MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Bolsonaro, Moro e Kinder Ovo - por Félix Maier

Bolsonaro, Moro e Kinder Ovo

03/05/2020


- FÉLIX MAIER -



- Moro, tô louco pra comer aquela loira - diz Bolsonaro.

- Que loira? - perguntou Moro.

- Aquela que trabalha no seu gabinete.


Como todos sabem, Moro não gostou do que ouviu, pediu as contas e saiu atirando mais que  bandido de filme mexicano com sua cucaracha, aquela metralhadora giratória.


Ao vivo e a cores, Moro reclamou em coletiva de imprensa que Bolsonaro o estava assediando, de modo que facilitasse a ida dele com a loira no Motel Mon Amour, nos arredores de Brasília, durante o expediente, em carro oficial, com vidros de película escura, muito escura. E que esse assédio já ocorria há muito tempo, por isso estava deixando o cargo de ministro da Justiça.


Foi aquele alvoroço na República Federativa dos Bandidos, onde os deputados criam leis em beneficio próprio, para não serem presos devido à lista da Odebrecht (nada de fim do foro privilegiado, menos ainda prisão para condenado em segunda instância), e os ministros do STF tomam decisões políticas, não técnicas, e criam leis atropelando o Parlamento, como crime de homofobia e licença para matar nascituros que têm apenas algumas semanas de vida, não é mesmo, ministro Barroso?


- Onde já se viu fazer uma coisa dessa com o herói da Lava Jato? - reclamou um deputado tchutchuca petista, que havia desacatado Moro em audiência sobre o Caso Intercept. - Querer que ele seja cafetão do Bozo?


O Procurador-Geral da República rapidamente mandou o caso para o STF, cujo inquérito caiu no colo do decano Celso de Melo, que pendura a toga no final do ano.


Claro que o leitor sabe que não estou tratando de loira, morena ou mulata, mas de Bolsonaro, Moro, Kinder Ovo e do delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, que o Presidente quer ver comandando a PF.


Depois de nomeá-lo Diretor-Geral da PF no Diário Oficial da União, partidos de esquerda correram para debaixo das togas do STF, como fazem cada vez com mais frequência, para gáudio dos velhinhos, que gostam que cheirem suas vergonhas, de modo a anular a nomeação de Ramagem, por ser o delegado "amigo dos filhos do Presidente".


Em vez de jogar o esdrúxulo pedido na lixeira, por ser a nomeação de competência exclusiva do Chefe do Executivo, a ação foi encaminhada para o ministro do STF Alexandre de Moraes, vulgo "Kinder Ovo", devido à sua vasta e lustrosa careca.


Atropelando uma ação que já está correndo no STF, nas mãos de Celso de Melo, Kinder Ovo barrou a nomeação de Ramagem, aceitando como argumento que Bolsonaro deveria ser condenado por querer comer a loira, se é que você está me entendendo. Não houve fato consumado, nem beijinho, muito menos conjunção carnal, mas o simples fato de cobiçar a mulher alheia já o enquadrava nos Dez Mandamentos e o mandava para o inferno.


Foi exatamente o que aconteceu: não existe uma prova sequer de Moro, de que tenha havido um crime de responsabilidade por parte do Presidente Bolsonaro. Exigir que a PF se esforce mais, para descobrir quem mandou que o matasse, além de pedir relatórios da PF, onde está a extrapolação de sua função? Afinal, todos os ministérios estão subordinados ao Presidente e este tem o direito constitucional de saber o que está ocorrendo no País, não é apenas um boneco de enfeite no Palácio do Planalto.


Bolsonaro, dentro daquele seu inconfundível  estilo coloquial, próprio de Bar do Cuspe Grosso, não gostou da decisão do Kinder Ovo, e disse que ele só foi levado ao Supremo por indicação politica, por ser amigo do então Presidente Michel Temer, uma decisão que vale para uns, mas não para outros, como Bolsonaro.


O fato é que todas as indicações a altos cargos públicos são políticas. Indicação de amigos ocorrem muitas vezes, sem nenhum outro critério. Barrar alguém que seja amigo do Presidente ou de seus filhos não faz sentido. Por que Bolsonaro iria indicar algum amigo de Lula, de Dilma, ou de Rodrigo Maia, codimome "Botafogo" da Odebrecht? 


Bolsonaro, a meu ver, só errou no nome do togado do STF . Em vez de citar Kinder Ovo, como sendo uma indicação política, deveria ter citado Dias Toffoli, um advogado medíocre, que foi reprovado duas vezes em concurso para juiz, e que só chegou ao STF por ter sido advogado de Lula e do PT, e por ter sido subordinado de José Dirceu na Casa Civil. Que prova maior de indicação política pode haver que essa? Onde estavam a OAB, a ABI, a mídia,  as associações de magistrados e outras representações congêneres, que não viram nada de anormal na época? Como tal aberração  foi aprovada pelo Senado Federal?


Se crime houve, foi por parte de Sergio Moro. Crime de prevaricação. Se houve desvios de função do Presidente, configurado como crime de responsabilidade ou abuso de autoridade, Moro deveria ter vindo a público, de imediato, para denunciar o grave fato. Disse Moro que Bolsonaro insistiu várias vezes em ter acesso a dados da PF, que queria trocar o comando pelos motivos acima descritos, mas, por que só denunciou tais "crimes" quando resolveu abandonar o Governo?


Se não denunciou tais fatos ou versões no passado, se de fato foram crimes cometidos por Bolsonaro, Moro cometeu o grave crime de prevaricação. E por tal crime ele terá que ser responsabilizado.

https://www.heitordepaola.online/post/bolsonaro-moro-e-kinder-ovo

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - Textos selecionados por Félix Maier

                          MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

                                   (Atualizado em 3 Set 2020)

Avião que passou no dia 31 de março de 2014 

pela orla carioca, com a seguinte mensagem: 

"PARABÉNS MILITARES: 31/MARÇO/64. 

GRAÇAS A VOCÊS, O BRASIL NÃO É CUBA."

 



Preâmbulo

Nas últimas décadas, por conta de um permanente revanchismo dos terroristas derrotados de 1964 contra os militares vencedores, com o apoio maciço da Mídia Antifa (mídia fascista que se apresenta como antifascista), a história do Movimento Cívico-Militar de 1964, assim como seus antecedentes e as ações dos governos dos generais-presidentes, passou a ser reescrita dentro da ótica comunista e é apresentada como sendo apenas o tridente do diabo: perseguição, tortura e morte.

Qualquer abordagem que é feita sobre 1964 é associada apenas ao tridente do diabo dito acima, nada é lembrado sobre a ameaça comunista e a desordem econômico-social ocasionada pela dupla carbonária Jango-Brizola, que as Forças Armadas combateram de frente, sem derramamento de sangue, assim como evitaram que no Brasil se instalasse uma “FARB” à semelhança das FARC da Colômbia, que poderia ter acarretado guerra civil com centenas de milhares de mortos, talvez milhões.

Nada é lembrado também sobre os colossais avanços econômicos e sociais pós-64, como a infraestrutura criada naquela época (comunicações, rodovias, aeroportos, portos, hidrelétricas etc.), passando o Brasil a ocupar a 8ª. posição na economia mundial.

Para que a recente História do Brasil, concernente a 1964, seja recuperada e colocada no lugar que merece, reuni uma seleção de textos, alguns de minha autoria, destinados a historiadores em particular e ao público em geral, especialmente aos mais jovens, que não viveram aquela época e que sofreram verdadeira lavagem cerebral por conta de professores (marxistas) de História, Sociologia, Antropologia etc. 

No ano de 2014 (Annus Petraliorum 12 – Ano dos Petralhas 12), que é o ano por excelência de satanização do Exército Brasileiro, em virtude do cinquentenário do Movimento Cívico-Militar de 1964, reuni vários textos sobre o assunto em MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 e postei na internet. 

Ocorre que um hacker, com certeza a serviço da esquerda terrorista, tomando uísque com a esquerda caviar, apagou os links relacionados ao site Usina de Letras, onde desde o ano de 2000 eu venho publicando textos de minha autoria e de terceiros. 

Tive o trabalho de pesquisar na internet os títulos dos assuntos em questão e refazer todo o trabalho, postando em meu blog Piracema Nadando Contra a Corrente. 

Assim, ofereço de coração a todos este Memorial recuperado e, agora, ampliado. 

Boa leitura! 

Félix Maier

Capitão reformado do Exército 

Continue lendo o MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/memorial-31-de-marco-de-1964-textos.html


Leia também HISTÓRIA ORAL DO EXÉRCITO - 31 MARÇO 1964 em 

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html

HISTÓRIA ORAL DO EXÉRCITO - 31 DE MARÇO DE 1964

HISTÓRIA ORAL DO EXÉRCITO

31 DE MARÇO DE 1964

 

          O Movimento Revolucionário e sua História

          15 Tomos

           Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 2003

 


 

Félix Maier

 Cap QAO Ref do Exército

 

“O Exército nunca foi intruso na História desse País, o Exército sempre foi um instrumento da vontade nacional” (General-de-Exército Leonidas Pires Gonçalves, ex-Ministro do Exército – Tomo 1, pg. 85).

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia” (General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, ex-Ministro do Exército).

A revolução gramsciana está para a revolução leninista assim como a sedução está para o estupro” (Olavo de Carvalho, in “A Nova Era e a Revolução Cultural – Fritjof Capra & Antonio Gramsci”)


APRESENTAÇÃO

A obra, que tem o general Aricildes de Moraes Motta como coordenador geral, é composta de 15 volumes e abrange entrevistas concedidas por 247 personalidades, incluindo principalmente militares do Exército (de general a tenente), almirantes, brigadeiros, deputados, embaixadores, jornalistas, advogados, engenheiros, juízes, desembargadores, que foram testemunhas oculares dos históricos Idos de Março de 1964.

Méritos pelo lançamento da importante obra devem ser creditados ao então Comandante do Exército, Francisco Roberto de Albuquerque, e ao Conselho Editorial da Biblioteca do Exército Editora (Bibliex), tendo o coronel Luiz Paulo Macedo Carvalho como presidente, e seus membros efetivos e beneméritos, como o general Carlos de Meira Mattos, o embaixador Álvaro da Costa Franco Filho, o general Aricildes de Moraes Motta, o general Ulisses Lisboa Perazzo Lannes, o Professor Doutor Arno Wehling e o Professor Doutor Ricardo Vélez Rodríguez (ex-Ministro da Educação do Governo Jair Messias Bolsonaro), dentre outros.

Tomei a iniciativa de fazer um fichamento dos 15 livros, referente aos trechos dos depoimentos que julgo serem os mais importantes, em uma certa ordem cronológica, ao mesmo tempo em que fiz algumas observações e disponibilizei links relativos ao assunto.

Há entrevistas que são verdadeiras pérolas históricas, por apresentarem fatos desconhecidos do público, com riqueza de detalhes. Por outro lado, há entrevistas - poucas - que são lacônicas, quase nada acrescentando a respeito do Movimento Revolucionário de 1964, como é o caso do General-de-Exército Ivan de Souza Mendes, que foi Chefe do SNI durante o Governo de José Sarney. O General-de-Divisão Octávio Pereira da Costa, na entrevista, dá uma aula sobre História do Brasil, desde a Guerra do Paraguai até a campanha presidencial de Tancredo Neves.

Alguns entrevistados falaram a respeito de algo específico, como o coronel Lício Maciel, sobre a Guerrilha do Araguaia; o general Danilo Venturini, sobre o governo Geisel e o programa nuclear brasileiro; o Coronel Pasquali, sobre o Projeto Rondon; o coronel Renato Brilhante Ustra, irmão do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, sobre ordem do Presidente Goulart e ministros para prender e matar Carlos Lacerda; o general Negrão Torres, sobre o “Pentateuco” de Elio Gaspari, 5 livros, com base em material surrupiado pelo general Golbery do Couto e Silva e pelo coronel Heitor de Aquino, em que há muita desinformação e mentira em estado puro – cfr. em https://felixmaier1950.blogspot.com/2020/05/general-raimundo-negrao-torres-desanca.html.

O General Ibiapina nos informa que Marco Maciel, Vice-Presidente eleito na chapa de Fernando Henrique Cardoso, fez curso de explosivos em Cuba e solicitou uma carteira de “agente” ao General Antônio Bandeira.

Há até o depoimento do ex-deputado federal José Genoino Neto que, sobre os “acertos da Revolução de 1964”, saiu-se com esta pérola: “Acho que o que tem que ser frisado – esse é o destaque que eu faria – é que, nesse período, o Brasil montou uma infraestrutura razoável” (Tomo 5, pg. 174). Quando perguntado se sofreu tortura, disse: “Exatamente dentro da ‘comunidade de informações’, as pessoas eram torturadas, fui torturado. Era uma situação extremamente grave, delicada, na qual o cidadão ficava negociando a vida” (Tomo 5, pg. 179). E nada mais disse, sobre onde foi torturado, quem o torturou, em que circunstâncias; preferiu sair pela tangente, fazendo elucubrações sobre a tortura.

A maioria dos entrevistados respondeu a um questionário-padrão, que englobava as seguintes perguntas:

- O senhor poderia precisar quais foram as raízes do Movimento Revolucionário de 31 de Março de 1964?

- O senhor julga que a guerra fria teve alguma influência na Revolução de 31 de Março?

- Como o senhor situaria o panorama político brasileiro no período anterior ao Movimento de 31 de Março?

- Na sua opinião, a Igreja apoiava ou se opunha ao governo deposto?

- O que se passava no meio militar? Como se encontrava o ambiente nos quartéis, na fase pré-revolucionária?

- Qual a sua avaliação sobre a atuação das “Ligas Camponesas” e dos “Grupos dos Onze”? Esses movimentos poderiam ser entendidos como a progressão de uma revolução esquerdista no Brasil?

- No seu entender, o que se passava no meio militar? Houve tentativa de criar cisões nos quadros das Forças Armadas? Como estava o ambiente nos quartéis, nessa fase pré-revolucionária?

- A seu ver, quais os principais acontecimentos que foram determinantes para o desenvolvimento da Revolução de 31 de Março?

- Qual o real significado das Marchas da Família com Deus pela Liberdade, consideradas pelos opositores, hoje, como um grande movimento reacionário ao status quo implantado por João Goulart?

- Qual a atitude do Congresso Nacional, ao eclodir a Revolução?

- Como se portaram os movimentos sindicais e entidades taxadas de esquerdistas como a UNE, CGT, PUA, logo após o início da Revolução?

- O senhor nomearia os principais líderes civis e militares da Revolução de 31 de Março?

- O movimento foi exclusivamente de preparação interna? Houve alguma intervenção externa, algum auxílio externo?

- Qual o posicionamento dos Estados Unidos com relação ao nosso movimento revolucionário?

- A que o senhor atribui o rápido desmoronamento do tal “esquema militar” que o Jango sempre apregoava ter?

- Qual a sua opinião sobre a participação dos cadetes da AMAN na Revolução, tomando parte ativa no movimento?

- O Movimento trouxe maior união e robusteceu a coesão das Forças Armadas?

- O Movimento de 31 de Março baseou-se em alguma ideologia?

- A mídia, na época, apoiou o Movimento?

- É correto o termo Revolução? Como denominaria o Movimento de 31 de Março de 1964?

- O senhor entende que houve erros na Revolução? Caso positivo, quais foram?

- A mídia desta última década e aqueles que hoje detêm o poder fazem absoluta questão de omitir os acertos da Revolução de 1964. Poderia citar alguns desses acertos?

- Quais foram os objetivos da luta armada, desencadeada no campo e na cidade, e onde buscava orientação e apoio?

- O AI-5 foi necessário?

- E a criação de órgãos de informações, como os DOI, bem como o agravamento da Lei de Segurança Nacional?

- Hoje em dia muito se fala em “ditadura militar”, “anos de chumbo”. O que o senhor pensa a esse respeito?

- Ao tempo dos governos revolucionários, acha o senhor que as Forças Armadas se aproveitaram da situação para auferir qualquer tipo de vantagem?

- Existe o chamado “revanchismo”, por parte de autoridades, da imprensa e outros setores, em relação aos militares? O que o senhor pensa sobre a Lei da Anistia?

- A chamada “batalha da comunicação social” foi perdida pelos militares? Caso positivo, qual a razão?

- Com a queda do Muro de Berlim e o colapso da União Soviética, desapareceu o comunismo?

- A imagem do Exército Brasileiro vem apresentando elevados índices de aceitação junto à sociedade, como atestam numerosas pesquisas de opinião. Como o senhor analisa esse fato?


Continua a leitura:

http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/09/historia-oral-do-exercito-31-de-marco.html



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Corredor Triplo A


CORREDOR TRIPLO ‘A’
 Adriano Pires Ribas
23 Mai 2018

Minha esperança está em Bolsonaro para mantermos ínte gro nosso Brasilzão maravilhoso!


É costume internacional, na divisa entre países, se fazer corredores com largura de até 1km, a que chamam de corredor ambiental, imobilizando o espaço assim limitado, sem que a nação a que o território pertence possa ali interferir. Faz alguns anos, em um certo ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’, nosso Brasil se viu diante de proposta de Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, para que se criasse um descomunal “corredor ecológico” a que chamou de Corredor Triplo A, pois vem dos Andes ao Atlântico, Andes,  Amazônia, Atlântico e claro, tudo em  território brasileiro carregando imenso pedaço da nossa Amazônia, a mais rica região do Brasil.

 Quem primeiro nos alertou foi o professor Rogério Maestri, mostrando-nos que as supostas preocupações ambientais de tal projeto escondiam antigos e perversos interesses estrangei ros sobre nossa região norte. Palavras dele:
“Esse tal corredor ecológico é verdadeira ocupa ção. É isso, o germe da antiga e desejada ocupação de nossa Amazônia...”
Disse o especialista, em entrevista à Sputnik.
Mas, curioso, a largura (veja a imagem) do tal ‘corre dor’ - o Triplo A - varia de 50km a 500km! Seria o maior corredor do mundo, e nada ecológico, com nada menos que  136 milhões de hectares.
Segundo as palavras do presidente colombiano, a pro posta serviria para “preservar a área e também como contribuição para a discussão sobre como deter as mudanças climáticas”.
No entanto, acredita Maestri, é muito provável que o discurso de Santos esconda intenções nada louváveis.
Professor visitante de Engenharia Hidráulica na Univer sidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maestri se preo cupa não apenas com os aspectos técnicos da questão ambien tal, também com os fatores geopolíticos que provavelmente  estão alojadas em disfarçadas ideias, como essa do chefe de Esta do colombiano, Manuel Santos, que anunciou publicamente, proporia ao Brasil e à Venezuela esse “ambicioso” corredor nada ecológico.
É mais uma sondagem, mais um passo na continuada inves tida contra nossa Amazônia.
Não sei se tal proposta aconteceu.

QUESTÃO INDÍGENA - A HISTÓRIA SECRETA

A HISTÓRIA SECRETA

Izidro Simões

02 Dez 2018

Ele está na internet, mas convém que coloquemos este episódio aqui, novamente:
No momento em que ainda mais se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os naipes agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que é a ho mologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Fu  nai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras desta maravilhosa nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância.
Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História.
Corria o ano de 1993 – portanto, já fazem 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação.
Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças.
No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados "americanos", já vindo em direção à localidade.
A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionízio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país.
Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receioso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte.
Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali.
Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças, vindos do BV8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destaca mento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo.
O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando nova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e pelo número de barracas, o capitão calculou uns 600 homens, até aquele momento.
Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão.
Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conse guir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica jun tinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira.
Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determi nou ao sargento e a mim, que fizéssemos imediatamente um relatório para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV8.
Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilo grafei completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM (Seção de Inteligência), era o major Bornéo. Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de dia mantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército.
Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã, e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, e o fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia.
Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de seguran ça nacional. Concordei.

Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo.
Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorri dos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo.
E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos "insistentes pedi dos dos povos indígenas de Roraima", determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a pri meira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a "nova nação".
Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados. Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, fato é que nunca assinou a demarcação.
Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná.
Com tão alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se "OPERAÇÃO SURUMU" e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hér cules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi expedido aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais esta va proibido o sobrevôo, sob risco de abate.
Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-co mandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luíz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de "voadeiras" cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos razantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicóp teros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 paraquedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves.
Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa/Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que o custo benefício da entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria compensador, pois seria com muitas baixas, "melou", se retiraram, arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram.
Decepcionando muito, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar "na marra", os fazendeiros e rizicultores ("arrozeiros") dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, do tempo em que Roraima nem existia, quando as terras eram do Amazonas.
Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na internet, que esses proprietários são "invasores", quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, não ter interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios.
As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras "para os índios", e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza.
Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada em pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Re cursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Rapo sa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral.
Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho.
A "desgraça" de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso!
E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcá reo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plan tam soja no Mato Grosso.

Izidro Simões é Piloto Aviador civil.