bandeiras que ainda empunham (vide o PNDH-3) e seu protagonismo no Foro de São Paulo, organismo que se propõe a reviver na América do Sul a experiência desastrosa do socialismo no leste europeu.   


Obs.: Para se informar sobre o Movimento de 1964, acesse MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964, uma coletânea de artigos, em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12991&cat=Ensaios (F. Maier).



terça-feira, 21 de março de 2017

O SILÊNCIO DOS CULPADOS

O SILÊNCIO DOS CULPADOS -

Repasso o excelente conteúdo produzido pelo jornalista Fernão Lara Mesquita, com o título -O SILÊNCIO DOS CULPADOS-, que está publicado na coluna de opinião do Estadão. Vale a pena ler. Eis:

Esta quarta-feira, 15, foi daqueles dias em que os fatos se impuseram à “narrativa” do Brasil com uma contundência de doer. Capital por capital, cidadezinha por cidadezinha, giro após giro das TVs pelo País, a mesma cena: grupelhos de funcionários públicos estáveis no emprego, com aposentadorias integrais e aumentos de salário garantidos até 2020 barrando a passagem das multidões de desempregados, subempregados e empregados com empregos ameaçados (todos menos os públicos) e aposentadorias de fome (todas menos as públicas), que esperavam passivamente nas estações e nos engarrafamentos gigantes que os “donos do Brasil” em “greve geral” contra as reformas da Previdência e trabalhista lhes concedessem a graça de seguir na luta pela sobrevivência.
Um retrato doloroso, mas fiel, da nossa realidade.
Esse Brasil órfão, sem voz, abandonado à própria sorte, impedido de trabalhar, está morrendo de overdose de funcionalismo, de supersalários e, mais especialmente, de acúmulo de aposentadorias e superaposentadorias precoces. Pouco mais de 980 mil aposentados da União geram um déficit maior na Previdência que o resto dos 32 milhões de aposentados do setor privado somados. Não se sabe a quanto os 26 Estados e 5.570 municípios, com seus respectivos Executivos, Legislativos e Judiciários, empurrarão essa conta (“sem contrapartidas”!), mas somente a folha da União vai subir este ano dos R$ 258 bilhões que custou em 2016 para R$ 283 bilhões. São quase 10% a mais e como o Orçamento cresceu só 7%, isso significa que, no mesmo momento em que estão arrancando cateteres de quimioterapia das veias de doentes com câncer e abandonando-os para morrer no hospital público de referência em oncologia do Rio de Janeiro por “falta de recursos” (imagine nos “grotões”!), mais e mais dinheiro dos impostos que esses doentes pagaram é desviado das atividades-fim para os bolsos dos eternamente imunes às crises que fabricam.
Se todos os moderadíssimos cortes de despesas propostos pudessem ser executados, o governo Temer prometia aos miseráveis do Brasil que chegariam ao fim de 2017 com um acrescentamento à dívida que o Estado lhes atira anualmente às costas de “apenas” R$ 140 bilhões por cima dos R$ 2,81 trilhões a que o total já chegou. Mas os últimos “direitos adquiridos” pela casta dos “grevistas” de quarta-feira vão custar mais que isso e o governo já está desistindo de buscar a diferença com reformas, mesmo as que mantêm intacta a escandalosa desigualdade que há hoje nas contas da Previdência. Novos impostos já estão prontos para ser disparados.
Está passando da hora, portanto, de darmos uma “freada de arrumação”. As emoções da Lava Jato são vertiginosas e a delícia de ver ladrões de casaca perderem o sono uma vez na vida não tem preço. Mas esquecer o cérebro no meio do caminho é catastrófico. O primeiro ponto é manter em mente que corrupção não é mais que déficit de democracia. E democracia é controle do Estado pelo povo, e não o contrário. “O pior sistema que existe excluídos todos os outros”, como dizia Winston Churchill. A rápida evolução dessa burrada do “financiamento público” de campanhas para o seu corolário obrigatório que é a “lista fechada” é mais uma prova disso. Cassa o seu direito ao voto. O outro ponto essencial é dar a cada coisa o seu devido peso. A Lava Jato é imprescindível. Mas fingir que só ela basta para nos tirar da rota de desastre é nada menos que suicídio. Quanto é que se rouba do Brasil por fora da lei? Via Odebrecht, a rainha do nosso cupinzeiro, foram R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões em cerca de dez anos, diz a polícia.. Mas sejamos realisticamente generosos. Multipliquemos esse valor por 10, por 20 vezes. Se tudo parar rigorosamente onde já chegou; se nenhuma obra mais pagar “pedágio”, funcionário inútil for contratado ou “direito” novo for “adquirido”, estaremos todos mortos e enterrados, mais nossos filhos e netos, antes que o completo cessamento da roubalheira “por fora” zere a conta do que nos arrancam todo santo mês “por dentro” com a vasta coleção de leis que só valem para “eles”.
A discussão do que realmente decide o nosso destino, portanto, nem começou. Desde o apeamento do PT do poder, só o que não depende do Brasil nos tem dado sobrevida: a saúde da economia americana, os soluços da China e das commodities, os capitais que se aventuram por juros maiores que zero. O governo Temer tem vivido de expedientes; só lhe foi dado mexer naquilo que é possível mexer sem mexer no que é preciso mexer para o Brasil voltar a respirar: repatriações de dinheiros fugidos, manipulações do câmbio e dos juros, “ajustes” de estatais arrombadas pelo incentivo à aposentadoria, raspagens de fundos de cofres do tipo FGTS para lembrar aos moribundos como é estar vivo...
A mansa passividade das multidões detidas pelas barricadas da “greve geral” de quarta-feira, estando em causa questão tão explosiva quanto é a aposentadoria em toda a parte do mundo, dá, no entanto, a medida dos sacrifícios que esse Brasil enjeitado e sem voz estaria disposto a aceitar se lhe acenassem com a menor contrapartida. Mas a função de expor, de medir, de comparar o que falta aos miseráveis com o que obscenamente sobra à casta que se apropriou do Estado não é do presidente da República, muito menos de um acidental e periclitante como o nosso que sofre represálias cada vez que ousa mover o nariz na direção do quadrante de onde vem o mau cheiro. Essa função é SEMPRE da imprensa.
Se não houvesse nenhum sinal de que tudo está derretendo de podre no reino dessa nossa “dinamarca” lá de cima já seria inaceitável que ela não fosse fuçar esse departamento dia sim, dia não. Mas no estado de arrebentação em que vai um país onde os pilotos e aviões da força aérea nacional estão oficialmente reduzidos à condição de choferes de marajás, as “assessorias” são do tamanho de governos democráticos inteiros e os salários e mordomias do Poder Judiciário competem com os dos tubarões de Wall Street esse silêncio é indecente.

Livro Trilogia suja de Havana - Fichamento por Félix Maier


Trilogia suja de Havana 

Fichamento por Félix Maier

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8576&cat=Ensaios 

A caminho do brejo


A caminho do brejo
Cora Ronái
 
A sociedade dá de ombros, vencida pela inércia

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos.

Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras. A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais. Enquanto isso tem gente nas ruas estourando fogos pelos times de futebol!!!

A aberração da orgia de gastos com pessoal no Brasil


A aberração da orgia de gastos com pessoal no Brasil (Fonte MF)

Em 2002 os gastos com pessoal consolidado (união, estados e municípios) foi de 13,35% do PIB. Em 2015 foi de 15,31% do PIB. Crescimento real em relação ao PIB de 14,68%. Para que se avalie a variação criminosa dos gastos reais com pessoal, cabe lembrar que nesse mesmo período houve um crescimento real do PIB Corrente de 37,80%, gerando um ganho real acima da inflação de 58,03% nesse período. Nenhuma nação do planeta conseguiria bancar tamanha orgia pública.

Ricardo Bergamini
(48) 99636-7322
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Membro do Grupo Pensar+ www.pontocritico.com

De: GILBERTO SIMÕES PIRES [mailto:gilberto@pontocritico.com]
Enviada em: terça-feira, 21 de março de 2017 06:42
Assunto: O silêncio dos culpados - Opinião - Estadão
Achei ótimo este artigo escrito pelo Fernando Lara Mesquita. Eis:
abs 
GILBERTO SIMÕES PIRES
gilberto@pontocritico.com
(51) 99919.2021

Esta quarta-feira, 15, foi daqueles dias em que os fatos se impuseram à“narrativa” do Brasil com uma contundência de doer. Capital por capital, cidadezinha por cidadezinha, giro após giro das TVs pelo País, a mesma cena: grupelhos de funcionários públicos estáveis no emprego, com aposentadorias integrais e aumentos de salário garantidos até 2020 barrando a passagem das multidões de desempregados, subempregados e empregados com empregos ameaçados (todos menos os públicos) e aposentadorias de fome (todas menos as públicas), que esperavam passivamente nas estações e nos engarrafamentos gigantes que os “donos do Brasil” em “greve geral” contra as reformas da Previdência e trabalhista lhes concedessem a graça de seguir na luta pela sobrevivência. 
Um retrato doloroso, mas fiel, da nossa realidade.
Esse Brasil órfão, sem voz, abandonado à própria sorte, impedido de trabalhar, está morrendo de overdose de funcionalismo, de supersalários e, mais especialmente, de acúmulo de aposentadorias e superaposentadorias precoces. Pouco mais de 980 mil aposentados da União geram um déficit maior na Previdência que o resto dos 32 milhões de aposentados do setor privado somados. Não se sabe a quanto os 26 Estados e 5.570 municípios, com seus respectivos Executivos, Legislativos e Judiciários, empurrarão essa conta (“sem contrapartidas”!), mas somente a folha da União vai subir este ano dos R$ 258 bilhões que custou em 2016 para R$ 283 bilhões. São quase 10% a mais e como o Orçamento cresceu só 7%, isso significa que, no mesmo momento em que estão arrancando catéteres de quimioterapia das veias de doentes com câncer e abandonando-os para morrer no hospital público de referência em oncologia do Rio de Janeiro por “falta de recursos” (imagine nos “grotões”!), mais e mais dinheiro dos impostos que esses doentes pagaram é desviado das atividades-fim para os bolsos dos eternamente imunes às crises que fabricam. 
Se todos os moderadíssimos cortes de despesas propostos pudessem ser executados, o governo Temer prometia aos miseráveis do Brasil que chegariam ao fim de 2017 com um acrescentamento à dívida que o Estado lhes atira anualmente às costas de “apenas” R$ 140 bilhões por cima dos R$ 2,81 trilhões a que o total já chegou. Mas os últimos “direitos adquiridos” pela casta dos “grevistas” de quarta-feira vão custar mais que isso e o governo já está desistindo de buscar a diferença com reformas, mesmo as que mantêm intacta a escandalosa desigualdade que há hoje nas contas da Previdência. Novos impostos já estão prontos para ser disparados. 
Está passando da hora, portanto, de darmos uma “freada de arrumação”. As emoções da Lava Jato são vertiginosas e a delícia de ver ladrões de casaca perderem o sono uma vez na vida não tem preço. Mas esquecer o cérebro no meio do caminho é catastrófico. O primeiro ponto é manter em mente que corrupção não é mais que déficit de democracia. E democracia é controle do Estado pelo povo, e não o contrário. “O pior sistema que existe excluídos todos os outros”, como dizia Winston Churchill. A rápida evolução dessa burrada do “financiamento público” de campanhas para o seu corolário obrigatório que é a “lista fechada” é mais uma prova disso. Cassa o seu direito ao voto. O outro ponto essencial é dar a cada coisa o seu devido peso. A Lava Jato é imprescindível. Mas fingir que só ela basta para nos tirar da rota de desastre é nada menos que suicídio. Quanto é que se rouba do Brasil por fora da lei? Via Odebrecht, a rainha do nosso cupinzeiro, foram R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões em cerca de dez anos, diz a polícia. Mas sejamos realisticamente generosos. Multipliquemos esse valor por 10, por 20 vezes. Se tudo parar rigorosamente onde já chegou; se nenhuma obra mais pagar “pedágio”, funcionário inútil for contratado ou “direito” novo for “adquirido”, estaremos todos mortos e enterrados, mais nossos filhos e netos, antes que o completo cessamento da roubalheira “por fora” zere a conta do que nos arrancam todo santo mês “por dentro” com a vasta coleção de leis que só valem para “eles”. 
A discussão do que realmente decide o nosso destino, portanto, nem começou. Desde o apeamento do PT do poder, só o que não depende do Brasil nos tem dado sobrevida: a saúde da economia americana, os soluços da China e das commodities, os capitais que se aventuram por juros maiores que zero. O governo Temer tem vivido de expedientes; só lhe foi dado mexer naquilo que é possível mexer sem mexer no que é preciso mexer para o Brasil voltar a respirar: repatriações de dinheiros fugidos, manipulações do câmbio e dos juros, “ajustes” de estatais arrombadas pelo incentivo à aposentadoria, raspagens de fundos de cofres do tipo FGTS para lembrar aos moribundos como é estar vivo... 
A mansa passividade das multidões detidas pelas barricadas da “greve geral” de quarta-feira, estando em causa questão tão explosiva quanto é a aposentadoria em toda a parte do mundo, dá, no entanto, a medida dos sacrifícios que esse Brasil enjeitado e sem voz estaria disposto a aceitar se lhe acenassem com a menor contrapartida. Mas a função de expor, de medir, de comparar o que falta aos miseráveis com o que obscenamente sobra à casta que se apropriou do Estado não é do presidente da República, muito menos de um acidental e periclitante como o nosso que sofre represálias cada vez que ousa mover o nariz na direção do quadrante de onde vem o mau cheiro. Essa função é SEMPRE da imprensa. 
Se não houvesse nenhum sinal de que tudo está derretendo de podre no reino dessa nossa “dinamarca” lá de cima já seria inaceitável que ela não fosse fuçar esse departamento dia sim, dia não. Mas no estado de arrebentação em que vai um país onde os pilotos e aviões da força aérea nacional estão oficialmente reduzidos à condição de choferes de marajás, as“assessorias” são do tamanho de governos democráticos inteiros e os salários e mordomias do Poder Judiciário competem com os dos tubarões de Wall Street esse silêncio é indecente. 

* FERNÃO LARA MESQUITA É JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM

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segunda-feira, 20 de março de 2017

A imoral e desumana Previdência Social do Brasil: trabalhadores de 1ª e de 2ª classes.



A imoral e desumana Previdência Social do Brasil

por Ricardo Bergamini - Economista

Prezado Senhores

Tendo saído os números definitivos da previdência social do ano de 2016 estou republicando o referido artigo com as informações definitivas sobre o tema.

É uma aberração econômica, paga pelos pobres e miseráveis deste país: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

Vejam a aberração existente entre o déficit per capita do RGPS de R$ 1.488,07 com 100,6 milhões de participantes e do RPPS de R$ 15.717,17 com 9,9 milhões de participantes. Uma imoralidade.

Fico pasmo com a falta de indignação ampla, geral e irrestrita onde os estados gastam R$ 35,8 milhões por ano com pensões de ex-governadores e viúvas.  Em SC dois vice-governadores Leonel Pavan e Eduardo Pinho Moreira ficaram apenas seis meses no governo para que os governadores se candidatassem à reeleição e ganham R$ 33,0 mil, cada um. Ratificando: governaram apenas por seis meses.

Tudo bem? Vamos continuar tirando esmolas dos pobres e miseráveis para manter esses malditos direitos adquiridos. Não poderia haver uma taxação para esses canalhas e vagabundos na reforma da previdência? 

Somente os sábios enxergam o óbvio (Nelson Rodrigues)


A imoral e desumana Previdência Social do Brasil

Ricardo Bergamini

- Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 149,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.488,07).

- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,6 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.717,17).

- Resumo do resultado previdenciário de 2016 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 77,1 bilhões; governos estaduais déficit previdenciário de R$ 89,6 bilhões e governos municipais superávit previdenciário de R$ 11,1 bilhões. Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 155,6 bilhões.

- Em 2016 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 305,3 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFI NS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

- Cabe lembrar que no ano de 2016 houve uma renúncia previdenciária da ordem de R$ 43,4 bilhões com exportações, simples nacional e com entidades filantrópicas, dentre outras de menor significância.

Arquivos oficias do governo estão disponíveis aos leitores.
Ricardo Bergamini

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Membro do Grupo Pensar+ www.pontocritico.com